Matheus Nascimento chegou a trocar tiros com policiais. Ele é apontado como suspeito no envolvimento da execução de um policial penal. | Reprodução .
Um dos suspeitos de envolvimento na execução do policial penal Miranildo Moura de Freitas, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26), no bairro Levilândia, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB).
Matheus de Jesus Aires do Nascimento, de 20 anos, estava foragido da Colônia Penal Agrícola de Santa Isabel (Cpasi) desde setembro do ano passado.
A polícia chegou até o suspeito após denúncia anônima. Matheus estava escondido em uma casa, após a morte do policial penal. Ele ainda chegou a trocar tiros com policiais militares, foi baleado e socorrido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. Após o atendimento, ele foi preso em flagrante.
Com Matheus foram apreendidas uma espingarda calibre 20, uma munição deflagrada e duas intactas, uma bolsa com 22 petecas de oxi, uma outra pedra maior da mesma substância e outra de cocaína.
A arma e as drogas foram encaminhadas para a Seccional da Cidade Nova, onde o caso foi registrado.
CRIME EM ANANINDEUA
Miranildo Moura de Freitas, de 43 anos, foi executado nas proximidades das alamedas São Domingos com Vila Nova, na Cidade Nova II, quando caminhava com a esposa. Ele foi abordado por homens que chegaram em um carro branco.
A vítima exercia a função de motorista efetivo de escolta do Centro de Recuperação Feminino do Coqueiro (CRC), na Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (Seap).
Este é o segundo pedido de uso emergencial da vacina feito pela União Química. | Divulgação .
AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu nesta sexta-feira (26) um pedido de uso emergencial da vacina Sputnik V. O pedido foi protocolado pela União Química e o Fundo Soberano da Rússia.
De acordo com o grupo, o pedido visa o uso de 10 milhões de doses da vacina adquiridas pelo Ministério da Saúde no início deste mês. A Anvisa confirmou ter recebido a solicitação.
Em nota, a União Química diz ainda que o pedido foi feito com base na lei 14.124/2020, que dá prazo de sete dias úteis (ou nove dias corridos) para que a Anvisa avalie pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid no caso de imunizantes já aprovados em agências de alguns países, como a Rússia.
Sem a lei, o prazo habitual de análise seria de 10 dias (para vacinas com estudos no Brasil) a 30 dias (para aquelas com estudos no exterior, caso da Sputnik V).
Este é o segundo pedido de uso emergencial da vacina feito pela União Química. Um primeiro foi feito em 15 de janeiro, mas foi devolvido pela Anvisa um dia depois por não ter os dados mínimos necessários para análise.
Nos últimos meses, a Anvisa vem sendo alvo de forte lobby político de membros do laboratório para que ela aprove o imunizante. Um de seus principais interlocutores é o ex-deputado Rogério Rosso (PSD-DF), hoje diretor de negócios internacionais da empresa. A farmacêutica também contratou recentemente o ex-diretor da Anvisa Fernando Mendes. A pressão é reforçada por governadores.
No início de fevereiro, a Anvisa aprovou uma mudança nas regras que permite que empresas com estudos em outros países também possam solicitar o uso emergencial, o que foi visto à época como um aceno à Sputnik. Até então, apenas empresas com estudos no Brasil podiam fazer o pedido –para as demais, a opção era apenas a solicitação de registro, que envolve mais documentos.
Apesar da mudança, a empresa ainda não havia entrado com nova solicitação ou apresentado o conjunto de documentos necessários para o pedido, segundo a Anvisa.
Em nota, a União Química diz que o novo pedido feito na madrugada desta sexta, é “composto de informações, dados, resultados de testes clínicos” e “segue rigorosamente as orientações e regras regulatórias da Anvisa”.
O contrato com o Ministério da Saúde para obter as 10 milhões de doses foi fechado em 12 de março.
Segundo a pasta, o cronograma inicial apresentado pela empresa prevê a entrega de 400 mil doses da vacina até o fim de abril, seguidas de 2 milhões de doses no fim de maio. O restante deve ser entregue até o fim de junho.
Adriana foi executada no último sábado e vídeo mostrou a execução | Reprodução .
Dois homens suspeitos da execução da jovem Adriana Miranda, de 21 anos, ocorrida no último sábado (20), em Igarapé-Miri, nordeste paraense, foram mortos pela Polícia Militar durante operação na manhã desta sexta-feira (26).
Os dois estavam em uma casa onde também foram encontradas armas e drogas.
Os suspeitos da execução eram membros da facção criminosa Comando Vermelho.
