Veja mais fotos da modelo sexy que foi ‘curtida pelo Papa’
Natalia é modelo, brasileira e tem 27 anos.
Diário Online
Natalia Garibotto, mais conhecida como Nata Gata, ganhou os holofotes essa semana após ter uma foto sexy curtida pela conta oficial do Papa Francisco. | Reprodução
Natalia Garibotto, mais conhecida como Nata Gata, ganhou os holofotes essa semana após ter uma foto sexy curtida pela conta oficial do Papa Francisco.
Na imagem, Natalia aparece usando um uniforme estilizado de colegial e usando uma calcinha e fio-dental.
Mas, quem é ela? Natalia é modelo, brasileira e tem 27 anos. No Instagram, ela acumula mais de 2 milhões de seguidores. E é lá, que ela mostra um pouquinho do seu trabalho, do dia a dia, com fotos pra lá de ousadas e sensuais.
Repasse de R$ 62 bilhões para estados e municípios é aprovado
O Pará deve receber R$ 4,537 bilhões. O projeto foi aprovado por 70 votos a 0 e segue para a Câmara dos Deputados.
Luiza Mello Diário do Pará
Helder coordenou o grupo responsável por tratar das negociações junto ao STF para assinatura do acordo. | Irene Almeida/Diário do Pará
Senadores aprovaram ontem, 18, o projeto de lei complementar que regulamenta o pagamento de compensações da União a estados e municípios. Um total de R$ 65,6 bilhões serão repassados aos entes federativos nos próximos 17 anos como forma de compensar às perdas de receita decorrentes da isenção da cobrança de ICMS de produtos destinados à exportação provocadas pela Lei Kandir. 75% dos recursos irão para os estados e o Distrito Federal, e os 25% restantes, para os municípios. O Pará deve receber R$ 4,537 bi. O projeto foi aprovado por 70 votos a 0 e segue agora para análise da
Câmara dos Deputados.
A aprovação do projeto pelo Congresso Nacional resolve uma disputa que já dura 24 anos, desde que foi aprovada a Lei Kandir (LC 87/96) que somente foi constitucionalizada em 2003 pela PEC 42/2003. A legislação isentou da cobrança de ICMS a exportação de produtos primários e semielaborados – como soja, milho, carnes e minérios – com o objetivo de estimular exportações e reduzir custos para o produtor
Estados produtores de minério, como Pará e Minas Gerais, foram os mais prejudicados ao longo de mais de duas décadas. Como o ICMS é receita dos estados e municípios, a lei previu uma compensação financeira pela perda da arrecadação desses entes da federação. Os critérios para pagamento dessa compensação são objeto de batalhas judiciais desde 2013.
O projeto de lei complementar nº 133/2020 consolida acordo firmado pelos entes federativos com a União, viabilizado e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano.
Esse acordo começou a tomar corpo logo após a eleição dos novos governadores em 2018. O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o responsável por incluir o tema relacionado ao acerto de contas com a União na pauta de reivindicações que foi entregue ao governo federal. O assunto foi debatido na primeira reunião de novos governadores eleitos para o quadriênio 2019-2022, que aconteceu em novembro de 2018.
Após a inclusão na pauta do Fórum de Governadores, Helder Barbalho foi eleito pelos colegas para coordenar o grupo responsável por tratar das negociações junto ao STF para assinatura do acordo, que pôs fim ao impasse gerado pela desoneração imposta pela Lei Kandir.
Pelo acordo, a União pagará obrigatoriamente R$ 58 bilhões entre 2020 e 2037, já previstos na PEC 188/2019. Os R$ 7,6 bilhões restantes estão condicionados: R$ 3,6 bilhões, divididos em três parcelas anuais, serão pagos após a aprovação da PEC; e R$ 4 bilhões devem vir dos leilões para exploração de blocos dos campos petrolíferos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos, e têm que ser repassados ainda em 2020.
A dotação orçamentária para o pagamento da primeira parcela das compensações já está garantida, graças à aprovação do projeto de lei normativo 18/2020, que inclui o tema na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O acordo fechado no STF em maio definiu que estados e municípios devem renunciar qualquer cobrança judicial gerada por conta da compensação pela perda do ICMS, em troca dos R$ 65,6 bi e de parte dos royalties pela exploração do petróleo, gás natural e minérios e pela geração de energia por hidrelétricas.
