Novo caça da FAB chega ao Brasil de navio pelo porto de Navegantes

21 de setembro de 2020 at 10:54

Primeira unidade do F-39E Gripen veio em área reservada de navio que atracou no domingo em Santa Catarina.

Por Dagmara Spautz e Valéria Martins, NSC e G1 SC

21/09/2020 08h55  Atualizado há 18 minutos


Caça chegou a Navegantes no domingo — Foto: Redes sociais/Divulgação

Caça chegou a Navegantes no domingo — Foto: Redes sociais/Divulgação

O novo caça Gripen da Força Área Brasileira (FAB) chegou ao Brasil pelo porto de Navegantes, no Litoral Norte catarinense, na tarde de domingo (20). A aeronave F-39E é a primeira unidade das 36 que tiveram a compra anunciada em 2013.

O navio que trouxe o caça atracou na tarde de domingo na Porotonave, confirmou em uma rede social o brigadeiro Baptista Junior, comandante-Geral de Apoio (Logística) da FAB.

Aeronave da FAB chega ao Brasil pelo porto de Navegantes

Aeronave da FAB chega ao Brasil pelo porto de Navegantes

Esse caça está em fase de testes e deve ser equipados com mais instrumentos antes de ser incorporado à frota da FAB. Esse seria um dos motivos para ele ter chegado ao Brasil de navio e não voando. Em agosto do ano passado teve o voo inaugural na Suécia.

“Por ser uma aeronave em fase de testes, sua operação deve ser executada em ambientes controlados, sempre buscando a máxima segurança do piloto e da máquina. Os voos de testes na Suécia foram iniciados a partir de agosto de 2019 e, recentemente, o mesmo avião decolou pela primeira vez comandado por um oficial da FAB”, informou a assessoria da Saab do Brasil em nota.

Por meio da assessoria de imprensa, a Força Área Brasileira e a Saab informaram ao G1 nesta segunda-feira (21) que apenas profissionais autorizados têm acesso à aeronave por motivos de segurança e que ela deve ser apresentada oficialmente em 23 de outubro, em Brasília (DF), em cerimônia alusiva ao ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.

“As primeiras aeronaves em condições de serem utilizadas em operações de Força Aérea têm previsão de serem entregues para o Comando da Aeronáutica ao final de 2021”, informou a Saab em nota.

A previsão é que este caça deixe Navegantes no fim desta semana, decolando em direção ao estado de São Paulo. Em uma rede social, o brigadeiro da FAB , Batista Junior, postou imagens mostrando a aeronave sendo içada em uma área reservada do navio, para ser retirada da embarcação.

Gripen chegou ao Brasil de navio  — Foto: Redes sociais/Divulgação

Gripen chegou ao Brasil de navio — Foto: Redes sociais/Divulgação

Primeiro de 36 caças novos

Este é um do aviões comprados pela então presidente Dilma Rousseff. O contrato com a empresa sueca prevê 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões. Na época da compra, a transferência de tecnologia foi um dos principais motivos para o governo optar pelo Gripen e não pelo Boeing (dos EUA) ou pelo Rafale (da francesa Dassault).

Primeiro Gripen brasileiro faz voo de teste na Suécia em 26 de agosto de 2019. Ele foi conduzido pelo piloto Richard Ljungberg por 65 minutos  — Foto: Divulgação/Saab

Primeiro Gripen brasileiro faz voo de teste na Suécia em 26 de agosto de 2019. Ele foi conduzido pelo piloto Richard Ljungberg por 65 minutos — Foto: Divulgação/Saab

Essa aeronave que chegou no domingo (20) deve auxiliar nos trabalhos em solo brasileiro.

“A primeira aeronave F-39E Gripen será empregada nas atividades de desenvolvimento conjunto a serem realizadas no parque industrial brasileiro, por cooperação entre a Saab e as empresas nacionais selecionadas como beneficiárias no programa de transferência de tecnologia”, diz a nota da Saab no Brasil.

Cerca de 200 engenheiros, montadores e pilotos receberam treinamentos. O programa também prevê que os últimos 15 aviões devem ser produzidos e montados em solo brasileiro.

Conheça detalhes do avião no vídeo abaixo:

Conheça o Gripen do Brasil, o caça com DNA brasileiro

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Conheça o Gripen do Brasil, o caça com DNA brasileiro

Novo caça da FAB, o Gripen NG — Foto: Arte G1

Novo caça da FAB, o Gripen NG — Foto: Arte G1

Contra Ernesto Araújo, senadores querem cancelar sabatina com embaixadores

21 de setembro de 2020 at 08:46

Por João Frey  congresso em foco

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Um grupo de senadores começou a se movimentar neste fim de semana para derrubar as reuniões da Comissão de Relações Exteriores do Senado destinadas a sabatinar 34 diplomatas indicados a postos de embaixador. O estopim do movimento foi a visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Roraima, na última sexta-feira (18). Os senadores avaliam que o movimento foi um desrespeito à soberania brasileira endossado pelo chanceler Ernesto Araújo.

