Major Olímpio diz que Guedes é “bola da vez, com missa encomendada”

24 de agosto de 2020 at 07:08

Para o líder do PSL, a permanência do ministro é incompatível com planos de Bolsonaro de gastar com projetos dos militares

LUCIANA LIMA

Metrópoles

Irritado com o tratamento dado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, aos senadores que votaram pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro na proposta que trata do congelamento dos salários de servidores públicos, o líder do PSL no SenadoMajor Olímpio (SP), disse não acreditar na permanência do ministro na pasta, apesar dos elogios públicos ao ministro por parte do presidente.

Segundo o senador, toda a cena provocada por Bolsonaro já faz parte da “missa de corpo presente” de mais um assessor.

Na próxima semana, o Senado espera ouvir explicações de Guedes sobre as declarações de que os parlamentares teriam cometido “um crime contra o país” ao derrubar o veto do presidente, decisão posteriormente revertida na Câmara. Senadores, que antes estavam com o governo e agora se tornaram críticos de Bolsonaro, esperam sangrar o “Posto Ipiranga” do presidente. Um convite para que ele compareça já foi feito. “Se ele não comparecer, será convocado”, avisou Olímpio.

O ex-aliado de Bolsonaro aposta na mudança na condução da Economia. “Eu não tenho dúvida. Já estão fazendo a missa de corpo presente dele.

Bolsonaro está apenas testando, mas o que vai acontecer é a mesma coisa que ocorreu com o ministro Mandetta e com Moro (ex-ministros da Saúde e da Justiça, respectivamente). Não tenha dúvida. Bolsonaro vive do conflito. Ele vive de colocar um contra o outro, até mesmo no time dele, na assessoria dele. Então ele vive de alimentar os ministros militares e mais o Tarcísio (ministro da Infraestrurura)”, argumentou.

Para Olímpio, a presença de Guedes no governo é incompatível com os planos do presidente de reeditar, segundo ele, um plano de infraestrutura semelhante ao do regime militar. “Ele quer reativar o ‘Pra Frente Brasil”, do Médici, em 1970″, observou. “Bolsonaro gostou de andar de capacete branco em obra e de subir em jumento. Já o Guedes está tentando segurar a chave do cofre”, disse.

“Mas não vai dar certo isso aí. O time do presidente manifesta que não suporta mais o Guedes”, destacou o senador em entrevista ao Metrópoles.

Pandemia

A semana terminou com os ânimos acirrados devido às declarações do ministro. Com isso, senadores já preparam denúncias para serem colocadas publicamente em sua audiência, caso ela ocorra. O líder do ex-partido de Bolsonaro pretende levantar a discussão sobre o uso das verbas destinadas ao combate à pandemia, que hoje estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para ele, na tentativa de conseguir fidelidade da base, o governo ofereceu verbas destinadas ao combate à pandemia de coronavírus para que fossem usadas pelos parlamentares em seus redutos eleitorais.

“Criminoso é o governo, que ofereceu para a gente verba da Covid-19. Era para destinarmos para onde a gente quiser. Foi um toma-lá-dá-cá pior, criminoso, com verba marcada ‘ação Covid-19’. Eu não aceitei e ainda denunciei. Safadeza com dinheiro público”, destacou. “Segundo consta, 51 senadores fizeram a destinação. Tem município que recebeu R$ 6 milhões e não tem caso de Covid-19”, disse o senador.

Polícia

Outro assunto que virá a tona é a demora do presidente em publicar o veto ao projeto. Para Olímpio, Bolsonaro postergou a publicação para poder dar reajustes de salários para a Polícia Militar do Distrito Federal. Os reajustes ocorreram em maio deste ano, por meio de uma Medida Provisória. “Bolsonaro levou 20 dias para fazer o veto para poder aprovar o aumento salarial da Polícia Federal e da polícia do Distrito Federal, e agora ele vem com a safadeza de dizer que nós estamos promovendo gastos”, reclamou.

Desafio

Irritado com o fato de o ministro ter dito que o Senado cometeu um crime ao votar contra o veto do presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira, Olímpio diz que o ministro mentiu ao informar que a liberação de reajustes para os servidores públicos acarretaria uma despesa de R$ 120 bilhões aos cofres do governo.