A União ficou obrigada a incluir esses repasses no Orçamento Anual; a defender a aprovação da PEC 188, que revoga o artigo 91 do ADTC e inclui a partilha dos royalties na parte permanente da Constituição; e a regulamentar a divisão temporária dos recursos até que seja aprovada a PEC, papel que cabe ao PLP 133.
A Presidência da República sancionou ontem, a Lei 14.085, que dá início ao cumprimento do acordo para a compensação das perdas dos entes federados com a Lei Kandir. Pelo acordo, a primeira parcela do total devido pela União aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios será quitada ainda este ano.
A nova lei modifica a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor para permitir que o Executivo seja dispensado da apresentação de medidas compensatórias, como aumento de impostos, em razão da transferência de recurso.
Os candidatos Eduardo Paes (DEM), Marcelo Crivella (Republ.), Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol). Disputas no Rio e em São Paulo tiveram mais de 10 p.p. de diferença no 1º turno em 2020Pedro França/AS – Marcos Corrêa/PR – Governo de SP – Justin Lui/Columbia GSAPP
As grandes cidades brasileiras tiveram 242 disputas de 2º turno de 1996 a 2016. Isso ocorre quando 1 candidato não recebe 50% mais 1 dos votos válidos em municípios com mais de 200 mil eleitores.
Em 23,6% desses casos, ou seja, 57 vezes, foram registradas viradas entre os turnos. O candidato que ficou na 2ª posição na 1ª parte do pleito acabou alavancando sua candidatura e se tornando prefeito no final.
Dados históricos compilados pelo Poder360 mostram que as reviravoltas são ainda mais raras quando a diferença percentual entre 1 candidato e outro no 1º turno é maior que 10 pontos: foram apenas 14 casos assim nos últimos 24 anos. Nesses cenários, é mais incomum o 2º colocado conseguir vencer.
2º TURNO NAS CAPITAIS
Eleitores de 18 capitais voltarão às urnas em 29 de novembro. Em metade dessas cidades, a diferença entre 1 candidato e outro no 1º turno foi maior que 10 p.p.. A chance de reviravolta é reduzida nesses casos.
Em amarelo, no infográfico abaixo, estão os cenários em que a diferença percentual entre os postulantes foi menor que 10 pontos. As chances de virada são maiores nessas situações.
Nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, os eleitores voltarão às urnas em 29 de novembro. As disputas nessas capitais terminaram com mais de 10 p.p. de diferença no 1º turno. Não é impossível que haja grandes mudanças, mas os dados mostram que historicamente as probabilidades são mais baixas.
O Poder360 analisou as últimas 7 eleições municipais e fez 1 levantamento de cada ano.
1996 – 31 cidades com 2º turno e 7 viradas. Todas com diferença abaixo de 10 pontos percentuais no 1º turno (em amarelo no infográfico).
2000 – 31 cidades com 2º turno e 6 viradas.
2004 – 43 cidades com 2º turno e 12 viradas.
2008 – 30 cidades com 2º turno e 5 viradas.
2012 – 50 cidades com 2º turno e 13 viradas.
2016 – 57 cidades com 2º turno e 14 viradas.
O PSDB (9), o MDB (8) e o PDT (6) foram as siglas com mais candidatos atingindo a dianteira no 2º turno e virando o resultado. Leia a lista completa.
Já quando considera-se os Estados, São Paulo foi recordista, com 16 casos. É também a unidade da Federação com mais cidades onde pode haver 2º turno: 28. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (8 viradas), Minas Gerais (6) e Rio Grande do Sul (6). Leia o ranking completo.
De todas as cidades com 2º turno desde 1996, apenas Santos (SP) teve 3 viradas registradas. Outros 11 municípios tiveram reviravoltas duas vezes cada 1.
Empresário e marido da DJ Agatha é morto a tiros dentro de lanchonete na Grande Belém
Tiago era dono da “Coxinha do Kral” e foi executado com diversos disparos
DOL com informações de Dinan Larêdo/RBATV
Reprodução
O empresário Tiago Furtado, de 32 anos, marido da artista DJ Agatha, foi morto a tiros, na noite desta quarta-feira (18), dentro do estabelecimento comercial dele, na rua Ricardo Borges, no bairro da Guanabara, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Tiago era proprietário de uma lanchonete que comercializava coxinhas, chamada “Coxinha do kral”.
