PREOCUPAÇÃO

9 de fevereiro de 2021 at 15:49

Cientistas que anteviram colapso em Manaus preveem 3ª onda e pedem lockdown

Pesquisadores afirmam que cidade do Amazonas pode viver novo colapso em 2021

Com informações do portal Terra

Apesar dos efeitos, população é contra medidas restritivas

Apesar dos efeitos, população é contra medidas restritivas | Agência Brasil

Os cientistas que previram, em artigo publicado em agosto na Nature, o segundo colapso na saúde em Manaus por causa da covid-19, apontam agora para uma terceira onda do coronavírus no Estado do Norte. De acordo com os os pesquisadores, o Amazonas corre o risco de espalhar a crise sanitária para todo o território nacional caso autoridades não imponham lockdown com pelo menos 90% da população isolada e vacinação em massa mais acelerada do que no resto do País. As informações são do portal Terra.

Governo do Pará cede leitos para bebês prematuros vindos de Manaus

“Sem o isolamento social adequado, Manaus deve enfrentar uma terceira onda ainda em 2021. É necessária uma fiscalização forte da polícia para garantir o fechamento de Manaus. Além disso, é impensável a volta às aulas presenciais para qualquer local do Brasil neste momento, justamente para impedirmos o espalhamento da variante que surgiu no Amazonas”, afirmou Lucas Ferrante, biólogo e doutorando do programa de Biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o primeiro autor do artigo na revista científica.

“Recomendamos o fechamento também das fábricas e do Distrito Industrial em Manaus, que podem parar sem quebrar e sem deixar de pagar o salário de seus funcionários”, continuou Lucas.

“Não existe lockdown em Manaus hoje, apenas um isolamento parcial que já sofre pressões para a reabertura da cidade. Uma reabertura, mesmo que gradual, agora propiciaria um cenário de manutenção da pandemia, e um ritmo de casos e mortes altos durante todo o ano e entrando em 2022”, frisou o pesquisador.

O grupo, que deve publicar um novo artigo nas próximas semanas com as projeções para 2021, é formado por profissionais de diversas áreas como medicina, biologia e matemática. Além de Lucas, fazem parte do estudo os doutores Philip Fearnside do INPA, Luiz Henrique Duczmal, professor do Departamento de Estatística do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da UFMG, Unaí Tupinambás, docente do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da universidade mineira, Wilhelm Alexander Steinmetz e Jeremias Leão, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Alexandre Celestino Leite Almeida, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), e Ruth Camargo Vassão, pesquisadora aposentada do Instituto Butantan.

VÍRUS MAIS RESISTENTE

De acordo com Lucas Ferrante, a taxa de transmissão e mortalidade por covid deve se manter a mesma durante todo o ano se não forem aplicadas medidas drásticas de isolamento, facilitando o surgimento de cepas. 

“Isso deverá propiciar novas mutações, o que pode culminar em uma nova variante resistente às vacinas já produzidas”, afirma Lucas.

O cientista frisa que a atual segunda onda não é fruto da nova cepa, notoriamente mais transmissível e responsável por mais mortes em Manaus e interior, e que possui similaridades com as encontradas na África do Sul e no Reino Unido. 

“Essa segunda onda é fruto da negligência de governador e prefeito da capital, de não terem decretado um lockdown severo por algumas semanas no ano passado”, diz.

Como o estudo previu, o Estado teve um aumento de mais de 600% na média de mortes por covid-19 entre dezembro e janeiro. Na última semana de 2020, a média diária de óbitos pela doença foi de 19 pessoas no Amazonas. No dia 31 de janeiro, foram 139 mortes.

POPULAÇÃO É CONTRÁRIA AO ISOLAMENTO

Ferrante se reuniu com o atual prefeito, David Almeida, em 21 de janeiro. Segundo ele, embora tenha se mostrado receptivo, o prefeito não tomou ainda nenhuma das providências sugeridas para impedir uma terceira onda de coronavírus na região.

“Sugerimos o lockdown e que a prefeitura estabeleça um diálogo direto com o Ministério da Saúde e governo do Estado para a compra de mais vacinas, a exemplo do governo de São Paulo, para impedir que a doença se propague e que o vírus sofra novas mutações e fique mais resistente”, defendeu. A assessoria do prefeito confirmou o encontro, mas não comentou o teor.