“Estou desafiando o Paulo Guedes porque ele disse que o Senado praticou um crime. Eu estou dizendo que é mentira ele ter afirmado que teria um aumento de despesa de R$ 120 bilhões. Eu desmascaro a mentira na medida em que todos os estados hoje já estão acima do 60% do limite prudencial em relação ao gasto com folha. Então, nenhum estado brasileiro pode dar reajuste nenhum”, disse o senador, que sustenta ter participado, junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o então líder da Maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, da construção do texto aprovado, com o próprio Paulo Guedes e o assessor especial da pasta, Esteves Colnago.

“Quem deu aval para esse texto foi o próprio Guedes. Eu acompanhei isso. O texto que está lá, inclusive incluindo as Forças Armadas, é texto meu e da minha assessoria, feito com o Paulo Guedes, com o Colnago, o Davi Alcolumbre e o Fernando Bezerra”, relatou.

“Era meramente autorizativo.Além disso, pelo Pacto Federativo, a União não pode restringir nem facultar o que vai ser a política salarial do estado. Até porque ela não paga”, argumentou. “É uma tremenda de uma canalhice quando ele afirma que foi um crime porque ele [Guedes] autorizou o texto.”

“Vontade que tenho é encher sua boca de porrada”, diz Bolsonaro a repórter

23 de agosto de 2020 at 23:28

Por Congresso Em Foco

O presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada

Ao ser questionado por um repórter do jornal O Globo sobre os cheques depositados por Fabrício Queiroz à primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou o jornalista. “A vontade que eu tenho é de encher sua boca de porrada”, disse o presidente, segundo registro de Antonio Temóteo, do UOL.

O episódio aconteceu enquanto o presidente fazia uma visita à Catedral de Brasília na tarde deste domingo.

Uma reportagem publicada no começo de agosto pela revista Crusoé mostrou que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e ex-policial militar Fabrício Queiroz depositou pelo menos 21 cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. As transações, feitas entre 2011 e 2018, somam R$ 72 mil.

Segundo a revista, as transferências foram identificadas na quebra de sigilo bancário de Queiroz. A revelação contraria a versão dada pelo presidente Jair Bolsonaro de que o depósito no valor de R$ 24 mil, conhecido desde dezembro de 2018, era parte do pagamento de um empréstimo de R$ 40 mil que fizera ao ex-policial, seu amigo desde 1985. O repasse, na época, foi considerado atípico pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

LEVANTAMENTO

23 de agosto de 2020 at 22:54

Só o Pará e mais quatro estados sairão da crise em 2021

Fonte: Estadão e Agência Pará

O Pará ficou em 1º lugar no ranking das exportações de minérios entre os estados de todo o Brasil, fator que ajuda na superação da crise.

 O Pará ficou em 1º lugar no ranking das exportações de minérios entre os estados de todo o Brasil, fator que ajuda na superação da crise. | Reprodução

Pará deve ser um dos únicos cinco estados brasileiros que não sofrerão perdas no Produto Interno Bruto (PIB) mesmo com a crise causada em todo o planeta pelo covid-19. É o que indica um levantamento feito pela empresa Tendências Consultoria Integrada divulgado este domingo (23). Dos 26 estados da federação, apenas Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás encerrarão o ano de 2021 com PIB acima do nível pré-pandemia (2019).

O Pará entra na lista de estados que menos sofrerão possivelmente os impactos econômicos causados pela pandemia principalmente pelas commodities agrícolas e minerais, já que é Estado brasileiro que mais exporta minerais. O restante dos estados precisarão de um impulso maior para recuperar os estragos provocados pela covid-19 na sua economia, segundo o levantamento.

A chegada da pandemia freou uma tímida recuperação econômica que os Estados brasileiros vinham apresentando desde a crise de 2013 e 2014. A maioria dos Estados enfrentavam uma grave crise fiscal antes da pandemia, com despesas de pessoal elevadas e arrecadação fiscal ainda baixa. No começo deste ano, a expectativa era de que, apesar do crescimento previsto para 2020, apenas metade deles retomaria o nível pré-crise de 2013 e 2014. A situação piorou ainda mais com a pandemia.