Segundo testemunhas, um carro se aproximou do ponto comercial do empresário, um homem desceu e ordenou que um funcionário de Tiago se afastasse. Depois, atirou diversas vezes contra a vítima.
As motivações do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil do Pará.
A esposa de Tiago, DJ Agatha, estava concorrendo ao cargo de vereadora nas últimas eleições.
Pfizer confirma 95% de eficácia e será liberada com urgência nos Estados Unidos
Empresa concluiu fase 3 de testes e vai pedir autorização de emergência.
quarta-feira, 18/11/2020, 10:52 – Atualizado em 18/11/2020, 10:52 – Autor: Com informações de UOL
A vacina contra o novo coronavírus produzida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a BioNTech é 95% eficaz, apontam novos resultados da fase três de testes divulgados nesta quarta-feira (18/11).
“A eficácia foi consistente em dados demográficos de idade, sexo, raça e etnia; a eficácia observada em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94%”, informou a Pfizer, em nota. A empresa pediu autorização para uso emergencial nos Estados Unidos, segundo o comunicado.
O resultado é melhor do que o observado anteriormente. No último dia 9 de novembro, a Pfizer afirmou que a vacina experimental seria mais de 90% eficaz na prevenção da Covid-19.
Até o momento, o Comitê de Monitoramento de Dados para o estudo não relatou nenhuma preocupação séria de segurança relacionada à vacina, de acordo com a farmacêutica norte-americana.
As empresas planejam apresentar os resultados dentro de alguns dias ao Food and Drug Administration (FDA) – a “Anvisa dos Estados Unidos” – para a autorização de uso de emergência.
No total, a Pfizer e a BioNTech esperam produzir, em todo o mundo, cerca de 50 milhões de doses de vacina neste ano e 1,3 bilhão até o fim de 2021.
“A Pfizer está confiante em sua vasta experiência, expertise e infraestrutura de cadeia de frio existente para distribuir a vacina em todo o mundo”, prosseguiu a farmacêutica, no comunicado.
Moderna
Já a vacina contra o novo coronavírus produzida pela farmacêutica Moderna é 94,5% eficaz, conforme análise inicial dos resultados do estudo da fase 3 – divulgada na segunda-feira (16/11) pela empresa.
Os pesquisadores informaram que as respostas do imunizante foram melhores do que o imaginado. No entanto, o estudo ainda não foi revisado por pares nem publicado em revista científica.
“A análise preliminar sugere um perfil de segurança e eficácia amplamente consistente em todos os subgrupos avaliados”, destacou a Moderna, em nota divulgada à imprensa.
Enquanto isso, o Instituto Gamaleya, que está produzindo a imunização russa contra a Covid-19, declarou que a fórmula da Sputnik V também tem mais de 90% de eficácia.
O diretor de pesquisa do instituto, Oksana Drapkina, afirmou à agência de notícias Reuters que a vacina teve comprovação de eficácia elevada em pessoas que receberam a injeção na Rússia.
Eficácia
A discussão sobre que grau de eficiência deve ter uma vacina para ser usada é complexa. De acordo com a FDA norte-americana, o imunizante contra o coronavírus só será liberado se restar comprovado que houve prevenção ou redução do perigo em pelo menos 50% dos vacinados.
A Anvisa, por outro lado, é mais exigente nesse quesito: o índice pedido pela agência brasileira é de 70%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue regulamentos mais próximos dos solicitados pela autarquia.
Presos de alta periculosidade são transferidos do Pará para unidades federais
Os internos ficarão custodiados em regime disciplinar diferenciado, em cela individual, restritos a visitas e saídas
Agência Pará
Divulgação/SEAP / NCS
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Diretoria de Administração Penitenciária (DAP) e do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), com apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP), realizou a transferência de três internos para unidades federais nesta terça-feira (17).
Os internos transferidos são de altíssima periculosidade, integrantes de organizações criminosas e que exerciam função de liderança nessas organizações. Os internos ficarão custodiados em regime disciplinar diferenciado, em cela individual, restritos a visitas e saídas. Eles ficarão ainda sob disciplina durante 360 dias, podendo este período ser prorrogado, desde que seja comprovada a permanência na organização criminosa.