No ano passado, os pesquisadores também tentaram se reunir com o prefeito Artur Neto, sugerindo lockdown antes do Natal, mas a reunião foi desmarcada em cima da hora por um assessor. A assessoria do ex-prefeito confirma que sua agenda não permitiu o encontro à época.

Ferrante também coordenou um estudo em maio do ano passado, a pedido do Ministério Público Estadual, apresentado em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado. Os dados apresentados foram alvo de desconfiança de deputados governistas e da então diretora da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas, Rosemary Costa. Segundo ela, os dados de que a FVS dispunha não apontavam para aumento de casos nos próximos meses.

“Nós somos vigilância ativa, temos dados em tempo real e são baseados em sistemas oficiais. Nós não admitimos que a FVS seja tratada como um órgão menor e nossos dados sejam questionados”, disse a diretora na audiência pública, que pode ser assistida no YouTube. 

Rosemary morreu no dia 22 de janeiro, aos 61 anos, por covid-19 durante a segunda onda que Manaus atravessa. 

Mourão avalia que Bolsonaro não o chamou para reunião por achar “desnecessário”

9 de fevereiro de 2021 at 14:40

Presidente convocou encontro

Vice-presidente não foi convidado

O vice-presidente Hamilton Mourão em cerimônia no Palácio do Planalto; o vice-presidente não foi chamado para reunião ministerial nesta 3ª feiraSérgio Lima/Poder360 – 12.jan.2021

MURILO FAGUNDES PODER360
09.fev.2021 (terça-feira) – 14h25

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse que não foi convidado para a reunião ministerial convocada por Jair Bolsonaro para esta 3ª feira (9.dez.2021). “Não, não fui convidado, não fui chamado”, declarou a jornalistas, no Palácio do Planalto.

Perguntado sobre o motivo de não ter recebido o convite, o nº 2 do Executivo respondeu: “Acredito que o presidente julgou que era desnecessária a minha presença, só isso”.

É praxe que o vice-presidente participe das reuniões de Conselho de Governo convocadas pelo presidente. O encontro desta 3ª feira, contudo, não recebeu o título de reunião do “Conselho”, mas apenas “reunião ministerial” e não foi incluído na agenda oficial de Bolsonaro.

A última reunião do Conselho de Governo aconteceu em novembro de 2020. Depois, Bolsonaro marcou uma reunião ministerial em 6 de janeiro, quando Mourão estava afastado por ter sido diagnosticado com covid-19.

Na lista de participantes, divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, estão todos os chefes de pastas. A exceção é o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que está em viagem internacional para saber como a tecnologia 5G está sendo desenvolvida pelos principais fabricantes no mundo.

DECRETO

9 de fevereiro de 2021 at 13:09

Viagens entre Belém e ilha do Marajó estão proibidas no período do Carnaval

Medida restringe a circulação de pessoas entre a capital e o arquipélago, como forma de prevenção à pandemia de Covid-19.

Agência Pará

O decreto atende a um pedido da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó

 O decreto atende a um pedido da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó | Bruno Cecim/Agência Pará

Durante o período do carnaval, a circulação de passageiros entre Belém e o arquipélago do Marajó, por via terrestre e fluvial, está restrita a partir de 00h desta sexta-feira (12) até às 23h59 de quarta-feira (17). A medida é para prevenir possíveis contágios pela Covid-19, em cumprimento ao Decreto Estadual 1.310/2021.

Ainda está proibida a entrada de passageiros oriundos do Amazonas, por via terrestre e fluvial, como informa o documento assinado pelo governador do Estado, Helder Barbalho. As informações estão publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (9).

“O decreto que foi editado pelo governador é em atendimento a um pedido da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), que está preocupada com o grande fluxo turístico na época do Carnaval. Por conta disso, solicitaram que a gente impedisse as viagens turísticas, viagens não essenciais. Assim, ficaram excluídos os transportes de carga e trabalhadores de serviços essenciais. Estes vão poder ir para o Marajó no período do Carnaval. Mas, fora isso, a intenção é diminuir o fluxo de pessoas, as aglomerações, já que as prefeituras estão preocupadas com o aumento da Covid na região”, explica Ricardo Sefer, procurador-geral do Estado.