Professor assistente da Western University em Ontário, Canadá, Stark estuda os impactos sociais e éticos da inteligência artificial (IA)
Por Rachel Metz, CNN Business26 de março de 2021 às 05:00 | Atualizado 26 de março de 2021 às 08:11
Luke Stark recusou uma bolsa de pesquisa de US$ 60 mil do Google, em apoio à equipe de IA ética demitida da empresaFoto: Divulgação
(CNN Business) – Quando Luke Stark pediu dinheiro para o Google em novembro, não tinha ideia de que recusaria US$ 60 mil (cerca de R$ 340 mil) da gigante da tecnologia meses depois, em março.
Professor assistente da Western University em Ontário, Canadá, Stark estuda os impactos sociais e éticos da inteligência artificial (IA). No final de novembro, ele se inscreveu para o prêmio Google Research Scholar, uma bolsa de pesquisa de até US$ 60 mil para apoiar professores que estão no início de suas carreiras.
O canadense se candidatou ao prêmio “por causa da sensação na época de que o Google estava construindo uma equipe de IA ética realmente forte e potencialmente líder do setor”.
Logo depois, esse sentimento começou a se dissipar. No início de dezembro, Timnit Gebru, a colíder da equipe ética de IA do Google –uma mulher negra em ascensão em uma área predominantemente masculina de brancos–, deixou o Google de forma abrupt
No dia 2 de dezembro, Gebru tuitou que ela fora “demitida imediatamente” por causa de um email que havia enviado para a lista de emails interna da empresa Brain Women and Allies do Google. No email, ela expressava consternação com a contínua falta de diversidade na empresa e frustração com um processo interno relacionado à revisão de pesquisa então inédita sobre os riscos de construir modelos de linguagem de IA cada vez maiores –um tipo de IA que é cada vez mais importante para o enorme negócio de pesquisa do Google.
Na época, Gebru disse que a liderança de IA do Google pedira para ela retirar o artigo da consideração para apresentação em uma conferência ou retirar seu nome do artigo. O Google disse que aceitou o pedido de demissão de Gebru por causa de uma lista de exigências que ela havia enviado por email para continuar trabalhando na empresa.
A demissão de Gebru deu início a uma crise na empresa que durou meses, incluindo saídas de funcionários, uma troca de cadeiras na liderança e um pedido de desculpas do CEO do Google pelas circunstâncias da saída de Gebru. O Google conduziu uma investigação interna sobre o tema. Os resultados foram anunciados no mesmo dia e o Google demitiu a colíder da equipe de Gebru, Margaret Mitchell, que havia criticado consistentemente a empresa no Twitter após a saída da colega. A empresa citou “violações múltiplas” de seu código de conduta para justificar a demissão.
Enquanto isso, pesquisadores de fora do Google, particularmente em IA, estão cada vez mais desconfiados da bolsa de estudos historicamente bem conceituada da empresa e irritados com o tratamento dado a Gebru e Mitchell.
Tudo isso entrou em foco para Stark no dia 10 de março, quando o Google lhe enviou uma nota de parabéns, oferecendo-lhe US$ 60 mil por sua proposta para um projeto de pesquisa que examinaria como as empresas estão implementando IA para detectar emoções. O canadense disse que imediatamente sentiu que precisava rejeitar o prêmio para mostrar seu apoio a Gebru e Mitchell, bem como àqueles que ainda permanecem na equipe ética de IA do Google.
“Meu primeiro pensamento foi que tinha de recusar a bolsa”, disse Stark ao CNN Business.
Stark está entre um número crescente de pessoas na academia que estão citando as saídas de Gebru e Mitchell por causa de decisões recentes de perda de fundos ou oportunidades oferecidas pela empresa. Alguns organizadores de conferências de IA estão repensando em ter o Google como patrocinador. Pelo menos um acadêmico que recebeu um grande cheque do Google no passado declarou que não buscará seu apoio financeiro até que as alterações sejam feitas na empresa.
“Em sã consciência, não posso mais aceitar financiamento de uma empresa que trata seus funcionários dessa maneira”, afirmou ao CNN Business Vijay Chidambaram, professor assistente da Universidade do Texas em Austin, que estuda sistemas de armazenamento. Chidambaram já havia recebido US$ 30 mil (cerca de R$ 170 mil) do Google em 2018 para um projeto de pesquisa.
O dinheiro envolvido é de pouca importância para o Google. Mas as consequências cada vez maiores das tensões do Google com sua equipe ética de IA representam agora um risco para a reputação e estatura da empresa na comunidade de IA, um fator crucial na busca do Google por talentos –tanto para contratá-los como funcionários da empresa como para ter conexões na comunidade acadêmica.
“Acho que isso é mais amplo do que a própria empresa imagina”, comentou Stark.