“A atividade econômica do ano que vem dependerá de uma série de condicionantes, como a própria evolução da pandemia e o reflexo de questões políticas na agenda econômica, com destaque para a questão fiscal”, diz o economista da Tendências Lucas Assis.

Segundo o economista, o Pará será outro Estado que deve superar o PIB de 2019, influenciado sobretudo pela normalização da produção de alumínio e pela expansão da produção de minério de ferro no Sistema Norte da Vale, composto pelas minas de Carajás e S11D.

Mato Grosso do Sul deve ser o Estado mais resiliente no biênio 2020-2021 e deverá exceder em 2,7% o PIB de 2019. O desempenho será reflexo do avanço da produção agropecuária e da produção industrial. “Com localização privilegiada, próxima de São Paulo, a indústria de celulose do Estado deve ser favorecida pela expectativa de ampliação da demanda asiática por papel tissue, pela tendência estrutural de substituição do plástico por produtos de papel e pelo câmbio brasileiro desvalorizado”, explica Assis.

Segundo Assis, apesar da perspectiva de expansão da atividade econômica no ano que vem, o País continuará 4,2% abaixo do PIB registrado em 2019. Neste ano, a previsão da consultoria é de uma queda de 7,3% e, em 2021, um avanço de 3,4%. Mas esses números podem ter alguma alteração dependendo da prorrogação do auxílio emergencial e do valor a ser pago, diz ele.

Esse efeito poderá aliviar um pouco a situação crítica do Nordeste, por exemplo, cujo PIB continuará 5% abaixo do verificado em 2019. O economista do Itaú Unibanco Luka Barbosa diz que tem sido claro que os locais com maior repasse tem tido consumo maior. E isso está ocorrendo no Nordeste.

Pará e a mineração

O Pará ficou em 1º lugar no ranking das exportações de minérios entre os estados de todo o Brasil. O Boletim Econômico Mineral do Pará foi divulgado, na última segunda-feira (6), pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) e se refere ao primeiro semestre de 2020, quando o Pará participou com 34% das exportações minerais do país. 

“O estado do Pará se destaca no cenário nacional como maior produtor de minérios do País. Destaca-se em primeiro lugar na produção de ferro, bauxita, cobre e caulim, além de ser grande produtor de manganês, níquel, calcário, ouro, gemas e outros minérios de uso na construção civil”, afirma o diretor de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ronaldo Lima, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). “Grande parte dessa produção é de produtos de exportação, o que contribui para o saldo positivo da nossa balança comercial e no aumento do Produto Interno Bruto ”, completa. 

Dos 6,7 bilhões de dólares exportados pelo Pará de janeiro a junho de 2020, a mineração representou 88,6% das exportações totais do Estado. A atividade traz inúmeras consequências positivas para a população e para o crescimento econômico estadual.

“Toda essa potencialidade atrai empreendimentos e grandes empresas do setor mineral que contribuem para a criação de empregos diretos e indiretos e geração de renda, com a movimentação de serviços que aquecem a economia do Estado e, especialmente, dos municípios localizados nas áreas de influência direta dos projetos”.  Ronaldo Lima, diretor da Sedeme.

O Governo do Pará, através da Sedeme, trabalha para criar um ambiente de atração de negócios, investindo na estruturação dos Distritos Industriais e na logística para o escoamento da produção. “A implantação da Ferrovia Paraense (Fepar), a retificação de canais como o Quiriri e o Pedral do Lourenço para a melhoria de nossas hidrovias, o investimento para a maior capacidade dos nossos portos e melhoramento na rede rodoviária são algumas das ações fundamentais em desenvolvimento para criar atrativos”, destaca Ronaldo. 

