Aeronave apreendida no Distrito Federal durante operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas, nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Aeronave foi um dos bens sequestrados na a megaoperação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas, desencadeada nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Mais de R$ 300 mil em espécie foi apreendido durante a megaoperação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas, desencadeada nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Helicóptero apreendido pela Polícia Federal em megaoperação contra o tráfico internacional de drogas nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Justiça determinou sequestro de helicópteros dentro de megaoperação da PF contra tráfico de drogas — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Carro apreendido a megaoperação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas, desencadeada nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Caminhões estão entre bens apreendidos pela Polícia Federal em megaoperação contra o tráfico de drogas, nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Um dos bens que teve o sequestro determinado pela Justiça Federal em megaoperação da Polícia Federal foi uma fazenda — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Caminhões foram apreendidos pela Polícia Federal em megaoperação contra tráfico de drogas nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Moto está entre os bens apreendidos na megaoperação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas, desencadeada nesta terça-feira (18) — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Motocicleta é um dos bens apreendidos pela Polícia Federal — Foto: PF/Divulgação
Biri Magalhães retorna ao cargo em Muaná | Divulgação
Biri Magalhães novamente volta ao cargo de prefeito do município de Muaná, no Marajó, após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a liminar que anulava a sessão da cassação de Sérgio Murilo dos Santos Magalhães pela Câmara de Vereadores. Murilo foi afastado do cargo por denúncias de corrupção em janeiro deste ano.
Essa não foi a primeira vez que o gestor foi afastado do cargo. Em 2017, a Câmara Municipal de Muaná entrou com uma ação pedindo o afastamento de Sérgio, alegando que o mesmo havia cometido diversas “infrações político-administrativas relativas à prestação de informações falsas ao Ministério Público do Estado do Pará e à não prestação de contas e à Má-gestão (sic) de recursos da saúde”.
O prefeito foi afastado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), em janeiro deste ano. Reprodução
Sérgio retornou ao cargo com liminar judicial, mas voltou a ser afastado em janeiro deste ano, quando o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) decidiu manter a decisão pela cassação. Quem passou a assumir a gestão do município foi o atual vice-prefeito Biri Magalhães (PTB).
A decisão foi assinada pelo Ministro Dias Toffoli, nesta terça-feira (18).
Canal de Sara apareceu encerrado na manhã desta terça-feira (18). YouTube diz que tem políticas rígidas e que “encerra qualquer canal que viole repetidamente” as regras da plataforma.
Por G1
18/08/2020 11h16 Atualizado há uma hora
Ao acessar o canal de Sara no YouTube, plataforma informa que a conta foi encerrada — Foto: Reprodução/YouTube
O YouTube encerrou a conta da extremista Sara Giromini por “por violar os Termos de Serviço” da plataforma. O G1 acessou o endereço do canal de Sara na manhã desta terça-feira (18) e ele já estava fora do ar (veja foto acima).
Em resposta enviada ao G1, o YouTube diz que tem “políticas rígidas que determinam os conteúdos que podem estar na plataforma e encerramos qualquer canal que viole repetidamente nossas regras”.
Segundo as políticas do YouTube, um canal pode ser encerrado se descumprir recorrentemente as regras de uso. A cada violação, a conta recebe um “strike” – um tipo de aviso e punição. E, após 3 “strikes”, o canal é derrubado em definitivo.
Médicos concluem a interrupção da gravidez da menina de 10 anos violentada pelo tio
Também foi a extremista quem divulgou o endereço do hospital em que ocorreria o procedimento. Enquanto os médicos cumpriam a decisão judicial, grupos contrários ao aborto tentaram impedir que o diretor do hospital entrasse na unidade. A direção da maternidade precisou chamar a polícia.
A suspensão das contas foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão faz parte do inquérito das fake news, que apura ataques a ministros da Corte e disseminação de informações falsas e tem Moraes como relator.
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De feminista a chefe de grupo suspeito de ser “milícia armada”: quem é Sara Giromini?
Ao reiterar a ordem de derrubada das contas em território nacional, Moraes afirmou que o objetivo da medida é evitar que os perfis sejam utilizados para “possíveis condutas criminosas” apuradas.
