MUDANÇA DE VIDA

28 de setembro de 2020 at 07:33

Pastora se assume bissexual e vende fotos nuas na internet

Nikole Mitchell cresceu em um ambiente conservador que acabou reprimindo seus desejos sexuais

Com informações de IG

Nikole Mitchell deixou a vida de pastora para vender fotos e vídeos eróticos.

Nikole Mitchell deixou a vida de pastora para vender fotos e vídeos eróticos. | Reprodução

A americana Nikole Mitchell cresceu em um ambiente conservador no qual não conseguia explorar sua sexualidade. Ela casou, teve três filhos e acabou virando pastora, mas percebeu que aquilo não a preenchia e decidiu mudar de vida e, nesse processo, ela se descobriu bissexual. Aos 36 anos, ela está solteira e realizada vendendo fotos e vídeos de nu explícito em uma rede social.

“Desde muito jovem, eu fantasiava ser uma stripper, mas fui doutrinada a acreditar que meus desejos e meu corpo eram pecaminosos e maus por natureza”, contou Nikole em entrevista ao New York Post. Por influência da família, ela apostou tudo na religião e se tornou pastora, mas mesmo assim era vista como a ovelha negra da família.

“Aprendi que as mulheres não podem liderar e que devem estar na cozinha e com as crianças. Embora isso fosse contra tudo o que me disseram, decidi me tornar pastora por causa do meu desejo de apresentar as mulheres”, afirmou Nikole que buscou a igualdade de gênero dentro da sua fé.

Casada e com três filhos, que atualmente estão com 10, 7 e 4 anos, a então pastora acreditava ser heterossexual. Tudo mudou quando ela assistiu a uma peça de teatro com temática LGBTQI+.  “Eu fiquei tipo ‘oh meu Deus, eu não acho que sou hétero’ e isso abalou meu mundo”, disse Nikole que sabia que ao se assumir bissexual “perderia tudo porque a igreja não acolhe pessoas queer”.

De repente, ela sentiu como se estivesse vivendo uma vida dupla, lutando para manter sua sexualidade em segredo. Foi então que ela abandou a igreja e meses depois fez um vídeo no YouTube fazendo um desabafo. Diante da reconstrução de sua vida, ela se perguntou o que viria a seguir.

Uma nova vida 

A ex-pastora decidiu que era hora de explorar seus desejos sexuais e se inscreveu em uma aula para chamada “Sexpress You” para aprender a como se soltar e, logo, fez sua primeira sessão de fotos nuas. “Chorei porque nunca me senti mais santa e sagrada em minha vida. Nunca me senti tão sexy e livre”, lembrou.

Sentido que tinha vocação para ser uma modelo erótica, Nikole passou a usar uma rede social adulta para vender fotos e vídeos em que aparece nua. “Eu comecei muito tímida, apenas com fotos de topless, mas agora estou no ponto em que atendo pedidos pessoais e faço vídeos sob medida para realizar os desejos específicos das pessoas”, contou a americana que antes da pandemia chegou a “receber milhares de dólares para fazer sexo” com outras pessoas.

Com uma nova vida, ela se mudou para Los Angeles, se divorciou do marido e diz que está mais feliz do que nunca. “Cada pessoa tem o direito de se expressar da maneira que for melhor para ela e essa é a melhor maneira para mim”, concluiu a americana que sente que ficar nua é tão sagrado quando ser pastora.

LEVANTAMENTO

28 de setembro de 2020 at 02:34

Eleição tem recorde de mulheres candidatas e mais pretos que brancos

Pela primeira vez na história há mais candidatos que se autodeclaram pretos do que brancos

FOLHAPRESS

Marri Nogueira/ Agência Senado

Os 523 mil pedidos de registro de candidatura computados até o momento para as eleições municipais de novembro já representam um recorde no número total de candidatos, de postulantes do sexo feminino e, pela primeira vez na história, uma maioria autodeclarada negra (preta ou parda) em relação aos que se identificam como brancos.

O crescimentos de negros e mulheres na disputa às prefeituras e Câmaras Municipais tem como pano de fundo o estabelecimento das cotas de gênero a partir dos anos 90 e as mais recentes cotas de distribuição da verba de campanha e da propaganda eleitoral, decisões essas tomadas pelos tribunais superiores em 2018, no caso das mulheres, e em 2020, no caso dos negros.

A cota eleitoral racial ainda depende de confirmação pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o que deve ocorrer nesta semana.