Solidariedade
Apesar de seu desejo inicial, Stark não recusou imediatamente o prêmio do Google. Ele falou aos colegas sobre o que planejava fazer (“As pessoas apoiaram qualquer decisão que eu tomasse”, disse) antes de enviar ao Google sua resposta dois dias depois do anúncio. Ele agradeceu à empresa pelo “voto de confiança” em sua pesquisa, mas escreveu que estava “recusando o prêmio em solidariedade às doutoras Gebru e Mitchell, seus companheiros de equipe e todos aqueles que já passaram por situações semelhantes”, segundo emails lidos pelo CNN Business.
“Estou ansioso pela possibilidade de colaborar novamente com o Google Research quando a organização e seus líderes refletirem sobre sua decisão neste caso, abordarem os danos que causaram e se comprometerem, por palavras e atos, a promover pesquisa crítica e produtos que apoiam a equidade e a justiça”, escreveu Stark.
Ele tuitou sobre sua decisão de rejeitar o prêmio e fazer isso publicamente, mas observou que muitas pessoas não podem recusar esse financiamento do Google ou de outras empresas. Stark pode abrir mão do dinheiro porque seu departamento na Western University tem fundos suficientes. Segundo ele, o prêmio do Google teria proporcionado dinheiro extra para pesquisa.
“Foi algo que eu senti que poderia fazer”, Stark tuitou.
Gebru disse que gostou da ação de Stark.
“Não é pouca coisa uma pessoa recusar o patrocínio do Google”, afirmou Gebru ao CNN Business. “Especialmente alguém que está no início de carreira.”
Um porta-voz do Google disse que a empresa forneceu mais de 6.500 bolsas acadêmicas e de pesquisa para pessoas de fora, nos últimos 15 anos. Stark é o primeiro a recusar uma, de acordo com o porta-voz.
“Um fiasco”
No entanto, a decisão de Stark é apenas a mais recente demonstração de solidariedade com Gebru e Mitchell.
O primeiro sinal óbvio de raiva veio logo depois que Gebru deixou o Google. Um texto no site Medium criticando sua partida e exigindo transparência sobre a decisão do Google em relação à pesquisa que foi pivô da demissão rapidamente ganhou a adesão de funcionários e apoiadores do Google nas áreas acadêmica e de IA. No final de março, o número de apoiadores havia aumentado para quase 2.700 funcionários do Google e mais de 4.300 outros.
No início de março, a conferência para a qual Gebru e seus coautores enviaram o artigo, a Conferência ACM sobre Justiça, Responsabilidade e Transparência, ou FAccT, suspendeu seu contrato de patrocínio com o Google. Gebru é uma das fundadoras da conferência e atuou como membro do primeiro comitê executivo da FAccT. O Google patrocinava o evento desde que foi lançado, em 2018.
Michael Ekstrand, copresidente da ACM FAccT Network, confirmou ao CNN Business que o patrocínio foi interrompido “no melhor interesse da comunidade” e que o grupo “revisitará” sua política de patrocínio para 2022. Ekstrand disse que Gebru não estava envolvida na decisão.
Também em março, dois acadêmicos protestaram contra as ações do Google, tuitando que decidiram não participar de um evento online de pesquisa em robótica somente para convidados. Um deles foi Hadas Kress-Gazit, professora de robótica da Cornell. Ela disse que foi convidada em janeiro, mas foi ficando mais reticente à medida que o evento se aproximava.
“A maneira como [Gebru e Mitchell] foram tratadas foi um fiasco. Ninguém se desculpou com elas ainda”, disse a professora. “Não quero interagir com empresas que se comportam dessa forma em relação aos pesquisadores de ponta”.
Expansão dos limites da IA
O Google está ciente de que sua reputação como instituição de pesquisa foi prejudicada nos últimos meses e afirmou que pretende consertá-la. Em uma recente sabatina, a empresa descreveu as mudanças que está fazendo em suas pesquisas internas e práticas de publicação acadêmica.
“Acho que a maneira de reconquistar a confiança é continuar a publicar trabalhos de ponta em muitas, muitas áreas, incluindo ultrapassar os limites em tópicos relacionados à IA responsável. Publicar coisas que são profundamente interessantes para a comunidade de pesquisa é uma das melhores maneiras de continuar a ser um líder no campo de pesquisa”, disse Jeff Dean, chefe de IA do Google. Ele estava respondendo à pergunta de um funcionário a respeito de pesquisadores externos, dizendo que lerão artigos do Google “com mais ceticismo agora”.
Gebru espera que, como o FAccT, mais conferências reavaliem suas relações com os laboratórios de pesquisa das empresas de tecnologia. Historicamente, muito do trabalho de desenvolvimento e estudo da IA foi realizado em ambientes acadêmicos. Mas, à medida que as empresas descobrem cada vez mais usos comerciais para a tecnologia, as linhas entre os mundos acadêmico e corporativo se confundem.