Minério de Ferro

O Pará também ocupou o 1º lugar como maior exportador de minério de ferro entre os estados brasileiros, de acordo com o Boletim de 2020 divulgado pela Simineral. Dos US$ 6,918 bilhões exportados pelo Brasil no primeiro semestre deste ano, o Pará participou com 57,5% do total (US$ 3,981 bilhões). Segundo o Diretor da Sedeme, cerca de 90% dos produtos exportados pelo Estado, em 2019, foram oriundos da indústria extrativa mineral, com destaque para o minério de ferro, com uma produção aproximada de 180 milhões de toneladas, exportadas especialmente para a China, principal mercado de importação.

O Simineral coletou os dados junto ao Ministério da Economia, através do setor de Produtividade e Comércio Exterior, e da Agência Nacional de Mineração (ANM) para a produção do Boletim Econômico Mineral do Pará do 1º semestre de 2020.

Maior Arrecadação

O Pará também foi o estado que mais arrecadou recursos da Compensação Financeira pela exploração de Recursos Minerais (CFEM), representando 49% de recolhimento do recurso no Brasil durante o 1º semestre de 2020, com R$ 1,035 bilhão. Essa arrecadação representa o crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2019, quando o estado arrecadou R$ 898 milhões.

“Por ser o maior Estado produtor de minérios, o Pará é, consequentemente, também o maior arrecadador da CFEM no Brasil. Isso representa mais recursos para que o Estado e municípios apliquem em melhorias nos setores de saúde e educação, por exemplo”, afirma Ronaldo. 

A Mineradora Vale é responsável por 84% da CFEM do Pará, de um total aproximado de R$ 867 milhões no 1º semestre de 2020. Cerca de 82% da arrecadação do Estado origina do CFEM do minério de ferro.

Os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, na região sudeste do Pará, despontam no cenário brasileiro como os maiores arrecadadores. Representam 41% de recolhimento de CFEM no 1º semestre de 2020. Parauapebas com 23% de arrecadação, recolheu R$ 478 milhões, já Carajás, com 18% de arrecadação de CFEM, recolheu R$ 388 milhões.


BOLETIM

23 de agosto de 2020 at 14:31

Governo investe quase um bilhão em obras públicas no Pará

Agência Pará

Os dados são do boletim “RREO em foco.

Os dados são do boletim “RREO em foco. | Bruno Cecim/Agência Pará

O Governo do Estado aplicou, até junho deste ano, R$ 982,6 milhões em obras públicas. É o que aponta o o boletim “RREO em foco”, que analisa os dados do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), produzido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em 2019, no mesmo período, foi realizado um total de R$ 353,8 milhões em investimentos, um incremento nominal de 177,74%.

Segundo o estudo, o Pará investiu 7% dos valores da receita total no terceiro bimestre de 2020. Comparando com o mesmo período do ano passado, quando o investimento foi de 3%, corresponde a um crescimento de quatro pontos percentuais.  

O boletim mostra que no Pará, no terceiro bimestre deste ano, cresceu 13% e as despesas 17% em relação ao mesmo período de 2019. Foi o segundo maior crescimento de receitas entre os Estados, ficando atrás apenas do Mato Grosso. De janeiro a junho, o total da receita de 2020 foi de R$ 14,8 bilhões. 

Já o total de despesas até junho de 2020, foi de R$ 13,4 bilhões. O aumento das despesas deve-se, em boa parte, ao crescimento dos investimentos realizados pelo Estado. “Nos últimos 15 anos, no Pará, em média para cada R$100 arrecadados, apenas R$5 eram para investimento. Isso significa dizer que eram R$95 para pagar folha, custeio, dívida, para pagar o funcionamento da máquina pública. Apenas R$5 eram destinados para hospital, escola, delegacia, para efetivamente fazer obras para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o governador Helder Barbalho.

O chefe do Executivo Estadual afirmou que a nova gestão está trabalhando para mudar esta lógica, encaminhando para fechar o ano com 10% de investimentos, o maior investimento da história do Pará. “O Estado precisa ter as contas em dia para ter capacidade de investir. E posso dizer, sem medo de errar, que as contas públicas do Estado do Pará nos colocam como o melhor estado em saúde financeira de todo o Brasil, com a  arrecadação em pleno crescimento. Temos elevado a nossa arrecadação usando estratégia e justiça tributária”, explicou o governador. 

