O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) debochou da esposa de um dos mortos durante a operação Exceptis, deflagrada no bairro do Jacarezinho, no Rio de Janeiro na última 5ª feira (6.mai.2021). Após a mulher do ajudante de pedreiro Jonas do Carmo dos Santos, de 32 anos, dizer em entrevista à imprensa que o marido havia saído de casa para comprar pão, o filho do presidente Jair Bolsonaro postou uma montagem com cestas de pães sobre as armas apreendidas pela polícia na operação.
Desde a deflagração da operação, políticos e personalidades ligados a Bolsonaro têm defendido as ações da polícia nas redes sociais. O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro também se manifestou em favor dos agentes. A defesa foi feita em vídeo divulgado nessa 6ª feira (7.mai.2021). De acordo com Castro, a operação foi planejada e cumpria mandados de prisão.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou neste sábado (8.mai) que o número de mortos na operação havia subido para 29. A ação foi a mais letal da história do Estado.
OPERAÇÃO EXCEPITIS
A operação Exceptis foi deflagrada sob coordenação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada, do Departamento Geral de Polícia da Capital e da Coordenadoria de Recursos Especiais.
A Polícia Civil disse ter recebido denúncias de que traficantes estão aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território.
“Esses criminosos exploram práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, roubos a transeuntes, homicídios e sequestros de trens da Supervia, entre outros crimes praticados na região”, disse a corporação.
PGR PEDE ESCLARECIMENTOS
O procurador geral da República, Augusto Aras, solicitou na última 6ª feira (7.mai) esclarecimentos às autoridades do Rio de Janeiro sobre a operação policial.
Foram encaminhados ofícios ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ao procurador-geral de Justiça do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), Luciano Mattos, às polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e à Defensoria Pública do Estado. O prazo para envio das informações é de 5 dias úteis.
Aras pede explicações sobre as circunstâncias da operação policial. O procurador citou a possibilidade de responsabilização dos envolvidos na ação, caso se comprove que houve descumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia.
A partir de maio, Bolsonaro poderá ganhar integralmente os R$ 41.544, já Hamilton Mourão passará a receber R$ 63.511 de remuneração bruta
Estadão Conteúdo08 de maio de 2021 às 10:33
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o vice-presidente, Hamilton Mourão, Foto; Google.
O Ministério da Economia publicou uma portaria que permitirá a reservistas e servidores públicos aposentados que exercem também determinados cargos públicos receber acima do teto constitucional, atualmente em R$ 39,2 mil. Com a nova regra, o presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, deverá ter um “aumento” de R$ 2,3 mil por mês e o vice-presidente Hamilton Mourão, de R$ 24 mil mensais.
A medida, publicada no dia 30 de abril, prevê que o limite deve ser calculado separadamente sobre cada remuneração recebida cumulativamente por servidores civis e militares e beneficiários de pensões. Atualmente, quando o somatório das aposentadorias e salários recebidos ultrapassa os R$ 39,2 mil, aplica-se o chamado “abate-teto”, reduzindo o valor final do contracheque.
Com a nova portaria, é como se cada remuneração tivesse um teto próprio. Isso beneficiará militares da reserva e servidores aposentados que exerçam cargo em comissão ou cargo eletivo. Também valerá para servidores no caso de acumulação de dois cargos de professor ou da área de saúde ou funcionários aposentados que tenham ingressado por concurso público.
Remunerações
Em fevereiro, Bolsonaro recebeu R$ 30.934 como presidente da República e benefícios de R$ 10.610. O valor bruto total chegaria a R$ 41.544. Até então, era descontado desse montante o valor de R$ 2.344 com o mecanismo do abate-teto. A partir de maio, ele poderá ganhar integralmente os R$ 41.544.
