O presidente Jair Bolsonaro e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, participam de inauguração de uma ponte em São Gabriel da Cachoeira (AM)Sérgio Lima/Poder360
O presidente Jair Bolsonaro participará da inauguração de uma ponte em São Gabriel da Cachoeira (AM) — a quase 3 mil quilômetros de Brasília — com o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, nesta 5ª feira (26.mai.2021).
O evento de inauguração da ponte Rodrigo e Cibele, construída pelo Exército, acontece no mesmo dia em que vence o prazo para que o general da ativa e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresente sua defesa ao Exército. Ele participou de um ato político favorável ao presidente Bolsonaro no Rio de Janeiro (RJ).
O Exército decidiu abrir na 2ª feira (24.mai) um processo administrativo contra o ex-ministro. Houve aglomeração no evento, que incluiu um passeio de moto com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Os 2 não utilizaram máscara.
Até os últimos dias, havia 3 saídas colocadas à mesa para o general. A mais viável e diplomática seria ir à reserva. O ex-ministro, porém, ainda resiste à possibilidade de pedir para sair da ativa.
Depois de entregar suas explicações nesta 5ª feira, Pazuello terá de esperar até 8 dias a decisão do comandante do Exército sobre seu futuro. Dentre as alternativas, advertência, suspensão ou, em caso mais remoto e menos provável, prisão.
Como Pazuello é oficial-general de 3 estrelas e integra o corpo de intendentes, não pode ser promovido a 4 estrelas. Ele mesmo poderia pedir para sair da ativa, já que reúne todos os pré-requisitos para ir à reserva. Com isso, escaparia de possíveis punições.
O desempenho de Pazuello na CPI da Covid foi elogiado dentro do Exército. No entanto, a aparição do ex-ministro na manifestação, sem máscara e em cima do trio elétrico, irritou os generais dos mais altos postos. O comandante da Força, agora, se vê obrigado a tomar uma decisão.
A PONTE
Segundo o Exército, a ponte que será inaugurada nesta 5ª pelo presidente Bolsonaro foi concluída em 19 de abril. Foi construída pela 21ª Companhia de Engenharia de Construção em parceria com o DNIT no Km 91 da BR-307. O evento de inauguração está marcado para 13h30, segundo agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto.
Eis algumas informações:
responsável: Exército Brasileiro e DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes)
localização: segmento compreendido entre o km 1.327,80 (São Gabriel da Cachoeira-AM) e o km 1.429,60 (Ponte da Comunidade do Balaio-AM), trecho com extensão de 101,80 km.
execução: administração direta, pela 21ª Companhia de Engenharia de Construção, que empregou 19 militares para a recuperação da ponte
extensão: 18m;
largura: 6m;
volume empregado de madeira: 68,65 m³
Eis algumas fotos divulgadas no site oficial do Exército:
Band/RBA confirma transmissão do Brasileiro da Série C
A RBA TV transmitirá a estreia do Paysandu no Campeonato Brasileiro da Série C
quinta-feira, 27/05/2021, 09:31 – Atualizado em 27/05/2021, 11:39 – Autor: Lucas Contente DOL
Band/RBATV irá transmitir jogo do papão no próximo sábado. | Jorge Luiz/Ascom Psc .
Apartir do próximo sábado (27), a TV Bandeirantes (Band) Transmitirá os jogos do Campeonato Brasileiro da Série C pelo terceiro ano consecutivo. Junto com a plataforma streaming DAZN, será a única a transmitir a competição em território nacional, incluindo os jogos do Paysandu.
No final da temporada de 2020, a BAND/RBA Segundo dados prévios do Ibope, a partida para Belém, no ar das 17h às 19h, ficou na liderança isolada com 23 pontos de média e 30 pontos de pico. Cada ponto representa 23.001 televisores ligados. Ao todo, foram 690 mil pessoas alcançadas na Grande Belém.
