Vacina de Oxford tem eficácia de até 90%, diz AstraZeneca

23 de novembro de 2020 at 09:20

Eficácia varia de 62% a 90%

Depende da dosagem aplicada

A eficácia ficou em 90% quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completaFotoblend/Pixabay

MARINA FERRAZ
23.nov.2020 (segunda-feira) – 5h41
atualizado: 23.nov.2020 (segunda-feira) – 7h32

A AstraZeneca anunciou nesta 2ª feira (23.nov.2020) que a vacina contra a covid-19 que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford tem eficácia que varia de 62% a 90%, dependendo da dosagem aplicada. Os resultados são preliminares e levam em consideração testes feitos no Reino Unido e no Brasil.

A eficácia ficou em 90% quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completa. Quando foram aplicadas duas doses completas, também com 1 mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62

A proteção ocorre a partir dos 14 dias depois da aplicação da 2ª dose da vacina. Segundo a farmacêutica, nenhum caso grave da doença foi relatado nos participantes que receberam o imunizante.

Hoje é 1 marco importante em nossa luta contra a pandemia. A eficácia e segurança desta vacina confirmam que será muito competente contra a covid-19 e terá 1 impacto imediato nesta emergência de saúde pública”, falou Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca, em comunicado (íntegra – 149 KB).

Essas descobertas mostram que temos uma vacina eficaz que salvará muitas vidas. Incrivelmente, descobrimos que 1 de nossos regimes de dosagem pode ser cerca de 90% eficaz e, se esse regime de dosagem for usado, mais pessoas podem ser vacinadas com o fornecimento planejado de doses”, declarou Andrew Pollard, investigador-chefe do departamento de vacinas da Universidade de Oxford.

De acordo com o comunicado, a farmacêutica “está fazendo 1 rápido progresso na fabricação [da vacina], com uma capacidade de até 3 bilhões de doses em 2021”.

A AstraZeneca afirmou que pedirá à OMS (Organização Mundial da Saúde) autorização de uso emergencial para distribuir a vacina em países de baixa renda. A farmacêutica disse ainda que vai preparar submissões regulatórias em países que têm programas para aprovação antecipada de imunizantes contra a covid-19.

O Brasil tem acordo com a AstraZeneca/Oxford para a compra de 100 milhões de doses pelo Ministério da Saúde e transferência da tecnologia para a produção do imunizante em solo nacional.

Na última semana, a Pfizer divulgou estudos que mostram que sua vacina contra a covid-19, desenvolvida com a BioNTech, tem 95% de eficácia. O imunizante da Moderna tem 94,5%.

EUA planejam começar vacinação em 11 de dezembro, diz chefe do programa

22 de novembro de 2020 at 16:09

Depende da aprovação da vacina

É esperada em 10 de dezembro

Começará com a área de saúde

Análise sobre uso emergencial da vacina da Pfizer será decidido em 10 de dezembro pela FDASam Moqadam/Unsplash

PODER360
22.nov.2020 (domingo) – 15h02

O chefe do programa dos Estados Unidos de vacinas contra a covid-19, Moncef Slaoui, afirmou que espera começar a vacinação no país com o imunizante da Pfizer/BioNTech em 11 ou 12 de dezembro. Aplicação depende da aprovação do uso emergencial da vacina, que será decidida em 10 de dezembro.

A declaração foi feita neste domingo (22.nov.2020) à emissora norte-americana CNN. Caso a previsão de Slaoui se concretize, os EUA podem ter as primeiras aplicações em 19 dias.

A expectativa é iniciar as aplicações 2 dias depois da aprovação da vacina. A FDA (Food and Drugs Administration), agência regulatória dos Estados Unidos, marcou para 10 de dezembro a análise do pedido de uso emergencial da vacina da Pfizer/BioNTech.

Nosso plano é conseguir enviar as vacinas para os locais  de imunização em até 24h a partir da aprovação [da vacina]. Então, espero talvez 2 dias depois da aprovação, em 11 ou 12 de dezembro”, disse.