Presa em junho
Apontada como chefe de um grupo de extrema-direita que apoia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Sara foi presa no dia 15 de junho, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que também é relator do inquérito que investiga a organização de atos antidemocráticos. Ela é suspeita de captar recursos para os atos.
Sara é chefe do grupo 300 do Brasil, de apoio a Bolsonaro. O grupo se define como militância organizada de direita e foi responsável por um acampamento, com cerca de 30 pessoas, montado na Esplanada no início de maio e desmobilizado no meio de junho.
Um dos elementos que pesam contra o grupo é a movimentação pela captação de recursos para atos antidemocráticos, inclusive, a partir de uma vaquinha online para financiar as ações. Os investigadores apontam ainda que o grupo obteve por meio de uma plataforma de financiamento virtual uma soma de R$ 71,6 mil.
Veja a nota do YouTube na íntegra:
“O YouTube tem políticas rígidas que determinam os conteúdos que podem estar na plataforma e encerramos qualquer canal que viole repetidamente nossas regras. Aplicamos nossas diretrizes de forma consistente e independente de ponto de vista. Apenas no primeiro trimestre de 2020, encerramos globalmente mais de 1,9 milhão de canais da plataforma. No mesmo período, no Brasil, foram removidos mais de 480 mil vídeos que desrespeitavam nossas políticas.”
Yudi admite que não faz sexo com a namorada: ‘Não quero a carne dela’
Com informações do Notícias da TV
| Reprodução
Após se tornar evangélico, Yudi Tamashiro decidiu viver na santidade e está há um ano sem fazer sexo. Há dois meses, o apresentador começou um namoro com a assessora Mayara de Lara e afirmou que os dois tentam controlar a tentação com oração. “Não quero a carne dela, quero a vida com ela, ser um com ela”, declarou ele.
“Antes até eu pensava: ‘nossa, nunca vou ficar na santidade, tenho que aproveitar a vida, tenho que viver’. Mas o meu relacionamento com a Mayara é tão quente como o de um adolescente se apaixonando pela primeira vez, porque é puro, não tem medo, não tem maldade”, disse Yudi, em entrevista para a revista Quem.
Segundo o ex-Fazenda, que frequenta igreja Bola de Neve com a namorada e trabalha como apresentador da RedeTV! atualmente, essa decisão foi tomada porque a vontade de Deus é que o sexo só aconteça após o casamento.
“Se a palavra de Deus fala, é isso que eu quero fazer e coloco na minha cabeça. Lógico que existem momentos que são bem difíceis. Mas é nesse momento que oro e peço a Deus força para não fugir do meu propósito”, contou.
Na opinião de Yudi, para alguns casais de namorados, o sexo é apenas um jeito de aliviar a tensão. “Chega em um dia difícil, com a cabeça cheia, liga para a namorada, acaba tendo relação sexual e pronto. Fica mais leve, mais tranquilo e nem conversa. Mas não tem a companhia da pessoa para te trazer uma palavra e resolver o problema. Fica usando o sexo como muleta, escape”, argumentou.
“Não quero ter nenhum escape. Toda vez que a gente está um pouco mais cansado ou com algum problema, a gente ora junto e busca a palavra de Deus e uma saída para aquele problema. E não o sexo. O sexo não resolve nada. Lógico que é importante em um casamento. Mas a gente está só namorando”, completou.
Tamashiro ainda afirmou que antes do pedido de namoro, ele e Mayara sequer haviam se beijado: “Eu me apaixonei pela pessoa que ela é. Depois que pede a pessoa em namoro, pode beijar. Mas a gente evita ficar sozinho nos lugares, dormir junto, essas coisas. Ficar no sofá dando beijo está de boa, mas quando começa a esquentar mais, a gente já levanta e se distancia”.
Yudi, que já chegou a dormir com dez mulheres em uma mesma noite, assegurou que está satisfeito com a decisão de esperar até o casamento para transar. “O namoro na santidade não é só não fazer sexo. É mais puro, não se pode mentir e vender algo que você não é para a outra pessoa. Assim vamos nos conhecendo profundamente e construindo um relacionamento mais forte”, disse.