Além das transmissões da emissora para as regiões Norte e Nordeste, aos sábados também terá transmissão para o inteiro Paulista. Uma ótima notícia aos torcedores, de times do interior e também times de capitais, como o Papão da Amazônia.
Para os paraenses, de acordo com as logísticas de transmissão da Band/RBA, os jogos do papão só poderão ser transmitidos quando acontecerem às 17h, o que significa que, somente a partir da quarta rodada, quando enfrentará o Volta Redonda, na Curuzu, o time poderá ter seu jogo em TV aberta. 0:020:32
PAYSANDU: Denilson vê presença de novo técnico como motivação a mais pro elenco e garante expectativa alta para a decisão: “Nossa equipe está confiante”
Aluta contra a Covid-19 se tornou prioridade para o governos de todos os Estados brasileiros. Os recursos federais destinados ao Pará, por exemplo, foram utilizados em investimentos de equipamentos para hospitais, construção de leitos clínicos e de UTI e na compra de vacinas contra a Covid-19.
A lisura no uso dos recursos federais repassados ao Pará foi comprovada por auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontar que não houve nenhum dano ao erário público na aplicação do montante de quase R$ 438 milhões gasto pelo governo paraense no combate à pandemia.
No levantamento feito pela CGU foi analisado os gastos de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, e o Pará está entre as poucas unidades da federação que não apresentaram prejuízos com os recursos destinados para o enfrentamento da pandemia.
Em contrapartida, a CGU apontou prejuízo potencial ao erário de R$ 164 milhões em 53 operações entre os meses de março de 2020 e abril de 2021 envolvendo possíveis irregularidades na utilização de recursos para o combate ao novo coronavírus de pelo menos 19 outros Estados brasileiros.
No Estado do Ceará, para citar um dos casos analisados, o prejuízo ao erário por más aplicações da verba federal pode ser de mais de R$ 66 milhões, segundo o levantamento da CGU. No caso do Piauí, o dano aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 21 milhões.
Entre as principais irregularidades encontradas pelo órgão estão: irregularidades no processo de licitação, direcionamento de licitação, utilização de empresa fantasma, irregularidades nos pagamentos contratuais, entre outras.
Segundo informações do levantamento, “os valores dos recursos envolvidos nas 53 operações alcançaram o montante de R$ 1,6 bilhão” e “o prejuízo efetivo (que de fato constou nas apurações) atingiu quase R$ 39,2 milhões e o prejuízo potencial é de R$ 124,8 milhões (que decorre dos desdobramentos que afetem outros contratos e o aprofundamento da investigação)”.
Bolsonaro em cerimônia no Planalto. Desaprovação ao governo retornou ao patamar mais alto já registrados pelo PoderData. Aprovação se mantém perto de 1/3Sérgio Lima/Poder360 – 18.mai.2021
Pesquisa PoderData realizada nesta semana (24-26.mai.2021) mostra que a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro voltou a subir e igualou o recorde de 59%, uma alta de 5 pontos percentuais em relação a duas semanas antes. É o maior nível desde junho de 2020, quando essa pergunta passou a ser feita a cada 15 dias. A gestão federal, no entanto, segue sendo bem avaliada por 35% dos brasileiros. Era 36% há duas semanas. A variação se deu dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa PoderData foi a 1ª realizada com a CPI da Covid funcionando já de maneira plena, sobretudo depois de todos os depoimentos de ex-ministros da Saúde. A comissão tem produzido intenso conteúdo noticioso negativo sobre o governo Bolsonaro.
Nesta semana, na 2ª e na 3ª feira (24 e 25 de maio), o Jornal Nacional, na TV Globo, dedicou 6min16s e 7min48s, respectivamente, a reportagens sobre a investigação no Senado. Além disso, teve mais 24 minutos somados, nos 2 dias, a respeito de fatos correlatos à pandemia de coronavírus.
O resultado indica que o noticiário desfavorável não chega a perfurar o núcleo de apoio mais próximo do presidente. Mas teve impacto sobre o crescimento da desaprovação.