De acordo com o Decreto, fica permitido somente o transporte de cargas entre os destinos. Passageiros só poderão se deslocar neste período a trabalho ou para realizarem atividades essenciais listadas no Decreto 800/2021. Os órgãos de segurança pública do Estado ficarão responsáveis pelas fiscalizações e poderão, se for o caso, aplicar as penalidades como advertência, multa no valor de R$ 10 mil e apreensão de embarcação ou veículo.

Terminal

Em cumprimento a este novo Decreto, o Terminal Hidroviário de Belém (THB), administrado pela Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), suspenderá as operações no período do Carnaval, entre os dias 12 e 17, retornando no dia 18, às 6h.

ATENTADO AO PUDOR

9 de fevereiro de 2021 at 11:41

Professora é presa por se masturbar na frente de alunos; veja o vídeo

A gravação chegou a circular na internet.

Com informações de Istoé

 | Reprodução

polícia do condado de Carroll, em Maryland (EUA), prendeu na sexta-feira (5) a professora substituta Amelia Ressler, de 30 anos, acusada de ter se masturbado na frente de alunos da segunda série da educação primária.

De acordo com a NBC News, a denúncia foi feita por colegas de trabalho da professora da Mt. Zion Elementary School. Eles relataram que ela teria praticado “atos indecentes e imorais na presença de crianças em idade escolar”, informou o gabinete do xerife do condado de Carroll.

Ainda conforme a polícia local, a própria mulher gravou um vídeo se masturbando em uma mesa na escola. A gravação chegou a circular na internet. “Onde ela estava sentada [na mesa], não era como se fosse uma mesa fechada e não se pudesse olhar para cima e ver visualmente o que ela estava fazendo naquele momento”, afirmou Ashley Hulsey, porta-voz do gabinete do xerife do condado de Carroll.

Segundo Ashley, os 19 alunos que estavam na sala quando o crime teria ocorrido foram convocadas para testemunhar. A penalidade para a professora pode variar conforme os depoimentos das crianças. Amelia deve responder por ao menos 19 acusações de abuso sexual infantil. Ela atualmente está presa sob custódia até julgamento.
| Reprodução| Reprodução| Reprodução| Reprodução

Trabalhador que recusar vacina pode ser demitido por justa causa, diz MPT

9 de fevereiro de 2021 at 10:52

Demissão como última alternativa

Órgão segue decisões do STF

Sanções poderiam incluir também multa, vedação a matrículas em escolas e o impedimento à entrada em determinados lugaresTânia Rêgo/Agência Brasil

PODER360
09.fev.2021 (terça-feira) – 3h35
atualizado: 09.fev.2021 (terça-feira) – 7h20

Os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a covid-19 poderão ser demitidos por justa causa, de acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho).

O órgão elaborou um guia interno para orientar a atuação dos procuradores. “Como o STF já se pronunciou em 3 ações, a recusa à vacina permite a imposição de consequências”, diz o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro, ao jornal O Estado de S. Paulo.

No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o Estado pode impor medidas restritivas àqueles que se recusarem a tomar o imunizante, embora não possa forçar ninguém a ser vacinado. As ações poderiam incluir multa, proibição a se matricular em escolas e o impedimento à entrada em determinados lugares.

“Sem uma recusa justificada, a empresa pode passar ao roteiro de sanções, que incluem advertência, suspensão, reiteração e demissão por justa causa. A justa causa é a última das hipóteses”, declara o procurador-geral do MPT.

Balazeiro ressalta que a empresa precisa incluir em seu PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) o risco de contágio pelo coronavírus e acrescentar a vacina ao PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).

“A recusa em tomar vacina não pode ser automaticamente uma demissão por justa causa. Todos temos amigos e parentes que recebem diariamente fake news sobre vacinas. O primeiro papel do empregador é trabalhar com informação para os empregados”, afirma o procurador-geral.

As empresas devem seguir o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, que determina os grupos prioritários para a vacinação.

Caberá ao trabalhador comprovar a sua impossibilidade de receber o imunizante, quando estiver disponível, com a apresentação de documento médico. Mulheres grávidas, pessoas alérgicas a componentes das vacinas ou portadoras de doenças que afetam o sistema imunológico, por exemplo, não precisam tomar o imunizante. Nesses casos, a empresa precisará negociar para manter o funcionário em home office ou no regime de teletrabalho.

“A saúde não se negocia quanto ao conteúdo, mas sim quanto à forma. Não posso negociar para que uma pessoa não use máscara, mas posso negociar se ela vai ficar em casa. O limite é a saúde, que é um bem coletivo”, diz o procurador-geral.