Divulgação/SEAP / NCS
O coordenador da DAP, João Barbosa, ressalta que a Seap está tomando todas as medidas para manter a disciplina e segurança no sistema penal. “Desde o início desta nova gestão, o Pará se tornou o Estado com maior número de internos transferidos para presídios federais. A DAP está seguindo rigorosamente as medidas contra toda tentativa possível contra ordem e disciplina do nosso sistema penal”. As transferências para presídios federais são realizados de forma rigorosa para manutenção da ordem e garantia da segurança pública intra e extramuros.
O tenente Coronel da PM Armando Bittencourt gerente de asa fixa do GRAESP, explica sobre a cooperação com a SEAP. “Estamos em vigência com o termo de acordo operacional em que a Secretaria de Segurança Pública (SEGUP) disponibiliza os meios aéreos existentes através do GRAESP, sejam helicóptero ou aviões. Diante das demandas existentes pela SEAP, a gente faz essa cooperação no fornecimento de meios aéreos para execução e satisfação das demandas da SEAP”, ressalta.
Ao Globo, Priante disse que não vai apoiar nenhum dos dois.
– Não apoiar o Edmilson porque o conheço. E não vou apoiar o Eguchi porque não o conheço – disse Priante.
-A disputa ficou polarizada e isso me prejudicou bastante. Minha escola é outra. Vou continuar trabalhando por Belém, mas não posso endossar nenhum dos dois- completou.
MDB é o partido com o maior número de vereadores eleitos em Belém
Zeca Pirão e Neném Albuquerque, ambos do MDB, foram os candidatos mais votados na capital paraense. DOL
Zeca pirão e Neném Albuquerque (MDB) lideraram a votação na capital. | Divulgação
O MDB foi o partido com o maior número de vereadores eleitos em Belém, nas eleições deste ano. No total, 4 candidatos foram escolhidos pelo voto popular para ocupar as cadeiras da Câmara Municipal de Belém (CMB). Os dois mais votados também são do partido: Zeca Pirão e Neném Albuquerque. Os outros dois eleitos são John Wayne e Blenda Quaresma.
O PSOL e Republicanos ocuparam três vagas, cada um. Os partidos Patriota, Podemos, PT, Pros, PSB, PSDB e PL garantiram duas cadeiras, cada. Já os partidos PDT, PCD do B, PSD, PP, Cidadania, PSC, PTC, DEM, Solidariedade, Avante e PTB conseguiram eleger apenas um vereador cada.
Vivi Reis e Francy Pereira foram as candidatas mais votadas nas eleições de Belém e Ananindeua | Reprodução
Os resultados da eleições do último domingo (15) mostraram a força feminina para as Câmaras Municipais de Vereadores de Belém e Ananindeua. Sim, afinal lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política. Mais mulheres, de diversas correntes partidárias, representarão a população nas duas cidades mais populosas do Pará.
Em Belém por exemplo, a candidata Vivi Reis do PSOL foi a mulher que recebeu mais votos, com 9.654 votos, seguida por Blenda Quaresma do MDB, com 6.210 votos, Lívia Duarte do PSOL, com 5.599, Bia Caminha do PT com 4.874 votos, Dona Neves do PSD com 3.238 e por fim, Pastora Salete do Patriota com 2.976 votos.
Já em Ananindeua, Francy Pereira do PSDB, foi a mulher mais votada, somando 3.844 votos, seguida por Pra Ray Tavares do MBD, com 3.274 votos, Nice Ruffeil do PSDB, com 2.961 votos, Professora Leila Freire do MDB, com 2.939 votos e por fim, Geise Fênix do Republicanos, com 1.614 votos.
Mais mulheres na política e mais representação feminina podem mudar o olhar para as políticas públicas voltadas para as mulheres? Bom, isso só o mandato dessas representantes pode dizer. Então, fique de olhe e cobre de seus vereadores.