> “Ultrapassou todos os limites”: parlamentares reagem à visita de Mike Pompeo

A tentativa de derrubar as sessões está sendo capitaneada pelos senadores Telmário Mota (Pros/RR)Renan Calheiros (MDB/AL)Randolfe Rodrigues (Rede/AP)Kátia Abreu (PP/TO), além dos senadores do PT.Leia mais

“Governo escolheu isentar templos, não livros”, diz representante de…10 set, 2020

Kátia Abreu elogia reforma administrativa, mas chama de “aberração”…9 set, 2020

Um nota publicada neste domingo por seis ex-chanceleres cobrou esforços do Congresso no sentido de preservar o artigo quarto da Constituição, que prevê que “A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I – independência nacional;

II – prevalência dos direitos humanos;

III – autodeterminação dos povos;

IV – não intervenção;

V – igualdade entre os estados;

VI – defesa da paz;

VII – solução pacífica dos conflitos;

VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

X – concessão de asilo político.”

Única saída para a rede pública é não reprovar ninguém, diz Jair Ribeiro

21 de setembro de 2020 at 08:17

Empresário especialista em educação

Reprovar poderia causar alta evasão

Recurso atual basta, se bem gerido

Legado da pandemia: ensino digital

Especialista em educação, Jair Ribeiro participou do programa Poder em FocoSérgio Lima/Poder360 – 20.ago.2020

PODER360
21.set.2020 (segunda-feira) – 0h03
atualizado: 21.set.2020 (segunda-feira) – 7h13

O presidente da ONG Parceiros da Educação e diretor da Casa do SaberJair Ribeiro, 60 anos, diz que a única solução para a rede pública de ensino é não reprovar nenhum aluno em 2020. Motivo: a punição poderá causar alta evasão escolar no pós-pandemia.

“A perda que a gente está tendo em termos de conhecimento e de aproveitamento escolar dos alunos ao longo da quarentena é gigante. Deve promover 1 processo de evasão de 25% a 30% –em algumas localidades mais vulneráveis, percentual ainda maior. Isso precisa ser combatido.

Na avaliação de Ribeiro, as secretarias de educação precisam fortalecer programas de nivelamento, reforço e recuperação dos estudantes. “A recomendação que se faz no Brasil e no mundo inteiro é a progressão continuada”.

Empresário e especialista em educação, Ribeiro deu entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do Poder em Foco. O programa é uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

Além da transmissão nacional em TV aberta, a atração também pode ser vista simultaneamente, ao vivo e “on demand”, nas plataformas digitais do SBT Online e no canal do YouTube do Poder360. A edição deste domingo foi gravada em 20 de agosto de 2020, por videoconferência. Assista abaixo (49min24s):

Ribeiro explica que a pandemia expôs a alta desigualdade social no Brasil. Muitos alunos não conseguem nem sequer ter acesso às aulas remotas por falta de acesso à internet.

“É 1 ano em que avançamos muito pouco. Quem sabe até retroagimos. Pesquisas indicam que as crianças, em 1 período tão longo sem aula, perdem 1 pouco a proficiência.”

Para o especialista, a melhor forma de recuperar o tempo perdido é tornar o currículo escolar mais enxuto. O objetivo a partir de agora deve ser focar nas habilidades estruturantes: matemática e português.

Outra meta a ser perseguida é trabalhar o ano escolar de 2020 em conjunto com o de 2021.

“O programa de educação continuada existe na grande maioria das redes estaduais e municipais. Aqui em São Paulo, é 1 procedimento usado há muito tempo […] é 1 processo natural. Não existe nenhuma regulamentação. Na rede privada é diferente. Cabe a cada escola definir a sua política pedagógica.”

LEGADO DA PANDEMIA

A pandemia forçou pais, estudantes e professores a usarem a tecnologia para o ensino remoto. “É 1 legado importante. Quebraram-se algumas barreiras. Às vezes, alunos e professores tinham 1 desconhecimento grande no uso da tecnologia. Ninguém sério na educação acha que tecnologia vai resolver todos os problemas da educação ou substituir o professor. Isso está ultrapassado em termos de conceito. Porém, a tecnologia pode ser usada muito bem como reforço”, diz.

Na análise de Ribeiro, a educação à distância também proporcionou a modernização de diversos processos que ficarão para o pós-pandemia. Avalia que o ensino híbrido (presencial e remoto) tende a ficar mais popular. Deu como exemplo o Innova Schools, no Peru. O projeto oferece aos estudantes de 3 a 4 aulas presenciais por semana. Depois, os alunos fazem reforço da mesma matéria no computador via programas adaptativos.

“Serve para ensinar a mesma coisa que ela aprendeu na sala de aula de uma forma diferente. A tecnologia como reforço é bastante eficiente. Com a pandemia, a gente conseguiu quebrar algumas barreiras de resistência”, diz.Poder em Foco: Jair Ribeiro 10 FotosVeja a galeria completa›

Indagado se as aulas presencias deveriam ser retomadas, Ribeiro respondeu que o assunto é controverso. “Tem a questão de as crianças contaminarem pessoas com comorbidade ou idosas”.

De fato, o retorno às aulas pode expor ao contágio 1 grupo de brasileiros mais vulneráveis ao coronavírus. Dados do IBGE mostram que 12% dos brasileiros com até 17 anos moram com alguém de 60 anos ou mais, faixa etária em que se corre maior risco de morte pela covid-19. São 6,2 milhões de pessoas do chamado grupo de risco em contato diário com jovens que podem ser vetores do vírus.