Os primeiros a receberem os imunizantes devem ser os profissionais de saúde e pessoas que integram o grupo de risco. Slaoui afirmou que 70% da população deve ser vacinada. Segundo ele, a imunidade de rebanho deve ser atingida em maio de 2021. Crianças devem receber a vacina por volta da metade do próximo ano.

A VACINA

A farmacêutica norte-americana Pfizer e a empresa alemã de biotecnologia BioNTech pediram, em 20 de novembro, à FDA uma autorização de uso de emergência da vacina BNT162b2.

Em 18 de novembro, a última fase dos estudos clínicos do imunizante foram concluídos. De acordo com as empresas, a análise preliminar dos resultados indica 95% de eficácia da vacina 28 dias após a aplicação da 1ª dose. O imunizante terá 2 doses.

MAL SÚBITO

22 de novembro de 2020 at 11:03

Candidato à prefeitura passa mal durante debate; veja!

Segundo o Corpo de Bombeiros, o candidato teve um mal súbito.: Com informações do UOL

Segundo o Corpo de Bombeiros, o candidato à reeleição pela Prefeitura de Blumenau teve um mal súbito.

 Segundo o Corpo de Bombeiros, o candidato à reeleição pela Prefeitura de Blumenau teve um mal súbito. | Reprodução

Mário Hildebrandt (Podemos), candidato à reeleição pela Prefeitura de Blumenau (SC), passou mal durante um debate ao vivo realizado pela NDTV, afiliada à RecordTV. As informações são do UOL.

Hildebrandt parou de falar e começou a perder o equilíbrio. Antes, ele comentava sobre as enchentes e deslizamentos que ocorreram em 2008.

O debate precisou ser interrompido. Após alguns minutos de intervalo, a emissora decidiu cancelar o evento. Já Hildebrandt foi conduzido ao Hospital Santa Isabel.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o candidato à reeleição pela Prefeitura de Blumenau teve um mal súbito. Ele estava consciente e orientado e apresentava quadro de normalidade nas pupilas, mas estava “pálido e relatava fadiga”. Ao final do atendimento, foi recepcionado levado ao hospital para avaliação.


Em nota, a assessoria de campanha de Mário Hildebrandt afirmou ele teve uma “queda de pressão”. “O prefeito foi atendido, passa bem e ficará em descanso o restante do fim de semana”, informou.

O candidato oponente é João Paulo Kleinübing, do Democratas.

Veja: 

EMPATADOS TECNICAMENTE

21 de novembro de 2020 at 13:30

Pesquisa Ibope para 2º Turno mostra Edmilson 2 pontos à frente de Eguchi

A margem de erro é de 4% para mais e para menos, o que indica empate técnico entre ambos.

 sábado, 21/11/2020, 12:46 – Atualizado em 21/11/2020, 12:46 –  Autor: Diario Online

| Reprodução

Na manhã deste sábado (21), o Ibope divulgou a primeira pesquisa de intenção de votos no Segundo Turno das eleições em Belém do Pará.

Segundo os dados, Edmilson Rodrigues (PSOL) aparece com 45% e Everaldo Eguchi (Patriota) com 43%. Já o índice de pessoas que pretendem votar em branco ou nulo é de 8%, enquanto 4% não sabem ou preferiram não responder.

A margem de erro é de 4% para mais e para menos, o que indica empate técnico entre ambos.

Ainda de acordo com o Ibope, em relação aos votos válidos, Edmilson Rodrigues aparece com 52% e Everaldo Eguchi, 48%.

A consulta também mostra o perfil básico de eleitores de cada candidato: Edmilson lidera entre jovens (59%) e mulheres, enquanto Eguchi domina entre evangélicos (53%) e homens (49%).

HAJA ÁGUA!

21 de novembro de 2020 at 09:45

Período de chuvas fortes chegou mais cedo ao Estado

Segundo meteorologistas, a previsão para novembro já está acima de 92% do esperado para todo o mês e temporais já iniciaram com força.

Alexandra Cavalcanti DOL

Em Belém, temporais dos últimos dias trouxeram alagamentos e transtornos para a população

 Em Belém, temporais dos últimos dias trouxeram alagamentos e transtornos para a população | Wagner Santana

As fortes tempestades registradas especialmente no período da tarde na capital paraense devem continuar. E ao que tudo indica, o chamado “inverno amazônico” chegou mais cedo, com novembro superando, até o momento, em 92% a média de chuvas prevista para o mês inteiro e com forte tendência de que no mês de dezembro não seja diferente.

