CORRIDA PRESIDENCIAL

7 de dezembro de 2020 at 11:41

Eleições 2022: frágil identidade nacional e atropelos debilitam Doria

João Doria se destaca hoje com as notícias referentes à vacina contra o coronavírus, mas até o momento não deslanchou na corrida presidencial

FOLHAPRESS

Governador de São Paulo se elegeu ligado a Bolsonaro com o slogan "Bolsodoria"

Governador de São Paulo se elegeu ligado a Bolsonaro com o slogan “Bolsodoria” | Agência Brasil

O conselho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de que João Doria (PSDB) precisa se nacionalizar se quiser concorrer à Presidência da República em 2022 deu a dimensão dos obstáculos que o governador paulista terá que superar para alcançar seu objetivo.

Doria enfrenta dificuldades internas, com resistência de parte dos tucanos ao seu nome, e externas, pois precisa recuperar prestígio entre seu eleitorado. A eleição municipal na capital paulista, apesar de ter sido vencida pelo aliado Bruno Covas (PSDB), escancarou a rejeição dos moradores de São Paulo ao governador.

Mirando o Planalto, Doria investe na articulação para formar uma frente de partidos de centro -mas antes de vislumbrar ser escolhido candidato por esse bloco, precisa aglutinar apoios no PSDB.

Membros do partido têm a avaliação de que Doria tem prestígio e aliados entre os tucanos paulistas, até por controlar o diretório estadual da sigla, mas está longe de ser unanimidade entre líderes do PSDB de outros estados.

A principal aposta de Doria para cair nas graças dos paulistas e tornar-se conhecido pelo país é a vacina do laboratório chinês Sinovac, que será produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante antecipou a disputa eleitoral com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pretende concorrer à reeleição.

Colher resultados em São Paulo e diminuir a rejeição dos eleitores é condição para que tucanos de todo o país abracem sua candidatura em 2022.

Eleito em primeiro turno, em 2016, para a Prefeitura de São Paulo, o empresário neófito na política logo desencantou o eleitor ao abandonar o posto para concorrer ao governo do estado. Em 2018, voltou a vencer, mas por margem apertada -51,75% a 48,25%.

De maneira reservada, tucanos de fora de São Paulo afirmam que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), é mais querido e bem visto para a corrida nacional de 2022.

Já membros do PSDB de São Paulo afirmam que Doria será candidato sem dúvidas e planejam pleitear a ele ou a Covas a presidência do partido em maio, o que ajudaria a consolidar seu nome.

Os paulistas, apesar de já verem Doria com dimensão nacional inconteste e entregas para exibir, afirmam que sua costura federal ainda será feita, por meio de conversas com líderes regionais.

Os tucanos resistentes a Doria dizem que ele não representa os ideais da social-democracia e tem tornado o PSDB um partido de paulistas. Avaliam que o governador não tem capilaridade no norte e no nordeste, e nem entre minorias.

Os duros embates com Bolsonaro, com provocações da parte de Doria, somados à virada ideológica dele, da direita “Bolsodoria” ao centro democrático, tampouco ajudam. A leitura é a de que o tom do governador está acima da moderação que o partido prega. Destoa ainda do resgate da política e da social-democracia “”que Doria em tempos de gestor já quis enterrar.

Há ainda o trauma de 2018, quando o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), apesar de bem avaliado em São Paulo, teve apenas 4,76% dos votos para presidente. Para não contar apenas com seu quintal, tucanos afirmam que Doria deve viajar pelo país, conhecer realidades distintas, buscar identificação com o povo, sujar o sapato e bagunçar o cabelo “”sua imagem de “engomadinho” não foi superada.

Outro ponto é o de que Doria é visto no PSDB como alguém que impõe sua vontade e atropela em vez de buscar o convencimento e o diálogo. Nesse sentido, o governador terá que cicatrizar feridas.

Aqui são lembrados dois episódios que demonstram a falta de habilidade política de Doria e deixaram sequelas. O primeiro se refere aos pedidos de expulsão do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), bancados pelo governador e que foram derrotados na executiva do partido em agosto de 2019.

O segundo foi a interferência direta de Doria na votação da bancada federal tucana para escolha de seu líder, algo que os deputados afirmam jamais terem visto. Há um ano, o governador chegou a articular licenças e filiações de deputados até alcançar a maioria que lhe favoreceu, estabelecendo Carlos Sampaio (PSDB-SP) como líder.