“Porém, a perda que a gente está tendo em termos de conhecimento e de aproveitamento escolar dos alunos ao longo do período de quarentena é gigante”, diz o especialista. “Defendo abrir as escolas para que, por adesão, tanto as crianças como os professores que puderem, voltem às aulas. Essa é a minha posição pessoal. De novo, é muito complicado. A saúde tem predominância nesses aspectos. É uma situação nova que a gente está vivendo”.

O debate sobre como e quando deve ocorrer a volta às aulas é feito em todo o mundo. Monitoramento da Unesco mostra que a pandemia impacta 60% da população estudantil do planeta. Ou seja, mais de 1 bilhão de crianças e adolescentes.

Esse percentual chegou a 90% em meados de abril. Atualmente, parte da Europa, Ásia e Estados Unidos reabriu as escolas.

RECURSO ATUAL É SUFICIENTE

Ribeiro avalia que, se for bem gerenciado, o orçamento da educação é suficiente para colocar todos os alunos no ensino em tempo integral em até 20 anos. O governo deve aplicar R$ 108 bilhões no setor até o fim deste ano.

“O que vai acontecer ao longo de 20 anos? Vai ter uma queda demográfica. Vai ter menos alunos e você consegue aumentar o investimento per capita. Teoricamente, o Brasil vai crescer e haverá 1 crescimento da renda per capita ao longo desse período. Vamos supor crescimento de 0,5% a 2%, nada excepcional. Diminuindo também o número de alunos por escola, você consegue colocar no orçamento atual o número de garotos em escolas de tempo integral”, diz.

Ele dá como exemplo as escolas de período integral baseadas no modelo desenvolvido em Pernambuco pelo ICE (Instituto de Corresponsabilidade Educacional). O projeto foi criado em 1999 pelo engenheiro Marcos Magalhães, então presidente da Phillips brasileira.

Ribeiro conta que hoje 55% da rede pernambucana de ensino aderiram ao modelo. Isso ajudou o Estado a subir no Ideb, índice que mede a qualidade da educação básica. Pernambuco tem 1 orçamento baixo se comparado com outros Estados.

“Existe cartucho de prata. Pelo menos é o que a gente enxerga que pode ser transformacional no Brasil. Porque há uma série de medidas que as secretariais estaduais e o MEC [Ministério da Educação] poderiam adotar.”

ESCOLA CÍVICO-MILITAR

O presidente Jair Bolsonaro defende 1 modelo de educação com maior influência de colégios cívico-militares. Há 54 unidades implantadas. A meta é dobrar o número para 108 no ano que vem.

Indagado sobre o que acha da ideia, Ribeiro respondeu que o número não é significativo: “Não move em nada a agulha da educação pública”.

ESCOLA SEM PARTIDO

Ribeiro classifica o Escola sem Partido como uma “bobagem sem tamanho”. O projeto teve uma comissão especial criada há poucas semanas, mas não tem previsão de ser votado.

“Imagina o processo de controlar isso? Vai gerar uma caça às bruxas. Vai gerar 1 desconforto enorme para o professor. Nós precisamos é valorizar o professor. A defesa vem em cima de questões anedóticas: ‘Porque minha filha ouviu sei lá o que’. Até pergunto para o interlocutor: ‘Quantas pessoas você acha que estão fazendo campanha marxista nas salas de aula?’. Chuta 1 número: ‘5.000 professores?’. Sabe quantos professores existem no Brasil? Acho que são 3 milhões. É uma coisa tão pouco significativa do ponto de vista educacional que tira o foco das questões importantes.”

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL

Ribeiro defende maior participação da sociedade civil no ensino público. “O problema é tão crítico e tão central para o país que não pode ficar só na mão do Estado. São questões de médio-longo prazo. Normalmente, o governante olha 1 período de 4 anos, o que é pouco”, diz.

“A escola em tempo integral, por exemplo, é uma das grandes políticas que, se a gente tiver muitos empresários e formadores de opinião defendendo, fica mais difícil para os governadores recuarem do programa.”

Para mudar esse ciclo, Ribeiro criou o Parceiros da Educação há 16 anos. A ONG dedica-se a reunir escolas estaduais de São Paulo em parceria com a sociedade civil (pessoas físicas e jurídicas) para patrociná-las. O objetivo é potencializar o rendimento escolar dos alunos.

Primeiro, é feito 1 diagnóstico da unidade de ensino. Aplica-se uma metodologia focando na gestão, formação de professores e inserção da escola na comunidade. Com o apoio financeiro dos parceiros, são feitas melhorias na infraestrutura da escola. “Nossa atuação dura de 4 a 6 anos. O ideal é que, depois, a própria sociedade absorva”.

Ribeiro conta que 600 unidades de ensino e 700 mil alunos já foram beneficiados pela iniciativa. Segundo ele, o programa melhora os índices educacionais, em média, de 30% a 35% nos primeiros 3 anos. “Isso é bastante. É quase 1 ano letivo a mais no ciclo escolar”.