Em relação à maior presença de negros, especialistas falam também no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo.

Apesar de o prazo de registro de candidatos ter se encerrado neste sábado (26), o Tribunal Superior eleitoral informou que um residual de registros feitos de forma presencial ainda levará alguns dias para ser absorvido pelo sistema.

Além disso, candidatos que não tiveram seu nome inscrito pelos partidos têm até quinta-feira (1º) para fazê-lo, mas isso normalmente diz respeito a um percentual ínfimo de concorrentes.

Os 523 mil pedidos computados até agora já representam 45 mil a mais do total de 2016 e cerca de 80% do que o tribunal espera receber este ano, com base nas convenções partidárias -cerca de 645 mil postulantes.

Até o final da manhã deste domingo (27), o percentual de candidatas mulheres era de 34%, 176 mil concorrentes. Nas últimas três eleições, esse índice não passou de 32%. Pelas regras atuais, os partidos devem reservar ao menos 30% das vagas de candidatos e da verba pública de campanha para elas.

Em 2018, a Folha de S.Ppaulo revelou em diversas reportagens que partidos, entre eles o PSL, lançaram candidatas laranjas com o intuito de simular o cumprimento da exigência, mas acabaram desviando os recursos para candidatos homens.

No caso dos negros, o TSE decidiu instituir a partir de 2022 a divisão equânime das verbas de campanha e da propaganda eleitoral entre candidatos negros e brancos.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, porém, determinou a aplicação imediata da medida. Sua decisão, que é liminar, está sendo analisada pelo plenário da corte, com tendência de confirmação.

Até a manhã deste domingo, os autodeclarados pretos e pardos somavam 51% dos candidatos (263 mil) contra 48% dos brancos (248 mil). Entre os negros, 208 mil se declaravam pardos e 55 mil, pretos.

O TSE passou a perguntar a cor dos candidatos a partir de 2014. Nas três eleições ocorridas até agora, os brancos sempre foram superiores aos negros, ocupando mais de 50% das vagas de candidatos, apesar de pretos e pardos serem maioria na população brasileira (56%).

Embora o TSE não tenha registrado cor ou raça dos candidatos nos pleitos anteriores, é muitíssimo improvável ter havido eleição anterior com maioria de candidatos negros.

Assim como no recenseamento da população feita pelo IBGE, os candidatos devem declarar a cor ou raça com base em cinco identificações: preta, parda (que formam a população negra do país), branca, amarela ou indígena.

A Folha mostrou nesta sexta-feira (24) que ao menos 21 mil candidatos de todo o país que disputarão as eleições deste ano mudaram a declaração de cor e raça que deram em 2016, conforme registros disponibilizados até a quinta-feira (23) pela Justiça Eleitoral.

A maior parte das mudanças -36% do total- foi da cor branca para parda. O movimento contrário vem na sequência, com 30% das alterações de pardo para branco.

Apesar da possibilidade de fraude, especialistas falam no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo.

A decisão de adoção imediata das cotas raciais colocou em posições opostas os núcleos afros dos partidos políticos, favoráveis à decisão, e os dirigentes das siglas, majoritariamente brancos, que em reunião nesta semana com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, chegaram a dizer ser inexequível o cumprimento da medida ainda neste ano.

Também há receio de fraudes em relação às candidaturas negras. E há de se ressaltar que, assim como a cota feminina não resultou até agora em uma presença nos postos de comando de Executivo e Legislativo de mulheres na proporção que elas representam da população, a cota racial também não é garantia, por si só, de que haverá expressivo aumento da participação de negros na política, hoje relegados a pequenas fatias de poder, principalmente nos cargos mais importantes.

Conheça os cotados para a vaga de Celso de Mello no STF

27 de setembro de 2020 at 15:43

Por Edson Sardinha  congressoemfoco

Celso de Mello deixará o Supremo após 31 anos como ministro

O presidente Jair Bolsonaro tem uma extensa lista de pretendentes a ocupar a vaga do ministro Celso de Mello, que se aposenta do Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 13, após 31 anos de serviços à corte. Esta será a primeira das duas oportunidades que Bolsonaro terá, em tese, de indicar um ministro ao Supremo no atual mandato. A próxima cadeira ficará vaga em julho, com a aposentadoria compulsória de Marco Aurélio Mello, que completará 75 anos. O presidente não pretende antecipar nomes para evitar que seu indicado sofra “processo de fritura” e ele se veja obrigado a rever sua decisão.

