INTERFERÊNCIA NA PF

30 de setembro de 2020 at 01:17

Decisão do STF sobre depoimento oral de Bolsonaro terá videoconferência ao vivo

Inquérito apura as denúncias de Sergio Moro sobre sua suposta tentativa de interferência na Polícia Federal

Mônica Bergamo/Folhapress

 Júlio Nascimento/PR

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), excluiu da pauta de julgamentos em ambiente virtual o recurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para não depor presencialmente no inquérito que apura as denúncias de Sergio Moro sobre sua suposta tentativa de interferência na Polícia Federal. Bolsonaro pretende apresentar suas respostas por escrito.

Com isso, Celso de Mello deve determinar o julgamento da questão em uma sessão do plenário a ser realizada em sistema de videoconferência, o que possibilitará ao público ter amplo acesso ao debate entre os magistrados, em tempo real.

O ministro permitiu também que os advogados de Moro participem da sessão, além da AGU (Advocacia-Geral da União), que representa Bolsonaro, e do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Há duas semanas, Celso de Mello, que é relator do inquérito, já tinha decidido que Bolsonaro teria que depor diante de um delegado da PF e que Moro poderia também fazer perguntas a ele, por intermédio de seus advogados.

Segundo ele, o “privilégio cerimonial” de um depoimento por escrito “não tem sentido porque fere profundamente o princípio republicano que tem suporte na igualdade de todos perante a lei”.

Além disso, Bolsonaro não seria “mera testemunha nem simples vítima”, o que daria a ele o direito de depor por escrito. Mas sim “autoridade investigada por supostos crimes”.

A decisão foi divulgada por Celso de Mello quando ele estava de licença médica.

O ministro Marco Aurélio Mello assumiu depois o caso, como seu substituto regimental. E determinou que o depoimento oral de Bolsonaro fosse suspenso até que a questão fosse debatida no plenário virtual do STF.

Por esse meio, os ministros apresentam seus votos por escrito e respondem se estão ou não de acordo com a posição do relator.

Celso de Mello voltou de licença na sexta (25) e reassumiu suas funções, revertendo nesta terça (29) a decisão de Marco Aurélio.

Em seu despacho, ele argumentou que “o substituto regimental não tem (nem pode ter) mais poderes, na condução do feito, do que aqueles incluídos na esfera de competência do Relator natural (RISTF, art. 21, I), pois se, ao contrário, fosse possível reconhecer ao Ministro substituto do Relator da causa uma gama mais extensa de atribuições e de prerrogativas que aquela única outorgada ao substituto (RISTF, art. 38, I), a inclusão do feito em pauta pelo substituto regimental tornar-se-ia, anomalamente, um ato processual intangível e imodificável por parte do Relator natural (que não pode ser destituído do seu poder de inclusão/exclusão do feito em pauta), o que, decididamente, não teria sentido nem cabimento”.

Conheça Amy Barrett, a indicada de Trump para Suprema Corte

29 de setembro de 2020 at 20:31

É juíza federal em Chicago, Illinois

Tem pouca experiência no Judiciário

Precisa ser aprovada pelo Senado

Se aprovada pelo Senado, atual juíza federal e católica devota poderá influenciar a vida pública dos EUA por décadasRachel Malehorn/AP/dpa/picture-alliance (via DW)

DEUTSCHE WELLE
29.set.2020 (terça-feira) – 9h47

Se no Brasil o presidente Jair Bolsonaro gosta de propagandear que contempla um nome “terrivelmente evangélico” para a próxima vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, seu homólogo norte-americano, Donald Trump, não escondeu que vê fervor religioso e valores conservadores como qualificações determinantes para indicar um nome para a Suprema Corte dos EUA.

No sábado à noite (26.set.2020), depois de anunciar oficialmente a indicação de Amy Vivian Coney Barrett para o Tribunal, ele disse a apoiadores que ela vai defender seus “direitos e liberdades concedidos por Deus“.