Depois de 5 a 6 anos, as escolas têm que caminhar “com as próprias pernas”. Segundo Ribeiro, apenas 13% das escolas regrediram nos índices educacionais depois da saída da ONG. “A grande maioria continua crescendo”.

Atualmente, o trabalho dos Parceiros da Educação beneficia 407 escolas.

ENSINO TÉCNICO E SUPERIOR

O presidente do Parceiros pela Educação diz ser uma excelente solução a maior integração do ensino médio com o ensino técnico.

“Hoje, 17% dos alunos que saem das escolas de ensino médio vão para a faculdade. 83% não vão para o ensino superior e eles vão fazer o quê? Esses garotos precisam ser formados para ter uma profissão.”

De acordo com Ribeiro, o valor agregado do ensino superior está cada vez menor.

Há anos as faculdades são criticadas por supostamente não preparar adequadamente os estudantes para as habilidades práticas que o mercado de trabalho procura.

“Não sei se tem tanto sentido passar 4 anos estudando administração de empresas, para fazer o quê depois? A tendência mundial é ter uma formação gradual. Está tudo mudando tão rápido. Não adianta ficar 4 anos e depois não saber exatamente o que vai fazer”, diz.

Indagado se é a favor da cobrança de mensalidade em universidades públicas, respondeu que sim. Mas que o tema deve ser debatido.

“Não sou expert no assunto, mas o que eu ouvi é que não seria uma grande diferença no orçamento. É 1 assunto que não pode ser tratado de uma forma tão simplista. Tem várias questões envolvendo isso.”

ORÇAMENTO E CONSTITUIÇÃO

A Constituição de 1988 define os gastos mínimos da educação básica no país. “Pelo histórico do Brasil de não priorizar essas questões de impacto mais de longo prazo, que não seja tangível, não é uma ponte que constrói e o sujeito leva voto. Quem sabe a questão de incluir na Constituição e definir percentuais seja a melhor das piores soluções”.

Atualmente, o país gasta no segmento cerca de 6% do PIB (Produto Interno Bruto) por ano. O percentual é superior à média dos 36 países que compõem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 5,5%.

Segundo o especialista, todo investimento extra no setor é positivo, já que o país tem deficit no sistema educacional. De acordo com ele, o Brasil começou a gastar esse percentual há 15 anos. Os países da OCDE, há cerca de 50 anos. “Temos que recuperar. É normal ter esse investimento maior em 1 período de recuperação”.

Ribeiro defende que o foco seja o ensino básico, que é a pré-escola, o fundamental e o médio.

Para os próximos anos, está otimista. Cita alguns avanços no setor, como a prorrogação do Fundeb, fundo de desenvolvimento da educação básica do país, que aloca recursos do governo federal para Estados e municípios.

“O Fundeb definiu critérios bastante positivos. Atende de fato à necessidade. O Fundeb define mais ou menos R$ 5.500 por aluno por ano. É 1 pouco mais baixo? É. Acho que para 1 aluno de tempo integral, seria necessário 20% a mais do que isso, dependendo do modelo. Mas é possível em 1 período mais longo fazer esse tipo de programa, universalizar. Não adianta nada fazer uma escola em tempo integral para poucos alunos. Isso eu sou contra.”

EDUCAÇÃO E PIB

Ribeiro afirma que o Brasil pode ter aumento substancial no PIB ao investir na educação. Ele cita estudo do professor de Stanford Eric Hanushek. O pesquisador concluiu que uma alta de 100 pontos no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) está associada a 1 incremento de 2 pontos percentuais no PIB.

O último relatório do Pisa, de 2018, mostra que o Brasil está entre os países com piores avaliações, dentre 79 nações.

A pontuação média em leitura nos países da OCDE foi de 487 pontos. Em matemática e ciências, foi de 489 pontos. O Brasil ficou com 413 pontos em leitura, 384 em matemática e 404 em ciências.

“O impacto econômico e financeiro que a educação poderia trazer é barato em questão de investimento. Para a sociedade, é infinitamente maior”, afirma.

“A situação está nesse nível de hoje muito em função da falta de priorização dos governos estaduais, municipais e federal em relação ao tema. Esse problema da pandemia e da recessão que a gente vai viver terá reflexo gigante na desigualdade. Hoje se fala de saúde. Saindo da pandemia, o grande tema vai ser a desigualdade social. A única forma de quebrar o ciclo vicioso da desigualdade social é a educação.”

QUEM É JAIR RIBEIRO

Jair Ribeiro tem 60 anos. Atualmente, é sócio-diretor da companhia de comércio exterior Sertrading.

É fundador e presidente da ONG Parceiros da Educação, que, há 16 anos, promove a parceria da sociedade civil com escolas públicas. Também é cofundador da Alicerce Educação.

Ribeiro preside ainda a Casa do Saber. A instituição é focada em debates e disseminação do conhecimento. Conta com 1,22 milhão de inscritos no seu canal do YouTube. O perfil, criado em setembro de 2010, já teve 44,2 milhões de visualizações.

O empresário integra o conselho do Todos pela Educação e faz parte do comitê de gestão da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Ribeiro é formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo) e em economia pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).