Entre os postulantes, estão ministros de Estado e de outros tribunais superiores, evangélicos, juízes e o procurador-geral da República. Alguns deles já tomaram decisões que agradaram ao presidente. Em relação a um dos favoritos, Bolsonaro disse ter sentido “amor à primeira vista” quando o conheceu. Para chegar aos nomes abaixo, o Congresso em Foco ouviu analistas dos bastidores do Judiciário e da política em Brasília. A lista deve engrossar nas próximas semanas com a proximidade da escolha do presidente. O indicado por ele precisará ter seu nome aprovado pelo Senado após sabatina. Até hoje, no entanto, os senadores nunca recusaram uma indicação do Planalto para o Supremo.

Veja o perfil de alguns dos cotados para a vaga de Celso de Mello.

Jorge Oliveira – advogado e policial militar da reserva, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência tem 44 anos, é amigo e homem de confiança do presidente. Seu pai assessorou Bolsonaro por 20 anos na Câmara. O ministro foi assessor jurídico do atual presidente, quando este era deputado, e chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Entrou para o governo como subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Foi nomeado ministro em junho de 2019. Foi cotado para substituir Sergio Moro na Justiça.

André Mendonça – advogado e pastor presbiteriano, o ministro da Justiça, de 47 anos, é doutor em direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Foi assessor especial do ex-ministro Wagner Rosário (CGU) no governo Michel Temer e professor de Direito. Assumiu a Advocacia-Geral da União (AGU), cargo com status de ministro, assim que Bolsonaro foi empossado. É lembrado como o nome “terrivelmente evangélico” que o presidente prometeu um dia indicar para o Supremo.

Augusto Aras – procurador-geral da República indicado por Bolsonaro, já teve seu nome lembrado para o Supremo pelo próprio presidente em maio. Na ocasião divulgou nota em que manifestou “desconforto” com a citação. No Ministério Público desde 1987, foi o primeiro procurador a assumir a PGR sem figurar na lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) desde 2003. Nos últimos meses intensificou seu discurso contra a Lava Jato e passou a ser acusado por integrantes da força-tarefa de Curitiba de tentar acabar com a megaoperação.

William Douglas – juiz federal da 2ª Região (TRF-2), é autor de 50 livros, entre eles, os best-sellers Como passar em provas e concursos e As 25 leis bíblicas do sucesso. Também é popular na internet, onde acumula mais de 800 mil seguidores nas redes sociais. Professor universitário, foi advogado, delegado de polícia e defensor público. Tem 53 anos e é considerado o nome preferido pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, e pelo pastor Silas Malafaia. É membro da Igreja Plena de Icaraí e defensor da afixação de crucifixos em órgãos públicos.

João Otávio de Noronha – presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fez carreira na advocacia para o Banco do Brasil e chegou à corte em 2002, após indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Bolsonaro declarou este ano que teve um “amor à primeira vista” quando o conheceu. De janeiro de 2019 a maio de 2020, levantamento do jornal O Estado de S. Paulo indicou que Noronha julgou a favor dos interesses do governo Bolsonaro em 87,5% de suas decisões individuais. Em julho, determinou a passagem para prisão domiciliar do ex-policial Fabrício Queiroz, amigo de Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Ives Gandra Filho – ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), é ministro da corte desde 1999. Filho do jurista Ives Gandra, assim como o pai, é ligado à ala mais conservadora da Igreja Católica, a Opus Dei. Foi professor da UnB e assessor especial da Casa Civil da Presidência da República. Já defendeu publicamente a extinção da Justiça trabalhista e comparou a união homoafetiva ao “bestialismo”. É apoiado pelo ministro Gilmar Mendes e tem a simpatia de militares. Cotado para o Supremo em 2017, no governo Michel Temer, perdeu apoio após a repercussão de algumas de suas posições, consideradas extremamente conservadoras.

Benedito Gonçalves – ministro do Superior Tribunal de Justiça desde 2008, foi papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia do DF. Virou juiz em 1988. Foi promovido para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região em 1998. É o único ministro negro de tribunal superior atualmente. Em 28 de agosto determinou o afastamento do governador Wilson Witzel (PSC-RJ), em meio às investigações da Operação Placebo, sobre irregularidades na contratação de hospitais de campanha, compra de medicamentos e respiradores. Na ocasião, negou o pedido de prisão de Witzel. Tem 66 anos.