Outro fenômeno notado nesta rodada do PoderData é a redução dos eleitores “indiferentes”, os que respondem não ter opinião. Há 15 dias, 10% diziam não saber se aprovavam ou desaprovavam o governo Bolsonaro. Agora, são 6%.
Os números de avaliação do trabalho pessoal do presidente também indicam um quadro de maior polarização. Os brasileiros que consideram Bolsonaro “regular” eram 19% há duas semanas e passaram a ser 13%.
Já a proporção dos que avaliam seu trabalho pessoal como “ruim” ou “péssimo” foi de 51% para 55%. Outros 28% dizem que o presidente é “bom” ou “ótimo”, mesmo número da pesquisa anterior.
Esta pesquisa foi realizada no período de 24 a 26 de maio de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO GOVERNO
Os que têm de 16 a 24 anos (75% desse grupo), os moradores da região Nordeste (66%) e os que ganham de 5 a 10 salários mínimos (70%) são os estratos que mais rejeitam a administração bolsonarista.
Já os que mais aprovam são: homens (40%), os que têm de 45 a 59 anos (43%) e os moradores da região Norte (74%). Os demais grupos têm variações que se igualam à média geral, considerando a margem de erro.
Leia a estratificação completa no infográfico abaixo:
DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE BOLSONARO
O Poder360 destaca os seguintes recortes:
sexo – 35% dos homens aprovam o presidente; entre mulheres, a taxa é de 22%;
região – 62% da região Sudeste rejeitam Bolsonaro; no Norte, taxa é de 21%;
renda – dos mais ricos (que ganham mais de 10 salários mínimos), 63% rejeitam o presidente; taxa cai para 51% entre desempregados e para 50% entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos.
Leia a estratificação completa no infográfico abaixo:
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PESQUISA MAIS FREQUENTE
O PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.
Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.
Secretária diz em CPI que “Fiocruz tem um pênis na porta”
Conhecida pelo apelido “Capitã Cloroquina”, Mayra Pinheiro ainda falou sobre a gestão da crise de saúde no Amazonas e reforçou que o Governo Federal orientou sobre o suposto tratamento precoce para a covid-19.
Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, conhecida como “Capitã Cloroquina”. | Agência Brasil .
ACPI da Covid continua coletando depoimentos cada vez mais diversos sobre a gestão do governo Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus. Mas além de revelações sobre suposta falta de atuação na tentativa de conter a doença, outras polêmicas passadas dos envolvidos voltaram à tona.
Foi o que ocorreu com Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde e mais conhecida como “Capitã Cloroquina”, que foi questionada pelo senador Randolfe Rodrigues sobre uma antiga fala dela, na qual criticava a Fiocruz, que atualmente produz uma das vacinas contra a covid-19.
Na fala em questão, Mayra afirmava que a Fiocruz possuía a imagem de um pênis na porta, tapetes com a imagem de Che Guevara e salas temáticas sobre “Lula Livre” e “Marielle Vive”. Questionada, a secretária reafirmou a posição, mas afirmou que se tratava de uma situação passada, antes dela assumir o cargo no Ministério da Saúde.
🇧🇷 Senador Randolfe Rodrigues coloca para tocar um áudio de Mayra Pinheiro dizendo que tinha um pênis na porta da FioCruz e que os tapetes nas portas eram a figura de Che Guevara.
Em depoimento à CPI da Covid-19, a secretária ainda fez defesa ferrenha do uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada para tratamento da Covid-19, e admitiu que a pasta federal orientou médicos de todo o país para que adotassem o tratamento precoce.
Conhecida como “capitã cloroquina”, Mayra também apresentou versões que conflitam com as apresentadas à comissão na semana passada pelo ex-ministro Eduardo Pazuello, em particular sobre a crise em Manaus e a plataforma TrateCov.
A secretária, que é médica, presta depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (25) munida de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal. Ele lhe garante o direito de permanecer em silêncio em perguntas sobre os fatos de dezembro do ano passado e janeiro, quando houve o colapso do sistema de saúde de Manaus, em face da segunda onda da pandemia.