O Google é apenas uma das muitas empresas de tecnologia que exerce grande influência em conferências acadêmicas que publicam trabalhos de pesquisadores. Seus funcionários participam de painéis de conferências e a empresa patrocina inúmeras conferências todos os anos, investindo dezenas de milhares de dólares.
O Google e algumas subsidiárias de sua empresa controladora, a Alphabet, foram listados como patrocinadores do nível “platina” (US$ 20 mil, ou cerca de R$ 113 mil) e “ouro” (US$ 10 mil, cerca de R$ 56 mil) na Conferência Internacional sobre Aprendizado de Máquina, ou ICML, e na Conferência sobre Sistemas de Processamento de Informação Neural, ou NeurIPS, em 2020, as principais conferências de IA. Além disso, alguns funcionários da empresa participam de seus comitês organizadores.
O presidente do ICML, John Langford, disse que a conferência está “atualmente aberta ao patrocínio” do Google para sua conferência de 2021, marcada para julho.
“Há muita discussão em andamento sobre como o ICML deve encorajar uma boa cultura e práticas de aprendizado de máquina com futuras políticas de patrocínio”, acrescentou.
A diretora executiva do NeurIPS, Mary Ellen Perry, disse que a conferência ainda não fez sua convocação anual para patrocínios, mas que os pedidos “serão avaliados de acordo com um conjunto de diretrizes de seleção estabelecidas pelos presidentes de patrocínio deste ano”. O NeurIPS está programado para dezembro.
Para Stark e outros na comunidade de pesquisa acadêmica, no entanto, seus critérios para aceitar fundos do Google já mudaram.
“Dinheiro extra para pesquisa seria ótimo”, disse Stark. “Mas isso era algo que eu sentia que simplesmente não podia suportar”.
Comentarista político da Globo News, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e apresentador do Globo News Política. É colunista do G1 desde 2012
Entre interlocutores de confiança do presidente Jair Bolsonaro, o consenso é que ficou insustentável a permanência do chanceler Ernesto Araújo no primeiro escalão do governo. E que, agora, Bolsonaro só espera uma “janela de oportunidade” para realizar a substituição no Itamaraty.
Situação do ministro Ernesto Araújo é insustentável
Na sequência, a cabeça de Ernesto Araújo foi pedida pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o que foi interpretado no Palácio do Planalto como uma jogada casada vinda do Congresso Nacional.
“O presidente Bolsonaro já entendeu que a situação ficou insustentável. Só não dá para tirar imediatamente porque vai ficar parecendo que quem tirou o Ernesto Araújo foi o Arthur Lira”, explicou ao blog um interlocutor do presidente. Isso já tinha acontecido com os ex-ministros Abraham Weintraub e Eduardo Pazuello, que ganharam sobrevida no auge dos ataques.
A lógica no Planalto é que o prolongamento da permanência de Ernesto Araújo vai desgastar ainda mais o próprio Bolsonaro, já que ele passou a ser responsabilizado por ter inviabilizado relações diplomáticas com a China, Estados Unidos e até a Índia no momento em que o Brasil mais precisa da ajuda desses países para conseguir vacinas e insumos para enfrentar a pandemia de Covid-19.
Ao mesmo tempo, a política externa atrelada à liderança do ex-presidente americano Donald Trump foi considerada temerária por toda a diplomacia profissional brasileira. “Com a derrota de Trump, Ernesto Araújo perdeu o sentido da sua existência. Ele passou a ser um estorvo para Bolsonaro”, avalia um embaixador da ativa.
Neste momento, Ernesto Araújo está completamente isolado dentro e fora do governo: perdeu o apoio da classe política, dos militares e do setor exportador brasileiro, principalmente do agronegócio.
Araújo tem apenas o apoio do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e do assessor especial Filipe Martins, que deve ser afastado do Planalto depois que, durante uma sessão do Senado na quarta-feira (24), fez um gesto identificado como símbolo de supremacistas brancos.
Uma reunião entre o governador do Estado, Helder Barbalho, e o prefeitos dos municípios que compõem a Região Metropolitana de Belém (RMB) vai definir, nesta sexta-feira (26), o prolongamento ou não do lockdown nos cinco municípios do núcleo urbano da capital paraense.
Edmilson Rodrigues (Belém), DR. Daniel (Ananindeua), Patrícia Mendes (Marituba), Luziane Solon (Benevides) e Marcão (Santa Bárbara) são os prefeitos que devem participar da decisão.
A reunião ainda não tem horário definido. Caso o lockdown não seja prorrogado, a restrição considerada como a mais rigorosa, iniciada no último dia 15 de março, termina na próxima segunda-feira (29). Caso contrário deve perdurar por mais uma semana.
