Vídeo sobre “Custo Bolsonaro” viraliza e autores dizem que não se identificarão

5 de março de 2021 at 20:27

Por Congresso Em Foco

Responsável por divulgar o vídeo, ONG diz que autores temem perseguição e não têm vínculo político partidário

Um vídeo que viralizou nas redes sociais na noite dessa quinta-feira (4) questiona o “Custo Bolsonaro”, ao criticar a atuação do governo nas mais diversas frentes: da economia, com a intervenção na Petrobras e a fuga de investidores, ao enfrentamento da pandemia, com a falta de vacinas e a escalada das mortes por covid-19. A autoria da peça é desconhecida.

O vídeo foi postado pela primeira vez nas redes sociais pelo Instituto ClimaInfo, uma ONG de combate à desinformação sobre mudanças climáticas. “O custo Bolsonaro é o caos no país e o vexame no exterior”, diz a peça, compartilhada por políticos e personalidades de várias correntes ideológicas, inclusive pelos presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (Psol). O ministro da Economia, Paulo Guedes, só é citado uma vez na gravação, quando é criticada sua ausência em encontro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

https://twitter.com/ClimaInfoNews?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1367551618716209154%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fcongressoemfoco.uol.com.br%2Fgoverno%2Fvideo-sobre-custo-bolsonaro-viraliza-e-autores-dizem-que-nao-se-identificarao%2F

“O custo Bolsonaro é a fuga dos investidores internacionais. E não dá para culpá-los. Pense bem: você confiaria seu dinheiro a essa equipe? Custo Bolsonaro é ter a Damares falando na ONU e Guedes fora da OCDE. É perder a confiança da China por causa do filho do presidente e perder a confiança dos Estados Unidos por causa de mentiras de WhatsApp”, destaca a publicação. “Custo Bolsonaro é ver o Queiroz mais protegido que a indústria nacional”, prossegue a campanha ao citar o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de operar um esquema de rachadinha para o filho mais velho do presidente.

A ONG informou nas redes sociais que divulgou o vídeo por compartilhar do mesmo inconformismo de seus autores, cuja identidade não será revelada. Segundo a entidade, os responsáveis pela peça não têm vínculo com partido político ou candidatos. “Os autores preferem manter seus nomes privados. Primeiro porque o foco deve ser na mensagem, no alerta. Segundo porque todos podem ver e sentir a atmosfera autoritária imposta por um governo que mobiliza o Estado e as redes para perseguir seus críticos.”

STF: Moraes vota a favor de congelamento de salários de servidores

5 de março de 2021 at 19:28

Plenário virtual decide se lei aprovada em 2020, que impediu aumento de remunerações do funcionalismo até o final de 2021, deve ser mantida

Thayná Schuquel Metrópoles

05/03/2021 18:34,atualizado 05/03/2021 18:36Alexandre de Moraes, ministro do STFRafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (5/3) a favor da lei aprovada no ano passado, que impediu, até o fim deste ano, aumento de salário dos servidores. A medida foi alvo de ações de partidos e associações na Corte.

O tema começou a ser discutido pelo plenário virtual da Corte. Com isso, a previsão é de que os 11 ministros depositem os votos no site do Supremo até o dia 12 de março.PUBLICIDADE

Nas ações, o PDT, PT e entidades alegam que a lei não poderia atingir estados e municípios nem outros poderes além do Executivo, que propôs a medida. Argumentam ainda que haveria, na prática, redução da remuneração, sem reajustes pela inflação.

A medida foi aprovada para atenuar o desequilíbrio fiscal gerado com os gastos no combate à pandemia.

Moraes negou o argumento e defendeu a manutenção da lei. “A gravidade da emergência causada pela pandemia da Covid-19 exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis e tecnicamente sustentáveis para o apoio e manutenção das atividades do SUS”, diz o voto.

Uma decisão favorável ao congelamento pela maioria dos 11 ministros poderá dar força para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que prevê a continuidade da medida.