Mayra é investigada em ação que corre em segredo de Justiça do Amazonas. Ela confirmou ter informado à Secretaria de Saúde do Amazonas que era “inadmissível” não adotar a orientação da pasta.
A secretária foi questionada sobre o tema pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). O senador leu trecho de um ofício encaminhado ao Amazonas no qual estimulava a gestão municipal a usar as drogas orientadas pelo Ministério da Saúde.
“Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando dessa forma inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus, a não adoção da referida orientação”, diz trecho do documento lido por Renan.
Mayra ainda afirmou à CPI que a diretriz do ministério não valia apenas para os médicos amazonenses. “A orientação para tratamento precoce é para todos os médicos brasileiros, não só para Manaus”, disse a secretária.
Ela também defendeu pessoalmente a hidroxicloroquina. Disse que, como médica, mantém a orientação “de que a gente possa usar todos os recursos possíveis para salvar vidas”. Por outro lado, disse que nunca recebeu ordens para propagar o medicamento.
“Nunca recebi ordens, e a indicação desses medicamentos não é iniciativa minha pessoal”, afirma.Ela depois ainda afirmou que a cloroquina e outros medicamentos foram “criminalizados”, com a publicação de dois estudos acadêmicos.
“A gente teve um grande prejuízo à humanidade de pessoas que poderiam não ter sido hospitalizadas e não terem ido a óbito se a gente não tivesse criminalizado duas medicações antigas, seguras e baratas, que poderiam ter sido disponibilizadas e prescritas pelo médico”, disse.
A defesa da cloroquina foi rebatida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico. O senador afirmou que a hidroxicloroquina é um antiparasitário e que portanto não há estudos conclusivos para tratar doença causada por vírus.
“Não tem nenhum estudo que possa demonstrar que foi feita a primeira, segunda, terceira e quarta fase. Além disso, doutora, todos esses estudos têm que ser acompanhados do ponto de vista farmacológico, farmacodinâmico e farmacocinético, para saber como a droga no organismo do paciente desenvolve sua ação. Hidroxicloroquina não é antiviral em estudo sério nenhum no mundo”, afirmou.
“Essa insistência de permanecer no erro não é virtude, doutora, é defeito de personalidade. Não é da senhora, não, eu estou me referindo até ao presidente da República”, completou.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) questionou posteriormente se a secretária se incomodava de ser chamada de “capitã cloroquina”. Mayra Pinheiro afirmou que não era adequado, mas indicou que o problema não era a cloroquina e sim a patente militar.
“Apenas não acho o termo adequado, porque não sou uma oficial de carreira militar. Sou uma médica conceituada no meu estado. Então prefiro ser chamada de Mayra Pinheiro”, afirmou.
Em seu depoimento, a secretária também contradisse versões dadas por Pazuello, em especial sobre o colapso do sistema de saúde de Manaus. Apresentou, por exemplo, uma data diferente em que o Ministério da Saúde tomou conhecimento de problemas da falta de oxigênio, que resultou na morte de pessoas asfixiadas.
A secretária afirmou que o Ministério da Saúde tomou conhecimento dos problemas de falta de oxigênio medicinal em Manaus por meio de um email da empresa White Martins, que havia sido repassado pelas autoridades locais para a pasta.
Mayra afirmou que não foi informada do problema da falta de oxigênio no período em que esteve atuando em Manaus, em missão do ministério.
“Não houve uma percepção que faltaria. De provas, é que nós tivemos uma comunicação por parte da secretaria estadual que transferiu para o ministro um email da White Martins dando conta que haveria um problema de abastecimento”, respondeu.
“O ministro teve conhecimento do desabastecimento de oxigênio em Manaus creio que no dia 8 [de janeiro], e ele me perguntou: ‘Mayra, por que você não relatou nenhum problema de escassez de oxigênio?’. Porque não me foi informado”, disse à CPI.