No último dia 22 uma reunião decidiu por mais uma semana de lockdown, que é a sigla em inglês para confinamento e tem como principal objetivo diminuir o contato entre as pessoas e consequentemente a circulação do novo coronavírus (SARS-CoV-2).
Durante o período estipulado, somente atividades essenciais como feiras, supermercados, farmácias e a circulação de pessoas para a realização dessas atividades são permitidas.
A restrição também é uma forma de garantir que se evite o colapso no sistema de saúde, uma vez que o aumento da demanda impede o melhor atendimento aos infectados.
UTI em hospital de São Paulo: 75,5% dos pacientes incubados no Estado morreram de março de 2020 a fevereiro de 2021, o 2º resultado menos grave do país, atrás apenas de Santa CatarinaReprodução/Governo do Estado de São Paulo
Dos internados por covid com ventilação respiratória invasiva em fevereiro, 87,9% morreram, mostra levantamento realizado pelo Poder360. É o pior mês desde o início da pandemia. A situação vem se agravando desde dezembro.
Estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) publicado em janeiro na revista Lancet mostrou que 80% dos intubados em 2020 morreram no Brasil. O Poder360 reproduziu a metodologia da pesquisa para 2021 e constatou agravamento da situação.
Considerando os intubados no mês de novembro, 80,2% morreram. Esse número subiu para 82,7% em dezembro, 85,3% em janeiro e atingiu seu maior patamar com 87,9% em fevereiro.
Dos 10 Estados em pior situação, 8 estão nas regiões Norte e Nordeste do país. Essa comparação considera o período de março de 2020 a fevereiro de 2021. Em Santa Catarina, onde a situação é a menos grave do país, morreram 7 de cada 10 pacientes intubados.
Há poucos estudos sobre o tema com dados de abrangência nacional. Entre os que existem, o Brasil se sai mal. Itália (52% de mortos depois de intubação) e Alemanha (53%) têm taxas menores.
O pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza, autor do estudo original, elenca alguns dos fatores que levaram à piora do quadro nos últimos meses:
UTIs lotadas;
centros médicos sem condições de atendimento;
profissionais sem experiência de intubação;
burnout das equipes;
falta de equipamentos;
quebra de protocolos de boas práticas.
Bozza avalia que a situação tende a se agravar . “Vimos o colapso na região Norte e algum colapso na região Nordeste. Agora, estamos vendo uma evolução de colapso para todo o sistema de saúde brasileiro. Tem a sincronização da epidemia em todas as regiões e nas capitais”, afirma.
Segundo o pesquisador da Fiocruz, a piora do cenário poderá se dar de forma rápida. “A perspectiva para abril e maio é muito ruim. Se não aprofundar as medidas de contenção neste momento, não vai ter tempo hábil para o processo de vacinação fazer diferença. O que funciona é que as pessoas fiquem em casa e façam a sua parte”, diz.
Essa também é a opinião de Rodrigo Biondi, presidente da regional do Distrito Federal da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), que avalia que aumentar as restrições à circulação de pessoas é a única solução possível neste momento. “Não seria necessário lockdown se as pessoas respeitassem regras de distanciamento e de uso de máscaras. Mas elas não cumprem isso”, afirma.
Biondi considera impossível aumentar o número de leitos de forma eficaz a curto prazo. Muitos dos que já foram implantados recentemente contribuem de forma precária para a cura dos pacientes. O maior problema, diz o médico, está na escassez de profissionais, incluindo médicos e enfermeiros. “No Reino Unido havia 1 enfermeiro por paciente antes da pandemia. Agora há 1 para 3 pacientes e eles dizem que é impossível trabalhar. No Brasil a legislação permite 1 para 10 e estamos com situações muito piores do que isso”, afirma.
O médico intensivista diz que o percentual de morte de intubados que o Brasil atinge neste momento é algo inédito. “Normalmente a taxa fica entre 15% e 20%”. Destaca que muitos dos intubados não estão em UTIs, mas em enfermarias e até mesmo em unidades de atenção primária. “Eles são excluídos da contabilização da fila para entrar na UTI, mas não deveria ser assim”.
Bozza chama atenção para o fato de que a situação do atendimento atual dos casos mais graves piora a chance de sobrevivência, que já é baixa. “ A UTI tem uma capacidade de funcionamento considerando uma situação onde nem todos os doentes estão intubados. Quando você passa a ter todos os doentes intubados, a sobrecarga de trabalho é tanta que as pessoas não dão conta”, diz
Segundo Biondi, em situações normais cerca de 40% dos pacientes de UTI são intubados. Atualmente há 100% de intubados em UTIs de covid.