Diminuição da dependência

Em relação ao resultado orçamentário, o boletim analisa as receitas realizadas diminuindo as despesas liquidadas, até o 3º bimestre de 2020. O Pará passou de R$1,7 bi, de resultado orçamentário em 2019, para R$ 1,3 bi, significando 2% em relação a Receita Corrente Líquida (RCL). 

“Um dado muito positivo no Boletim da STN  é a comprovação da diminuição da dependência do Estado, em relação ao repasse dos recursos federais. Em 2019, o grau de dependência, ou seja, a relação entre a receita própria e a receita transferida era de 61% e 39%, respectivamente. No terceiro  bimestre de 2020 esta relação passou a ser de 72% e 28%. É um resultado positivo porque mostra que o Pará está ampliando os esforços no sentido de fazer crescer a arrecadação própria”, explica o secretário da Fazenda, René Sousa Júnior.   

A comparação no item despesas mostra que houve um crescimento de 1% nas despesas com pessoal, passando de 56% para 57%. Em relação a dívida consolidada, que se refere as operações de créditos, o crescimento foi de 15%, devido a aprovação de novos empréstimos.

A publicação trimestral do Tesouro Nacional apresenta as informações fiscais consolidadas dos entes da República Federativa, com  informações da execução orçamentária dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo também o Ministério Público e a Defensoria Pública, e contempla as esferas Federal, Estadual, Distrital e Municipal. Os valores são declarados pelos próprios entes em documentos contábeis publicados no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, Siconfi.

Clique aqui para acessar o “RREO em foco”. E acesse o site, para ver o relatório resumido da receita orçamentária do Pará.

SURREAL

23 de agosto de 2020 at 14:07

Multidão ignora pandemia e invade loja. Veja o vídeo!

Com informações do Portal do Holanda

As imagens mostram a multidão ignorando as medidas de segurança contra o coronavírus.

As imagens mostram a multidão ignorando as medidas de segurança contra o coronavírus. | Reprodução

Mesmo em tempos de pandemia, muitos brasileiros já deixaram claro que não dão a importância devida ao novo coronavírus. Um exemplo disso é um vídeo bizarro, que tem viralizado nas redes sociais, onde uma multidão aparece invadindo uma loja no dia da inauguração. As imagens começaram a circular pela internet no último sábado (22). O flagrante foi feito no Rio de Janeiro.

Nas imagens é possível ver centenas de pessoas aglomeradas para entrar no estabelecimento comercial, indo totalmente contra as orientações de distanciamento social, o que é fundamental para evitar o contágio do coronavírus. 

Os funcionários do local são empurrados, enquanto os consumidores entram desenfreados no local. As imagens foram comparadas com as que geralmente vemos na famosa “Black Friday”, onde diversas lojas oferecem produtos com super descontos. 

O que chama a atenção é a falta de noção dos consumidores, que decidiram ignorar por completo a pandemia e as medidas de segurança necessárias para impedir a disseminação da covid-19. 

A loja de produtos domésticos foi multada por não ter licença para funcionar. Além disso, a rede comercial foi duramente criticada nas redes sociais por permitir a superlotação do local. O estabelecimento ainda ganhou a fama de “irresponsável”, assim como a multidão que aparece no vídeo. 

Confira:

MP Eleitoral é contra showmício virtual nas eleições. Veja parecer na íntegra

23 de agosto de 2020 at 12:51

Por João Frey 

congresso em foco

O Ministério Público Eleitoral deu um parecer em que recomenda a proibição da participação de candidatos em lives de artistas nas eleições municipais de 2020. A manifestação do órgão foi em resposta a uma consulta feita pelo Psol ao Tribunal Superior Eleitoral.

Para o Psol, a possibilidade de realização deste tipo de evento daria mais visibilidade às candidaturas na disputa eleitoral que acontece num momento de pandemia e isolamento social.

“Esta exceção especialíssima, se positiva a resposta às indagações, daria o reconhecimento formal da nova dimensão das eleições. Reconheceria o incremento da essencial necessidade do proselitismo eleitoral, que será muito afetado com a diminuição quase total, em razão do isolamento social; acolheria uma maior participação dos eleitores num pleito hermético e impessoal e assim facilitando um mais amplo conhecimento dos projetos e plataformas dos candidatos”, argumentam os representantes do partido na consulta formulada ao TSE.