Imagem mostra menina de 8 anos sendo sequestrada para ser estuprada
Com informações Meio Norte
A menina foi levada para uma área de matagal. | Reprodução
Uma menina de apenas 8 anos de idade foi sequestrada na tarde de segunda (17), após um homem, não identificado, em moto azul, pegar a menina, que estava na companhia de um outra criança. O caso aconteceu no bairro Santa Clara, na zona Sul de Teresina.
De acordo com a Polícia, apesar do susto, a criança já foi encontrada. Ela está bem e sem ferimentos, mas em desespero devido a situação.
Ainda segundo informações preliminares, o acusado levou a criança para dentro de um matagal e tinha o objetivo de violentá-la. A menina no entanto, conseguiu escapar dele, saiu do local e procurou por ajuda.
Policiais Militares fazem buscas pela região para tentar capturar o acusado, que ainda não foi localizado até o momento. A responsável legal pela criança a levou até a Delegacia de Segurança e Proteção ao Menor, onde fizeram um boletim de ocorrência.
O ensaio clínico de fase 3 tem previsão de participação de 7 mil voluntários em 7 estados: Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. É a quarta vacina a obter autorização de testes no país.
Por G1
18/08/2020 09h21 Atualizado há 25 minutos
Profissional de saúde prepara vacina necessária para retorno às aulas em Los Angeles, Califórnia, no dia 12 de agosto. — Foto: Valerie Macon/AFP
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, nesta terça-feira (18), testes de fase 3 de mais uma vacina contra a Covid-19 no Brasil: a Ad26.COV2.S, desenvolvida pela Janssen Pharmaceuticals, do grupo Johnson & Johnson. Esta é a quarta vacina a obter autorização de testes no país (veja detalhes mais abaixo).
A Anvisa não informou a data de início dos testes, que depende de aprovação no Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) – órgão do Ministério da Saúde responsável pela avaliação ética de pesquisas clínicas – e da organização dos pesquisadores para recrutamento dos voluntários.
Os participantes deverão receber uma dose única da vacina ou um placebo (substância inativa), para servir de grupo controle. A determinação de quem recebe a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários, nem os pesquisadores saberão quais pessoas receberam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de “duplo-cego”).
Na fase 3, é testada a segurança e a eficácia de uma imunização, normalmente com participação de milhares de voluntários. Existem outras três vacinas sendo testadas nesta etapa no Brasil:
As primeiras etapas (1 e 2) dos testes da vacina da Johnson começaram em julho, nos Estados Unidos e na Bélgica.
Em um estudo com macacos publicado na revista científica “Nature”, uma das mais importantes do mundo, cientistas disseram que a vacina da empresa protegeu os animais do Sars-CoV-2 (o novo coronavírus) com apenas uma dose.
Em ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promulgou a lei que regulamenta a profissão de historiador no Brasil. A legislatura havia sido vetada pelo governo federal, mas, em sessão remota na última quarta-feira (12), o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional.
A lei dispõe sobre os requisitos para que seja exercida a atividade de historiador, com exigência de diploma de curso superior em História ou, a profissionais diplomados em outras áreas, comprovação do exercício da profissão por cinco anos a contar da promulgação da lei.
O texto lista também as atribuições dos historiadores, incluindo o ensino da disciplina História em escolas e outras atividades profissionais relacionadas a informações históricas.
Fica determinado que “as entidades que prestam serviços em História manterão, em seu quadro de pessoal ou em regime de contrato para prestação de serviços, historiadores legalmente habilitados”.
A regulamentação da profissão de historiador estava prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 368/2009, que teve como autor o senador Paulo Paim (PT-RS). A matéria recebeu alterações na Câmara e foi devolvida ao Senado na forma de um texto alternativo (SCD 3/2015), aprovado pelos senadores no início deste ano.
Ao recomendar o veto, o Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União argumentaram que o projeto, ao disciplinar a profissão de historiador com a imposição de requisitos e condicionantes, restringia “o livre exercício profissional” e feria o princípio constitucional que determina ser livre “a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Leia, abaixo, o texto da lei que regulamenta a profissão de historiador, publicada no Diário Oficial da União desta terça:
LEI Nº 14.038, DE 17 DE AGOSTO DE 2020 Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Historiador e dá outras providências.
Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Historiador e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu promulgo, nos termos do parágrafo 5º do art. 66 da Constituição Federal, a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei regulamenta a profissão de Historiador, estabelece os requisitos para o exercício da atividade profissional e determina o registro em órgão competente. Art. 2º É livre o exercício da atividade de historiador, desde que atendidas as qualificações e exigências estabelecidas nesta Lei. Art. 3º O exercício da profissão de Historiador, em todo o território nacional, é assegurado aos: I – portadores de diploma de curso superior em História, expedido por instituição regular de ensino; II – portadores de diploma de curso superior em História, expedido por instituição estrangeira e revalidado no Brasil, de acordo com a legislação; III – portadores de diploma de mestrado ou doutorado em História, expedido por instituição regular de ensino ou por instituição estrangeira e revalidado no Brasil, de acordo com a legislação; IV – portadores de diploma de mestrado ou doutorado obtido em programa de pós-graduação reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES que tenha linha de pesquisa dedicada à História; V – profissionais diplomados em outras áreas que tenham exercido, comprovadamente, há mais de 5 (cinco) anos, a profissão de Historiador, a contar da data da promulgação desta Lei. Art. 4º São atribuições dos historiadores: I – magistério da disciplina de História nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, desde que seja cumprida a exigência da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB quanto à obrigatoriedade da licenciatura; II – organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História; III – planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; IV – assessoramento, organização, implantação e direção de serviços de documentação e informação histórica; V – assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; VI – elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos. Art. 5º Para o provimento e exercício de cargos, funções ou empregos de historiador, é obrigatória a comprovação de registro profissional nos termos do art. 7º desta Lei. Art. 6º As entidades que prestam serviços em História manterão, em seu quadro de pessoal ou em regime de contrato para prestação de serviços, historiadores legalmente habilitados. Art. 7º O exercício da profissão de Historiador requer prévio registro perante a autoridade trabalhista competente. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 17 de agosto de 2020; 199º da Independência e 132º da República. JAIR MESSIAS BOLSONARO
(Com informações da Agência Câmara e Agência Senado) CONTEÚDO PAGO
Trabalhadores dos Correios decretam greve nacional por tempo indeterminado
Diário Online
Reprodução
Os trabalhadores dos Correios em todo o Brasil irão entrar em greve nacional. A decisão foi tomada em assembleia realizada por sindicatos filiados esta segunda-feira (17).
A partir das 22h de hoje, para locais que possuem terceiro turno, e 00:01h desta terça-feira (18), os funcionários dos Correios vão parar as atividades por tempo indeterminado contra a retirada de direitos, contra a privatização da empresa e negligência com a saúde dos trabalhadores em relação à Covid-19.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) junto aos sindicatos filiados afirmaram que tentaram, desde o início de julho, dialogar com a direção dos Correios em torno da pauta de negociação, mas sem sucesso.
Segundo o sindicato, além da empresa se negar a negociar, a categoria foi surpreendida desde o dia 1º de agosto com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021. Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais.
Os trabalhadores também lutam contra a privatização dos Correios, o aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, e o que classificam como descaso e negligência com a saúde e vida dos trabalhadores na pandemia da Covid-19.
De acordo com o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, a retirada de direitos e a precarização da empresa é uma das estratégias do Governo Bolsonaro e da direção dos Correios para a privatização, entregando os Correios para o capital estrangeiro. “O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”, declarou.
Trabalhadores dos Correios deflagram greve em todo o país
Nesta segunda-feira (17/08), cerca de 100 mil trabalhadores dos Correios em todo o Brasil deliberaram greve nacional em assembleias organizadas pelos sindicatos filiados. A partir das 22h de hoje, para locais que possuem terceiro turno, e 00h do dia 18/08, os funcionários dos Correios vão parar as atividades por tempo indeterminado contra a retirada de direitos, contra a privatização da empresa e negligência com a saú…Ver mais
Enquanto na Câmara a disputa pela sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) está aberta, com pelo menos uma dúzia de candidatos já colocados, no Senado a definição ainda está em compasso de espera. Enquanto isso, o MDB, maior partido da Casa, movimenta-se na disputa com pelo menos três nomes fortes colocados – Eduardo Braga (AM), líder da bancada no Senado, Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso e Simone Tebet (MS), presidente da CCJ.