Parlamentares mencionam essa disputa como exemplo de que Doria flerta com o autoritarismo. Outros falam em caldo de resistência da bancada ao governador e lembram que o tucano comprou brigas mesmo dentro de São Paulo, com Alckmin, e desapontou a ala histórica do PSDB.

Entre os tucanos, há quem diga que uma candidatura de Doria seria isolada, não iria atrair o bloco de partidos de centro -veem que o governador serve ao papel de manter o PSDB no jogo para 2022, mas não irá se viabilizar.

A maioria, porém, afirma que as dificuldades de Doria são superáveis e que ele poderá encabeçar uma chapa do PSDB ao Planalto, ainda que nem todos os tucanos embarquem em sua campanha.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, tem dito que Doria é o principal nome da sigla, mas que é preciso dialogar com outros partidos para depois discutir alternativas e decidir de forma democrática.

“Ele tem esse ímpeto, essa vontade, essa disposição. É um nome forte. É governador do maior estado, o que proporciona a ele condições de ser competitivo”, diz o deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA), adversário de Doria na disputa da liderança.

“Tem todos os atributos e qualidades para se transformar num candidato competitivo do PSDB. Honesto, capaz, preparado, inteligente”, afirma o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Paulo Abi-Ackel.

Braço direito do governador, o presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi, diz que Doria focou em resultados para São Paulo e isso irá credenciá-lo para conduzir o país. Afirma ainda que o tucano renovou o partido e o tornou líder isolado em prefeituras no estado.

“Sua projeção nacional é evidente, sendo o principal antagonista de um governo irresponsável na pandemia e o líder em um processo de obtenção da vacina para a imunização dos brasileiros”, diz.

STF veta possibilidade de reeleição de Maia e Alcolumbre na Câmara e Senado

7 de dezembro de 2020 at 09:26

Votação encerra na próxima semana

Resultado é vitória para Bolsonaro

Julgamento do STF decide se Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre poderão concorrer às presidências da Câmara e do Senado em fevereiro de 2021Fernando Frazão/Agência Brasil e Waldemir Barreto/Agência Senado

PODER360
06.dez.2020 (domingo) – 23h04
atualizado: 07.dez.2020 (segunda-feira) – 7h31

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu neste domingo (6.dez.2020) vetar a possibilidade de reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para os respectivos cargos. A decisão foi feita em plenário virtual. Entenda os votos:

  • Reeleição de Rodrigo Maia – 4 votos a favor e 7 contra;
  • Reeleição de Davi Alcolumbre – 5 votos a favor e 6 contra.

Restavam os votos dos ministros Luís Roberto Barroso (íntegra – 106 KB), Edson Fachin (íntegra – 110 KB) e do presidente Luiz Fux (íntegra – 126 KB). A ADI 6.524 foi protocolada pelo PTB. A votação começou na 6ª feira (4.dez.2020) e se estende até 14 de dezembro.

Os votos já estavam apalavrados entre os ministros. Deveriam vir na sequência do relatório de Gilmar, que era favorável para as reeleições de ambos. A forte reação nas redes sociais e na mídia tradicional contra a liberação das reeleições ajudou para que tudo mudasse o julgamento.

A decisão é uma vitória para o presidente Jair Bolsonaro, porque pavimenta o caminho para o Planalto ter um aliado no comando dos deputados e dos senadores a partir de fevereiro de 2021.

Os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram na 6ª feira (4.dez.2020). O ministro Dias Toffoli já havia votado a favor desse entendimento.

Marques divergiu parcialmente. O magistrado disse que a reeleição é possível, mas não para quem já tenha sido reeleito antes –ou seja, não daria direito à reeleição de Maia, que já está no cargo por 2 mandatos consecutivos, desde julho de 2016. Leia íntegra (155 kb) do voto.

O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade que trata do tema foi realizado no plenário virtual do STF.

Marco Aurélio foi o 1º a abrir divergência total. Entendeu ser inconstitucional a reeleição. Leia a íntegra (225 kb). Mas há na manifestação do ministro um detalhe: ele não cita a aplicação de sua decisão ao Regimento do Senado Federal. Apenas no da Câmara. O voto, no entanto, está computado como totalmente divergente no plenário virtual.

“A reeleição, em si, está em moda, mas não se pode colocar em plano secundário o § 4º do artigo 57 da Constituição Federal. Julgo parcialmente procedente o pedido formulado, declarando a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 5º do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, no que possibilitada a recondução ao mesmo cargo em mandatos sucessivos”, escreve o decano.