Já Mourão passará a receber R$ 63.511 de remuneração bruta. Ele ganhou R$ 30.934 em fevereiro, último dado disponível, para exercer o cargo de vice-presidente, e mais R$ 32.577 da reserva remunerada. Até agora, havia um abate-teto de R$ 24.311,71, que não mais existirá após a publicação da portaria.
Além de presidente e vice-presidente da República, generais que atuam no governo também serão beneficiados. O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, teve em fevereiro, de acordo com os últimos dados disponíveis no Portal da Transparência, um abate-teto de R$ 27.070,24, valor que poderá receber a mais mensalmente com a nova regra. Já o ministro da Defesa, Braga Netto, “perdeu” com o abate-teto R$ 22.759,39 em fevereiro. Tanto Mourão como Ramos e Braga Netto passaram para a reserva com cargo de general e, portanto, recebem aposentadorias maiores do que Bolsonaro, que foi para a reserva no cargo de capitão. Isso explica a diferença no valor que eles receberão a mais com o fim do abate-teto sobre o somatório das remunerações.
De acordo com o Ministério da Economia, a portaria tem por finalidade “adequar o cálculo do teto remuneratório constitucional” ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema. A pasta citou decisões do STF relativas ao “teto duplo” no caso de dois cargos de profissionais de saúde, de professores e outro de técnico ou científico. “A aplicação de tais entendimentos foi aprovada pelo advogado-geral da União por meio do Despacho n.º 517, de 5 de dezembro de 2020”, completa nota da Economia.
Impacto
A portaria é assinada pelo secretário de Gestão e Desempenho do Ministério da Economia, Leonardo José Mattos Sultani. Segundo o ministério, o impacto estimado para este ano é de R$ 181,32 milhões. A pasta afirmou que a portaria terá efeito já na folha de maio, sem pagamentos retroativos.
O deputado federal Sargento Fahur apagou mensagem publicada no Twitter na qual comemorava as mortes da chacina de Jacarezinho, na zona Norte do Rio de Rio de Janeiro. A ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi a mais letal da história do Estado.
Às 19h11 de 5ª feira (6.mai.2020), o dia da chacina, Fahur escreveu: “Polícia Civil do Rio de Janeiro cancela 24 CPFs de traficantes. Que alegria essa notícia“. Ao fim da mensagem, ele usou um emoji de um rosto dando risadas.
A mensagem não está mais disponível na conta de Twitter do deputado. Ela foi recuperada, porém, pelo Projeto 7C0, um robô que automaticamente busca mensagens apagadas diariamente em perfis ligados à administração pública e os compila, novamente, no Twitter. Eis o link para o registro do robô.
Embora o deputado tenha comemorado 24 mortes, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, na 6ª feira (7.mai.2021), que subiu para 28 o número de vítimas da operação contra o tráfico de drogas no Jacarezinho.
A operação Exceptis foi deflagrada sob coordenação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada, do Departamento Geral de Polícia da Capital e da Coordenadoria de Recursos Especiais.
A Polícia Civil disse ter recebido denúncias de que traficantes estão aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território.
“Esses criminosos exploram práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, roubos a transeuntes, homicídios e sequestros de trens da Supervia, entre outros crimes praticados na região”, disse a corporação.
PGR PEDE ESCLARECIMENTOS
O procurador geral da República, Augusto Aras, solicitou na 6ª feira (7.mai) esclarecimentos às autoridades do Rio de Janeiro sobre a operação policial.
Foram encaminhados ofícios ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), ao procurador-geral de Justiça do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), Luciano Mattos, às polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e à Defensoria Pública do Estado. O prazo para envio das informações é de 5 dias úteis.
Aras pede explicações sobre as circunstâncias da operação policial. O procurador citou a possibilidade de responsabilização dos envolvidos na ação, caso se comprove que houve descumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia.
Flávio Dino (PCdoB), governador do MaranhãoCongresso em FocoCongresso em Foco
Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos principais opositores de Jair Bolsonaro, faz duras críticas ao governo, mas diz ser favorável que se investiguem estados e municípios na CPI da Covid.