Na demissão por justa causa, o funcionário tem direito apenas ao recebimento do salário e das férias proporcionais ao tempo trabalhado. Ele fica impedido de receber o aviso prévio e 13° salário proporcional.

EM MASSA

9 de fevereiro de 2021 at 09:37

Cidade brasileira será a primeira do mundo a vacinar todos os moradores +18

Estudo faz parte de um inquérito epidemiológico e tem por objetivo estudar a vacinação em massa

Agência Brasil

odos os moradores do município paulista de Serrana acima de 18 anos serão vacinados contra a covid-19, por fazerem parte de um projeto de pesquisa do Instituto Butantan, que enviará doses suficientes para vacinar pelo menos 30 mil pessoas.

O projeto está sendo conduzido pelo Butantan em parceria com o Hospital Estadual de Serrana, o governo do Estado e a prefeitura da cidade. Serrana fica a 314,9 km da capital, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto. Somente moradores podem participar.
Para facilitar a vacinação em massa, a cidade foi divida em 25 partes, que depois formaram quatro regiões separadas por cores. A vacinação será feita de quarta-feira a domingo, de acordo com o cronograma para cada cor.

Com a primeira dose serão imunizados os moradores da região verde (de 17 a 20 de fevereiro), em seguida os da região amarela (de 24 a 27 de fevereiro),da  região cinza (de 3 a 6 de março) e da região azul (10 a 13 de março).

Segundo a prefeitura, os moradores só podem tomar a vacina no período correspondente à cor de sua região, por conta da metodologia da pesquisa. A expectativa é a de que a vacinação seja concluída em dois meses.

A partir de quarta-feira (10) será feito um cadastro dos moradores, que serão orientados sobre qual região pertencem. Mulheres grávidas ou em amamentação, quem teve febre nas últimas 72 horas antes da vacinação e portadores de doenças graves não podem receber a dose e um médico orientará a população sobre isso nos locais das aplicações.

A prefeitura informou ainda que os postos de vacinação serão montados em oito escolas, de acordo com as áreas determinadas para o estudo para a aplicação das doses, determinado por cada área do estudo.

De acordo com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, a cidade foi escolhida para o estudo por apresentar alta prevalência do novo coronavírus e uma grande quantidade de pessoas ativas para a doença, quase o dobro das outras cidades.

O objetivo do projeto é verificar o impacto de uma vacina em uma população inteira. Por isso, a ideia é vacinar o maior número possível de pessoas adultas. “Foram feitos vários estudos clínicos para verificar qual a eficácia da vacina com relação à proteção. Nenhum foi desenhado para demostrar o efeito sobre a epidemia e as graves condições que a epidemia determina”.

Dimas classificou a epidemia como “uma grande tragédia” que afeta todas as vidas de diversas maneiras, ultrapassando as barreiras do vírus, da doença e dos hospitais. “É uma tragédia econômica social, que quebra laços e o funcionamento normal de uma sociedade. Isso não é avaliado pelos estudos clínicos por isso temos que ter uma visão mais global.”

 A participação no estudo é opcional, mas Dimas reforçou que quanto maior for a adesão, maior será a contribuição do estudo para o mundo.

“Com isso a gente acompanha a evolução da epidemia, avaliando aspectos técnicos que permitirão fazer cálculos, projeções, calcular se a vacina é eficaz em diminuir a transmissão. Para a população importante é que ela estará sendo vacinada em massa.”

PANDEMIA

9 de fevereiro de 2021 at 09:15

Pará é o Estado que menos recebeu vacinas do Governo Federal

O governador do Pará enviou um ofício logo após a divulgação dos números, pedindo uma explicação do ministro da Saúde, Ricardo Pazuello.

Igor Reis DOL

 Reprodução Twitter

O Pará foi o Estado que recebeu a menor quantidade de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Números divulgados pelo Ministério da Saúde, na segunda-feira (8), mostram que, considerando a proporção ao número de cidadãos, o estado paraense só possui imunizantes para 2,10% de seus quase nove milhões de habitantes (8.702.353), a nona maior população do pais.

O governo federal enviou, até o momento, 315.840 doses da vacina para serem distribuídas a população. Esta quantidade é suficiente para imunizar apenas 2,10%.