Caso seu nome seja efetivamente aprovado pelo Senado, a juíza federal Barrett, de 48 anos, uma novata no sistema Judiciário, com apenas 3 anos de experiência, pode se tornar uma das mais jovens integrantes da Suprema Corte dos EUA, influenciando a vida pública americana pelas próximas décadas e sedimentando uma orientação conservadora do Tribuna

Com Barrett, os conservadores americanos enxergam uma adição robusta na composição da Corte para tentar reverter bandeiras progressistas, como o direito ao aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e leis que restringem posse e porte de armas.

Antes da abertura de mais uma vaga, o Tribunal já tinha em tese uma maioria conservadora de 5 a 4, mas seu presidente, John Roberts, embora de perfil conservador votou diversas ao lado dos seus colegas progressistas, especialmente na questão do Obamacare. Com Barrett, a balança deve ser alterada para 6 a 3. Ela também pode ser a 3ª juíza a ser emplacada pelo presidente Donald Trump, que já afirmou repetidas vezes que o resultado das eleições presidenciais de novembro pode ser decidido na Suprema Corte, a exemplo do que ocorreu em 2000.

Barrett também foi indicada por Trump para substituir justamente uma das mais célebres figuras progressistas da Corte, Ruth Bader Ginsburg, que morreu no dia 18 setembro, aos 87 anos, em decorrência de um câncer. Barrett e Ginsburg não poderiam ser figuras mais contrastantes.

Atualmente uma juíza da corte de apelações de Chicago, Barret não esconde que é uma católica fervorosa. Diversos veículos da imprensa americana destacaram que ela é filiada ao grupo religioso “People of Praise“, encarado por críticos e alguns ex-membros como uma seita reacionária e autoritária que mescla elementos do catolicismo com o neopentecostalismo, embora alguns ativistas católicos tenham saído em defesa do grupo.

Nascida em Metairie, um subúrbio de Nova Orleans, no estado da Louisiana, ela é casada com o advogado Jesse Barrett e mãe de 7 filhos, de idades entre 8 e 19 anos, incluindo duas crianças adotadas do Haiti e uma com síndrome de Down.

Formada pela Universidade Notre Dame, onde também lecionou, ela ganhou alguma proeminência na área jurídica por ter trabalhado como assistente de Antonin Scalia, notório juiz conservador da Suprema Corte que morreu em fevereiro de 2016, oito meses antes da eleição presidencial que resultaria na vitória de Trump.

Sob a administração republicana que sucedeu Barack Obama, Barrett foi indicada para juíza do Tribunal Federal de Apelações da 7ª Região, em Chicago, como parte de uma estratégia dos republicanos para preencher cortes federais com conservadores, que resultou na nomeação de mais de 200 juízes alinhados com esses valores nos últimos anos. Sua experiência como magistrada, portanto, é breve.

Quando foi nomeada em 2017 para o atual cargo, a magistrada passou por um tenso processo de confirmação. O comitê responsável por analisar a idoneidade dos indicados questionou se ela seria capaz de deixar de lado suas fortes convicções religiosas quando tomasse decisões. Durante seu tempo como professora de direito na Universidade de Notre Dame, ela afirmou numa palestra que uma carreira no judiciário é apenas um “meio para um fim” e que o objetivo é “construir o reino de Deus“.

Durante a sabatina no Senado, a frase entrou na mira dos seus críticos. Ela respondeu que era capaz de distinguir a fé de seus deveres como juíza. Não acalmou os críticos, mas eles também não conseguiram barrar a indicação. “O dogma vive ruidosamente dentro de você“, disse para Barrett a senadora democrata Dianne Feinstein na ocasião. A queda de braço impulsionou a figura de Barrett entre a direita religiosa.

Em sua curta experiência na corte federal de apelações de Chicago, Barrett adotou posições que respaldaram o direito ao porte de armas, além de se mostrar contrária à lei de Cuidados de Saúde a Baixo Custo, conhecida como Obamacare.