Ao negar a possibilidade em discussão, a ministra Cármem Lúcia afirmou que é vedada a recondução para o mesmo cargo da mesa de qualquer das Casas do Congresso Nacional na eleição imediatamente subsequente. “A norma é clara, o português direto e objetivo”, escreveu a ministra.

Bolsonaro diz que Brasil tem liberdade ameaçada, mas não explica motivo

5 de dezembro de 2020 at 15:27

Presidente falou a militares

Discursou na Aman, no RJ

O presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do PlanaltoSérgio Lima/Poder360 – 3.dez.2020

PODER360
05.dez.2020 (sábado) – 12h58
atualizado: 05.dez.2020 (sábado) – 13h50

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (5.dez.2020) que o país tem a liberdade ameaçada, mas não explicou por quem nem por quê. Ele discursou em Rezende (RJ), em formatura de cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

Bolsonaro deu a seguinte declaração, dirigindo-se aos formandos:

“O papel do militar… além daquele garantido e definido na nossa Constituição, temos uma preocupação muito maior. Que é a nossa soberania e garantir a nossa liberdade, tão ameaçada nos últimos tempos”.

Assista ao vídeo (3min53s):

“O Brasil é 1 só. Nós respeitamos a Constituição e temos a liberdade como nosso bem maior. Isso é mais que um compromisso. É um dever de qualquer soldado para com a sua pátria”, declarou o presidente da República.

Além de Bolsonaro, estavam presentes o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Os 3 são egressos da Aman. Também participaram autoridades militares.

Bolsonaro tem o hábito de prestigiar formaturas e outros eventos das Forças Armadas. Seu discurso foi predominantemente voltado aos formandos, sem grandes temas nacionais. Disse, por exemplo: “A emoção que vocês sentem hoje é exatamente igual à minha de há 43 anos”.

Dirigindo-se ao “povo”, também disse: “Podemos até não fazer o que vocês querem, mas jamais faremos o que vocês não querem”. O presidente deve embarcar de volta para Brasília ainda neste sábado, às 13h45.

A turma de 447 cadetes formados escolheu como nome “150 Anos da Campanha da Tríplice Aliança”. A referência é à Guerra do Paraguai, encerrada em 1870. No conflito, Brasil, Argentina e Uruguai esmagaram o país vizinho. Tratou-se da maior guerra que já explodiu na América Latina.

Entre os formandos, 9 são países considerados amigos: 3 de Camarões, 2 de Moçambique, 1 da Guatemala, 1 de Guiné-Bissau, 1 de Senegal e 1 de Uruguai.

Sinovac subornou autoridades chinesas para aprovar vacinas de 2002 a 2011, diz jornal

4 de dezembro de 2020 at 19:55

Caso foi reconhecido pela empresa

Funcionário de agência foi condenado

Frasco de vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa SinovacSérgio Lima/Poder360 – 21.out.2020

PODER360
04.dez.2020 (sexta-feira) – 17h50

A empresa chinesa Sinovac, desenvolvedora da vacina contra covid-19 que será produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, envolveu-se em casos de suborno ao governo chinês.

O fundador e CEO da empresa, Yin Weidong, admitiu ter repassado mais de US$ 83 mil em propina para um funcionário da agência reguladora chinesa, Yin Hongzhang, e também para sua esposa, de 2002 a 2011. Em troca, Hongzhang disse que ajudou a “acelerar o processo de aprovação” das vacinas da Sinovac. O caso foi julgado em 2016.

A informação foi revelada nesta 6ª feira (4.dez.2020) pelo jornal norte-americano The Washington Post, que teve acesso a registros de tribunais chineses.

Hongzhang foi condenado e preso em 2017 a 10 anos de prisão por aceitar subornos da Sinovac e de 7 outras empresas.

Devido a um acordo com a Justiça da China, Weidong permaneceu em liberdade e continua comandando a companhia. O jornal afirma que o executivo cooperou com promotores e argumentou que o pedido de suborno partiu da autoridade governamental.

O caso mais recente de corrupção citado envolveu o processo de aprovação da vacina da Sinovac para gripe H1N1. A empresa também teria cometido irregularidades na aprovação de uma vacina de hepatite A e numa outra vacina experimental para a SARS.