Fez mestrado em Direito na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, de 1983 a 1984. Em 2019, foi estudante visitante da faculdade de educação da Universidade Stanford.

Ribeiro iniciou sua carreira em 1979 como advogado no escritório Pinheiro Neto Advogados, onde ficou até 1986.

Depois, passou por diversas instituições financeiras. Foi cofundador e CEO do Banco de Investimento Patrimônio (de 1988 a 1999).

Em 1999, tornou-se diretor presidente do Banco Chase Manhattan no Brasil.

Em 2001, o Chase Manhattan adquiriu o banco JP Morgan. A partir dessa mudança, Ribeiro mudou-se para Nova York, onde liderou a área internacional de renda variável do banco.

De 2006 a 2015, foi CEO e integrante do conselho da empresa tecnologia CPM Braxis.

PODER EM FOCO

O programa semanal, exibido aos domingos, sempre no fim da noite, é uma parceria editorial entre SBT e Poder360. O quadro reestreou em 6 de outubro, em novo cenário, produzido e exibido diretamente dos estúdios do SBT em Brasília.

Além da transmissão nacional em TV aberta, a atração pode ser vista nas plataformas digitais do SBT Online e no canal do YouTube do Poder360.

Eis os outros entrevistados pelo programa até agora, por ordem cronológica:

SALTO

21 de setembro de 2020 at 00:28

Paysandu vence o Ferroviário, passa Remo e entra no G4 da Série C. Veja os gols

 Tati Dias DOL

Divulgação/ Ascom PSC

Paysandu e Ferroviário se enfrentaram na noite deste domingo (20) na Arena Castelão, em Fortaleza. Os bicolores levaram a melhor e venceram por 2 a 0. O resultado fez o Papão subir quatro posições na tabela de classificação, entrar no G-4 e agora está na terceira colocação com 10 pontos, empurrando o rival, Clube do Remo, também com 10 pontos, para 4º colocado. 

Veja como foi o lance a lance

O Paysandu foi superior desde o primeiro tempo, principalmente em jogadas com Uillian Barros, Nícolas e Vinícius Leite. Aos 22 minutos de partida, num contra-ataque rápido, Juninho recebeu e viu Vinícius Leite, que chutou no ângulo do goleiro do Ferrão, sem chance de defesa. Um Golaço. Mesmo atrás no placar, o Ferroviário ainda criou boas jogadas e buscava o empate. Mas, a noite era dos bicolores. Aos 35 minutos, Uillian Barros arranca e coloca entre as pernas do zagueiro, vê Nícolas sozinho entrando na área, que não teve problema para colocar para o fundo do gol. 2 a 0. 0:001:54

SÉRIE C: Gols de Ferroviário 0 x 2 Paysandu

Na volta para o segundo tempo, O Paysandu conseguiu administrar a vantagem, e se fechou. O técnico do Ferrão, Marcelo Vilar, utilizou todas as cinco substituições, e perdeu Wellington Rato, que levou cartão vermelho após dura falta aos 33 minutos. Mesmo se fechando na defesa, o Paysandu conseguiu criar várias jogadas. Visivelmente foi superior na partida e venceu. 

Divulgação/ Ascom PSC

Com o feito, o Papão subiu vários degraus e chegou a 10 pontos, agora na 3ª posição, dentro do G-4. O Ferroviário é o vice-líder com 11 pontos. 

O Paysandu volta à campo no próximo sábado (26) e enfrenta a equipe do Botafogo-PB, em João Pessoa, às 19h. Já o Ferroviário vai até o Maranhão para enfrentar o Imperatriz no estádio Frei Epifânio, às 17h, também no sábado. 
| Divulgação/ Ascom PSC| Divulgação/ Ascom PSC| Divulgação/ Ascom PSC| Divulgação/ Ascom PSC

VIOLÊNCIA

20 de setembro de 2020 at 18:04

Pré-candidato a vereador é encontrado morto no Marajó

Com informações do Extra do Pará

O homem foi encontrado em uma área próxima à residência onde ele morava.

O homem foi encontrado em uma área próxima à residência onde ele morava. | Reprodução

O pré-candidato a vereador, Joel Henrique Macedo, de 34 anos, foi encontrado morto na manhã deste domingo (20), no município de Salvaterra, no Marajó. A vítima, que é conhecida como “Barbie Macon”, foi achada por populares, próxima da residência onde morava. 

De acordo com os moradores da área, o corpo de Macon estava atrás de uma bananeira e o rapaz estava com dinheiro e o celular. Barbie era pré-candidato a vereador pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Ele trbalhava com venda de sorvetes na cidade. 

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados até o local. 

LANÇAMENTO DE PROGRAMA

20 de setembro de 2020 at 17:40

Estado fará cirurgias gratuitas em crianças com doenças como o pé torto congênito

( com informação da Agência Pará )

Cirurgias gratuitas serão disponibilizadas à população

 Cirurgias gratuitas serão disponibilizadas à população | Agência Pará

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) lança, nesta segunda-feira (21), às 15h, no Palácio do Governo, o Programa Doenças Ortopédicas da Infância.