Na Suprema Corte, ela deve deixou claro que pretende seguir uma linha parecida com Scalia, para quem trabalhou. Scalia foi um dos juízes conservadores mais influentes da história recente da Corte. Em entrevistas, ela o descreveu como seu mentor, citando sua “influência incalculável” em sua vida. Tal como Scalia, ela se define como adepta de uma leitura “originalista” da Constituição, votando ou aplicando sentenças seguindo o que acredita ter sido a intenção original que os formuladores da Carta tiveram no século 18.

A filosofia judicial dele [Scalia] também é a minha: um juiz deve aplicar a lei como está escrita. Os juízes não são formuladores de políticas”, disse Barrett no último fim de semana.

Em suas 3 décadas na Suprema Corte, Scalia se posicionou a favor da pena de morte e argumentou que a Constituição não garantia direitos como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele ainda apoiou o direito de acesso a armas pela população e se posicionou fortemente contra políticas de ação afirmativa.

Embora as credenciais conservadoras de Barrett sejam claras, fica em aberto a questão sobre se ela vai mesmo persistir na persona religiosa e ultraconservadora que Trump tem mente para o Tribunal. Pela natureza vitalícia do cargo no Supremo americano, não é incomum que alguns indicados acabem adotando posições que vão contra a ideologia do presidente que apresentou o nome.  Um exemplo notório é justamente o atual presidente, John Roberts, indicado pelo neoconservador George W. Bush.

A indicação de Barrett ocorre em meio em meio a mais uma onda de tensão entre republicanos e democratas. Em 2016, com a morte de Scalia 8 meses antes da eleição, o Senado dominado pelos republicanos bloqueou uma indicação do então presidente Barack Obama para o cargo, argumentando que somente o presidente eleito naquele ano poderia indicar um sucessor. No entanto, no caso da morte de Ginsburg, apenas seis semanas antes do pleito de 2020, os republicanos, que continuam a dominar o Senado, resolveram ignorar o precedente estabelecido por eles mesmos, e já trabalham para aprovar o nome de Barrett em tempo recorde.

Com os republicanos de Trump contando com uma maioria de 53 a 47 no Senado, a confirmação de Barrett parece certa, embora os democratas tenham anunciando que pretendem dificultá-la ao máximo.

OPERAÇÃO S.O.S

29 de setembro de 2020 at 14:29

Hospitais que salvaram mais de 210 mil vidas no Pará  são alvos de operação da PF

Em nota, o Governo informou que apoia, como sempre, qualquer investigação que busque a proteção do erário público, tal qual a realizada pela Polícia Federal.

 Redação DOL

Hospital de Campanha de Santarém foi fechado após cumprir com objetivos de atender milhares de pessoas na região oeste do Pará

 Hospital de Campanha de Santarém foi fechado após cumprir com objetivos de atender milhares de pessoas na região oeste do Pará | Agência Pará

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (29), a “Operação S.O.S.” para investigar quatro Organizações Sociais (OS) que administraram hospitais de campanha no Brasil durante o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus. No Pará, foram expedidos 12 mandados de prisão temporária em Belém e outras quatro cidades do estado.

Além do Pará, as ações ocorrem em outros quatro estados. A operação investiga denúncias de fraudes em licitações e crimes como peculato e falsidade ideológica.

Sobre a operação, em nota, o Governo do Pará informou “que apoia, como sempre, qualquer investigação que busque a proteção do erário público, tal qual a realizada pela Polícia Federal”.

As contratações dos hospitais de campanha com dispensa de licitação foi garantida em todo o Brasil por um decreto de calamidade pública publicado pelo Governo Federal no dia 20 de março de 2020.   

HOSPITAIS DE CAMPANHA

Quase 230 mil pessoas foram tratadas com o novo coronavírus no Pará.
Quase 230 mil pessoas foram tratadas com o novo coronavírus no Pará. Marco Santos/Agência Pará

As Organizações Sociais investigadas foram as responsáveis pela gestão dos hospitais de campanha que até o momento já recuperaram mais de 213 mil pessoas vitimadas pela covid-19 no Pará.