Em resposta ao jornal, a Sinovac reconheceu o ocorrido e afirmou ter conduzido auditorias internas. No relatório anual, a empresa afirmou que mantém políticas rígidas de combate à corrupção, mas que “essas políticas podem não ser totalmente eficazes”.

O Sinovac é uma das principais farmacêuticas desenvolvendo vacina contra o coronavírus na China. Os testes do imunizante, batizado de CoronaVac, estão na 3ª e última fase. Artigo publicado em 17 de novembro na revista científica Lancet Infectious Diseases mostra que a vacina produz anticorpos depois de 28 dias em 97% dos participantes dos testes.

A reportagem não menciona se há outras indicações de que a empresa tenha cometido irregularidades depois do julgamento do processo nem nada relacionado à produção da vacina contra a covid-19.

OUTRAS IRREGULARIDADES

Segundo o Washington Post, apesar de as condenações serem relacionadas a casos até 2011, há indícios de outras irregularidades tendo ocorrido até 2016, quando a Sinovac foi denunciada. Pelo menos 20 funcionários públicos e diretores de hospitais admitiram ter aceitado propinas em volumes menores de 2008 a 2016.

De acordo com a reportagem, apesar da gravidade das denúncias, não foram encontrados indícios de que a segurança ou eficácia das vacinas em questão teria sido comprometida.

O jornal lembra que a corrupção em sistemas regulatórios é um problema antigo na China e que durante muito tempo houve uma aceitação tácita do problema.

Em seu depoimento, Weidong alegou que “não podia recusar” a solicitação de propina por parte de Hongzhang, sugerindo que o funcionário é que estaria ameaçando o caminho da Sinovac com obstáculos burocráticos para aprovação.

A Sinovac é hoje a 2ª maior empresa do setor na China, perdendo apenas para a estatal Sinopharm, que também desenvolve uma vacina para covid-19.

As duas empresas contribuem para um certo orgulho nacional que a indústria biomédica chinesa inspira, por ter conseguido desenvolver as primeiras vacinas contra SARS e gripe suína do mundo.

VOTAÇÃO

4 de dezembro de 2020 at 17:04

MPPA define lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral de Justiça

Os promotores César Mattar Jrl, José Maria Jr e Aldo Saife foram os três mais votados entre os seis concorrentes.

DOL

Os promotores César Matar Jr; José Maria Jr e Aldo Saife formam a lista tríplice.

 Os promotores César Matar Jr; José Maria Jr e Aldo Saife formam a lista tríplice. | Reprodução

O Ministério Público do Pará (MPPA) encerrou na tarde desta sexta-feira (4) a votação para a lista tríplice ao cargo de Procurador-Geral de Justiça. 

O resultado foi divulgado por volta das 16h30. A lista ficou composta pelos seguintes promotores: em primeiro lugar, César Mattar Júnior; em segundo lugar, José Maria Júnior; e em terceiro lugar, Aldo Saife.

Membros do MPPA votaram durante a tarde de hoje. (Foto: via WhatsApp)

Ao todo, 6 promotores estavam concorrendo na eleição, que ocorreu de forma eletrônica, através do sistema Vota-Net, cedido pelo Tribunal Regional Eleitoral. 

Um total de 334 membros, entre promotores e procuradores, estavam aptos a participar da votação. 

A lista será encaminhada para o Chefe do Poder Executivo, o governador Helder Barbalho, que deverá realizar a nomeação.

REVELAÇÕES SOBRE O ASSÉDIO

4 de dezembro de 2020 at 16:13

Melhem tentou beijar Dani Calabresa à força e lhe mostrou o pênis em festa do Zorra, diz revista Piauí

A comediante teria pedido a demissão do humorístico por causa do ex-chefe e teve até que começar a tomar ansiolítico.

Com informações de Piauí

Marcius Melhem teria assediado Dani Calabresa em festa de comemoração com elenco do Zorra Total

 Marcius Melhem teria assediado Dani Calabresa em festa de comemoração com elenco do Zorra Total | Reprodução

Marcius Melhem foi demitido da Globo após as denúncias contra ele estourarem. O humorista é acusado de ter cometido assédio moral e sexual com as comediantes dos programas que comandava. Diversos famosos se pronunciaram sobre o caso, inclusive Dani Calabresa , que foi uma das primeiras famosas a denunciar o ex-diretor da emissora carioca.