O partido, que tem tradição de ocupar a presidência do Senado, busca recuperar protagonismo e o comando perdido na atual legislatura. Com uma bancada de 13 senadores, a sigla considera natural disputar a presidência da Casa no próximo pleito.
O mandato do atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acaba em fevereiro de 2021 e, pela Constituição, ele não pode ser reconduzido ao cargo na mesma legislatura. No entanto, ele espera uma possível autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) que viabilize sua reeleição.
Há duas semanas, o PTB entrou com uma ação no Supremo para questionar a recondução de Maia na Câmara e Davi no Senado. A movimentação, a seis meses do pleito, visa dar uma resposta para o impasse que se instalou nas Casas legislativas. O relator da ação, ministro Gilmar Mendes, remeteu a decisão ao Plenário da corte. Sem data para ocorrer, o entendimento favorável a Davi precisa reunir seis dos 11 votos.
Aliados alegam que o atual presidente tem hoje votos suficientes para se reeleger no Senado – contando, inclusive, com o apoio de quem resistiu à sua eleição em fevereiro de 2019. Nessa composição, está, segundo eles, a senadora Kátia Abreu (PP-TO), que no ano passado segurou a pasta com o roteiro da condução da sessão para impedir Davi Alcolumbre de presidir a sessão inaugural do Senado. Recentemente, em sessão virtual do Plenário, a senadora disse que se fosse hoje, não tomaria a pasta do colega.
Seguindo a posição do Palácio do Planalto, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, coloca-se como apoiador de uma eventual candidatura de Davi. No entanto, Gomes, que é hoje um dos principais nomes da articulação do Planalto, nunca escondeu seu projeto político de comandar o Senado e poderá vir a disputar o cargo em 2021. Sua aliança com o presidente Jair Bolsonaro pode enfraquecê-lo em um contexto de busca por maior independência entre parlamentares. No entanto, ele possui bom trânsito e diálogo com a oposição.
O candidato do grupo do MDB que comandou o Senado até recentemente é o atual líder da bancada, Eduardo Braga, próximo do senador e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL). Ex-governador do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, Braga já foi ministro de Minas e Energia no governo Dilma. Considerado um candidato mais ao centro, ele não carregaria o rótulo de governista. Pesa contra o senador, porém, uma investigação no âmbito da Operação Lava Jato. Braga é suspeito de ter recebido R$ 6 milhões da JBS de forma ilegal na campanha de 2014.
Um terceiro nome do MDB é o da senadora Simone Tebet, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Simone não admite nem entre os colegas se candidatar. Ela foi peça-chave na vitória de Davi Alcolumbre. Em 2019, a senadora desafiou Renan e se lançou na disputa da qual ele também participava. Na última hora ela retirou sua candidatura e declarou apoio a Davi, trazendo consigo seus apoiadores. Uma fonte próxima à senadora disse ao Congresso em Foco que ela só concorrerá se houver apelo da maioria dos senadores.
Uma eventual candidatura de Simone é vista por uma parte do Senado como uma forma de a Casa se renovar com segurança. Além da experiência, Simone tem a seu favor o perfil conciliador e independente e uma trajetória política livre de escândalos de corrupção. O atual mandato da senadora se encerra em 2022. Por causa disso, há quem considere arriscado ela se dedicar à presidência e, ao mesmo tempo, à reeleição em seu estado.
Simone Tebet é filha do ex-senador Ramez Tebet, que presidiu a Casa entre 2001 e 2002. Se o projeto se concretizar, ela pode se tornar a primeira mulher a presidir o Congresso Nacional.
Alcolumbre desidratado
O grupo Muda Senado, que foi o fiel da balança na eleição de Davi em 2019, é hoje o maior opositor declarado à sua reeleição e assume a intenção de lançar uma candidatura própria. “Nós não concordamos com o projeto de recondução do Davi, por uma série de motivos. Em primeiro lugar: a Constituição brasileira veda a reeleição”, disse o senador Lasier Martins (Podemos-RS). O grupo reúne cerca de 20 senadores.