Em virtude do atendimento rápido e com excelência realizado, tido como prioridade, neste ano de pandemia e a queda significativa do número de casos e de mortes, ao contrário da maioria dos Estados brasileiros, dois hospitais de campanha já tiveram as atividades encerradas no Pará, são eles os de Santarém e Breves.

ABANDONO

29 de setembro de 2020 at 08:29

Cansados de esperar pela prefeitura, moradores pavimentam rua em Belém

Moradores da Alameda Nazaré, no Conjunto Bela Vista, no bairro do Tapanã, em Belém, fizeram o serviço de pavimentação da via.

Luiz Guilherme Ramos DOL

A população gastou cerca de R$ 8 mil para colocar cimento em toda a via, localizada no Tapanã

A população gastou cerca de R$ 8 mil para colocar cimento em toda a via, localizada no Tapanã | Ricardo Amanajás

A ausência completa de assistência do poder público municipal fez com que os moradores da Alameda Nazaré, no Conjunto Bela Vista, no bairro do Tapanã, em Belém, resolvessem por conta própria garantir a melhoria na qualidade de vida, bancando com recursos próprios o serviço de pavimentação da via, que tem cerca de 30 casas e o dobro de insatisfação com o prefeito Zenaldo Coutinho.

Orçado em aproximadamente R$ 8 mil, o trabalho de cimentar a via partiu de um pequeno grupo de moradores e rapidamente se espalhou positivamente entre todos. “Inicialmente, três moradores tomaram à frente da ideia e começamos a organizar. Entramos em um consenso e por causa da insatisfação, em uma semana colocamos tudo em prática”, explica o motorista de aplicativo Douglas Santos, 35.

Com o valor em mãos, a quantia foi dividida de acordo com o tamanho da residência de cada morador. “As casas com até seis metros pagaram R$ 150 e as casas acima disso R$ 250.”

Em aproximadamente uma semana, todo o serviço de nivelamento foi feito e o passo seguinte foi despejar uma camada de 10 centímetros de cimento. O visual em relação ao passado nem se compara.

“Aqui já foi asfaltado, mas há muitos anos. Depois que se deteriorou, a alameda ficou só buraco, a água empoçava, invadia as casas. Era bem feio mesmo. Hoje os moradores das outras ruas até brincam e chamam a nossa de ‘Alameda do BRT’, por causa do cimento”, diverte-se o morador, que há 12 anos reside no local e ao mesmo período aguardava uma solução

Com o final das obras, eles mesmos se organizaram e fizeram a inauguração oficial, após a reforma, no último dia 6 de setembro, e já planejam uma nova investida, ao perceberem que unidos podem fazer muito mais sem esperar a boa vontade do município. “Como se trata de uma rua sem saída, queremos colocar um portão para a segurança de nós mesmos. Assim nós descobrimos o quanto podemos fazer, se juntarmos as forças”, encerra.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Belém não se manifestou até ofechamento desta edição.

Média de idade dos candidatos em 2020 é de 45,6 anos

29 de setembro de 2020 at 07:09

Número cresce desde 2012

PSTU, MDB e PSDB: mais velhos

Esquerda radical: mais novos

Saiba os dados por partido

Eleitora vota com a bandeira do Brasil em Brasília. Neste ano, 2020, o pleito foi adiado para 15 de novembro para evitar a disseminação da covid-19Sérgio Lima/Poder360 – 7.out.2018

RAFAEL BARBOSA e TIAGO MALI
29.set.2020 (terça-feira) – 6h00

A média de idade dos candidatos que solicitaram registro para o as eleições municipais de 2020 é de 45,6 anos. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número vem crescendo pelo menos desde 2012, quando era de 44,4.

Em 3 partidos, a média de idade dos candidatos fica igual ou acima de 46 anos e 6 meses: PSTU, MDB e PSDB.

O PSTU é também o que mais envelheceu no período. Em 2012, a média de idade dos postulantes era de 40,8 anos. Agora, é de 46,9.

Apenas em 1 partido a média de idade fica abaixo dos 40 anos: o recém-criado Unidade Popular. Os 133 candidatos da legenda até agora têm, em média, 36,7 anos.