Segundo reportagem da revista Piauí, a primeira vez que Marcius Melhem assediou Dani Calabresa foi em 2017. Os dois estavam com a equipe do “Zorra” em uma festa em comemoração ao centésimo episódio do programa. Em um momento da noite, eles subiram no palco do bar para cantar no Karaokê e o diretor teria tentado beijar a comediante.

Calabresa saiu do palco e foi ao banheiro, quando teria se deparado com Melhem novamente. O diretor teria encurralado a comediante na parede, tentado beijar ela, lambido o rosto dela à força e ainda teria colocado o pênis para fora. Quando Dani voltou para mesa, ela foi consolada pelos atores George Sauna e Luís Miranda, este último para quem a artista relatou a violência sofrida.

Três dias após o suposto caso de assédio no bar, Marciu Melhem apareceu nos estúdios Globo. Como diretor responsável pelo “Zorra”, ele não costumava ir às gravações, pois trabalhava com os roteiras em outro local. Ele foi até o local onde Dani estava ensaiando com Maria Clara Gueiros e testemunhas se recordam dele dizendo: “Eu não tenho culpa do que aconteceu! Quem mandou você estar muito gostosa?”. O comediante ainda teria tentado abraçar Calabresa, que fugia dele andando em volta da mesa. “Não quero seu abraço nem suas desculpas, você já me agarrou, lambeu minha cara e encostou o pau em mim”, a atriz teria respondido.

Depois desse episódio, a situação só pioraria para Dani Calabresa. Ela receberia uma visita indesejada de Melhem em seu camarim, momentos antes de gravar uma cena apenas de maiô. Além disso, ela também sofreria assédios quando eles se cruzavam pelos corredores, situações como ter o chefe apertando a cintura dela, ou dizendo coisas como “gostosa” e “sonhei com você outra vez, hein!”.

Em 2019, Dani Calabresa pediu demissão do “Zorra”, alegando que decidiu deixar o programa por conta de decepções profissionais com o núcleo de humor da Globo. De acordo com amigos da humorista ouvidos pela Piauí, nessa época ela tomava ansiolíticos e entrava em pânico toda vez que ia à Globo, com medo de encontrar Melhem.

Mais denúncias e Marcelo Adnet

Após as acusações de Dani Calabresa, outras supostas vítimas e Marcius Melhem denunciaram o diretor do núcleo de humor da Globo. Ainda segundo a Piauí, pelo menos mais cinco mulheres foram ao compliance da emissora com queixas de assédio sexual. Três disseram que ele roçava o pênis o ereto nelas. “Ele fazia isso até quando me encontrava nos corredores. Sempre em tom de brincadeira, como se o lugar fosse apertado demais e fosse impossível não encostar em mim”, contou uma. Outras duas disseram que receberam visitas de Marcius em suas casas e acabaram sendo assediadas por eles lá.

Em março deste ano, a Globo divulgou um comunicado dizendo que Marcius estava deixando a liderança de projetos humorísticos da emissora. O posicionamento do canal de televisão revoltou os envolvidos no caso e um grupo de treze pessoas, seis vítimas e sete testemunhas, procuraram a advogada Mayra Cotta para orientação jurídica.

Então, Marcelo Adnet, ex-marido de Dani Calabresa, mandou um email para Carlos Henrique Schroder, à frente do conteúdo da Globo, que assinado por 30 profissionais, atores, roteiristas e diretores. Na mensagem, os funcionários se queixavam de como a empresa estava lidando com os casos de assédio sexual.

Schroder respondeu que se reuniria com o grupo e foram realizadas duas reuniões por chamadas de vídeo. Nesse meio tempo, a advogada Cotta deu uma entrevista à Folha de S. Paulo falando sobre as denúncias contra Melhem e sustentando as acusações feitas pelas mulheres que a procuraram.

Após a publicação da entrevista, Melhem escreveu um texto no Twitter negando as denúncias. Em seguida, Adnet fez um post em apoio às supostas vítimas na mesma rede social. Ele também teria mandando mensagem em um grupo de WhatsApp com famosos como Fernanda Lima e Patrícia Pillar falando sobre o incômodo que tem com Marcius. ““O que esse sujeito [Melhem] me boicotou, falou mal de mim, me deu apelidos…”, disse.