Entre os temas abordados por Dino estão a organização de governadores via WhatsApp no combate à pandemia, a corrida por vacinas como a Sputinik V, que teve licença negada pela Anvisa na semana passada, além do protagonismo do Maranhão ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo realize o Censo 2021.
Sobre as eleições de 2022, Flávio Dino diz querer concorrer a uma vaga no Senado e afirma haver condições para que seja formada uma candidatura de centro-esquerda que faça frente a Jair Bolsonaro. De acordo com o governador, o presidente está fora da Constituição. “Bolsonaro é inconstitucional ele próprio. Ele todinho, do cabelo ao pé é incompatível com a Constituição Federal, em tudo. […] Ele é um presidente inconstitucional. Nós temos que fazer com que o campo da Constituição se una, no primeiro ou no segundo turno, em 2022”.
Dino também defende o impeachment e diz que apesar das diferenças com o general Hamilton Mourão, vê no militar mais espaço para diálogo do que na figura de Bolsonaro.
Leia trechos da entrevista:
Congresso em Foco (CF): desde o início da crise da covid o senhor tem sido bastante crítico com relação a atuação do governo federal na condução da crise. O que faltou pensando em articulação, planejamento entre a esfera federal e estadual?
Flávio Dino: No caso do plano nacional faltou, sobretudo, seriedade, decência, faltou humanismo e solidariedade. A ausência destes componentes, decisivos para quem governa, fez com que se estabelecesse uma disparatada, uma desatinada premissa negacionista, que conduziu uma série de omissões e também de ações. Omissões, por exemplo, no que se refere a uma campanha informativa liderada pelo governo federal acerca das boas práticas sanitárias, do uso de máscara, tudo o que a ciência fixou como diretriz em âmbito mundial.
Ações também desalinhadas àquilo que a ciência recomenda no que se refere à promoção de aglomerações inusitadas com fins politiqueiros, eleitoreiros, coisas fora de hora. Isso tudo que está sendo sublinhado por esta CPI instaurada no Senado. A premissa negacionaista, portanto, é o que explica todos os equívocos que aconteceram no que se refere ao abastecimento de insumos, de respiradores, de anestésicos, de oxigênio, falta de vacinas.
É uma doença grave, causa mortes, mas este efeito terrível poderia ter sido fortemente mitigado em âmbito nacional. Para agravar essas circunstâncias tivemos estados e municípios lutando bravamente em defesa da Saúde, sofrendo uma intensa sabotagem por parte da esfera federal, levando a um arranjo institucional praticamente confederativo e não federativo, isto é, autonomia dos estados sendo levadas ao extremo para suprir omissões, ações erradas do plano federal. Na medida em que há este alargamento das autonomias, acaba que se evidencia ainda mais a ausência da chamada coordenação nacional.
O senhor chegou a criticar, na época da criação do comitê da covid, que os governadores não foram chamados para debater. Como é essa organização paralela dos governadores? Como se organizam para dimensionar essa crise e cascatear informações que chegam do governo federal sem estar todo mundo unido?
Quando foi constituído este tal comitê nacional com um ano de atraso, nós alertamos muito enfaticamente e formalmente que isso não daria certo. Até por uma imprecisão terminológica. Inconstitucional, uma vez que a Constituição alude à constituição dos três entes que compõem a federação. Como se faz um comitê nacional sem estados e municípios? O que nós dissemos se confirmou. Que este comitê nacional era apenas algo retórico, que não produziria nenhum efeito prático e ai está, ninguém nunca mais ouviu falar do tal comitê nacional criado por um decreto do presidente. Decreto errado.