Lasier, que é o 2º vice-presidente do Senado, afirma que o presidente não cumpriu as mudanças prometidas. “Durante todo o ano passado ele não reuniu a Mesa nenhuma vez. Com isso, ele desprestigiou a Mesa do Senado e se tornou um sujeito concentrador, absolutista, só ele que decide.” Outra reclamação refere-se aos gastos do Senado, que este ano teve orçamento de R$ 4 bilhões. Ainda, o grupo afirma que Davi não pauta mudanças no regimento e outras propostas defendidas pelos integrantes, como a PEC da prisão após condenação em segunda instância. “Esse excesso de mando do presidente é desproporcional e incompatível com o colegiado”, disse Lasier.
Além de Lasier, outros opositores explícitos à recondução do senador do DEM são Eduardo Girão (Podemos-CE), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Major Olimpio (PSL-SP). O grupo, formado em meados de 2019 com a promessa de renovar o modo de fazer política e defender a pauta de combate à corrupção, acabou perdendo um pouco de projeção com a pandemia. Os integrantes acompanham as articulações sobre a sucessão, mas entendem que ainda é cedo para abrir o debate. Além disso, preferem não colocar nenhum candidato oficialmente. Nos bastidores, são aventadas as candidaturas dos senadores Lasier e Alvaro Dias (PR). Ambos são do Podemos, principal sigla a sustentar o grupo.
Major Olimpio critica a possibilidade de Davi Alcolumbre disputar uma nova eleição na Mesa que, para ele, seria “um tremendo tapetão” e “casuísmo”. Ainda assim, ele reconhece que no campo da política tudo é possível. Olimpio considera que seria preferível lançar um nome do próprio Muda Senado, mas não descarta a possibilidade de apoiar outras candidaturas comprometidas com os propósitos do grupo. “Temos coisas programáticas do Muda Senado que o eventual candidato teria que se comprometer. Essa é a minha visão”, afirmou.
A relação entre eles se degradou no ano passado após Davi engavetar e rejeitar pedidos feitos pelo Muda Senado para se abrir uma CPI para investigar ministros do Supremo. Os integrantes do grupo também se ressentem de uma aproximação entre Davi e Renan, o que contraria o discurso de renovação das práticas políticas que o ajudou a derrotar o emedebista.
Um impasse que posterga as negociações é a dificuldade de realização de sessões presenciais. Com a retomada dos trabalhos presenciais, espera-se que essa discussão se torne mais palpável e o pulso do Plenário do Senado se intensifique. Uma possível pressão externa, vinda das redes sociais contra Davi Alcolumbre, é uma expectativa para enfraquecer seu enredo pela recondução.
Nos bastidores, Davi já conversa com uma série de senadores. Sem reuniões das comissões, a centralização na figura do presidente é vista com ressalvas, dado que seu poder fica ainda maior, com definição de pautas, relatorias e sem a possibilidade de apartes e instrumentos de obstrução. Por outro lado, a recondução de Davi desperta o interesse do governo. Menos crítico a Bolsonaro do que Maia, ele costuma se reunir com frequência com o presidente e colocar panos quentes nos embates entre o Legislativo e o Executivo.
Eleito em um pleito tumultuado que adentrou o fim de semana, Davi Alcolumbre entrou em rota de colisão com Renan Calheiros em uma disputa acirrada no início do governo Bolsonaro. Uma primeira votação entre os 81 senadores revelou 82 votos e exigiu anulação. Candidato, o senador amapaense conduziu a sessão, o que suscitou uma série de críticas de senadores, e quis alterar o sistema de votação. No fim, foi eleito com 42 votos.
Outro nome que corre nos bastidores é o de Antonio Anastasia (PSD-MG). Ex-governador de Minas, o senador relatou matérias importantes, como a PEC do orçamento de guerra. Na condição de primeiro vice-presidente da Casa, Anastasia presidiu sessões quando Davi se licenciou após ser diagnosticado com a covid-19 em março. De perfil discreto, ele ainda não comenta a possibilidade de concorrer.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.