Em depoimento à comissão, Pazuello disse que foi informado do problema apenas na noite do dia 10 de janeiro.
No dia 7 de janeiro, a White Martins enviou email à Secretaria de Saúde do Amazonas na qual informou que não tinha quantidade suficiente de oxigênio para suprir a demanda do estado. No mesmo email, a White Martins aponta o nome de outro concorrente, Carboxi, que poderia ter a carga necessária, segundo documento a que o jornal Folha de S.Paulo teve acesso.
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação ainda afirmou à CPI da Covid que o aplicativo Tratecov foi alvo de uma extração de dados, e não um hackeamento, como afirmou Pazuello na semana passada.Segundo Mayra, a constatação de que houve uma extração de dados foi o que levou o ministério a tirar o dispositivo do ar. Pazuello disse o mesmo na semana passada.
Ao contrário do que disse o ex-ministro, porém, Mayra frisou em depoimento nesta terça que não houve alterações no aplicativo porque ele era seguro. A retirada do ar foi feita para que houvesse uma investigação.
Já Pazuello afirmou na semana passada à CPI que o aplicativo foi manipulado e colocado no ar pelo hacker.
“Ele [o hacker] pegou esse diagnóstico, botou, alterou, com dados lá dentro, e colocou na rede pública. Quem colocou foi ele; tem todo o boletim de ocorrência. Eu vou disponibilizar para os senhores”, disse Pazuello.
Nesta terça, Mayra disse que o laudo da perícia no aplicativo mostra não ter havido hackeamento.”Ele não conseguiu hackear. Hackear é quando você usa a senha de alguém. Foi uma extração indevida de dados. O termo usado [por Pazuello] foi um termo de leigos”, tentou justificar. “O que ele [a pessoa que inspecionou o aplicativo] fez foram simulações indevidas, fora de contexto epidemiológico”, disse Mayra.
Segundo a secretaria, o Tratecov servia como uma plataforma para auxiliar médicos no diagnóstico da Covid. De acordo com senadores, no entanto, o aplicativo também receitava cloroquina para crianças e adolescentes.
“Estamos organizando para que ele possa ser utilizado”, disse Mayra, após ser cobrada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), pelo fato de estar fora do ar uma iniciativa que poderia ajudar no combate ao coronavírus.
A fala sobre o Tratecov é uma das 11 contradições da secretária que foram apontadas pelo relator da CPI, Renan Calheiros.
Ele também indicou a declaração em que a secretaria disse que não era possível prever a quantidade de oxigênio que deveria ser usado na crise em Manaus. Em outro momento do depoimento, Mayra afirmou que era sim possível fazer o cálculo por meio do prognóstico de hospitalizações.
No início da sessão, Renan provocou grande polêmica ao fazer um paralelo entre a situação atual da pandemia do novo coronavírus e o período do nazismo na Alemanha.
Renan citou o tribunal de Nuremberg, que julgou dirigentes nazistas por seus crimes. “O tribunal da história é implacável”, disse.
“Não podemos dizer ainda que houve genocídio. Mas podemos dizer que há sim uma semelhança assustadora, uma semelhança terrível, uma semelhança tenebrosa no comportamento de algumas altas autoridades que testemunharam aqui na CPI e o relato que acabei de ler sobre um dos marechais no nazismos no tribunal de Nuremberg”, afirmou.
A fala provocou reação imediata de senadores governistas, que afirmaram que haveria um pré-julgamento e um paralelo “absurdo”, segundo descreveu o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE). Houve um princípio de tumulto.
Atletas do Remo vão à festa e pelada e levam punição. Veja
De acordo com o presidente Fabio Bentes, Dioguinho, Lailson e Thiago Miranda irão treinar a semana de forma separada do elenco.
segunda-feira, 24/05/2021, 16:13 – Atualizado em 24/05/2021, 16:13 – Autor: Magno Fernandes DOL
Jogadores do Remo se envolvem em polêmica durante o final de semana. | Divulgação .