O meteorologista José Raimundo Abreu, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia no Pará (Inmet-Pará) explica que as chuvas intensas que têm caído durante as tardes não eram esperadas para essa época do ano. “Estamos em um dos meses mais seco estatisticamente falando, juntamente com outubro, mas contrário do que era esperado, nesses dois meses já choveu bastante”, diz.

Para se ter uma ideia, para este mês a previsão de chuvas era de 125 milímetros (mm) e mesmo faltando cerca de nove dias para acabar o mês, já alcançou 240 mm. “Praticamente dobrou a média que estava prevista”, destaca. Mas não são só as chuvas intensas que têm chamado atenção do meteorologista. “Este mês é característico pelas altas temperaturas também, mas estamos tendo manhãs parcialmente nubladas, evoluindo para encobertas, com chuvas intensas na parte da tarde, com rajadas de vento e descargas elétricas e com raros dias inteiros de sol intenso”, cita.

IRREGULARES

Outro fator é a diferença de intensidade da chuva de um bairro para outro da capital. “Elas estão tendo de fato uma distribuição irregular, por vezes chove mais no centro da cidade do que na periferia, por exemplo”, afirma. O fenômeno não está ocorrendo exclusivamente na capital, algumas regiões do estado estão vivenciando igualmente as fortes chuvas do período da tarde. “Além da região metropolitana de Belém, o nordeste paraense, assim como o Baixo Tocantins também estão registrando índices pluviométricos acima da média para o mês de novembro”, garante.

É possível que esse cenário se estabeleça ao longo do mês e se estenda para dezembro. “Já estamos mesmo no inverno amazônico, evoluindo para índices pluviométricos acima da média e, ao que tudo indica, o mês de dezembro será do mesmo jeito porque a previsão de chuvas para este último mês do ano é de 200 milímetros, mas devemos chegar a 300”, projeta.

Segundo o diretor do Inmet-Pará, esse cenário é resultado de condições atípicas da atmosfera, com organizações de nuvens posicionadas mais ao norte, de forma mais meridional. “A convergência de umidade do Oceano Atlântico está formando linhas úmidas, e quando existe umidade com grandes temperaturas ocorrem essas linhas de instabilidade, que são as nuvens cúmulos nimbos”, explica.

Ele ressalta que essas nuvens estão se organizando provavelmente devido às condições do Oceano Pacífico que está apresentando temperaturas negativos ao nível do mar, enquanto Oceano Atlântico, próximo a Linha do Equador está mais aquecido. Esses dois fenômenos juntos estão construindo esse cenário diferente para o mês de novembro.

Senador doa mais de R$ 1 milhão à campanha de candidato em Fortaleza

21 de novembro de 2020 at 09:13

Flávia Said  e Lauriberto Pompeu  Congressoemfoco

Senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Principal cabo eleitoral de Capitão Wagner (Pros) na corrida pela prefeitura de Fortaleza, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) doou R$ 1.240.000 para o candidato ao longo do primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A doação representa quase 40% do total recebido pelo candidato.

Deputado federal em primeiro mandato, Capitão Wagner é também apoiado por Jair Bolsonaro e um dos dois nomes do presidente que conseguiu chegar ao segundo turno. Apesar disso, ele nunca usou o presidente nas propagandas eleitorais. Na campanha, preferiu ressaltar a proximidade com o governo federal e demonstrar que isso seria vantajoso para a capital cearense, mas evitava citar o nome de Bolsonaro.

No segundo turno do Executivo de Fortaleza, o deputado do Pros disputa contra José Sarto (PDT), presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, e afilhado político da família Ferreira Gomes.

Capitão Wagner começou a carreira política em 2012 após se notabilizar por ser um dos porta-vozes de uma greve de policiais militares no Ceará. Hoje ele é o principal nome de oposição ao grupo político de Ciro e Cid Gomes em Fortaleza. Foi o vereador e o deputado estadual mais votado da história do Ceará. Em 2016, ele concorreu à prefeitura, mas perdeu no segundo turno para Roberto Claúdio (PDT).