Maria Elizabeth Rocha – ministra do Superior Tribunal Militar (STM) desde 2007, foi a primeira mulher (a única até hoje) a assumir o cargo e a presidir a corte. Pós-doutora em Direito constitucional e casada com um general da reserva, fez carreira na Advocacia-Geral da União e assessorou ministérios antes de chegar ao STM. Votou a favor de reivindicações de militares homossexuais. Por causa de suas posições, que muitas vezes se chocam com as do presidente, corre por fora na disputa. É vista como uma possibilidade somente se o presidente resolver indicar uma mulher.

Luis Felipe Salomão – ministro do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No último dia 5, ao assumir o cargo de corregedor-geral eleitoral, defendeu que se julguem “o quanto antes” as ações que investigam a campanha de Bolsonaro à Presidência em 2018. O ministro é o novo relator dos processos que investigam, entre outras suspeitas, o disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp. No STJ desde 2008, foi promotor de Justiça de São Paulo, juiz da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Tem 57 anos.

Indicado por Bolsonaro ao STF pode herdar processos de interesse do presidente

INTERCEPTADA PELA FAB

27 de setembro de 2020 at 07:58

Piloto queima aeronave suspeita que sobrevoava o Pará

A ação da FAB, realizada em conjunto com a Polícia Federal, faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços

Com informações da FAB

Reprodução

Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã de sexta-feira (25), sobre o Estado do Pará, uma aeronave classificada como suspeita, segundo informações de inteligência da Polícia Federal (PF), reforçando a capacidade de monitoramento e atuação na fronteira.

As ações, realizadas em conjunto com a PF, envolveram dois caças A-29 Super Tucano e um E-99, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

A aeronave monomotor, modelo T210N Turbo Centurion II, foi identificada pelos radares e interceptada em ponto próximo à Serra do Cachimbo, no sul paraense, sendo comandado o pouso em uma pista determinada para averiguação, tudo sob a coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

O monomotor não cumpriu as determinações dos órgãos de Defesa Aérea e evadiu-se, realizando pouso forçado em campo não preparado, localizado em uma área ao norte da Serra do Cachimbo, onde a Polícia Federal assumiu as ações. O piloto causou incêndio na aeronave e evadiu-se do local.

O Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, destacou a prontidão da Defesa Aérea da FAB e o trabalho conjunto com os órgãos de segurança. “É importante ressaltarmos a prontidão da FAB e o trabalho conjunto com PF e outros órgãos de segurança. Cumprimos todos os procedimentos da Defesa Aérea e tudo transcorreu perfeitamente”, ressaltou.

A ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto órgãos de defesa e de segurança pública.

REMESSA

25 de setembro de 2020 at 13:04

Câmara de Óbidos recebe pacote de dinheiro falso pelos Correios

Crime é previsto em lei e pena varia em até 12 anos de prisão

Com informações de OEstadoNet

O caso foi registrado hoje

O caso foi registrado hoje | Arquivo

Um pacote contendo cédulas falsas de Real foi enviado pelos Correios para a Câmara Municipal de Óbidos, cidade da região oeste paraense.

As informações foram apuradas pelo Portal OESTADONET, na manhã desta sexta-feira (25).

A remessa de dinheiro falsificado, cujo valor ainda não foi divulgado, está sendo apurada pela Polícia Civil e Polícia Federal.

É CRIME

Falsificar, fabricar ou alterar moeda metálica ou papel moeda de curso legal no país ou no estrangeiro é crime previsto no artigo 289 do Código Penal.

Pré-candidata à prefeitura de Muaná foi funcionária fantasma da Alepa

25 de setembro de 2020 at 10:43

Ela ganhava mais de R$ 2 mil com cargo comissionado

Diário Online

Professora Irá ganhava mais de R$ 2 mil na Alepa, mesmo sendo professora efetiva em Muaná, no Marajó.

 Professora Irá ganhava mais de R$ 2 mil na Alepa, mesmo sendo professora efetiva em Muaná, no Marajó. | Reprodução

Pré-candidata à Prefeitura de Muaná, no Marajó, Maria Iranilda Pimenta Rodrigues, foi funcionária fantasma da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), no ano de 2018. Através de busca no Diário Oficial do órgão, é possível ver que ela ganhava mais de R$ 2 mil, com cargo comissionado, mesmo sem exercer a função.

Ela, que é mais conhecida como Professora Irá Pimenta, ocupou o cargo de secretária parlamentar no gabinete do deputado estadual Dr. Haroldo Martins, mesmo sendo professora efetiva do município de Muaná.