O congelamento automático foi derrubado no Senado, mas a PEC vai ser analisada, semana que vem, pela Câmara dos Deputados. O texto aprovado pelos senadores define “gatilhos” nos gastos públicos para que os salários não sejam reajustados.

OMS diz que situação do Brasil é “muito preocupante” e requer medidas agressivas

5 de março de 2021 at 18:00

“Não é hora do país relaxar”

Variante brasileira preocupa

Pode afetar toda a América Latina

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, afirmou que o Brasil precisa de medidas mais agressivas para controlar a pandemiaReprodução/OMS

PODER360
05.mar.2021 (sexta-feira) – 17h01

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, afirmou nesta 6ª feira (5.mar.2021) que a situação do Brasil é “muito, muito preocupante” e que o país precisa de medidas agressivas em todos os Estados para controlar a circulação do coronavírus. As declarações foram feitas em resposta a jornalistas que perguntaram sobre o aumento da internação de jovens pela covid-19 no país.

A situação no Brasil é muito, muito preocupante. Quando vimos muitas tendências de queda, em muitos países, nas últimas 6 semanas, a situação no Brasil ou tinha aumentado ou atingido um platô – mas, é claro, com uma tendência maior de aumento. Eu acho que o Brasil tem que levar isso muito, muito a sério“, disse Tedros.

O diretor-geral da OMS também afirmou que sem medidas de saúde pública, o poder público não vai conseguir reverter a tendência no número de casos e mortes. Para ele, é difícil ver agora uma queda desses indicadores.

Eu gostaria de sublinhar isso: a situação é muito séria, muito preocupante. As medidas de saúde pública que o Brasil deveria adotar deveriam ser agressivas – enquanto, ao mesmo tempo, distribui vacinas“, afirmou Tedros.

O diretor de emergência da organização, Michael Ryan, também alertou para a ação das variantes do coronavírus. Ele afirmou que a variante brasileira (P.1) é alarmante e a situação está sendo acompanhada pela OMS.

Estamos muito preocupados com a P.1. Ela carrega muitas mutações específicas que dão vantagens ao vírus, principalmente na transmissão. Não há dúvidas de que uma proporção desses casos que estão ocorrendo agora são reinfecções“, disse.

Ryan também afirmou que é preciso realizar estudos e monitorar a eficácia das vacinas contra todas as variantes do coronavírus. Mas reforçou que as medidas de prevenção continuam as mesmas e são eficientes contra qualquer cepa do vírus.

Infelizmente ou felizmente, ainda está em nossas mãos. Nosso risco ainda está em nossas mãos.” E completou: “Agora não é a hora de o Brasil ou qualquer outro país, aliás, relaxar“.

Tedros lembrou que o Brasil é um país que tem contato com muitos outros da América Latina. De acordo com ele, a circulação descontrolada do vírus e da variante P.1 pode desencadear crises nos outros país também, se o Brasil não levar a situação a sério e impor medidas restritivas mais agressivas.

Os vizinhos do Brasil são quase a América Latina inteira. O que significa que, se o Brasil não for sério, vai continuar a afetar toda a vizinhança lá e além. Não é só sobre o Brasil. É sobre toda a América Latina e até além. A aplicação de medidas de saúde públicas sérias é muito, muito importante“, declarou.

Até as 17h30 desta 5ª feira (4.mar), segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contava com 260.970 mortes por covid-19. Os casos confirmados de infecção pelo coronavírus são 10.793.732. Foi o 2º pior dia desde o início da pandemia.

Já os dados do Coronavírus Bot indicavam que o número de vacinados no país era de 7.591.266. Desses, 2.426.554 receberam a 2ª dose e estão imunizados. O número de vacinados com a 1ª dose no país representa 3,6% da população brasileira. Os vacinados com as duas doses são 1,1%.