Os outros estados que receberam menos vacinas por habitantes são Santa Catarina (2,24%) e Piauí (2,39%). Os que mais receberam foram Roraima (8,20%), Amazonas (8,16%) e Mato Grosso do Sul (4,35%).

O governador do Pará, Helder Barbalho, enviou um ofício logo após a divulgação dos números, pedindo uma explicação do ministro da Saúde, Ricardo Pazuello, sobre os critérios adotados para a distribuição entre as unidades federativas.

Helder disse estar “surpreendido” com a quantidade reduzida de vacinas em um estado que vive um crescimento do número de infectados, inclusive com a nova cepa do vírus.

Até hoje já foram vacinadas 78.506 no Pará, mais da metade da meta estipulada para esta primeira fase. Deste total, 72.966 doses foram destinadas para a vacinação de profissionais da saúde que atuam na linha de frente em hospitais. 71,7% de todos os trabalhadores deste setor já estão imunizados.

O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre o assunto. A covid-19 já matou 7.807 pessoas no Pará.

Brasil já aplicou mais de 3,81 milhões de doses da vacina contra Covid; 33.723 pessoas já receberam a 2ª dose, aponta consórcio de veículos de imprensa

8 de fevereiro de 2021 at 20:49

Levantamento junto a secretarias de Saúde aponta que 3.816.951 pessoas já tomaram dose de vacina. G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL divulgam diariamente os dados de imunização no país.

Por G1

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda-feira (8) aponta que o Brasil já aplicou 3.816.951 de doses no total, segundo dados divulgados até as 20h. A segunda dose já foi aplicada em 33.723 pessoas nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e também no Distrito Federal.

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, O Estadão de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.

Brasil, 8 de fevereiro

  • Total de doses aplicadas desde 17/1: 3.816.951
  • Esse valor é a soma das doses aplicadas em 26 estados e no DF.
  • Divulgaram dados novos (22 estados e o DF): AC,AL,AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RN, RO, RR, RS, SE, SP.
  • Divulgaram dados em dias anteriores (3 estados): RJ, SC e TO

O total de 3.783.228 pessoas que receberam a 1ª dose equivale a:

  • 1,79% da população brasileira
  • 40,91% das doses recebidas pelos estados

O total de 33.723 pessoas que receberam a 2ª dose equivale a:

  • 0,02% da população brasileira

Vacinados por estado

Total de vacinados nos estados — Foto: Arte G1

Total de vacinados nos estados — Foto: Arte G1

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do estado:

  • AC: 10.402 (1,16%)
  • AL: 67.515 (2,01%)
  • AM: 127.606 (3,03%)
  • AP: 10.864 (1,26%)
  • BA: 291.676 (1,95%)
  • CE: 183.161 (1,99%)
  • DF: 1ª dose – 101.133 (3,31%); 2ª dose – 466 (0,02%)
  • ES: 81.063 (1,99%)
  • GO: 133.201 (1,87%)
  • MA: 87.760 (1,23%)
  • MG: 1ª dose – 304.314 (1,43%); 2ª dose – 24.695 (0,12%)
  • MS: 1ª dose -73.508 (2,62%); segunda dose – 3.105 (0,11%)
  • MT: 60.137 (1,71%)
  • PA: 78.506 (0,90%)
  • PB: 71.843 (1,78%)
  • PE: 1ª dose – 195.191 (2,03%); 2ª dose – 5.457 (0,06%)
  • PI: 47.063 (1,43%)
  • PR: 212.935 (1,85%)
  • RJ: 268.214 (1,54%)
  • RN: 65.778 (1,86%)
  • RO: 27.496 (1,53%)
  • RR: 14.874 (2,36%)
  • RS: 231.768 (2,03%)
  • SC: 89.162 (1,23%)
  • SE: 29.086 (1,25%)
  • SP: 905.116 (1,96%)
  • TO: 14.145 (0,89%)

Quantas doses cada estado recebeu até 8 de fevereiro:

  • AC: 54.910
  • AL: 127.760
  • AM: 459.420
  • AP: 37.000
  • BA: 736.900
  • CE: 334.900
  • DF: 166.660
  • ES: 136.820
  • GO: 278.480
  • MA: 233.140
  • MG: 855.780
  • MS: 190.746
  • MT: 161.160
  • PA: 251.440
  • PB: 167.446
  • PE: 545.760
  • PI: 96.160
  • PR: 352.100
  • RJ: 673.320
  • RN: 113.940
  • RO: 106.800
  • RR: 95.920
  • RS: 511.200
  • SC: 191.540
  • SE: 76.160
  • SP: 2.268.040
  • TO: 60.900

Origem dos dados

  • Total de doses: números divulgados pelos governos estaduais.
  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do IBGE.