Pedimos a revisão, não houve sequer resposta e ai nós temos aquilo que nós mencionamos como federalismo cooperativo horizontal, os estados se articulando entre si sem que haja verticalidade inerente à forma federativa. Não é o ideal, mas é o que nós conseguimos construir e fazemos isso diariamente, com os consórcios, fóruns regionais de governadores e o fórum nacional que está em reunião permanente por intermédio do grupo de WhatsApp, que mantemos dos 27 estados e é por ali que construímos documentos, políticas, trocamos informações sobre procedimentos, o que está dando certo, o que pode dar mais certo, informando sobre proposições mitigadoras socioeconômicas.
O ideal é que houvesse um comitê nacional de verdade, mas até hoje não existiu, quem sabe a CPI do Senado consiga adotar neste passo institucional imprescindível e que estranhamente, até agora não foi adotado.
A CPI da Covid vai também investigar governos e municípios. Os senhores estão dispostos a irem depor na comissão? Qual a sensação dos governadores com relação à comissão?
Temos de separar o joio do trigo. Uma coisa são investigações legítimas, que fazem parte da vida republicana. Eu defendo investigações. O que sou contra é o estabelecimento de perseguições. A milicianização de instituições para servir a propósitos de pequenos grupos, de poderosos de ocasião. Isso é a separação que temos de fazer.
A CPI no Senado pode e deve investigar o uso de recursos federais em estados e municípios, mas com seriedade, moderação, compromisso aos fatos e não repetindo fake news, mentiras de que eram bilhões ou trilhões e que todos os governadores roubaram.
O senhor é uma opção para a corrida eleitoral presidencial de 2022?
Eu venho afirmando que o meu projeto principal que busco hoje é a candidatura ao Senado pelo Maranhão. É claro que tudo está ainda muito aberto. Temos de esperara, dar tempo ao tempo, ver como as forças políticas do campo progressista popular vão convergindo, mas realmente tenho hoje uma visão mais relacionada à política estadual e colaborar com a nacional. Acima de tudo com essa visão de convergência do campo progressista para que a gente derrote o bolsonarismo. Tenho dois grandes objetivos nas eleições de 2022. O primeiro é a busca do Senado pelo Maranhão e por outro lado derrotar o bolsonarismo porque o Brasil não aguentaria mais quatro anos de desastre. Minha colaboração é: o que podemos fazer para evitar mais quatro anos de governo desastrado, incompetente, improbo, que temos atualmente.
E o que é capaz de fazer?
Aquilo que a história brasileira ensina, uma maior convergência. Num primeiro momento no campo popular progressista, mais da esquerda e dialogando com as forças mais ao centro. Foi esse tipo de pacto que já houve em vários momentos, que permitiu o avanço.
Como conversar com o centro sendo um partido de esquerda?
É um exercício diário e nós experimentamos isso com muito êxito quando Rodrigo Maia (DEM-RJ) era presidente da Câmara. Se nós temos hoje um novo Fundeb devemos a este tipo de pacto. Bolsonaro não queria Fundeb. Se foi possível sustentar a presidência do Rodrigo Maia na Câmara, que não é do nosso campo, mas que tinha abertura para dialogar, embora tivéssemos muitas diferenças com ele, conseguimos avanços. Essa experiência pode ser uma sugestão do que é produtivo, do que funciona e há tempo porque temos ainda uma longa estrada. Temos as prioridades de 2021 que devem estar na frente. Vamos ver 2022 em 2022.
Vimos em 2018 que majoritariamente essas forças centristas caminharam por ação ou por omissão com Bolsonaro e nós temos que criar um ambiente em que consigamos que deste campo, que eu situo nos marcos da Constituição de 1988, o candidato que passar tenha o apoio do outro. Porque o Bolsonaro está fora da Constituição. Bolsonaro é inconstitucional ele próprio. Ele todinho, do cabelo ao pé é incompatível com a Constituição Federal. Em tudo. […] Ele é um presidente inconstitucional. Nós temos que fazer com que o campo da Constituição se una, no primeiro ou no segundo turno, em 2022.