O objetivo é realizar cirurgias em crianças com deficiências ortopédicas congênitas, como por exemplo, o pé torto congênito (PTC), uma deformidade complexa que compromete todos os tecidos músculo-esqueléticos distais ao joelho.

Com essa iniciativa, a Sespa tem a meta de realizar até 30 cirurgias por mês e reduzir a fila de espera por esse tipo de procedimento no Pará.

É a primeira vez em 15 anos que o Estado disponibiliza de forma regular essa assistência, que antes só era garantida por meio de mutirões.

ESPERANÇA

20 de setembro de 2020 at 17:03

São Paulo receberá 5 milhões de doses da Coronavac até outubro, afirma João Dória

Com informações do UOL

Governador divulgou a informação nas redes sociais

 Governador divulgou a informação nas redes sociais | Divulgação

João Dória, governador de São Paulo, revelou neste domingo que em outubro, São Paulo irá receber 5 milhões de doses da Coronavac, vacina contra covid-19, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac Biotech.

Veja! Ver esta publicação no Instagram

Ainda no mês de outubro receberemos as primeiras 5 milhões de doses da Coronavac. Até dezembro, já teremos 46 milhões de doses da vacina em SP. Importante ressaltar que o acordo com a Sinovac inclui a transferência de tecnologia para São Paulo, sendo assim, também produziremos a vacina no Instituto Butantan. Uma grande conquista para o Brasil. Os testes continuam com os médicos e enfermeiros voluntários em seis estados e, em breve, se tudo correr como planejado, poderemos imunizar milhões de brasileiros. Vacina simboliza esperança, a certeza de que tudo isso vai passar. Bom domingo a todos 🙏

Uma publicação partilhada por João Doria (@jdoriajr) a 20 de Set, 2020 às 7:19 PDT

“Até dezembro, já teremos 46 milhões de doses da vacina em SP”, explicou ele por meio de suas redes sociais. 

Segundo o governador paulista, uma vez no Brasil, a vacina será envasada e ficará pronta para a aplicação após a aprovação da Anvisa.

A parceria também prevê a transferência de tecnologia para possibilitar a produção de vacinas no Instituto Butantan, para diminuir a demanda de importação caso o imunizador se comprove eficiente.

Ele ainda comentou que os testes continuaram com profissionais da saúde de seis estados e que em breve milhões de brasileiros serão imunizados com a tão esperada vacina. 

Percentual de eleitores idosos é o maior desde 1992; brasileiros com mais de 60 anos já representam 1/5 do eleitorado

19 de setembro de 2020 at 16:25

Haverá horário preferencial para o eleitor idoso votar (das 7h às 10h). TSE também adotará medidas para evitar a disseminação da Covid-19. Cerca de 30 milhões de eleitores são idosos no Brasil, o que representa 20% do eleitorado. Saiba quais são as cidades e os estados com mais e com menos idosos.

Por Fábio Vasconcellos e Gabriela Caesar, G1

19/09/2020 15h23  Atualizado há 58 minutos


Um a cada cinco eleitores aptos a votar nestas eleições é idoso e, portanto, faz parte do grupo de risco do novo coronavírus. No total, são 30 milhões de pessoas a partir de 60 anos – o equivalente a 20% do eleitorado, o maior percentual já registrado desde 1992. É o que aponta um levantamento feito pelo G1 com dados do eleitorado disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A série histórica com estes dados começa em 1992 e, portanto, não é possível conferir informações sobre a faixa etária do eleitorado antes disso. O TSE considera a idade do eleitor no primeiro turno da eleição. Neste ano, o primeiro turno será em 15 de novembro; e o segundo turno, em 29 de no

Nestas eleições, os idosos terão horário preferencial no dia da votação (das 7h às 10h), e as seções eleitorais devem adotar uma série de medidas para evitar a disseminação da Covid-19, como o uso do álcool em gel e as recomendações de levar a própria caneta e manter a distância de pelo menos 1 metro do outro eleitor na fila. Também é obrigatório usar máscara facial no local da votação.

A participação dos idosos no eleitorado brasileiro tem crescido nas últimas décadas. Em 1992, por exemplo, esse público representava 10% do eleitorado. Em 2000, era 13%. Em 2010, 15%. Nestas eleições, 20%.

Em números absolutos, a quantidade de eleitores idosos saltou de 9,5 milhões em 1992 para 30,2 milhões em 2020, segundo os dados do TSE, que podem apresentar diferenças em razão dos processos de atualização dos cadastros de eleitores.

Essa tendência observada entre os eleitores reflete o fenômeno da transição demográfica que o Brasil está vivendo, segundo o demógrafo do IBGE Marcio Mitsuo Minamiguchi. Isso deve continuar até 2060, quando o Brasil deverá ter cerca de 30% de pessoas acima de 60 anos.

“O tamanho do eleitorado de idosos está intimamente ligado à estrutura da população. Os idosos são uma parcela bastante representativa da sociedade. O envelhecimento da população é reflexo do que chamamos de transição demográfica, que consiste na passagem de níveis mais altos para níveis baixos tanto de fecundidade quanto de mortalidade”, diz.