Consórcio

O consórcio de veículos de imprensa foi formado em junho de 2020, em resposta a uma decisão do presidente Jair Bolsonaro de, na ocasião, restringir acesso a dados sobre a pandemia. Os boletins informam, atualmente, o número de pessoas mortas por coronavírus, a quantidade de contaminados e a média móvel, indicador segundo o qual é possível verificar em quais estados a pandemia do novo coronavírus está aumentando, diminuindo ou em estabilidade.

ESQUEMA CRIMINOSO

8 de fevereiro de 2021 at 16:07

Conselho Regional de Farmácia do Pará recebe intervenção federal

O presidente do CRF-PA é acusado pelo Ministério Público de participação no esquema criminoso envolvendo vários crimes.

Diário Online

Daniel Jackson Pinheiro Costa teria fraudado licitação e feito lavagem de dinheiro na compra irregular de álcool em gel.

Daniel Jackson Pinheiro Costa teria fraudado licitação e feito lavagem de dinheiro na compra irregular de álcool em gel. | Reprodução

O Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF-PA) recebeu intervenção federal após investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Pará (MPPA) apontarem que o presidente do CRF-PA, Daniel Jackson Pinheiro Costa, fraudou licitação e fez lavagem de dinheiro na compra irregular de álcool em gel 70% pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).

O presidente do CRF-PA é acusado pelo Ministério Público de participação no esquema criminoso envolvendo fraude de licitação, lavagem de dinheiro e corrupção na compra irregular de álcool em gel 70% que teria desviado R$ 2.869.200,00 da Sespa.

Desta forma, a partir desta segunda-feira (8), o conselho está sob gestão da Diretoria Interventora Provisória, nomeada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF).

A Diretoria Interventora Provisória é composta pelos conselheiros federais de Farmácia pelos estados do Acre, Romeu Cordeiro Barbosa Neto (Presidente): Alagoas, Mônica Meira Leite Rodrigues (Vice-presidente) e Rondônia, Jardel Teixeira de Moura (Secretário-Geral e Tesoureiro).

Crime na pandemia

Daniel Costa foi preso no dia 18 de dezembro do ano passado, durante o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão na terceira fase da operação transparência, denominada “Álcool 70%”.

O presidente do CRF-PA foi solto no dia 22 de dezembro após o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) conceder habeas corpus e responde pelo crime em liberdade.

O MPPA investiga fraude na dispensa de licitação nº 2020/229598, especificamente quanto a aquisição de 159.400 frascos de 500 ml de álcool gel, pela quantia de R$ 2.869.200,00.

Segundo o MP, a empresa contratada, Dispará Hospitalar Comercial e Serviços Ltda, nunca produziu ou comercializou a substância.

DECISÃO!

8 de fevereiro de 2021 at 15:36

Maia deixa o DEM e anuncia oposição a Bolsonaro

Ex-presidente da Câmara disse ter sido “traído” por ACM Neto na disputa que elegeu seu sucessor no comando da Casa Legislativa

Com informações R7

"Vou pedir minha saída no TSE", garantiu Maia

 “Vou pedir minha saída no TSE”, garantiu Maia | Reprodução

Uma semana após sofrer uma derrota na tentativa de eleger seu sucessor para a presidência da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-AP) disse que foi “traído” pelo presidente do DEM, ACM Neto, e afirmou que vai deixar a sigla.

“Vou pedir minha saída no TSE, não tenho dez anos. Não vou brigar com ninguém. Estou fazendo crítica política. Hoje posso dizer que sou oposição ao presidente Bolsonaro. Quando era presidente da Câmara, não podia”, afirmou em entrevista.

Ele afirma que buscará por um partido que faça oposição ao governo para “dormir tranquilo”. “Não quero participar de um projeto que respalda todos os atos antidemocráticos”, reforçou Maia.

As manifestações de Maia surgem após a Executiva do DEM desembarcar do bloco de apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. Rossi havia sido escolhido por Maia para a disputa do pleito.