O ex-presidente Lula voltou ao cenário eleitoral, esteve em Brasília essa semana. Há alguma articulação com o PT? Como fica uma possível candidatura de esquerda enfrentando Lula?
O PT é o maior partido do nosso campo político e tem essa liderança que é o ex-presidente Lula, talvez a maior liderança da nossa história. É natural que ele tenha um papel de coordenação, de direção, de liderança desse processo. Tenho conversado muito com ele e vejo essa disposição ao diálogo e acho que esse é o caminho. Ele pode ser o candidato se de fato esse for o caminho que ele próprio coloque com o partido dele porque é um nome que tem todos os atributos para ser esse elemento de convergência, ou dependendo da avaliação em 2022 o PT apoiar alguém seria normal.
Partidos de esquerda têm falado muito sobre impeachment. Essa é a saída?
Considerando que estamos em meio a uma pandemia pessimamente gerida, o impeachment é imprescindível. É um imperativo da hora presente para salvar vidas. Tenho certeza que o vice-presidente Hamilton Mourão, com quem tenho óbvias diferenças ideológicas, seria um gestor com mais atributos, qualidades e capacidades cognitivas para poder entender o que está se passando no Brasil e no mundo e, com isso, poder governar melhor. Sou daqueles que acham que todo momento é propício para fazer impeachment diante de um governo tão desastrado e inconstitucional e de um presidente da república tão amigo dos crimes de responsabilidade.
Negociação vale para o período de 2021 a 2023 e garante 900 milhões de doses, além de prever outros 900 milhões adicionais.
Por G1
08/05/2021 08h23 Atualizado há 6 minutos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em cúpula na cidade do Porto, em Portugal, neste sábado (8) — Foto: José Coelho/AFP
A União Europeia fechou acordo com os laboratórios Pfizer e BioNTech para a compra de até 1,8 bilhão de doses adicionais de sua vacina contra a Covid-19, anunciou neste sábado (8) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“Tenho o prazer de anunciar que a Comissão acaba de aprovar um contrato garantindo 900 milhões de doses (com opção de mais 900 milhões) com Pfizer/BioNTech para os anos 2021-2023”, tuitou Von der Leyen, durante uma cúpula europeia em Portugal.
Este é o terceiro contrato do bloco com as duas empresas, que já se comprometeram a fornecer este ano 600 milhões de vacinas da vacina de duas doses em dois contratos anteriores. A UE pretende inocular pelo menos 70% de sua população adulta até o final de julho.
A população dos 27 países da UE é de 445 milhões de habitantes. Segundo o site Our World In Data, ligado à Universidade de Oxford, já foram aplicadas 168,7 milhões de doses de vacina contra Covid na região.
Vacina da Pfizer: entenda como funcionam os imunizantes de RNA mensageirohttps://def2a18ceea05ba85368ca385e0ee0b9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
O acordo tem um valor de até US$ 43 bilhões, informou a agência alemã DPA. A comissão não revela oficialmente quanto paga por dose a seus vários fornecedores de vacina. O primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, disse no início deste mês que o custo de cada injeção no novo acordo seria de US$ 23,72 — portanto, mais alto do que em contratos anteriores. São necessárias duas injeções para a vacinação.
Trata-se de um aumento considerável em relação ao preço pago pelos europeus pela vacina de Oxford/AstraZeneca, que teria um preço inferior a US$ 2,43 por dose.
O novo contrato prevê que todos os componentes essenciais das vacinas devem ser produzidos na UE.
A Comissão Europeia tem atualmente uma carteira de 2,6 bilhões de doses de meia dúzia de empresas. “Outros contratos e outras tecnologias de vacinas virão”, disse von der Leyen em uma mensagem no Twitter.
O anúncio deste sábado reforça a confiança que a UE tem demonstrado na tecnologia usada para a vacina Pfizer/BioNTech, que é diferente daquela por trás da vacina Oxford/AstraZeneca.