Outros apoios

Além do apoio ao Capitão, Girão também fez doações para outros 18 candidatos, totalizando R$ 1.728.174,00. O senador ocupa a quinta posição do ranking de doadores no pleito municipal deste ano, de acordo com o TSE.

A maior parte das doações foi feita para candidatos a prefeito e vereador de cidades do Ceará, mas não se limitaram a seu estado. Girão também financiou aspirantes a vereador em São Paulo (SP), Curitiba (PR), Teresina (PI) e Três Rios (RJ). Os candidatos pertencem a partidos vinculados à direita e centro-direita: Pros, Patriota, Podemos, PSL, Novo, Avante, PTB e PSDB.

Dos candidatos que receberam recursos de Girão, cinco foram eleitos vereadores e sete ficaram com a suplência na Câmara Municipal em que concorreram, o que significa que podem assumir o mandato em caso de afastamento do titular. Outros três candidatos a prefeito e três postulantes a vereador não tiveram sucesso no pleito.

Em nota, o senador justifica as doações “por acreditar que a política é um dos principais caminhos para uma transformação social que traga justiça, paz e progresso”. “Estou seguindo fielmente o que determina a legislação que permite que uma pessoa física doe até 10% da renda bruta anual declarada à Receita Federal.”

Ele explicou que escolheu doar a candidatos cujas bandeiras convergem com as dele, como a defesa da vida desde a concepção, contra a liberação das drogas e dos jogos de azar e a favor da prisão após condenação em segunda instância. “Se posso, me sinto na obrigação de incentivar postulantes que, além da capacidade de gestão, tenham princípios e valores alinhados com a minha visão de mundo, incluindo aí a disposição em enfrentar a grande chaga de nossa nação que é a corrupção.”

Girão tem 48 anos, é empresário e foi presidente do time de futebol Fortaleza, também é dono de produtoras de filmes espíritas e atuante no movimento nacional Pró-vida, contra o aborto. Em 2018, contrariando as pesquisas eleitorais, que davam a vitória de Eunício Oliveira (MDB), Eduardo Girão foi eleito senador com 1,32 milhão de votos, primeiro cargo eletivo que exerce.

No pleito de 2018, Girão recebeu R$ 3.400.340 de receitas em sua campanha. Desse total, a maior parte – R$ 2.720.000 – veio do autofinanciamento. Na época, Girão declarou à Justiça Eleitoral mais de R$ 36 milhões em bens, entre imóveis, veículos, aplicações financeiras e contas no exterior.

Eleito pelo Pros, ele se filiou ao Podemos pouco depois de tomar posse, em fevereiro de 2019, em um movimento de busca por mais protagonismo em uma bancada com maior expressão no Senado. É integrante do grupo Muda Senado, Muda Brasil, grupo informal de cerca de 20 senadores que levanta bandeiras de combate à corrupção e de defesa da Operação Lava Jato.

Isabelle e Ana, surdas e agora vereadoras

20 de novembro de 2020 at 11:04

Por Congresso Em Foco Em 20 nov, 2020 

Eleições 2020 congressoemfoco

Isabelle Dias, vereadora eleita pelo PSB (PR), à esquerda. Ana Kelly Nunes, vereadora eleita pelo Cidadania (PB), à direita.

Leonardo Coelho
Especial para o Congresso em Foco

Após um número recorde de candidaturas, a comunidade surda acordou na última segunda-feira (16) com duas candidatas a vereadora eleitas. Isabelle Dias, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Paraná, e Ana Kelly Nunes, a Kelinha de Naldo, do Cidadania da Paraíba.

>Surdos se candidatam em número recorde e buscam vencer preconceito e exclusão

Ambas figuravam na lista de 66 candidatos surdos e surdas criada e compartilhada pela própria comunidade via WhatsApp e divulgada pelo Congresso em Foco no último dia 12. Distribuído entre 61 cidades de todas as regiões do país, o número de candidaturas já configurava um recorde histórico uma vez que, entre 2008 e 2016, o Brasil teve apenas 11 candidatos a cargos políticos surdos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, o total de candidaturas de pessoas com deficiência auditiva cresceu pelo menos seis vezes nesse período.