Dados compilados pelo Poder360 até 3ª feira (2.mar), mostra que dos 10 países com mais vítimas da covid-19, só o Brasil vê a média de mortes subir. O indicador está acima da marca de 1.000 mortes diárias desde 20 de janeiro. Se considerados os números de 2 de fevereiro a 2 de março, o Brasil foi o único país em que a média móvel de mortes de 7 dias cresceu.

Para 74% dos brasileiros, país está na direção errada, aponta pesquisa

5 de março de 2021 at 17:23

Por Congresso Em Foco

Presidente Jair BolsonaroIsac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

Levantamento feito pelo instituto Ipsos indica que 74% dos brasileiros não estão satisfeitos com os rumos que o país toma. A pesquisa What Worries the World, que abrange 27 países, perguntou aos entrevistados se eles acham que suas nações estão indo na direção certa ou errada. Considerando a média global, 64% dos respondentes no mundo todo estão insatisfeitos com o rumo de suas nações. Ou seja, o grande insatisfação no Brasil é dez pontos percentuais maior que a média.

Os países cujos entrevistados estão mais infelizes com a direção dada a suas nações são Peru (87%), África do Sul (82%) e Polônia (80%). Por outro lado, o grau de descontentamento é significativamente mais baixo entre os cidadãos da Arábia Saudita (13%), da Índia (32%) e da Austrália (38%).

A pandemia de coronavírus foi citada como o tema mais preocupante pelos entrevistados. Metade (50%) das pessoas dos 27 países acredita que a pandemia de covid-19 é a questão que mais preocupa.

Considerando apenas as respostas do Brasil, 45% se declararam preocupados com a covid-19. Outros 34% com o desemprego; 33% com a pobreza e desigualdade social; 32% com a corrupção política e financeira e 27% com crime e violência.

A pesquisa foi feita de forma on-line e realizada com 19.520 entrevistados, sendo mil brasileiros, com idade entre 16 e 74 anos de 27 países, entre os dias 22 de janeiro e 5 de fevereiro de 2021. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

DIÁLOGO COM EMBAIXADOR

5 de março de 2021 at 16:59

elder Barbalho busca cooperação com Estados Unidos para comprar vacinas contra Covid-19

Solicitação foi feita durante reunião por teleconferência com o embaixador norte-americano no Brasil

 sexta-feira, 05/03/2021, 16:22 – Atualizado em 05/03/2021, 16:22 –  Autor: DOL com informações do portal O Antagonista


 | Twitter Helder Barbalho 

O Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, fez um apelo ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, nesta sexta-feira (5), para que o governo norte-americano ajude os Estados da Amazônia brasileira a garantir lotes de vacinas contra Covid-19 para compra. O diálogo ocorreu durante reunião dos Estados que integram a Amazônia Legal.

“Nós não estamos pedindo vacina, nós estamos pedindo o apoio político, institucional para que os EUA possam nos ajudar a comprar vacina e, com isso, garantir que possamos proteger a nossa população”, disse Helder Barbalho durante a reunião por videoconferência.

https://twitter.com/helderbarbalho?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1367858687398776836%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diarioonline.com.br%2Fnoticias%2Fpara%2F642498%2Fhelder-barbalho-busca-cooperacao-com-estados-unidos-para-comprar-vacinas-contra-covid-19

“Esse é o apelo que lhe faço: olhem pelos amazônidas e ajudem a salvar a população da Amazônia com a mesma dimensão da preocupação que os EUA têm para salvar a floresta, em face da importância da Amazônia para o clima do planeta”, complementou o governador do Pará. 

No Twitter, Helder ressaltou que a reunião foi um passo importante para alinhar o “fortalecimento de captação de recursos e cooperação internacional” entre os Estados Unidos e os Estados da Amazônia Legal. 

ESFORÇOS PARA IMUNIZAR A POPULAÇÃO

A busca da cooperação com os Estados Unidos se soma a outros esforços do governo do Pará, e de outros Estados brasileiros, para viabilizar doses de vacinas contra a Covid-19 e, consequentemente, conseguir imunizar da população. 