Com os desdobramentos do caso, outras quatro mulheres teriam procurado Cotta alegando que foram assediadas sexualmente por Marcius Melhem, três atrizes e uma profissional da equipe técnica. José Nóbrega, presidente executivo da Globo, não comentou o caso envolvendo o ex-diretor de projetos humorísticos da emissora, mas declarou que a empresa precisa melhorar a forma como conduz e investigas as denúncias de assédio sexual. “Estamos estudando a possibilidade de dar retornos da melhor maneira. De dar retornos mais empáticos, de criar um mecanismo de aconselhamento para as pessoas que foram impactadas negativamente. Precisamos de um fechamento melhor. Sabemos que esses processos precisam melhorar. Queremos ser justos. Queremos que nossas ações sirvam para a correção de problemas”, admitiu.

TSE barra 1º prefeito sub judice e determina nova eleição em Goiás

3 de dezembro de 2020 at 15:54

O antagon!sta

TSE barra 1º prefeito sub judice e determina nova eleição em Goiás

Foto: Reprodução/YouTube/JustiçaEleitoral

O TSE começou a analisar nesta quinta-feira (3) candidaturas vitoriosas nas eleições deste ano que estão com algum questionamento na Justiça Eleitoral.

Dos quatro casos julgados hoje, os ministros entenderam que só em Bom Jesus de Goiás deve ocorrer nova eleição: a corte decidiu que o prefeito eleito Adair Henrique da Silva, do DEM, não poderia ter concorrido em razão de condenação em órgão colegiado.

“Por unanimidade, [o TSE] deu provimento ao 1º recurso para indeferir o pedido de candidatura ao cargo de prefeito e anular as eleições majoritárias do município de Bom Jesus de Goiás, determinando a realização de novas eleições a serem designadas pelo TRE [Tribunal Regional Eleitoral] para o ano de 2021”, disse o presidente da corte, Luís Roberto Barroso.

Segundo levantamento de O Globo, em pelo menos 96 municípios brasileiros a eleição está “sub judice” e ainda não foi definido quem será o prefeito a partir de 2021.

COVID-19

3 de dezembro de 2020 at 15:37

Doria contesta Governo Federal e defende vacinação a partir de janeiro

O governador de São Paulo criticou o cronograma apresentado pelo Ministério da Saúde que prevê a vacinação contra a covid-19 a partir de março de 2021.

 Com informações do UOL

O governador anunciou os planos de vacinação durante coletiva de imprensa.

O governador anunciou os planos de vacinação durante coletiva de imprensa. | Reprodução

O governador de São Paulo, João Doria, criticou o Governo Federal durante uma coletiva realizada no começo da tarde desta quinta-feira (3), contestando o cronograma anunciado pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação a partir de março de 2021. Segundo Doria, o país já deverá ter vacinas disponíveis em janeiro, inclusive a CoronaVac, que deverá ser produzida no Brasil a partir deste fim de semana.

“Eu indago se membros do governo federal não enxergam, não leem e não registram o fato de que temos mais de 500 brasileiros que morrem todos os dias de covid-19. É surpreendente essa indiferença, esse distanciamento e falta de compaixão com vidas de brasileiros”, afirmou o governador paulista.

O governador ressaltou que espera que a vanica já esteja aprovada pela Anvisa em janeiro. “Por que iniciar em março se podemos fazer já em janeiro? Como outros países fazem agora, em dezembro. Vamos perder mais 60 mil vidas para aí iniciar a imunização?”, completou Doria.

Disputa por apoio de Maia se afunila sem Ramos e com decisão do PP

3 de dezembro de 2020 at 13:14

Eleição será em fevereiro de 2021

Maia tenta manter influência na Casa

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante evento no Congresso sobre a reforma administrativaSérgio Lima/Poder360 – 8.out.2020

CAIO SPECHOTO PODER360
03.dez.2020 (quinta-feira) – 10h51
atualizado: 03.dez.2020 (quinta-feira) – 12h44

A disputa pelo apoio de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na eleição para presidente da Câmara se afunilou. Em vez de 6 postulantes, agora são 5 ou, em uma leitura mais rígida, 4. O atual presidente da Casa tem dito que não será candidato à reeleição nem se o STF (Supremo Tribunal Federal) permitir.

Maia disse nas últimas semanas que apoiaria um deputado dentre esses 6:

A ideia é formar 1 bloco com algum desses candidatos e aglutinar a oposição. O grupo vislumbrava chegar a 330 votos –suficiente para eleger o presidente e mais 3 ou 4 cargos na direção da Casa.

O deputado Marcelo Ramos, porém, anunciou que está fora dessa disputa“Disse ao Rodrigo que não participaria mais daquele grupo de pré-candidatos dele, porque não era razoável brigar com meu partido por uma possibilidade”, disse o deputado ao Poder360.