De 2012 para cá, o PCO foi o partido em que a média de idade dos candidatos mais diminuiu. A taxa era de 42,8 há 8 anos. Agora, é de 40,8. Além dele, o PCB também observou uma leve variação negativa na faixa etária: passando de 42,6 para 42,3 anos.

As siglas acima foram as únicas que tiveram, em média, candidatos mais novos do que nos últimos pleitos. Todos os outros partidos observaram os candidatos envelhecerem.

Os dados acima para 2020 são preliminares e podem se alterar nos próximos dias. Isso porque o TSE  ainda está incluindo registros feitos nas últimas horas. O prazo para que os candidatos entregassem as informações à Justiça Eleitoral terminou às 19h de sábado (26.set.2020).

PARTIDOS & ELEIÇÕES

O Novo (+331%), o PSL (105%) e o Avante (95%) foram as siglas que mais intensificaram as candidaturas de 2016 para 2020.

No caso do Novo, em 2016 eles solicitaram registro para apenas 144 pessoas. O registro da agremiação foi deferido apenas em outubro de 2015. Essa é a razão para o aumento percentual ter sido tão grande.

Já o PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito, dobrou de tamanho. Em 2016, os pedidos de candidaturas somavam 10.555. Agora, somam 21.626.

No gráfico abaixo é possível observar, partido por partido, se os registros aumentaram ou diminuíram desde 2000. Os dados do TSE ainda estão sendo compilados.

Os dados abaixo foram atualizados às 21h29 de sábado (26.set.2020).

É importante lembrar que os pedidos de registro de candidaturas serão julgados aptos ou inaptos pela Justiça Eleitoral. Candidatos podem ser proibidos de concorrer por diversos motivos, 1 deles é o enquadramento na lei da Ficha Limpa.A Flourish chart

METODOLOGIA

Poder360 consultou o repositório de dados eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na seção “candidatos”. Lá, há todos os dados sobre os registros solicitados pelos partidos para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Os números de 2020, no entanto, são preliminares e os de eleições anteriores podem apresentar algumas inconsistências. Isso ocorre porque o tribunal não elimina de seu sistema os pedidos de candidatura que são negados ou que são retirados. Isso faz, por exemplo, com que haja número diferente de candidatos a prefeito e a vice (o sistema mostra prefeitos sem vice e vice-versa). Para o candidato aparecer na urna, no entanto, é preciso que a chapa esteja completa.

Eleições 2020: Sai o resultado da primeira pesquisa eleitoral para prefeito de Belém após o registro das candidaturas

29 de setembro de 2020 at 06:14

BACANA NEWS

Foto: Alvo Pesquisa

Pesquisa da Alvo Pesquisas mostra que Edmilson segue na frente seguido de Priante em segundo lugar. Mais atrás Cássio Andrade embolado com Vavá Martins. Em seguida Thiago Araújo e Mário Couto com índices próximos. Os demais nomes vem atrás. Veja os resultados da pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, registro número PA-01767/2020, colhida nos dias 24 e 25 desse mês.

Petrobras assumirá a operação de 5 blocos da Total na região Norte

28 de setembro de 2020 at 17:26

Depende de aval das reguladoras

Participação pode chegar a 70%

Se BP não quiser aumentar sua parte

Plataforma no campo Lucius, o 4º da Petrobras em produção em águas ultraprofundas do Golfo do México norte-americanoCortesia da Anadarko – 19.jan.2015

LUDMYLLA ROCHA Poder360
28.set.2020 (segunda-feira) – 11h27

A Petrobras assumirá a operação e as participações da Total E&P do Brasil de 5 blocos em águas ultraprofundas (com profundidade superior a 1.500 metros) na região Norte, a aproximadamente 120 km do Amapá. O acordo anunciado pela estatal nesta 2ª feira (28.set.2020) ainda precisa ser autorizado pelos órgãos reguladores.