Conheça os candidatos à presidência de Remo e Paysandu
No Paysandu Maurício Ettinger e Luiz Omar Pinheiro disputam o pleito deste ano. No Remo, com apenas uma chapa inscrita, o atual presidente Fábio Bentes deverá ser aclamado para mais três anos de mandato
domingo, 15/11/2020, 13:42 – Atualizado em 15/11/2020, 13:55 – Autor: Tylon Maués e Matheus Miranda/ Diário do Pará
Reprodução
Hoje o Brasil inteiro vai às urnas para a eleição municipal que escolherá novos prefeitos e vereadores. Por conta disso não haverá futebol no país todo. Pela Série C, o Paysandu joga apenas amanhã, fora de casa, contra o Imperatriz-MA. Além da disputa pela vaga para a segunda fase da competição, o Papão vive dias de eleição, também. No dia 3 de dezembro os bicolores irão às urnas para escolher o novo presidente. Entre os candidatos, o da situação é o atual vice; já quem encabeça a chapa de oposição é um velho conhecido da Fi
A chapa “União Fiel” é o novo nome usado pelo movimento “Novos Rumos”, que está no poder há oito anos. O atual vice-presidente de gestão, o empresário paulistano Carlos Mauricio Carpes Ettinger, 61 anos, é o candidato à presidência. Ele está há 21 anos no Pará e há dez no Paysandu, exercendo cargos como de conselheiro, diretor administrativo e atualmente como vice-presidente. A oposição vem com o ex-presidente de dois mandatos Luiz Omar Cardoso Pinheiro, na chapa “Raiz”. Em seu mandato, ele conseguiu um acesso para a Série B.
Curiosamente, havia uma terceira via que se extinguiu da pior forma. O então candidato à presidência do Paysandu pela chapa “Reconstruir com Transparência”, o advogado Antônio Maciel, morreu no último dia 3 aos 58 anos, vítima de complicações da Covid-19. Os demais membros da chapa resolveram não seguir adiante sem a liderança.
As chapas contam com nomes conhecidos e que já estão na gestão. A situação tem o atual presidente do Conselho Diretivo, Ricardo Gluck Paul, como candidato a presidente da Assembleia Geral. A oposição, para o mesmo cargo, lançou mão de um ex-presidente, Ricardo Rezende. Todos os nomes para os cargos em votação, incluindo para a composição do Conselho Federativo, foram aprovados pela atual Assembleia Geral em comunicado oficial na última quinta-feira, dia 12. A seguir, os dois candidatos a presidente responderam basicamente as mesmas perguntas sobre o futuro do clube, dívidas, CT e o futebol bicolor.
MAURÍCIO ETTINGER: “PREVEJO ANOS DE PAZ E ENTROSAMENTO GLOBAL PELA FRENTE”
P Qual o peso do futebol numa eleição como a do Paysandu, a despeito do pagamento de dívidas, reformas em infraestrutura e investimento em outros esportes?
R ME – O futebol é a mola mestra do Paysandu, tem sua importância na eleição, mas não é a parte fundamental. Claro que se estivermos bem no campeonato tudo vai bem no dia a dia e nas campanhas para as eleições, principalmente no tocante à quantidade de sócios que se dispõe a ir votar. Mas o sócio de hoje do Paysandu já está mais seletivo, leva em conta todas as propostas apresentadas pelo candidato, tais como agir em relação ao futebol de base, esportes olímpicos, sede, dívidas trabalhistas, ativos, etc.
P Qual o passo adiante dessa gestão em caso de vitória da situação? O CT é o principal objetivo?
R ME – Dia 17 próximo vamos lançar nossa chapa e apresentar nossas propostas para os próximos dois anos. O CT é um dos principais projetos a serem investidos, mas não é único! Vamos investir também na base do Paysandu e no sistema de governança, entre vários outros.
P Não há previsão de fim da pandemia e volta da torcida aos jogos. Como balancear essa importante fonte de renda do clube?
R ME – Com a pandemia perdemos uma das principais fontes de renda: a bilheteria. Não acreditamos que essa situação irá perdurar por todo próximo ano, mas estamos desenvolvendo fontes de rendas alternativas para alavancar sócio, Lojas Lobo e novos patrocínios. Tudo isso aliado a um orçamento de guerra, com condições mínimas, ainda a ser discutido com o Conselho do Clube.
P A atuação de parte da oposição sempre foi alvo de reclamações da atual gestão. Como fazer um armistício ou pelo menos ter uma oposição que ajude com uma fiscalização?
R ME – Um dos pilares da nossa administração, caso venhamos a ganhar, é a convocação de todos os sócios do clube, independente de qualquer vertente, para virem ajudar na administração. O Paysandu é de todos e se todos não vierem ajudar será difícil passar pelas barreiras existentes, tanto financeiras como operacionais. Então prevejo anos de paz e entrosamento global pela frente.