Reprodução

Com isso, ela não possuía disponibilidade que comparecer à Alepa diariamente, mas recebia como se fosse. Além disso, de acordo com a legislação, o acúmulo de cargos públicos é vetado também.

Escritórios de ex-membros do TSE recebem 25% das verbas de defesa de partidos

25 de setembro de 2020 at 09:47

São 2% dos escritórios contratados

R$ 36 milhões pagos a 7 bancas

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em BrasíliaRoberto Jayme/Ascom/TSE

GUILHERME WALTENBERG e TIAGO MALI
25.set.2020 (sexta-feira) – 6h00

Os partidos políticos gastaram R$ 36 milhões com advogados eleitorais em 2019. Desse total, R$ 9 milhões (25,6%) foram pagos a escritórios de ex-integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Há 367 bancas de advocacia listadas nas contas dos partidos registradas no SPCA (Sistema de Prestação de Contas Anual dos Partidos). Os 7 escritórios que receberam 25,6% do valor gasto pelas agremiações políticas representam 2% do total de empresas contratadas. Em comum, todos têm entre os sócios ex-ministros do TSE, ex-assessores de ministros ou ex-procuradores eleitorais.

Saiba o valor recebido por eles:

De acordo com o advogado Eduardo Alckmin, que atuou no TSE de 1996 a 2000, trata-se de uma busca dos partidos pelo expertise que esses profissionais acumularam na Corte.

“No dia a dia da Corte, você acaba aprendendo os conceitos, as posições, fica mais fácil defender a causa”, disse ao Poder360.

A contratação desses escritórios não é ilegal. Mas revela que a passagem pela Corte traz, além do prestígio, oportunidades profissionais.

PROXIMIDADE COM POLÍTICOS E AUTORIDADES

Escritórios de advogados próximos a pessoas influentes do mundo jurídico abocanharam outros R$ 2,4 milhões dos partidos no ano passado. Foram incluídos nesse cálculo parentes de ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e ex-defensores de políticos.

Um desses escritórios é o Oliveira, Moraes e Silva Advogados, cujo uma das sócias é Giovana de Paula Cedraz Oliveira, nora do ministro do TCU Aroldo Cedraz. Recebeu pouco mais de R$ 1 milhão de partidos políticos em 2019. Há ainda o Moura, Lima e Siqueira Advogados, do ex-procurador-geral de Belo Horizonte Wederson Advincula Siqueira. Recebeu R$ 850 mil.

Além deles, o escritório Severo e Advogados Associados, cujo sócio Gustavo Severo advogou para a ex-presidente Dilma Rousseff, recebeu R$ 520 mil em 2019.


REINAUGURAÇÃO

25 de setembro de 2020 at 09:08

Pará oficializa convite para jogo da Seleção ser no Mangueirão

Secretário da Seel se reuniu na CBF para fortalecer o esporte paraense

Agência Pará

Divulgação

O Secretário de Estado de Esporte e Lazer, Arlindo Silva, cumpre agenda oficial na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Na tarde desta quinta-feira (24), ele reuniu com o Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, com o primeiro vice-presidente Cel. Nunes e Bruno Rosell do “Projeto Gol do Brasil”.

Durante o encontro, o secretário apresentou o projeto de reforma e ampliação do Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão, que segue o padrão da CBF e foi apresentado à imprensa paraense no mês de junho. Depois de um período de articulação do Governo do Estado do Pará por meio da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (SEEL), junto à CBF, o secretário Arlindo Silva oficializou o convite à Confederação para que a Seleção Brasileira de Futebol realize o jogo de reinauguração do Mangueirão, que está previsto para 2022. 

O Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Rogério Caboclo, recebeu o convite do Governo do Estado do Pará com muito entusiasmo. “Para a CBF é um privilégio muito grande receber o convite do estado do Pará, do Governador Helder, aqui representado pelo secretário Arlindo e, saber da revitalização do Mangueirão, que é um estádio icônico, onde a seleção brasileira já atuou e recebeu grandes jogos, que reúne grandes torcidas, a do Remo e Paysandu, entre outras torcidas que transmitem energia para a nossa seleção. Então, é juntar todas as forças em nome do nosso País e, para nós será um prazer se pudermos estar lá de volta o mais breve possível”, disse o presidente.