“Com a redução da fecundidade, as gerações têm menos filhos. Isso leva a uma estreitamento da base da pirâmide e, por outro lado, com o aumento da expectativa de vida e a redução da mortalidade temos chances maiores de as pessoas chegarem a idades avançadas. Esses dois efeitos levam a esse processo de envelhecimento da população”, acrescenta Minamiguchi.

Um a cada cinco eleitores é idoso nas eleições de 2020; percentual de vontantes com 60 anos ou mais é o maior desde 1992; idosos terão preferência das 7h às 10h no dia da votação — Foto: Juliane Monteiro / G1

Um a cada cinco eleitores é idoso nas eleições de 2020; percentual de vontantes com 60 anos ou mais é o maior desde 1992; idosos terão preferência das 7h às 10h no dia da votação — Foto: Juliane Monteiro / G1

O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edimilson Migowski diz que os idosos sentem mais os efeitos da infecção pela Covid-19 porque o sistema imunológico dessa população é mais frágil quando comparado com os mais jovens. Mas ele considera que as medidas de prevenção, como manter o distanciamento, lavar as mãos e usar a máscara podem ser suficientes para proteger esses eleitores. Ele faz um alerta, porém, para as regiões em que há mais idosos e as curvas de contágio ainda se mantêm elevadas ou não indicam ainda tendência de queda.

“No Rio, é provável que quase 50% da população já tenha contraído a doença. Isso não quer dizer que devemos relaxar. Precisamos manter os cuidados. Hoje o maior problema não é o ambiente de trabalho ou ir votar, mas o sistema de transporte. Como sabemos, nossos ônibus, trens, metrôs aglomeram muitas pessoas. Como no dia da eleição costuma ser um dia mais vazio, não vejo muito problema. Agora em cidades ou regiões onde o contágio ainda é alto, entendo que é preciso redobrar os cuidados. Um idoso, com saúde debilitada ou que tenha algum comorbidade, poderia avaliar o caso de não ir votar”, afirma Migowski.

Medidas preventivas vão ser tomadas pelo TSE nesta eleição

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Medidas preventivas vão ser tomadas pelo TSE nesta eleiçãoFaixa-etária do eleitorado em 2020Dados do TSE sobre a idade do eleitor*1.030.5631.030.56319.040.75619.040.75630.602.35530.602.35530.686.31530.686.31536.325.35536.325.35530.230.97030.230.97016 e 17 anos18 a 24 anos25 a 34 anos35 a 44 anos45 a 59 anos60 anos ou mais05M10M15M20M25M30M35M40MFonte: TSE / * não há informação sobre a faixa-etária de 2.169 eleitores

RJ e RS: mais idosos

Enquanto no Brasil a média é de um idoso a cada cinco eleitores, esse percentual é ainda maior em cinco estados. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lideram o ranking: 25% dos eleitores têm a partir de 60 anos – ou seja, há um idoso para cada quatro eleitores. Em seguida, aparecem Minas Gerais (23%), São Paulo (22%) e Paraná (21%).

Já os estados com o menor percentual de votantes com 60 anos ou mais são Amapá (11%), Roraima (13%) e Amazonas (13%).

Todos os 15 municípios com as mais altas taxas de eleitores idosos estão no Rio Grande do Sul. São, principalmente, municípios pouco populosos, onde estão registrados até 5 mil eleitores. O ranking municipal é liderado por Coqueiro Baixo (RS), onde 1.398 eleitores estão aptos a votar, sendo que 568 são idosos (41%).

Já o município com menos eleitores idosos é Luís Eduardo Magalhães (BA), com 4.697 idosos e 65.734 eleitores (7% do total). Logo em seguida está Sapezal (MT), onde 1.234 dos 17.938 eleitores são idosos (7%).

Eleitores jovens

Nas últimas décadas, o percentual referente ao eleitorado jovem também tem caído. Em 1992, 4% do votantes tinham 16 ou 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Nestas eleições, esse grupo representa apenas 1% do eleitorado.

Apenas os estados de Maranhão, Tocantins e Piauí estão acima da média nacional e têm 2% do eleitorado com essa faixa etária neste ano.

Segundo o TSE, a pandemia da Covid-19 impactou a emissão de título eleitoral, com o isolamento social e a redução no atendimento em alguns cartórios eleitorais. Para o tribunal, porém, a participação de jovens de 16 e 17 anos, faixa etária não obrigatória das eleições, é muito importante.

“Historicamente, temos observado a redução de eleitores dessa idade. Entretanto, é importante observar que, em 2020, o prazo para emissão de títulos de eleitor era até maio, quando a pandemia da Covid-19 já tinha atingido o país. Nesta época, vários estados e municípios já tinham adotado o isolamento social, inclusive com o atendimento reduzido em alguns cartórios eleitorais, o que impacta na emissão de títulos de eleitor”, informa, em nota, o tribunal.

Os municípios com o maior percentual de eleitores com 16 ou 17 anos estão localizados no Tocantins e no Piauí, quando 5% do eleitorado estão nessa faixa etária. São eles: Campos Lindos (TO), Barreiras do Piauí (PI), Recursolândia (TO), Assunção do Piauí (PI) e São Félix do Tocantins (TO).

Em Campos Lindos, por exemplo, são 306 jovens do total de 5.941 eleitores aptos no município. Já em Barreiras do Piauí (PI), há 170 jovens e 3.432 eleitores.