LUIZ OMAR: “O ASSOCIADO NÃO QUER MAIS SABER DESSA ADMINISTRAÇÃO”
P Você já foi presidente, então qual o peso do futebol numa eleição como a do Paysandu, a despeito do pagamento de dívidas, reformas em infraestrutura e investimento em outros esportes?
R LOP – O futebol tem um peso muito grande, é o que mais pesa em uma eleição. O futebol é a paixão do torcedor do Paysandu, ele não quer saber de sede bonita, de quadra bonita, quer é um futebol competitivo. Agora, cada eleição tem sua história. Essa eleição vai ser dias antes do jogo contra o Remo e ninguém sabe como vai estar lá. Mesmo assim, acho que o resultado do campo não vai influenciar na votação. O atual associado não quer mais saber dessa administração. O torcedor não quer mais esses caras e o futebol vai ter menos peso na eleição.
P Qual o passo adiante que a próxima gestão do Paysandu deve ter? O CT é o principal objetivo?
R LOP – Do jeito que as coisas caminham no Paysandu, com um volume enorme de ações trabalhistas já sentenciadas, tudo caminha para que ao término dessa temporada mais uma carrada de ações surjam. A prioridade será amenizar o pagamento dessas dívidas para administrar o clube. Depois, formar um time competitivo e pensar no CT. O centro de treinamento era para ser a prioridade, mas vai ser o pagamento de dívidas. Achei que nunca mais veria isso na minha vida, pois quando saí em 2012 deixei um clube praticamente saneado, com uma receita anual de até R$ 25 milhões. Foi um tremendo retrocesso na história do clube.
P Não há previsão de fim da pandemia e volta da torcida aos jogos. Como balancear essa importante fonte de renda do clube? Você tem alguma proposta nesse sentido?
R LOP – Quando receberam o Paysandu na Série B, com a torcida motivada, eles mesmos diziam que a arquibancada era o quinto critério de arrecadação do clube. Era o que eles diziam. O Paysandu não pode ter a bilheteria como principal fonte de renda do clube. Temos que fortalecer o sócio torcedor, reestruturar a Lobo. Diziam que a Lobo dava lucros maravilhosos e agora dizem que dá prejuízo. Vamos priorizar isso e as competições que dão lucro, como a Copa do Brasil.
P A atuação de parte da oposição sempre foi alvo de reclamações da atual gestão. Como fazer um armistício ou pelo menos ter uma oposição que ajude com uma fiscalização no próximo biênio?
R LOP – Oposição no Paysandu tive eu. Em meu segundo mandato apareceu esse movimento “Novos Rumos” para encher meu saco. Teve eleição no Paysandu que não teve nem outra chapa, estavam todos muito satisfeitos. Ninguém cobrava nada, eles tiveram toda a tranquilidade do mundo para administrar. Só na reta final é que apareceram pessoas criticando. Mas o meu grupo nunca cobrou nada, só agora perto da eleição. Eu nunca atrapalhei ninguém e tenho certeza que se vencer eles vão me atrapalhar.
No Leão Azul, com apenas uma chapa inscrita, Fábio Bentes terá nas mãos a responsabilidade de modernizar o clube
No próximo dia 11 de dezembro, o Clube do Remo vai conhecer a sua nova equipe responsável pelo Conselho Diretor (Codir), Conselho Deliberativo (Condel) e da Assembleia Geral para o triênio 2021-23, conforme o novo estatuto da agremiação. O processo eleitoral será de forma presencial na sede social, com os votos registrados através das urnas eletrônicas que serão disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA). Acontece que para o Codir, a votação será meramente simbólica, visto que o atual presidente Fábio Bentes será reeleito por aclamação, por encabeçar a única chapa inscrita até a data limite para o pleito.
Cartola mais novo da história recente azulina, Bentes será protagonista em outro capítulo importante nessa transição rumo à modernidade azulina. Ele será o chefe de uma nova estrutura interna que contará agora com dois vice-presidentes e um CEO. Bentes explicou o projeto. “Nós escolhemos o Tonhão (Antônio Teixeira) para ser vice-presidente de infraestrutura e o Marcelo Carneiro para ser vice-presidente de negócios. Ambos bastante preparados para assumir o clube. O Cláudio Jorge, meu atual vice, ele será o diretor-geral do clube, que na prática funciona como um CEO, que é aquele cara que vai coordenar as áreas-meio. Ele vai ser o responsável pelo andamento e funcionamento do clube”, adiantou, ao destacar que algumas pastas devem sofrer alterações naturais, exceto pela que compõe o futebol atualmente, que deve ser mantida em um primeiro momento.