Na última terça-feira (2), Helder Barbalho esteve em Brasília e visitou a fábrica da União Química, indústria responsável pela fabricação no Brasil da vacina contra a Covid-19, Sputnik V. Governadores de outros estados também acompanharam a comitiva que irá buscar a compra direta dos imunizantes.

Helder anunciou que o governo estadual tem recursos garantidos para investir, pelo menos, em 3 milhões de doses de vacinas, o que vai ampliar “fortemente” a cobertura em todo o Estado.

“Nós continuaremos dialogando com a União Química e outros laboratórios no intuito de potencializar essa oferta de vacina, trabalhando para que a Anvisa possa também licenciar outros tipos de imunizantes e, com isso, possamos ampliar as doses e os estados disponíveis a adquirir e comprar as vacinas para imunizar a população junto com o plano nacional’’, afirmou Helder Barbalho durante a visita. 

O laboratório União Química já entrou com pedido de uso emergencial da Sputnik V, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para 10 milhões de doses. O laboratório informou que a vacina vai ser produzida nas fábricas de Guarulhos, em São Paulo, e em Brasília. A Sputnik tem eficácia comprovada acima dos 90% contra o novo coronavírus na última etapa de testes.


Bolsonaro é “uma vergonha mundial”, diz Doria

5 de março de 2021 at 15:12

Critica declarações do presidente

‘Que presidente é esse que elegemos?’

Anuncia soro para tratar covid-19

Para o governador de São Paulo, João Doria, o Brasil é epicentro mundial da pandemia e, agora, uma “ameaça sanitária ao mundo”Governo do Estado de São Paulo

PODER360
05.mar.2021 (sexta-feira) – 14h27

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou nesta 6ª feira (5.mar.2021) declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em meio aos recordes de mortes diárias por covid-19 registrados no Brasil. Para o tucano, Bolsonaro “é uma vergonha mundial”.

Nessa 5ª feira (4.mar), o presidente criticou as medidas de isolamento social adotadas nos Estados para combater o coronavírus. “Chega de frescura, de mimimi, vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas”, disse.

“O presidente viaja, promove aglomerações, anda de jet ski, assa leitõezinhos em casa, exalta ‘chega de mimimi’, ‘parem de frescura’, ‘vão chorar até quando?’, ‘quer vacina, vai pedir pra sua mãe’. Triste, muito triste o país que tem um presidente da República que diante de uma pandemia desta ordem, mais de 260 mil brasileiros mortos, se comporta dessa maneira”, disse o governador, em entrevista a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

“Nosso país virou uma ameaça sanitária ao mundo. Brasil hoje é o epicentro da pandemia (…) Que presidente é esse que nós elegemos para o Brasil? Que tristeza, uma vergonha mundial”, completou.

Na 5ª feira (4.mar), o presidente também se irritou ao ser questionado por um apoiador sobre a vacinação contra o coronavírus e disse: “Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”.

O governador ironizou a declaração de Bolsonaro: “Pergunte à sua mãe qual foi a vacina que ela recebeu”.

O governador também criticou o modo como o Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, tem feito a distribuição de vacinas no país.

“Que ministério é esse que não consegue planejar, orientar e sequer fazer logística de vacinas? Do pouco que tem, ainda faz errado”, declarou.

SORO CONTRA COVID

O governador também falou sobre o soro para tratamento de pessoas com coronavírus, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Segundo Doria, pedido para começar os testes em pacientes já foi protocolado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é de que o uso seja liberado na próxima semana.

“O soro desenvolvido pelo Butantan tem grande potencial para evitar o agravamento dos sintomas e curar os contaminados pela covid-19”, afirmou o governador.

Os estudos clínicos do soro estão sendo conduzidos pelo infectologista Esper Kallás, da USP (Universidade de São Paulo), e pelo nefrologista José Medina, ambos integrantes do Centro de Contingência do Coronavírus do governo estadual.