Apesar dos argumento da legenda, a resposta do vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, foi negativa.

“Historicamente, eventos, que ficaram conhecidos como showmícios, eram realizados e patrocinados por candidatos a fim de dar-lhes visibilidade. Contudo, não eram os candidatos as atrações principais, mas artistas de sucesso, os quais acabavam tendo suas imagens associadas a determinadas candidaturas, que se aproveitavam da imagem em evidência
destes famosos, realizando espetáculos cada vez maiores e que lhes dessem maior visibilidade, confiabilidade e poder de convencimento para angariar votos”, escreveu o procurador.

Nesses casos, diz Brill de Góes, “o que prevalecia era o poder econômico daquele que detinha maiores recursos financeiros, e, portanto, capacidade de patrocinar um show maior, com artistas que mais agradassem a população, sem que fosse dado espaço ao debate político propositivo, como esperado de candidatos em campanha”.

Em seu questionamento, o Psol fala sobre eventos com artistas não remunerados, o que poderia mitigar o problema do poder econômico. Mesmo assim, Góes sustenta que “a vinculação de candidatos a artistas de renome ocorreria mais uma vez, sem que se
tutelasse o efetivo debate político e a apresentação de propostas ou planos de governo, o que o próprio dispositivo legal veda e busca evitar, violando novamente a isonomia e a liberdade de pensamento, como antes da norma ora em debate”.

Veja o parecer na íntegra

ACIDENTE

23 de agosto de 2020 at 10:18

Carro de luxo capota após bater em outros carros no Umarizal; veja o vídeo

Diário Online

Não há informações sobre vítimas ou se houve alguém ferido.

 Não há informações sobre vítimas ou se houve alguém ferido. | Reprodução

Um acidente envolvendo um carro de luxo e outros carros, assustou moradores na madrugada deste domingo (23) no bairro do Umarizal, em Belém. 

Um porsche colidiu com outros veículos que estavam estacionados avenida Generalíssimo Deodoro com a 14 de março. 

Um vídeo feito por um internauta mostra como os carros ficaram após a colisão. 

Não há informações se houve alguém ferido além dos danos materiais.

Padre Robson diz que se afastou da Afipe para colaborar com MP e provar que não desviou doações: ‘Sempre carreguei cruzes’

23 de agosto de 2020 at 08:03

Investigação apura se dinheiro doado foi usado na compra de fazendas e até casa na praia. Afipe movimentou R$ 2 bilhões em dez anos.

Por Vitor Santana, G1 GO


Padre Robson diz que se afastou da Afipe para provar que não desviou do

Padre Robson diz que se afastou da Afipe para provar que não desviou do

O padre Robson de Oliveira Pereira, de 46 anos, investigado por suspeita de usar dinheiro de doações de fiéis para comprar uma casa na praia, fazendas e outros itens de luxo, gravou um vídeo em sua rede social negando qualquer crime. Ele afirmou que se afastou da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que cuida do Santuário Basílica de Trindade, para colaborar com as investigações do Ministério Público (assista acima).

“O meu caminho nessa missão evangelizadora nunca foi fácil. Desde o início, como você bem sabe, sempre carreguei muitas cruzes”, disse.

Na sexta-feira (21), o Ministério Público realizou a Operação Vendilhões, que investiga o uso de R$ 120 milhões da associação para comprar diversos imóveis milionários e o uso das doações fora das atividades ligadas à religião. O padre Robson era o reitor da Afipe e pediu o afastamento no mesmo dia.

“Sempre estive e continuo à disposição do Ministério Público. Por isso, esse meu pedido de afastamento vai me permitir colaborar com as apurações da melhor forma e com total transparência para que seja confirmado que toda doação que fazemos ao Pai Eterno – terços rezados, o dinheiro doado, tempo, carinho, trabalho empregado na evangelização – foi toda, repito, toda empregada na própria associação Afipe em favor da evangelização”, disse no vídeo.