Com menos de uma semana para o início da Série B do Campeonato Brasileiro, além da preparação que está sendo realizada ao jogo diante do CRB-AL, um outro assunto também vem dando preocupação para a diretoria e comissão técnica do Clube do Remo: os problemas indisciplinares de alguns jogadores do elenco.
Após fotos divulgadas nas redes sociais, atacante Dioguinho apagou seu perfil no twitter e está fora da estreia do Remo na Série B. Divulgação
Enquanto Thiago Miranda estava em uma festa de aparelhagem, Lailson participava de um jogo de pelada em um campinho de areia no bairro do Barreiro, em Belém. Com divulgação das imagens nas redes sociais, muitos torcedores azulinos demonstraram total indignação por conta dos jogadores estarem em locais com grande aglomeração de pessoas.
Volante Lailson (camisa 27) é um dos atletas punidos por indisciplina no Remo. DivulgaçãoAtacante Thiago Miranda (de óculos amarelo), também esteve em festa no final de semana e será punido pelo Remo Divulgação
Em contato com a reportagem do DOL, presidente Fabio Bentes, confirma que os três jogadores serão punidos pelos atos de indisciplina e também estão fora da estreia na disputa nacional. “Serão multados em 30% (dos salários), irão treinar de forma separada do restante do elenco durante a semana e não irão viajar com a delegação para Maceió”, afirmou o dirigente.
Sem a presença de Dioguinho, Lailson e Thiago Miranda, o Clube do Remo tem estreia marcada contra o CRB no próximo sábado (29), às 16:00, no estádio Rei Pelé em Maceió-AL. A partida terá cobertura completa do portal DOL.
O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixa o Senado depois de prestar depoimento na CPI da Covid; nesse domingo, participou de ato político, sem máscaraSérgio Lima/Poder360-19.mai.2021
A alternativa mais viável neste momento para o ex-ministro da Saúde e general da ativa Eduardo Pazuello é ir à reserva. O ex-chefe do ministério participou de ato favorável ao governo Bolsonaro nesse domingo (24.mai.2021). O estatuto dos militares e o regulamento disciplinar do Exército proíbem manifestações político-partidárias.
Eis os 3 prováveis caminhos para o general:
Reserva espontânea: como Pazuello é oficial-general de 3 estrelas e integra o corpo de intendentes, não pode ser promovido a 4 estrelas. Logo, não almeja promoção e poderia ele mesmo pedir para sair da ativa, já que reúne todos os pré-requisitos para ir à reserva. Com isso, ficaria livre de uma possível punição.
Reserva forçada: se Pazuello não se dispuser a ser reservista e se a turma mais jovem que a dele completar os pré-requisitos, ela pode ser promovida. Caso isso ocorra e como o ex-ministro é oficial-general de 3 estrelas, não pode continuar na Força com uma turma mais nova à sua frente, com 4 estrelas. Assim, iria para a reserva automaticamente.
Sem reserva, com possível punição: caso continue na ativa, Pazuello pode sofrer alguma advertência. Em caso extremo e ainda menos provável, como punição, poderia ser preso. Chance: quase zero.
O RDE (Regulamento Disciplinar do Exército) é o texto que Pazuello teria desrespeitado. A decisão, agora, está nas mãos do Comando do Exército. O ex-ministro deverá ser notificado. Depois, poderá se explicar.
O desempenho de Pazuello na CPI da Covid foi elogiado dentro do Exército. Mas, depois de domingo, foi tudo por água abaixo. A aparição do ex-ministro na manifestação, sem máscara e em cima do trio elétrico, irritou os generais dos mais altos postos. O comandante da Força, agora, se vê obrigado a tomar uma decisão.
MOURÃO
Na manhã desta 2ª feira, o vice-presidente Hamilton Mourãodisse que Pazuello sabe que errou indo ao ato político. “O episódio será conduzido à luz do regulamento. Eu já sei que o Pazuello entrou em contato com o comandante, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, declarou a jornalistas no Palácio do Planalto.