Outras 41 pessoas da comunidade surda também tiverem relativo sucesso: ficaram na lista de suplentes e têm chance de, eventualmente, substituir algum vereador de seus respectivos partidos.

As candidaturas vitoriosas se deram em duas cidades que não são capitais, Paranaguá (PR), de 133 mil habitantes, e Araçagi (PB), onde vivem 17 mil pessoas. Há uma prevalência de candidaturas de surdos fora dos grandes centros urbanos. Apenas 12 capitais apareciam na lista de municípios com candidatos surdos, o que representa 21,3% desse universo.

Kelinha de Naldo é manicure e graduanda em Letras eleita para a Câmara Municipal do pequeno município de Araçagi, no interior da Paraíba. Isabelle Dias é professora de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e fez uso de suas redes sociais para energizar sua candidatura na cidade litorânea de Paranaguá, onde será a única mulher na Câmara Municipal.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem ligação com os surdos e se comunica por meio de Libras, saudou as candidatas vitoriosas pelo Instagram. “Eu me enchi de emoção quando vi a Michelle compartilhando isso”, disse Ana Kelly ao Congresso em Foco.

Surda desde bebê, Ana conversou com a reportagem por meio de uma intérprete. “Sou a primeira surda a ganhar na minha cidade e no estado inteiro”, ressalta, explicando que suas pautas vão girar em torno de questões de acessibilidade. “No momento nós não temos nada ou muito pouco de acesso aos deficientes da região, que são praticamente desconhecidos. Eu fui a uma região rural próxima onde os deficientes auditivos ainda se comunicavam por mímica e leitura labial. Uma das minhas prioridade é fazer o censo dos surdos na região”.

Sua colega eleita, a professora de Libras Isabelle Dias se utilizou bastante de suas redes sociais para energizar sua candidatura na cidade litorânea de Paranaguá, no Paraná, onde será a única mulher na Câmara Municipal. O Congresso em Foco entrou em contato com a candidata, que compartilhou sua emoção por poder representar os surdos da sua região.

“Ser mulher e surda é um desafio diário”, admite Isabelle, compartilhando a sensação de ter que lutar todos os dias com a falta de empatia das pessoas com os surdos, ainda mais no contexto atual da pandemia de Covid-19 onde todos usam as máscaras “Isso faz com que a leitura labial seja impossível de realizar”.

As pautas de Isabelle irão girar em torno de questões de acessibilidade, um problema conhecido pela comunidade Brasil adentro. “Vamos lutar por uma central com Intérprete de Libras para atender aos surdos em Hospitais públicos, Serviços das Prefeitura como IPTU e outros. Que se tenha uma Central que disponibilize Intérpretes para os surdos dentro do município”.

Apesar da vitória nas urnas, a representatividade ainda é baixa. “A eleição de somente duas políticas surdas em um país continental como o nosso é no mínimo preocupante”, avalia o vereador Pedrinho (Podemos-GO), de Catalão, que foi um dos políticos surdos pioneiro no país e que não conseguiu se reeleger, ficando como suplente nesta eleição.

“Com base nos meus dois mandatos, acredito que a maior dificuldade que os candidatos eleitos e suplentes enfrentarão será o apoio da população em geral, não somente a surda, à destinação de projetos e verbas à inclusão dessa minoria”.

Mesmo assim, o vereador parabenizou as candidatas vitoriosas, apontando que o dever de um vereador deve sempre andar de braços dados com a hierarquia das normas.

Veterano de outras eleições, o líder surdo gaúcho Cristian Strack aconselhou alguns candidatos esse ano, sugerindo que tivessem total compreensão dos assuntos que venham a propor. Para Cristian, o importante é influenciar a criação de uma nova política na comunidade surda. “Não queremos ficar quietos. Falem com atitude e autoconfiança, sempre abertos à opinião do povo, independentemente de vocês se elegerem ou não”.