Padre Robson Oliveira se afastou da Afipe após operação do MP — Foto: Reprodução/Instagram

Padre Robson Oliveira se afastou da Afipe após operação do MP — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo o Ministério Público, a entidade presidida pelo padre recebia cerca de R$ 20 milhões em doações mensalmente e, em dez anos, chegou a movimentar R$ 2 bilhões. O dinheiro seria usado, entre outras finalidades, para a construção da nova Basílica, orçada, inicialmente, em R$ 100 milhões. A construção, que tinha previsão de entrega para 2022 e foi adiada para 2026, ainda está na fase de fundação.

“Meu coração está sereno e confiante de que tudo será esclarecido o mais breve possível. Nesse momento de provação, eu tenho certeza de que essa obra não vai ser abalada, porque Deus é nosso pai e nunca desampara seus filhos”, completou o padre na gravação.

Obra da nova Basílica de Trindade, administrada pela Afipe, ainda está em fase inicial — Foto: Guilherme Rodrigues/TV Anhanguera

Obra da nova Basílica de Trindade, administrada pela Afipe, ainda está em fase inicial — Foto: Guilherme Rodrigues/TV Anhanguera

Doações de fiéis

Os promotores apontam que Robson criou “várias associações com nome de fantasia Afipe ou similar, com a mesma finalidade, endereço e nome”. Conforme apurado pelo MP, as filiadas da Afipe também são voltadas para a “evangelização por meio da TV, para obras sociais e para a construção da Nova e Definitiva Casa do Pai Eterno, em Trindade” e que, para esse fim, recebem doações de fiéis de todo o Brasil.

Entre anos de 2016 e 2018, os donativos atingiram um montante de mais de R$ 746 milhões, de acordo com o órgão, que investiga se parte do valor, aproximadamente R$ 120 milhões, foi desviado para empresas e pessoas investigadas no processo.

Operação do MP investiga desvio de dinheiro na Afipe, que era presidida por padre Robson — Foto: Montagem/G1

Operação do MP investiga desvio de dinheiro na Afipe, que era presidida por padre Robson — Foto: Montagem/G1

Investigação no Vaticano

Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), Rodney Miranda, dois representantes do Vaticano vieram ao Brasil no ano passado para investigar o alto valor arrecadado pela Afipe e pelo Santuário Basílica de Trindade.

“Dois delegados da Polícia Civil de Goiás foram conversar com eles. No encontro, foi nos passado a preocupação do Vaticano com o volume de recursos circulando na igreja de Trindade, para a suposta construção de uma Basílica, que até hoje não saiu do chão. As suspeitas eram sobre a origem de tais recursos e o desvio de finalidade dos mesmos”, explicou Rodney.

Em entrevista à TV Anhanguera neste sábado (22), o secretário mencionou, ainda, que a investigação do MP aponta uma movimentação de R$ 2 bilhões na Afipe. “A Basílica foi orçada em R$ 100 milhões. Com esse valor movimentado, já daria para ter construído 20 basílicas”, afirmou.

Em nota, a Arquidiciose de Goiânia informou que “nunca houve qualquer questionamento por parte do Vaticano em face da Afipe ou da pessoa do padre Robson de Oliveira, e se houve algum contato com o secretário de Segurança Pública, não foi com representantes do Vaticano”.

Caso de extorsão originou ação

De acordo com o MP, a investigação começou há dois anos, por conta de outra investigação vinculada ao padre Robson. Conforme o apurado, na ocasião, o religioso foi extorquido durante dois meses, em março e abril de 2017, e “utilizou indevidamente recursos provenientes de contas das associações que preside”.

Um hacker chegou a ser condenado por extorquir R$ 2 milhões do padre, ameaçando revelar um suposto caso amoroso do religioso. Porém, a polícia apontou que as mensagens usadas para extorquir o padre eram falsas.

De acordo com as investigações, o dinheiro foi repassado por transferências bancárias e entregue em espécie. Os pagamentos eram feitos em quantias de R$ 50 mil a R$ 700 mil. Em alguns casos, o valor era deixado dentro de um carro na porta de um condomínio ou no estacionamento de um shopping da capital. Uma das entregas foi supervisionada pela Polícia Civil a fim de identificar e localizar todos os criminosos.