A situação de sobrecarga de trabalho, aliada a alguns profissionais na linha de frente sem experiência nesse tipo de atendimento e falta de insumos, destacam os médicos, leva a uma situação de burnout, onde protocolos e boas práticas de sedação e de controle de infecção, que aumentam a sobrevivência em UTIs, vão sendo quebradas. “A chance de erro aumenta muito”, afirma Biondi.
METODOLOGIA
O Poder360 refez parte do levantamento publicado na Lancet e analisou pacientes com covid-19 que passaram por intubação de março de 2020 a fevereiro de 2021. Só foram considerados os 106.351 casos com desfecho conhecido (alta ou morte) na base de dados Sivep-Gripe do Ministério da Saúde. Informações preliminares de março de 2021 não foram usadas porque ainda há muitos pacientes sem desfecho conhecido, o que pode alterar o resultado.
Técnica dá resposta brusca para idosa durante vacina. Veja!
O homem, que havia levado sua mãe para se imunizar, ficou surpreso com a resposta que recebeu da profissional
quinta-feira, 25/03/2021, 21:28 – Atualizado em 25/03/2021, 23:21 – Autor: Com informações do Metrópoles
| Reprodução .
Os profissionais de saúde também se estressam. Um vídeo gravado por um morador do município de Pires do Rio (GO), viralizou após mostrar uma resposta nada amigável de uma técnica de enfermagem quando perguntada se havia líquido dentro da seringa.
O homem, que havia levado sua mãe para se imunizar, ficou surpreso com a resposta que recebeu da profissional. Ele filmava o momento para registrar a imunização da idosa, quando registrou a fala brusca da profissional ao ser questionada pela senhora se já havia abastecido a seringa.
O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (24), em uma unidade de saúde da cidade.
De acordo com o vídeo, a idosa pergunta: “já pôs o remédio aí?”, e a servidora da saúde responde: “Não, eu não pus não. Não tem nada aqui dentro, senhora”.
Na sequência, o filho da idosa critica a resposta da profissional: “é direito dela perguntar. Você é educada, hein?”. A técnica sai andando sem responder novamente.
Desculpas
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Pires do Rio pediu desculpas pelo comportamento da servidora. Segundo o titular da pasta, Bruno Maia, a mulher reconheceu a grosseria e se desculpou.
O objetivo é ter 40 milhões de doses prontas até o fim deste ano.
Por G1
26/03/2021 00h50 Atualizado há uma hora
Foto mostra o Instituto Butantan, em São Paulo — Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Instituto Butantan desenvolve nova vacina contra a Covid
O Instituto Butantan avançou no desenvolvimento de sua própria vacina contra a Covid-19, e pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes clínicos com voluntários, informou o jornal “Folha de S.Paulo” no final da noite desta quinta-feira (25). A produção do Jornal da Globo confirmou a informação com fontes do palácio dos Bandeirantes.
A nova candidata a vacina será chamada de “Butanvac”, e o objetivo é ter 40 milhões de doses prontas até o fim deste ano.
O governador de São Paulo, João Doria, e o diretor do Butantan, Dimas Covas, darão mais detalhes da vacina nesta sexta-feira (26).
O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes da vacina, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, até 9.000 pessoas irão participar e a etapa vai estipular a eficácia.
Atualmente, o instituto envasa a Coronavac, com insumos vindo da China. A partir do segundo semestre, o Butantan dever nacionalizar a fabricação. No Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) envasa a vacina de Oxford, também com insumos enviados pelos chineses.
O desenvolvimento da Butanvac não irá alterar o cronograma da Coronavac.
A Coronavac utiliza o próprio Sars-CoV-2 inativado como vetor. A vacina de Oxford/AstraZeneca utiliza um adenovírus causador de gripe em macacos para inserir a proteína S.
Candidatas a vacina
— Foto: Guilherme Luiz Pinheiro / G1
O Brasil tem, ao menos, 11 projetos de candidatas a vacina contra a Covid-19, de acordo com levantamento do G1. Todos estão sendo desenvolvidos em universidades e instituições de pesquisa públicas do país.
Os projetos
Instituto Butantan (SP): 3 projetos + 1. Este último é desenvolvido em parceria com a Fiocruz em Minas Gerais, a UFMG e o Instituto de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV), também em Minas. Também tem participação do Instituto de Ciências Biomédicas e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ambos ligados à USP.
Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP: 3 projetos
Fiocruz/Manguinhos (RJ): 2 projetos
Universidade Federal do Paraná (UFPR): 1 projeto
Instituto do Coração (Incor) da USP: 1 projeto
Dos 4 projetos do Butantan, 2 são baseados em ovo – um dos quais está mais adiantado e é feito em parceria com a rede de hospitais Mount Sinai, nos Estados Unidos, com apoio do governo americano e da fundação Bill e Melinda Gates. Essa versão usa o vírus inativado.