A Total renunciou à operação dos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127 em setembro de 2019. Um pouco antes, havia protocolado no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) 1 novo pedido de licenciamento ambiental na região, onde há resistência quanto à exploração petrolífera. Na tentativa anterior, obteve 3 negativas.

O direito de exploração havia sido concedido na 11ª rodada de licitação de blocos da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) por consórcio formado pela Total, com 40% de participação; Petrobras, com 30%; e a BP Energy, com os 30% restantes.

As regras do consórcio estabelecem que a estatal poderá aumentar sua participação para, no mínimo, 50%. Poderá chegar até 70% caso a BP não queira aumentar sua parte.

Segundo a estatal, esta operação “está em linha com o processo de Gestão de Portfólio da Petrobras, que visa a maximização de valor para os seus acionistas, priorizando investimentos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas”.

Josué Gomes da Silva lança chapa com pesos pesados para chefiar Fiesp

28 de setembro de 2020 at 14:21

Empresário da Coteminas lidera grupo

Chapa já tem até agora 95% dos votos

O empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas, é apoiado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para sua sucessão. A chapa de Josué tem pesos pesados do PIB e já acumula 95% dos votos no colégio eleitoral que escolherá a próxima diretoriaReprodução/Universidade Vanderbilt

PODER360
28.set.2020 (segunda-feira) – 12h00

O empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas, registrou na manhã desta 2ª feira (28.set.2020) sua chapa para concorrer à eleição que vai escolher o novo presidente e diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O grupo tem pesos pesados do PIB brasileiro. A chapa está sendo ainda validada pela Fiesp (são mais de 130 nomes para disputar os cargos de presidente, vice-presidente e diretores da entidade). Por enquanto, a candidatura de Josué a presidente da Fiesp já tem perto de 95% dos votos no colégio eleitoral (compostos por sindicatos filiados).

Poder360 apurou que estão na chapa com Josué, por enquanto, seguintes empresários:

  • Marcelo Ometto (São Martinho);
  • André Gerdau (Gerdau);
  • José Ermírio de Moraes (Votorantim);
  • Flávio Rocha (Riachuelo);
  • Salo Seibel (Duratex);
  • Dan Ioschpe (Ioschpe-Maxion);
  • Luiz Carlos Gomes de Moraes (presidente da Anfavea);
  • João Carlos Marchezan (presidente da Abimaq);
  • Rafael Cervone (presidente emérito da Abit);
  • Irineu Gouvêa (presidente da Abinee);
  • João Carlos Basílio da Silva (presidente da Abiphec);
  • Levi Ceregato (presidente da Abigraf).

APOIO DE PAULO SKAF

O atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apoia e ajuda a articular a candidatura de Josué para sucedê-lo.

Skaf está no 4º mandato no comando da entidade. Assumiu a Fiesp em 2004 e decidiu não vai concorrer a mais 1 período. A gestão atual vai até 31 de dezembro de 2021.

A data limite para registro de chapas é nesta 2ª feira (28.set.2020), até 17h. A eleição propriamente é apenas em 5 de julho de 2021.

O possível concorrente de Josué é o presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho, de 62 anos. Neste momento, segundo o Poder360 apurou, Roriz tem menos de 5% dos votos do colégio eleitoral que vai eleger a próxima direção da Fiesp.

Aos 56 anos, Josué é também sempre citado como possível candidato a presidente ou vice-presidente da República. Ele é filho de José Alencar (1957-2011), que foi vice-presidente de Lula por 8 anos.

A eleição na Fiesp terá, por indicação de Paulo Skaf, uma comissão que fiscalizará a disputa:

  • Sydney Sanchez, ex-ministro STF;
  • Ellen Gracie, ex-ministra do STF;
  • Almir Pazzianotto, ex-presidente do TST;
  • Ives Gandra da Silva Martins, advogado constitucionalista;
  • Maria Cristina Mattioli, desembargadora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

A Fiesp é a mais poderosa e mais rica federação industrial do Brasil.

A entidade tem capilaridade em processos políticos. Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a Fiesp foi eficaz ao vocalizar críticas que ajudaram a derrubar a petista.