Valdo Nóbrega, professor de Libras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ficou feliz ao saber que ao menos uma cidade do estado em que mora terá uma representante de sua comunidade.
Para o professor um das principais pautas a ser perseguida politicamente é o respeito do uso de língua de sinais nas câmaras municipais. “Ali é o espaço público que a comunidade surda deve frequentar”, aponta, adicionando que essa luta terá que vir também dos próprios surdos. “Não podemos ficar à mercê apenas das pessoas que foram eleitas”.

POLÍTICA

20 de novembro de 2020 at 08:28

MDB consolida supremacia e PSDB encolhe em 8 anos no Pará

Na comparação entre os anos de 2012 e 2020, os emedebistas pularam de 27 para 61 prefeitos eleitos, enquanto os tucanos passaram de 32 para 13 mandatários escolhidos pela população. PSD e PL também cresceram

Diário do Pará

 | Antonio Augusto/Ascom/TSE

Em 2020, o MDB se manteve com o partido com maior número de prefeitos com 61 eleitos. A partir das eleições municipais de 2012, foi o partido que mais evoluiu na conquista das prefeituras do interior. Naquele ano, o então PMDB (que só em 2017 retiraria a letra ‘P’ do nome da legenda) elegeu 27 prefeitos, contra 32 prefeituras conquistadas pelo PSDB. Já em 2016, o PMDB retomaria a liderança com vitórias expressivas no interior. Foram 41 eleitos. Os tucanos levaram 34 municípios. E agora, em 2020, o MDB manteve a curva de crescimento e ganhou outras 20 cidades, chegando a 61

Fundado em 2011, o PSD foi outra sigla que deu um salto significativo em número de filiados comandando as prefeituras. Saiu de 12 prefeituras em 2012, sua primeira eleição, para assumir a segunda posição no ranking atual, conquistando 18 prefeituras. Além do PSD, outro partido da base aliada do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), manteve a regularidade nas eleições de 2020. O PL (antigo PR) elegeu 16 candidatos. Em 2012, o partido obteve a quarta colocação entre os que mais venceram, 14 eleitos. Em 2016, uma prefeitura a mais, chegando a 15 vitoriosos.

O quarto colocado no levantamento é ocupado por um dos partidos que mais encolheram nos últimos 8 anos. O PSDB, que por muitos anos governou o Estado e algumas das principais prefeituras, derreteu severamente em relação a 2016. Conseguiu eleger somente 13 candidatos. Há 4 anos, o partido ameaçava rivalizar com o PMDB a disputa pelo protagonismo na política estadual. Os tucanos foram eleitos em 34 cidades, quase o triplo do atual desempenho nas urnas.

Outro partido tradicional que perdeu bastante espaço foi o Partido dos Trabalhadores. De 23 prefeitos eleitos em 2012, o PT elegeu dois candidatos em 2020, nas cidades de Igarapé-Miri e Concórdia do Pará. Em compensação, o partido pode também ganhar uma importante prefeitura, a de Santarém. A candidata Maria do Carmo disputa o segundo turno com Nélio Aguiar, do DEM. O Democratas, aliás, foi outro partido que perdeu várias prefeituras em 4 anos. Em 2016, fez 15 prefeitos e agora apenas 4.

Acompanhe no infográfico a evolução dos partidos nas eleições municipais de 2008 a 2020, segundo dados levantados pelo DIÁRIO ao Tribunal Superior Eleitoral.

Maia busca PSL, ala do Centrão e oposição para definir sucessão na Câmara

20 de novembro de 2020 at 08:13

Por Lauriberto Pompeu  congressoemfoco

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Marcos Pereira (Republicanos-SP), primeiro vice-presidente

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou nesta semana as articulações para definir como seu grupo político vai atuar nas eleições para a sua sucessão no comando da Câmara em 2021.

Na terça-feira (17), Maia esteve no apartamento funcional do deputado João Roma (Republicanos-BA), que comemorou o aniversário. Além de Maia, outros convidados foram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e o presidente do DEM, ACM Neto.

Congresso em Foco ouviu de um dos participantes do evento que disse nada ter sido definido sobre quem vai ser candidato do grupo de Maia. Da mesma ala são pré-candidatos à presidência da Câmara os deputados Baleia Rossi (MDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Luciano Bivar (PSL-PE).