“É o mesmo princípio da vacina da gripe – você inocula uma cepa viral no ovo, que cresce no ovo embrionado e, depois, ele [o vírus] é purificado a partir desse ovo. Então, na verdade, a fábrica da vacina é o ovo – o embrião da ave, o pintinho, que produz os vírus que depois são transformados em vacina”, explicou Dimas Covas no ano passado.
Entre outros pontos, texto prevê corte de recursos do censo demográfico e estima rombo de R$ 251 bi para o setor público. Saúde terá R$ 125 bi, valor próximo ao pré-pandemia.
Por Fernanda Calgaro, Elisa Clavery, Luiz Felipe Barbiéri e Jamile Racanicci, G1 e TV Globo — Brasília
25/03/2021 19h09 Atualizado há 16 minutos
Câmara dos Deputados aprova orçamento 2021
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (25) o projeto de lei do Orçamento da União para 2021. O texto segue para sanção presidencial e estabelece as receitas e despesas federais previstas para este ano.
Também nesta quinta, a Comissão Mista de Orçamento (CMO), formada por deputados e senadores, aprovou o texto.
Geralmente, o orçamento de um ano é aprovado no ano anterior, já que o texto é necessário para organizar os gastos do governo.
No entanto, a votação que deveria ter acontecido em 2020 acabou adiada para este ano em razão de disputas políticas, da pandemia de Covid-19 e das eleições municipais.
A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que serve para embasar o Orçamento e que deveria ter sido analisada até julho, foi aprovada só no fim de dezembro.
Com isso, o governo federal, desde o início do ano, só pôde acessar 1/12 do orçamento anual previsto a cada mês. A gestão do orçamento global só deve ser liberada após a sanção do texto pelo presidente Jair Bolsonaro.
Entre outros pontos, o projeto orçamentário define que:
as receitas somarão R$ 4,324 trilhões;
as despesas somarão R$ 4,324 trilhões;
o déficit primário nas contas públicas poderá chegar a R$ 247,1 bilhões;
a estimativa do rombo global para o setor público é R$ 251,1 bilhões (incluindo empresas estatais, estados e municípios).
Parâmetros
Os parâmetros macroeconômicos que embasam a proposta e servem para estimar a arrecadação tributária estão defasados. Segundo técnicos, com isso, os gastos do governo acabaram ficando subestimados. Na prática, o Executivo terá que reavaliar as contas e poderá haver a necessidade de fazer cortes em verbas de ministérios.
O projeto tem, por exemplo, como base projeção de que a Selic média deve ficar em 2,63% ao ano. No entanto, a taxa já está, atualmente, em 2,75% e com chance de chegar a 3,5%.
Os parâmetros usados preveem ainda que:
o país pode crescer 3,2% em 2021;
a inflação medida pelo IPCA deve ficar em 4,4%;
a taxa média de câmbio do dólar deve fechar 2021 em R$ 5,30.
Orçamento já sai do Congresso defasado, alerta economista
Por lei, o levantamento deve ser realizado a cada dez anos. São coletados dados sobre renda, educação, acesso a serviços e perfil das famílias. Essas informações são usadas para definir políticas públicas.
Inicialmente, o orçamento pedido pelo IBGE era de R$ 3,4 bilhões, mas, após pressão do governo federal, o instituto teve que enxugar a pesquisa, e o custo passou para cerca de R$ 2 bilhões.
Orçamento prevê corte de verbas para o Censo Demográfico
Em seu parecer, Bittar cortou cerca de R$ 1,7 bilhão. Segundo o instituto, o que sobra não é suficiente para bancar a pesquisa.
Nesta quinta, o relator apresentou ainda uma complementação de voto em que retirou mais R$ 169,7 milhões dessa ação orçamentária, deixando a área praticamente sem recursos. Com o novo corte, o montante total para o IBGE em 2021 é de R$ 71 milhões.
Na CMO, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE), um dos sub-relatores do orçamento, defendeu a aprovação de um destaque para recompor o orçamento do IBGE, mas a mudança foi rejeitada.
“É importante que nós tenhamos o tamanho da responsabilidade e da importância de o censo ser realizado no nosso país, é a principal investigação estatística no nosso país”, disse Carreras. “É o censo que orienta desde o presidente da república ao ministro da economia, nortear, balizar todos os investimentos.”
Em plenário, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), propôs um acordo de compromisso futuro, por parte do Executivo, de recomposição do orçamento do IBGE “para realização oportuna” do censo demográfico.
“O censo permite justiça e isonomia aos municípios brasileiros”, disse o senador. “Estamos fazendo um compromisso público de esforço junto ao governo e junto ao Ministério da Economia e a todos os instrumentos possíveis para a recomposição dos recursos do IBGE para a realização do censo.”