O objetivo da pesquisa é verificar a segurança e a eficácia do soro em pacientes infectados com o novo coronavírus. O Butantan já produziu 3.000 frascos do soro, que estão prontos para ser usados.

Sobre a CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, ainda não há uma data para sair a autorização definitiva de uso, segundo o diretor do instituto, Dimas Covas. A Anvisa liberou em janeiro o uso emergencial o imunizante.

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO

5 de março de 2021 at 13:29

Manutenção das datas do concurso da Polícia Civil não está confirmada; entenda!

O Governador do Pará, Helder Barbalho, disse que está avaliando a partir do cenário epidemiológico.

 sexta-feira, 05/03/2021, 12:56 – Atualizado em 05/03/2021, 12:56 –  Autor: Diário Online


Governador avalia cenário  epidemiológico para a realização das provas do concurso da Polícia Civil do Estado. Governador avalia cenário epidemiológico para a realização das provas do concurso da Polícia Civil do Estado. | Leandro Santana/PCP

As datas das provas do concurso da Polícia Civil do Estado do Pará (PC-PA), até o momento, agendadas para os dias 21 e 28 deste mês, ainda não estão confirmadas. https://b91b08052dbe977e2a3d34e2d5b860ca.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), explica que a manutenção das datas ainda não está confirmada, em virtude do atual cenário de pandemia no estado.

“Estamos avaliando a partir do cenário epidemiológico, se até a data da prova tivermos segurança, será feito. Nós só saberemos sobre esta situação de segurança epidemiológica com uma semana antes da prova”, explicou o governador. 

O concurso, que terá a aplicação das avaliações em duas datas, está com 1.088 vagas para os cargos de escrivão, investigador e papiloscopista. As inscrições foram encerradas no início do mês de fevereiro.

Concurso da PM

Vale lembrar que o novo decreto estadual com novas medidas de restrição contra a Covid-19, publicado na última quarta-feira (3), no entanto, não altera a data do concurso da Polícia Militar do Pará (PM-PA) para o cargo de soldado feminino, marcado para este domingo (7).

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), a prova será mantida seguindo todas as recomendações de prevenção necessárias, reiterando que “os candidatos devem seguir os protocolos de prevenção à Covid-19 para a segurança de todos”.

Marco Aurélio Mello encaminha queixa-crime contra Bolsonaro para Câmara

5 de março de 2021 at 12:42

Por Larissa Calixto  congressoemfoco

Marco Aurélio

Ministro Marco Aurélio Mello.Nelson Jr. / STFNelson Jr. / STF

O ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Câmara dos Deputados deve analisar queixa-crime apresentada pelo governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) contra o presidente Jair Bolsonaro. Dino acusa o presidente de calúnia.

Na denúncia, o governador afirma que Jair Bolsonaro declarou à Rádio Jovem Pan em outubro de 2020 que não compareceu a um evento evangélico, no município de Balsas (MA), por recusa do governo estadual em ceder força policial para garantir a segurança da comitiva presidencial. Segundo Dino, não foram recebidos ofícios do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o pedido não foi negado.

Flávio Dino é um dos nomes cotados para disputar as próximas eleições presidenciais em 2022. Ele acusa o presidente de se valer de “afirmação falsa” para “macular a sua honra”.

Segundo a Constituição Federal, a instauração de processos contra o Presidente e vice-presidente da República precisa passar pelo aval dos deputados. Para que o processo seja instaurado é necessário que a Câmara autorize por dois terços da Casa.

“Somente após autorização da Câmara dos Deputados é adequado dar sequência à persecução pena no âmbito do Tribunal”, afirma Marco Aurélio em sua decisão. “Deem ciência à Câmara dos Deputados quanto à formalização da queixa-crime, a teor do artigo 51, inciso I, da Constituição Federal”, determina.