Mesmo o percentual de eleitores com idade de 18 a 24 anos, quando o voto já é obrigatório, caiu: pulou de 20% em 1992 para 13% em 2020. Três municípios do Acre têm os maiores percentuais de eleitores nessa faixa etária: Porto Walter (27%), Jordão (26%) e Marechal Thaumaturgo (25%).

Todos os estados com os maiores percentuais de eleitores de 18 a 24 anos estão na região Norte: Amapá (25%), Roraima (24%), Amazonas (24%), Acre (24%) e Pará (24%).

Dicas para o eleitor: respeite o horário preferencial das 7h às 10h para os idosos — Foto: Reprodução / TSE

Dicas para o eleitor: respeite o horário preferencial das 7h às 10h para os idosos — Foto: Reprodução / TSE

Eleições em Belém, o Polvo Eleitoral de 3 Tentáculos.

19 de setembro de 2020 at 13:10

Olha nós ai de novo normal e as eleições municipais, que no inicio da pandemia
vergavam para o cancelamento, de vento em popa, tanto que em Belém temos 10
candidatos ao posto de Prefeito, onde o leque de possibilidades é grande, até porque não
da mais pra separar o mundo virtual do mundo físico, pois como disse o poeta, tudo é
desse mundo, surpresa também.
Visualizo, a priori, um polvo eleitoral, que muda de cor conforme seu humor, com
apenas três tentáculos: um amarelo com o DNA da Prefeitura, um azul representando o
governo do estado, e um vermelho, representando a “oposição”. Vamos aos possíveis
cenários para o segundo turno, pois devido a essas cores fortes, de primeira ninguém
leva.
O principal nome do tentáculo amarelo é o Deputado Estadual Thiago Araújo, vem
forte, com tendência de crescimento, mas para chegar ao segundo turno tem que
conseguir fazer o eleitorado acreditar que é o candidato da renovação, sendo que seu
cérebro é o atual prefeito Zenaldo, que inclusive anda com uma rejeição assustadora. De
repente, não mais que de repente, esse eleitorado pode migrar pro Gustavo Sefer, Cassio
Andrade, Mario Couto, Vavá Martins, pastor Guilherme Lessa, ou até pro Delegado
Everaldo Eguchi, tudo vai depender das mídias sociais e da televisão, que deve
aumentar sua importância nesse pleito devido aos resquícios do isolamento social. Fica
ligado, meu jovem.
No tentáculo azul temos o Deputado Federal Priante, cujo cérebro é ele mesmo, pois já
está em sua terceira peleja, tendo batido na trave uma vez. Só que agora ele se apresenta
como nunca visto antes, com o apoio de todo o MDB, detalhe que o coloca muito
próximo do turno final. Porém, se o imponderável acontecer, aumentando a rejeição do
governador Helder Barbalho, os pilares da campanha emedebista tendem a tremer, no
mínimo. Não que eu tenha bola de cristal, não sou médium, nem vidente, mas motivos
não me faltam para crer que o governo federal, ou desgoverno, como queiram, tente,
quiçá com pirotecnia, interferir no resultado das eleições em algumas capitais,
utilizando episódios requentados; e isso ocorrendo em nossa cidade das mangueiras,
possivelmente teremos um segundo turno em amarelo e vermelho. Luta e sorte,
parceiro.
Por último, temos o tentáculo vermelho, cujo candidato, e cérebro, é o ex-prefeito e
atual Deputado Federal Edmilson Rodrigues que conseguiu, como nas vitórias
anteriores, unificar toda a esquerda, exceto o PSTU que vem com o ex-vereador Cleber
Rabelo, sendo pule de dez para ir ao segundo turno. O perigo, que não é iminente, está
em uma pequena, porém real possibilidade de polarização entre o azul(MDB) e o
amarelo(PSDB), como prévia para as eleições de 2022. Nesse olhar, o candidato do
PSOL seria aos poucos desidratado, podendo inclusive morrer na beira. Fica esperto,
mano!
Professor Elson Silva

ALERTA!

19 de setembro de 2020 at 12:51

Terremoto de quase 7 graus de magnitude atinge área próxima a Fernando de Noronha

Com informações Diário do Pernambuco

O fenômeno foi registrado na noite da última sexta-feira (18).

O fenômeno foi registrado na noite da última sexta-feira (18). | Reprodução

Um terremoto de magnitude 6.9 atingiu o Oceano Atlântico, próximo a Fernando de Noronha, em Pernambuco, na noite da última sexta-feira (18). O fenômeno deixou moradores e turistas que estavam no arquipélago preocupados. 

Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, o evento foi registrado às 21h43 pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O epicentro foi localizado a cerca de 282 km a leste de São Pedro e São Paulo (dentro do limite da zona econômica exclusiva), a 816 km a nordeste de Fernando de Noronha, 1.193 km de Natal e 1.338 km do Rec

“Dada a magnitude e a proximidade de São Pedro e São Paulo é possível que o evento tenha sido sentido pelos pesquisadores que da região”, destacou a Rede Sismográfica Brasileira. Ainda segundo o órgão, não há riscos de tsunami na área.