Baleia tem sido mais privilegiado por Maia e o acompanha em eventos, como o que selou a reaproximação entre o presidente da Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Após as eleições municipais de segundo turno, Maia vai reunir Baleia, Bivar, Aguinaldo e Pereira para tentar definir qual vai ser o candidato, para que comece em janeiro a campanha para a presidência da Câmara. Um encontro foi articulado na semana passada, mas acabou não acontecendo por conta do foco no pleito municipal.

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A tendência é que os deputados que forem preteridos na candidatura à presidência tenham outros cargos na mesa diretora. Hoje, Pereira e Bivar, que apoiaram Maia em 2019, são o primeiro e segundo vice-presidentes respectivamente da Câmara.

site ouviu de um integrante do Republicanos que o partido hoje é mais próximo de Maia do que do líder do PP, Arthur Lira (PP-AL), que também tenta ser presidente da Câmara, mas atuando como um candidato do governo de Jair Bolsonaro.

Apesar disso, o Republicanos tende a ficar mais próximo de Lira em algumas disputas, como a que envolve o comando da Comissão Mista do Orçamento (CMO). O grupo de Maia quer Elmar Nascimento (DEM-BA) na presidência da comissão, já o de Lira quer a deputada Flávia Arruda (PL-DF). O Republicanos não endossa abertamente a escolha de Flávia, mas acredita que Elmar tem atropelado o debate e que exige um cargo sem acordo para que seja seu.

Em outro movimento, Maia tem procurado a oposição, que representa pouco mais de 100 votos e pode ser uma ala fiel da balança na disputa entre o grupo governista e o de Maia. O presidente da Câmara reuniu deputados do PDT, PSB, PT, Rede, PCdoB e Psol na quarta-feira (19) para ouvir as demandas de pauta do grupo até o final do ano.

Os líderes da oposição, André Figueiredo (PDT-CE), e da minoria, José Guimarães (PT-CE), disseram ainda não haver definição sobre se os partidos de esquerda e centro-esquerda vão ter candidatos próprios ou se vão apoiar alguém do grupo de Maia. Os deputados desse campo vão esperar o fim do segundo turno das eleições municipais para definirem a estratégia para o pleito interno da Câmara.

FEMINICÍDIO

19 de novembro de 2020 at 20:28

Candidata à prefeita é morta a facadas dentro de casa em Belém; ex-marido é suspeito 

Leila Maria Santos de Arruda tinha 49 anos e era filiadA ao Partido dos Trabalhadores (PT)

DOL

Reprodução Facebook

A pedagoga e candidata à prefeitura de Curralinho, no Marajó, nas eleições 2020, Leila Maria Santos de Arruda, de 49 anos, foi morta a facadas dentro de um conjunto residencial no bairro do Tenoné, em Belém, na tarde desta quinta-feira (19). A principal hipótese é que crime se trata de um feminicídio. 

A vítima era filiada ao Partido dos Trabalhadores e foi  fundadora e militante do movimento de mulheres empreendedoras da Amazônia (Moema). 

Leila Maria foi encontrada morta na casa dela em Belém, localizada no conjunto Bela Manoela, rua 1.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela. Ainda não se sabe se ele foi preso. 

O Partido dos Trabalhadores emitiu nota sobre o crime. Veja o texto na íntegra. 

O Partido dos Trabalhadores do Pará lamenta profundamente a morte da companheira Leila Maria Santos de Arruda, militante e, recentemente, candidata a prefeita no município de Curralinho, na Ilha do Marajó. Leila foi vítima de feminicídio na tarde desta quinta-feira (19), em Belém, pelo ex-marido.

Leila Arruda tinha 49 anos e foi fundadora e militante do movimento de mulheres empreendedoras da Amazônia (MOEMA), filiou-se ao partido dos trabalhadores em Curralinho aos 20 anos e era formada em pedagogia.

O PT Pará ressalta sua indignação por este crime brutal que tirou a vida de mais uma mulher no estado e reitera que é inadmissível que as mulheres sejam reféns da violência provocada pelo machismo enraizado na sociedade.

O Partido dos Trabalhadores está prestando ajuda aos familiares e amigos de Leila Arruda, neste momento tão triste e cruel