A Coteminas, de Josué, é dona de marcas como Artex e Santista, é hoje é a maior indústria de itens de cama, mesa e banho nas Américas. Tem 15 fábricas no Brasil, 5 nos EUA, uma na Argentina e uma no México.

Nascido em Minas Gerais, Josué vive em São Paulo há 35 anos. Presidiu a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção), na qual tem atualmente a posição de presidente honorário. Também foi presidente do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).

Em 2014, candidatou-se ao Senado pelo MDB de Minas Gerais. Não foi eleito: ficou em 2º lugar, atrás de Antonio Anastasia, então no PSDB e hoje no PSD.

FORTALECIMENTO IMUNOLÓGICO

28 de setembro de 2020 at 13:04

Spray nasal reduz em até 96% vírus causador da covid-19

INNA-051, spray nasal em desenvolvimento pela Ena Respiratory que conteve o novo coronavírus em testes com animais

Com informações de CNN

A Ena Respiratory disse que estaria pronta para testar o INNA-051 em humanos em menos de quatro meses, se submetendo a estudos sobre a toxicidade do produto e aprovação regulatória.

 A Ena Respiratory disse que estaria pronta para testar o INNA-051 em humanos em menos de quatro meses, se submetendo a estudos sobre a toxicidade do produto e aprovação regulatória. | Shutterctok

Um spray nasal desenvolvido pela empresa australiana de biotecnologia Ena Respiratory, apresentou bons resultados na combate ao novo coronavírus. A notícia foi divulgada e detalhada à imprensa na manhã desta segunda-feira (28).

Vacina da Johnson & Johnson gerou anticorpos em 98% dos participantes

Conforme a empresa, o spray que tem o objetivo de fortalecer o sistema imunológico foi testado em animais (furões) e conseguiu reduzir os níveis do vírus que provoca a covid-19 em até 96%.

A ideia é usá-lo como complemento de vacinas que estão sendo desenvolvidas em várias partes do mundo. Contudo, o produto ainda não foi testado em humanos, mas o planejamento da Ena prevê que esta fase seja iniciada nos próximos quatro meses.

Para isso a gigante de biotecnologia conta com o apoio da agência governamental britânica Public Health England que tem conduzido o estudo lado a lado com ela.

A próxima fase de testes com o spray nasal também prevê o estudo quanto à toxicidade, bem como a regulamentação do produto.

Mais de 20 pessoas denunciam médico por abuso sexual durante consulta

28 de setembro de 2020 at 09:14

Nutrólogo Abib Maldaun Neto foi afastado temporariamente pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo

DOUGLAS AMORIM METRÓPOLES

Conselho Regional de Medicina de São Paulo decidiu afastar temporariamente o nutrólogo Abib Maldaun Neto, denunciado por pacientes por cometer supostos abusos sexuais durante consultas médicas. As informações foram veículadas pelo programa da TV Globo Fantástico, na noite desse domingo (27/9).

Após a divulgação do caso, mais denúncias surgiram contra ele e o Ministério Público abriu uma investigação. O primeiro caso foi registrado em 2012, mas as investigações não avançaram.

A denúncia foi arquivada e reaberta quando houve vítima relatou um outro caso ao CRM e à Justiça, dois anos depois. No total, já são mais de 20 denúncias contra o médico.

Em mensagem enviada ao Fantástico, a primeira vítima relatou que, após fazer a denúncia, um funcionário do Cremesp argumentou que era preciso aguardar o médico repetir tal comportamento. “Agora não acontece nada, pois é a sua palavra contra a dele, mas ele vai fazer novamente e, aí sim, o conselho vai tomar providências”.

As vítimas questionam quantos desses casos poderiam ter sido evitados caso a primeira mulher a reclamar fosse ouvida.

Em 2016, o médico chegou a receber a Medalha Anchieta, maior honraria da cidade de São Paulo por sua trajetória como médico. Além disso, mesmo com as denúncias protocoladas contra Abib, ele foi nomeado pelo Cremesp como perito, especialista em medicina legal.