Ministério suspende licenças de importação para 210 produtos

23 de agosto de 2020 at 06:49
Dólares - Moeda estrangeira

Medida visa reduzir burocracia e integrar país a cadeias globais

Mais de 200 produtos podem entrar no país com menos burocracia. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, suspendeu, nos últimos meses, as licenças de importação para 210 itens que movimentaram US$ 5,6 bilhões no ano passado.

A liberação consta de três portarias editadas entre 25 de junho e 20 de julho. Entre os produtos beneficiados, estão revestimentos para paredes, fios de acrílico e tubos de aço.

Antes, a liberação para entrada no Brasil dependia de aprovação da Secex, diretamente ou por meio de delegação de competência ao Banco do Brasil.

Dos produtos dispensados de licença, 88 exigiam licenças automáticas, concedidas sem pedido ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e 122 licenças não automáticas, que necessitam de aprovação de outros órgãos, como agências reguladoras.

Em 2019, as importações de produtos com licenças automáticas somaram US$ 2,9 bilhões. As compras de produtos com licenças não automáticas totalizaram US$ 2,7 bilhões.

Segurança e qualidade

Segundo o Ministério da Economia, a dispensa de licença não afeta a segurança, nem a qualidade dos produtos que entram no país, porque os produtos liberados são de baixo risco e passavam por controles econômico-comerciais, não sanitários ou biológicos. Os importadores, informou a pasta, economizarão US$ 23 bilhões por ano ao deixarem de pagar taxas.

Rapidez

De acordo com a Secex, a medida está em linha com a Lei de Liberdade Econômica e com o Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC), que preveem a redução da burocracia nas importações. Além de reduzir o tempo da entrada dos produtos no país, a medida pretende reduzir o custo do comércio exterior brasileiro.

Para o Ministério da Economia, a dispensa das licenças representa importante contribuição para acelerar a integração do Brasil às cadeias globais de suprimento, quando um produto tem componentes fabricados em diversas nações entra no país para ser processado e depois é exportado para ser concluído com outro país. Segundo a pasta, a medida, no longo prazo, ajuda a melhorar a competitividade do produto brasileiro no exterior. 

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EXECUÇÃO

23 de agosto de 2020 at 00:09

Ao menos cinco homens mataram sargento da PM, confirma Polícia

Diário Online

Os assassinos desceram de um carro para matar o PM que estava de folga

Os assassinos desceram de um carro para matar o PM que estava de folga | Reprodução

A Polícia Militar atualizou as informações referentes à morte de um sargento da corporação, na noite deste sábado (22), no bairro Atalaia, em Belém. De acordo com a PM, ao menos cinco homens desceram de um carro para executar a vítima.

O sargento foi identificado como Marconis de Oliveira Amorim. Segundo a nota da PM, o crime ocorreu no momento em que o militar, que estava de folga, caminhava na rua São Benedito, bairro do Atalaia, em Belém.

A princípio, informações colhidas com um policial que estava no local, testemunhas disseram que um atirador havia feito os disparos de dentro de um ônibus, mas na atualização, a PM informa que os executores desceram de um carro e surpreenderam a vítima com vários tiros e que não teve tempo de reação. 

O sargento chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), mas não resistiu aos ferimentos. Em razão do ocorrido, uma grande confusão se formou no local.

Veja o vídeo!

Leia na íntegra a nota da PM!

A Polícia Militar do Pará lamenta com pesar o falecimento do sargento Marconis de Oliveira Amorim, assassinado na noite deste sábado (22), enquanto caminhava na rua São Benedito, bairro do Atalaia, em Belém.

De acordo com as investigações, cinco homens armados teriam descido de um carro e disparado contra a vítima, fugindo logo após o crime. Equipes do 6° Batalhão (6° BPM) estiveram no local e chegaram a socorrer o militar, levado ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), mas ele não resistiu aos ferimentos.

Além do 6° BPM, tropas do 29° e 30° Batalhões, que integram o Comando de Policiamento da Região Metropolitana, intensificam as buscas na tentativa de identificar e prender os envolvidos no crime.”