O líder da bancada do partido de Ramos na Câmara, Wellington Roberto (PL-PB), é próximo de Arthur Lira (PP-AL), atualmente o pré-candidato mais consolidado. Não há até o momento apoio anunciado.

Isso reduz a 5 o grupo que disputa a bênção de Rodrigo Maia. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), porém, confirmou que o candidato do partido será Arthur Lira. A confirmação enfraquece o correligionário Aguinaldo Ribeiro. Uma candidatura sem o apoio da própria sigla é cenário improvável na Câmara.

Dos outros 4 nomes, Marcos Pereira aparenta ser o mais forte no momento. Ele tem o apoio do próprio partido, o Republicanos, do qual é presidente. Ainda, é considerado na Câmara um político de fácil diálogo com os outros setores da Casa.

Baleia Rossi tem perfil similar, mas menos trânsito na oposição. O PT, principal partido da esquerda, tem dificuldades em apoiar Baleia por causa de sua proximidade com Michel Temer. O partido acusa Temer de ter articulado um golpe para substituir Dilma Rousseff na Presidência da República em 2016.

Apesar de encabeçar um bloco de 3 partidos, a pré-candidatura de Luciano Bivar é vista como pouco competitiva. Caso ele não seja ungido por Rodrigo Maia, o PSL poderá apoiar candidato de outro campo político.

Deputados do partido apontam a colegas uma vantagem de ter Luciano Bivar como candidato: se ele vencer, cargos melhores ficam disponíveis para o resto do bloco. O PSL divide com o PT o posto de maior partido da Casa. Caso esteja na presidência, outra sigla pode ocupar na Mesa Diretora espaço que seria do PSL por causa do tamanho da bancada.

A pré-candidatura de Elmar Nascimento também é vista com ceticismo na Casa. A eleição será realizada em fevereiro de 2021.

Ainda não há certeza na Câmara, porém, se o candidato do grupo político de Maia não será ele próprio. O deputado tem negado. Nos próximos dias o STF (Supremo Tribunal Federal) poderá permitir que ele (e Davi Alcolumbre, presidente do Senado) concorra outra vez, o que é vedado atualmente.

Maia está à frente da Casa desde 2016, quando assumiu 1 mandato tampão depois da cassação do mandato de Eduardo Cunha (MDB-RJ). Pôde disputar a eleição de 2017, na mesma legislatura, graças a um entendimento de que concorrer depois de um mandato tampão não é tentativa de reeleição. Em 2019, foi liberado a se candidatar porque tratava-se de uma legislatura diferente da anterior.

Tanto o Centrão quanto os partidos de esquerda têm se manifestado contra a possibilidade de reeleição. Os partidos da oposição são parte imprescindível dos cálculos do grupo político de Rodrigo Maia para manter a influência sobre a Câmara.

VEJA O VÍDEO

3 de dezembro de 2020 at 08:01

“Olha Belém do Pará. Vocês querem isso?”, questiona Bolsonaro em tom de crítica

Crítica foi feita antes do resultado das eleições municipais

 Diário Online

 | Reprodução

Um vídeo do presidente Jair Bolsonaro usando Belém como exemplo está repercutindo rapidamente nas redes sociais, gerando revolta e até piadas.

O vídeo foi gravado no último dia 29 de novembro, após ele sair da zona de votação, no Rio de Janeiro.

Ele foi questionado sobre os impactos dos resultados ruins de aliados na corrida de 2022. Dos 61 candidatos que ele apoiou na última eleição, somente 15 se elegeram.

Meio que prevendo o resultada na capital paraense, onde o candidato apoiado por ele, o delegado Eguchi, perdeu, o presidente  demonstrou irritação com os rumos das eleições em Estados onde candidatos de partidos de esquerda disputam prefeituras em segundo turno com chances. “E continua esse amor pela esquerdalha. Olha Porto Alegre, olha Belém e São Paulo”, disse Bolsonaro.

“Olha Belém do Pará. Vocês querem isso? Esse pessoal quando chega só bota militante lá, tudo analfabeto. Uns comem capim e outros tocam no capim. Esse tipo de gente que mantém isso daí”, disse o presidente.

https://www.diarioonline.com.br/img/video_inline/610000/119644822_389987338780095_3360250198926507675_n_00618323_0_.mp4?xid=1405469