A expansão do “Projeto Gol do Brasil” para os municípios paraenses também esteve em pauta durante o encontro. Para o titular da SEEL, a expectativa é que o projeto possa avançar para os municípios no primeiro semestre de 2021. “Levando em consideração que o esporte é um instrumento de transformação social, nós estamos sempre dialogando com a CBF, Federação Paraense de Futebol e outras federações, a fim de buscar alternativas para que o esporte se aproxime cada vez mais da comunidade. Nós apresentamos um projeto de expansão do ‘Gol do Brasil’, para vários municípios paraenses. A CBF sinalizou ser favorável e agora nossa expectativa é resolver as questões burocráticas, para colocar em prática o projeto ainda no primeiro semestre do próximo ano”, ressaltou o secretário Arlindo Silva. 

O diretor técnico do Gol do Brasil, Bruno Rosell, elogiou o trabalho que a SEEL e a Federação Paraense de Futebol vêm desenvolvendo em Belém. “Fico muito feliz com esse projeto de expansão do Gol do Brasil para os municípios paraenses, esse é o reflexo do trabalho que o a SEEL e a FPF vem fazendo em Belém. Pois esse é o nosso objetivo, fazer com que mais crianças tenham acesso a metodologia da CBF social. A partir de agora, vamos fazer o estudo técnico para ver a viabilidade da expansão”, pontuou. 

Projeto Gol do Brasil – A missão é promover cidadania e educação por meio do futebol das crianças e dos adolescentes atendidos. Recentemente, a ação social ganhou a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a parceria ajuda a avaliar os impactos sociais na vida e na comunidade dos participantes do projeto, que vai desde as crianças até os instrutores. 

Em Belém, o projeto atende 240 alunos, de 6 a 17 anos da rede de ensino pública, que residem nos bairros próximos ao local das aulas, como na Cabanagem e Benguí. Por conta da pandemia da Covid-19, as aulas foram paralisadas para preservar a saúde e segurança das crianças e adolescentes. 

Financiado pelo Legado Copa do Mundo Brasil de 2014, o Gol do Brasil está implantado, além do Pará,  no Recife (PE), São Paulo (SP), Ribeirão Pires (SP) e Teresópolis (RJ).

IGNORÂNCIA

25 de setembro de 2020 at 01:07

Ministro da Educação associa homossexualidade a “famílias desajustadas”

Para o ministro, a homossexualidade pode ser resultado de uma falta de atenção do pai ou da mãe

Com informações de O Estado de S. Paulo

Ministro é mais um da ala religiosa radical influente com o presidente do Brasil.

Ministro é mais um da ala religiosa radical influente com o presidente do Brasil. | Reprodução

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, causou revolta ao relacionar a homossexualidade a “famílias desajustadas”, durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. O ministro, que é da ala religiosa considerada radical, disse que promoverá mudanças no currículo em relação à educação sexual.

“É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo”, disse Ribeiro.

“É claro que é importante mostrar que há tolerância, mas normalizar isso, e achar que está tudo certo, é uma questão de opinião. Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) têm um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa”, afirmou.

Para o ministro, a homossexualidade de jovens é consequência de “famílias desajustadas”. “Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, explicou durante a entrevista.

BRAGANÇA

24 de setembro de 2020 at 14:49

Fotógrafo é assassinado dentro de casa no Pará e sobrinho é suspeito

Sobrinho da vítima teria sido apontado como principal suspeito do crime.

Com informações de Mauro Mello/Bragança

Manoel Fernando Ferreira Corrêa, de 46 anos, conhecido como "Manoel Fotógrafo", foi assassinado com três tiros.

 Manoel Fernando Ferreira Corrêa, de 46 anos, conhecido como “Manoel Fotógrafo”, foi assassinado com três tiros. | Reprodução

O fotógrafo paraense Manoel Fernando Pereira Corrêa, de 46 anos, foi assassinado na rodovia Dom Eliseu, no bairro Alto Paraíso, no município de Bragança, na noite da última quarta-feira (23). A vítima estava dentro de casa.

De acordo com informações repassadas à polícia, Manoel, conhecido como “Manoel Fotógrafo”, estava na sua residência, quando um suposto sobrinho teria entrado no local e disparado três tiros contra o tio. 

Segundo testemunhas, Manoel e o sobrinho passaram o dia discutindo. Após todos pensarem que os ânimos estavam mais calmo, o suspeito foi até a residência e efetuou os disparos. Ainda não há informações sobre a motivação para a discussão.

De acordo com populares, a filha de Manoel, que é menor de idade, presenciou o momento do crime. Ele precisou ser socorrida por uma equipe  do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levada até a uma unidade de saúde do município após passar mal.