O ingrediente ativo do imunizante da Pfizer é o RNA-mensageiro, ou mRNA, que contém as “instruções” para as células humanas construírem apenas uma parte do coronavírus chamada proteína spike. O sistema imunológico humano reconhece a proteína spike como estranha, permitindo que prepare uma resposta contra o vírus num caso a infecção.
O anúncio da grande ampliação de contrato com a Pfizer ocorre em um momento em que a União Europeia busca maneiras de se preparar para garantir doses de reforço, enfrentar possíveis novas variantes e iniciar a vacinação de crianças e adolescentes.
Pfizer e BioNTech já disseram que fornecerão à UE 50 milhões de doses extras no segundo trimestre deste ano para compensar as entregas irregulares da AstraZeneca.
Em contraste com a frequentemente criticada AstraZeneca, von der Leyen disse que a Pfizer-BioNTech é um parceiro confiável que cumpre seus compromissos.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Há duas semanas, a UE lançou um processo judicial contra a AstraZeneca por não respeitar os termos de seu contrato com o bloco de 27 países.
A vacina AstraZeneca foi peça fundamental para a campanha de imunização da Europa, além de importante ator na estratégia global para levar vacinas para os países mais pobres. Mas o ritmo lento das entregas frustrou os europeus e eles responsabilizaram a empresa por atrasar parcialmente a vacinação no Velho Continente.
Patentes
A União Europeia se diz pronta para discutir a proposta para suspender as patentes dos imunizantes contra Covid-19. O objetivo é acelerar a produção e a distribuição das vacinas, disse Von der Leyen na quinta-feira (6). O governo dos EUA anunciou nesta quarta-feira (5) que apoiará a iniciativa e participará das negociações na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o assunto.
“A União Europeia está pronta para discutir todas as propostas contra a crise de maneira eficaz e pragmática e a maneira como a proposta americana permitiria atingir esse objetivo”, reagiu a representante do bloco europeu. O presidente francês, Emmanuel Macron, também se disse favorável à medida.
O presidente Jair Bolsonaro divulgou, na noite dessa 6ª feira (7.mai.2021), um vídeo no qual ele aparece andando de moto sem capacete ao lado do empresário Luciano Hang. A gravação aconteceu após evento que liberou o tráfego na ponte sobre o Rio Madeira, na BR-364, no Distrito de Abunã, em Rondônia.
Jair Bolsonaro na inauguração da Ponte do Abunã, no Acre/Rondônia, com o ministro Tarcísio de Freitas na garupa da moto. Curtição do mito. 🇧🇷😆👍 pic.twitter.com/Qh4LkRrieY
Ao compartilhar o vídeo em seu perfil no Twitter, o presidente reclamou da imprensa. “Só assim para a mídia falar da Ponte Abunã, antigo anseio do povo do Acre e de Rondônia que concluímos e inauguramos num período de extrema adversidade após quase uma década de espera. Nem parece o Brasil de alguns anos atrás, quando a corrupção guiava a nossa infraestrutura”, escreveu.
Andar de moto sem capacete é uma infração gravíssima, de acordo com o artigo 244 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Além de multa, o condutor que descumpre a regra também tem o direito de dirigir suspenso.
CONVOCOU PASSEIO EM BRASÍLIA
Na última 3ª feira (4.mai.2021), Bolsonaro havia dito que planeja fazer um passeio em Brasília com um grupo de motociclistas no próximo domingo (9.mai). Fez o convite durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.
“Talvez no domingo, não está certo, mas estou convidando os motociclistas para 9h aqui [no Palácio da Alvorada] a gente dar uma volta em Brasília. Vai juntar mais de 500, estou achando”, disse. O evento já foi confirmado.
“DECRETO JÁ ESTA PRONTO”
Na cerimônia em Porto Velho, Bolsonaro disse que o decreto contra medidas de isolamento durante a pandemia de covid-19 “já está pronto”.