Focado no desenvolvimento do time na Série C do Brasileiro, onde briga pelo acesso, Fábio Bentes destacou que dois pontos serão potencializados durante o seu próximo mandato. Um deles já em atividade, com a iluminação do estádio Baenão, e o outro mais ousado, com a construção de um centro de treinamento. “Estamos tratando a questão da iluminação do Baenão, que deve finalizar no final de dezembro e começo de janeiro. Finalizada essa questão, vamos partir para voos mais altos, e a nossa principal meta para os próximos três anos é o centro de treinamento. Não vamos marcar data porque é um projeto ousado, trabalhoso, mas dentro dos três anos temos plenas condições de estar funcionando. Já temos algumas áreas, algumas conversas, por isso só vamos dar mais detalhes depois que a iluminação já estiver funcionado”, disse.
CONDEL E AG
Apesar das atenções se voltarem exclusivamente para o Conselho Diretor (Codir), no dia 11 de dezembro os torcedores azulinos saberão quem serão os novos ocupantes do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral. De acordo com o presidente da A. G. da agremiação, Manoel Machado, 118 associados se inscreveram para ocupar as 50 vagas do Condel que serão abertas para o próximo triênio. A partir daí, o presidente e seus respectivos vices serão escolhidos.
A exemplo do Codir, a Assembleia Geral azulina também contará com apenas uma chapa para este pleito eleitoral azulino. Daniel Lavareda e Luís Cunha, ambos Conselheiros do Tribunal de Contas, serão empossados, como presidente e vice, respectivamente.
Manoel Machado acredita que para este pleito seja comparecido uma quantidade inferior de votantes na sede social, em comparativo com a votação passada, em 2018. “Acreditamos que, talvez, essa seja menor que na eleição passada, quando ficaram 2075 sócios aptos”, disse, ao relembrar que todo sócio que estiver regularizado e em dia com as suas obrigações estatutárias até 30 dias da votação poderá fazer parte da votação.
BALANÇO BIÊNIO 2019-20 – Confira o que foi cumprido ou não no primeiro mandato de Fábio Bentes
No último dia 10 de novembro, o presidente Fábio Bentes completou o seu ciclo de dois anos à frente da presidente do Clube do Remo. Durante esse tempo, a agremiação contou avanços em diversos setores, que foram propostos pelo cartola no seu plano de gestão para o biênio 2019-20. Em uma análise restrita a pontos fundamentais, a reportagem apurou o que foi ou não cumprido durante esse tempo. Confira a seguir!
Futebol profissional – o futebol profissional azulino, desde que foi assumido pela equipe de diretores comandada por Fábio Bentes, tem executado um trabalho coerente com o que foi proposto: com contratações pés no chão e com o apoio às categorias de base. O time tem mantido base de um ano para outro, o que ajuda a ter uma regularidade em campo.
Patrimônio – a principal vertente da gestão Bentes. Tanto a sede social quanto a sede náutica passaram por reformas, com a inauguração de um restaurante e modernização da sala de sócio-torcedor, ambas na sede social. Além disso, uma repaginada no estádio Baenão com a construção do Nasp, que hoje é referência clínica esportiva na região Norte.
Financeiro – Outro ponto positivo desta gestão, com cases importantes para a fomentação de dinheiro novo, com vendas de acessórios (especialmente neste momento de pandemia) e camisas alusivas. Assim, o Remo conseguiu resgatar a confiança no mercado pelo compromisso financeiro. O time não contou com nenhum episódio de atrasos salariais, o que tem gerado procura e negociação de jogadores de ponta, a exemplo de Felipe Gedoz.
Conquistas e acesso – maior vitrine de qualquer gestão, esse fator ainda segue em aberto. Mesmo com a conquista do Estadual do ano passado, o acesso à Série B Nacional ainda é o principal ponto a ser conquistado por Fábio Bentes. Em 2019, o clube bateu na trave com a classificação, contudo, o cartola pode se consagrar nesta temporada.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.