Gomes propôs, ainda, uma reunião na próxima semana com os presidentes da Câmara e do Senado para estudar uma forma de recompor o orçamento das universidades e da área da saúde.
Saúde
No total, ações e serviços públicos de saúde terão orçamento de R$ 125 bilhões, pouco acima do piso constitucional (R$ 123,8 bilhões).
O montante está acima do orçamento do ano passado, que era de R$ 121 bilhões, mas abaixo dos valores efetivamente aplicados em saúde no ano passado, considerando os créditos extraordinários da pandemia, que totalizaram R$ 161 bilhões.
A maior parte do Orçamento já está comprometida com gastos obrigatórios. O total reservado a investimentos é de R$ 37,6 bilhões.
Desse montante, o Ministério da Defesa ficará com R$ 8,8 bilhões, o que gerou críticas de parlamentares de oposição, que ponderaram que a prioridade deveria ser o enfrentamento à crise sanitária.
O relatório manteve ainda o reajuste a militares das Forças Armadas em 2021. O impacto estimado é de R$ 7,1 bilhões.
Guedes diz que, após aprovação do Orçamento, governo deve antecipar benefícios de aposentadoshttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Educação
Para educação, o montante mínimo que deveria ser alocado era de R$ 55,6 bilhões.
Segundo o relator, no entanto, consideradas todas as fontes de recursos para o setor, o valor alcança cerca de R$ 100 bilhões.
O texto prevê repasse da União de R$ 19,6 bilhões para o Fundeb, o equivalente a 12% dos recursos aportados dos estados e municípios.
Segundo técnicos do Senado, a estimativa total no orçamento para a educação é de R$ 124 bilhões. Deste montante, porém, R$ 48,5 bilhões estão na regra de ouro, ou seja, dependem de aprovação do Congresso para sua utilização.
Corte em despesas obrigatórias
O relator cancelou R$ 26,46 bilhões do Orçamento e transferiu o dinheiro para custear obras do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), no valor de R$ 10,2 bilhões, e projetos de outras pastas.
Os recursos entram como emendas do relator do Orçamento – que, na prática, é dinheiro alocado de acordo com a indicação de senadores e deputados. No MDR, por exemplo, são obras de habitação, abastecimento de água e segurança hídrica, por exemplo.
À Saúde foram realocados R$ 8,6 bilhões. Já para o Ministério da Educação, será mais R$ 1 bilhão de investimentos. Como a maior parte do dinheiro entrou como “incremento temporário”, o destino será definido por acordo entre governo e parlamentares.
Quase todo o montante cancelado (R$ 23,5 bilhões) seria destinado a benefícios da Previdência, abono salarial e seguro desemprego, gastos obrigatórios do governo federal
Na avaliação de técnicos do Congresso, trata-se de uma “manobra” que subdimensiona despesas obrigatórias para incluir, dentro do teto, despesas de interesses dos parlamentares.
Do total cancelado, apenas R$ 7,4 bilhões referentes ao abono salarial poderiam, de fato, ser retirados pelo relator, devido a uma mudança no calendário do benefício que transferiu o pagamento para o próximo ano.
Como os cortes tratam de despesas obrigatórias, o governo precisará abrir espaço no orçamento ainda este ano, já que estes gastos não podem ser contingenciados.
A mudança foi feita por meio de um complemento no voto de Bittar, apresentado nesta quinta-feira.
No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre, apresentado nesta semana, o Executivo já indicou que é necessário um corte de R$ 17,5 bilhões para não furar o teto de gastos neste ano.
Regra de ouro
O texto prevê uma despesa de R$ 451,1 bilhões que está condicionada à aprovação futura de crédito suplementar pelo Congresso Nacional.
O Executivo dependerá dessa autorização do Legislativo para não desrespeitar a “regra de ouro”.
Previsto na Constituição Federal, o mecanismo proíbe que o governo contraia dívidas para pagar despesas correntes, como salários, e só pode ser contornado com aval do Congresso.
O relator pondera, no entanto, que, em eventual decretação de estado de calamidade pública, as parcelas poderão ser autorizadas diretamente pelo Executivo.
Teto de gastos
O governo federal estimou que pode ter que bloquear cerca de R$ 17,5 bilhões em despesas não obrigatórias dos ministérios, até o fim deste ano, para cumprir a regra do teto de gastos.
Essa regra fiscal impede o crescimento das despesas acima da inflação.
Os gastos não obrigatórios, ou “discricionários”, são aqueles sobre os quais o governo tem poder de decisão. Representam uma pequena parte do orçamento dos ministérios, englobando despesas em saúde, educação, investimentos federais e gastos de custeio, como contas de água e luz.
O restante das despesas (quase 95% do total) é obrigatório — custos previdenciários, gastos com salários de servidores e com benefícios sociais, entre outros.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.