“Creio que a liberdade é o bem maior que nós podemos ter. Tenho falado, se eu baixar decreto, que já está pronto, todos cumprirão”, disse.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã de quinta-feira (6), por policiais civis da Divisão de Atendimento ao Adolescente e Delegacia Especializada no atendimento à Criança e ao Adolescente (DATA/DEACA Ananindeua).
O investigado aproveitava-se de sua posição social para persuadir e praticar o crime contra uma criança.
Na ação, também foi cumprido mandado de Busca e Apreensão na residência dele, onde foi apreendido um aparelho celular.
Em continuidade as diligências, foram cumpridas mais duas medidas cautelares de mandados de busca e apreensão relacionados a supostos crimes de abusos sexuais contra menores.
A Polícia Civil reforça que denúncias de casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas através do Disque 100, Disque 181 ou pelo site do www.safernet.org.br, que permite comunicar os crimes de maneira anônima e encaminha à Central Nacional de Denúncias.
Mourão diz que todos os mortos no Jacarezinho são bandidos
Diante da segunda maior chacina do Rio Janeiro, que chamou atenção da imprensa internacional e chocou o país, o vice-presidente da República classificou todos os mortos com criminosos e minimizou a situação ao afirma que um policial também foi morto.
sexta-feira, 07/05/2021, 15:13 – Atualizado em 07/05/2021, 15:13 – Autor: Com informações R7
Vice-presidente da República, Hamilton Mourão | Reprodução .
Ovice-presidente da República, General Hamilton Mourão, gerou polêmica ao minimizar a morte de 25 pessoas em uma ação da Polícia Civil ocorrida na manhã desta quinta-feira (6) no Rio de Janeiro. “Tudo bandido”, declarou. No confronto, um agente também foi baleado e não resistiu.
“Entra um policial em uma operação normal, leva um tiro na cabeça de cima de uma laje”, completou, citando detalhes de como teria começado a ação no bairro Jacarezinho, Zona Norte da capital do Estado.
“Lamentavelmente essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, com controle sobre determinadas áreas. É um problema da cidade do Rio de Janeiro que já levou várias vezes a que as Forças Armadas fossem chamadas para intervir.”
“Problema sério da cidade do Rio de Janeiro que nós vamos ter que resolver um dia ou outro”, acrescentou Mourão.
Mourão também reafirmou aos jornalistas ser um defensor do voto impresso, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.
“Daria segurança. Quanto tu vai no banco, você faz uma transação na maquininha ela tira um negocinho [comprovante] que você guarda e confirma a operação. Acho que poderia ser estudado”, declarou.
“O Congresso poderia debater isso. Você aperta seus dados para votação, sai um papel e você coloca numa urna. Se tiver alguma dúvida, você conta. Acho que isso não é nada demais.”
O ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta 6ª feira (7.mai.2021) nas redes sociais.
“O único compromisso de Bolsonaro é com a morte, de qualquer maneira”, disse Haddad no Twitter.
A declaração foi em crítica ao silêncio do presidente sobre o tiroteio que ocorreu nesta 5ª feira (6.mai.2021) durante operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na comunidade do Jacarezinho. A ação policial, contra suspeitos de tráfico, deixou 25 mortos. Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o caso.
Prefeito de Belém quer comprar vacinas contra covid-19, produzidas por Cuba. | Reprodução/Twitter .
As vacinas trazem esperança por todo o mundo na luta contra a covid-19. E, várias delas já estão sendo desenvolvidas e aplicadas na população.
Nesta sexta-feira (7), o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues esteve reunido em Brasília, com o embaixador de Cuba, Rolando Antonio Gómes Gonzáles.
O objetivo da reunião, segundo o prefeito de Belém, é tratar da aquisição de vacinas produzidas pelo país.
“Estamos buscando todas as possibilidades de vacinas para acelerar a vacinação e salvar vidas. Essa deve ser a prioridade”, afirmou Edmilson, em seu perfil no Twitter.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.