FURA FILA

5 de março de 2021 at 11:43

Filha de amigo da prefeita de Abaetetuba ganhou vacina vip

Apesar de não se tratar de profissional da área de saúde, Carla Niandra classifica-se como uma trabalhadora do serviço de saúde, diz a prefeitura

 sexta-feira, 05/03/2021, 10:10 – Atualizado em 05/03/2021, 10:08 –  Autor: Redação DOL


Nas redes sociais, Niandra se declara para seu amado, que é amigo da prefeita. Nas redes sociais, Niandra se declara para seu amado, que é amigo da prefeita. | Reprodução

Uma jovem que supostamente trabalha como assistente administrativa na prefeitura de Abaetetuba, nordeste paraense, está sendo acusada pelos moradores de ter furado a fila da vacinação contra a covid-19 na cidade.

Carla Niandra, que seria filha de um servidor aliado à prefeita da cidade, Francineti Carvalho (PSDB), foi imunizada nesta semana, enquanto apenas 3.527 profissionais da saúde e idosos o município foram vacinados até o momento.

A prefeitura da cidade, mesmo com todas as evidências de fraude, negou que Niandra tenha sido imunizada indevidamente. A prefeitura de Abaetetuba confirmou que a jovem não é profissional da saúde, mas teve direito à vacina porque trabalha como agente administrativa na Secretaria de Saúde da cidade.

O caso, conhecido mundialmente como “vacina vip”, que é quando amigos de políticos ganham a vacina, está gerando revolta em parte da população que teve acesso à informação.

Nas redes sociais da jovem não há nenhum tipo de referência ao cargo dela na Secretaria de Saúde de Abaetetuba. No Facebook, Carla Niandra se declara como sócia proprietária da construtora de Carlos Alberto Santos Monteiro, amigo pessoal da prefeita e membro do PSDB na cidade.

CARNIFICINA

5 de março de 2021 at 11:11

Ministério da Saúde prevê 3 mil mortes diárias por Covid-19 em março

A inoperância do Governo Federal e falta de rigidez no controle das pessoas que insistem em aglomerar são alguns dos motivos para a verdadeira carnificina que veremos este mês.

 sexta-feira, 05/03/2021, 10:38 – Atualizado em 05/03/2021, 10:55 –  Autor: Com informações do Valor Econômico e Yahoo!


Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico, a cúpula da Saúde entende que não há mais o que fazer para coibir as mortes em série. Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico, a cúpula da Saúde entende que não há mais o que fazer para coibir as mortes em série. | Reprodução .

OMinistério da Saúde já se prepara para o pior momento da pandemia da Covid-19 no Brasil. De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (5) pelo jornal Valor Econômico, a pasta calcula que haja uma explosão de casos e mortes nos próximos dias, com os óbitos ultrapassando a marca assustadora de 3 mil por dia.

Ainda de acordo com a reportagem, o governo federal chegou ao número por causa do alastramento do vírus em todo o país, pelas aglomerações no fim do ano e no Carnaval e a dificuldade da população de manter-se em isolamento social, além da circulação no país de novas variantes mais contagiosas e com grande carga viral. 

O colapso do sistema hospitalar em diversos estados ao mesmo tempo e a falta de vacinas disponíveis para imunizar os brasileiros também estão entre as causas.

A reportagem destaca que a cúpula da Saúde entende que não há muito no momento o que fazer, a não ser estimular a reabertura de hospitais de campanha nos estados. O governo federal também cogita novas instalações desse tipo já nos próximos dias.

Fiocruz diz que Brasil vive pior momento da pandemia

No Brasil, a taxa de transmissão (Rt) da doença segue aumentando, como revelaram dados do Imperial College. Dezoito estados e o Distrito Federal apresentam porcentuais de ocupação de leitos de UTI Covid acima dos 80%, uma zona considerada crítica.

“Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o País, o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais”, aponta o boletimda Fiocruz. O texto prega a adoção ampla e imediata de medidas mais drásticas de restrição da circulação para conter a disseminação do vírus.

Segundo a análise do boletim, o “cenário alarmante” representa apenas uma parte pequena do problema. “Por trás deles estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde.”

Para amenizar o problema, o boletim sugere “adoção de medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos.”