“O regulamento disciplinar do Exército, no seu anexo 1, tem uma série transgressões. Entre elas, pode ser enquadrada essa presença do general Pazuello nessa manifestação, é uma manifestação de cunho político”, declarou o vice-presidente.
Segundo Mourão, o regulamento disciplinar da Força determina que o comandante entregue ao militar uma ficha de apuração de transgressão na qual está descrito o fato. Pazuello teria, então, até 72 horas para apresentar suas razões de defesa e, a partir daí, o comandante analisaria fatores agravantes e atenuantes para indicar as punições. Vão de advertência até prisão.
“É provável que seja [aplicada alguma punição], é uma questão interna do exército, ele [Pazuello] pode também pedir transferencia para reserva e atenuar o problema”, afirmou Mourão.
Bianca Dominguez em entrevista ao Domingo Espetacular. | Foto: Reprodução / tv Record .
Uma semana após o trágico acidente que levou a morte de MC Kevin, Bianca Dominguez, acompanhante de luxo conhecida por ser a “Deusa do Oral”, falou publicamente e pela primeira vez sobre a morte do cantor, que caiu da varanda de um hotel de luxo no Rio de Janeiro.
Em entrevista para o programa Domingo Espetacular na noite de ontem (23), Bianca explicou que não conseguiu reagir no momento em que viu Kevin ficou pendurado no parapeito da sacada. “Eu tentei me aproximar quando vi o que ele estava fazendo, eu já vi as mãos dele praticamente se soltando, eu entrei em desespero. Eu vi a hora que ele caiu”.
Bianca ainda relatou que subiu para o quarto onde ocorreu o acidente com Victor Elias Fontenelle, mais conhecido como MC VK. Kevin chegou minutos depois. “A gente começou a se beijar, a ficar, e o Victor também quis ficar junto, eu falei que seria R$ 1 mil de cada um”, contou ela.
A acompanhante voltou a afirmar que MC VK e Jonathan (também amigo de Kevin), estavam no local e gritaram “moio, moio”, com o objetivo de alertar sobre a presença de Deolane Bezerra, mulher de Kevin. “Eles começaram a gritar que estava vindo gente. Eu não sabia que a esposa estava ali , eu estava sem entender quem estava ali”, afirmou.
Bianca afirmou que MC Kevin antes de o acidente estava claramente drogado e alcoolizado. Além disso, a acompanhante de luxo afirmou que foi impedida de deixar o local. “Eu fiquei desesperada, eu não fiquei me arrumando, eu fiquei lá porque não me deixaram sair do quarto, eu me vesti porque eu estava nua e desci. O segurança enfatizou de forma agressiva: ‘Arranca essa mina daqui”, completou.
Casa da Cultura Caranã é inaugurada pelo governo em Salinas. Aproveitou-se a água da Fonte do Caranã, que é mineral e antes era desperdiçada, para formar um lago natural em volta do prédio com 12 espécies de peixes, com destaque para o pirarucú. O projeto – Construída em uma área de 1.800 m2, que permite eventos para até mil pessoas, a Casa da Cultura de Salinópolis possui quatro andares, contando com o térreo, que seria o primeiro andar, onde se optou por deixar um vão livre para apresentações culturais e exposições. Já no segundo andar, existe um auditório com capacidade para 150 pessoas e salas de pesquisa. No terceiro andar, fica a biblioteca que já conta com 5 mil livros doados dos acervos do Dr. Mártires Coelho e do geofísico salinopolitano, Carlos Dias, um dos grandes incentivadores do espaço, falecido há alguns meses.No quarto andar, encontra-se o espaço multiuso com capacidade para 300 pessoas e a varanda com uma privilegiada visão para a praia e outra para a cidade. Por fim, uma estrutura metálica em forma de pássaro foi instalada em cima do prédio. “A estrutura é uma homenagem aos ancestrais Tupinambás que chamavam o município de Uirandeua que significa ‘lugar de muitos pássaros’”, explica o arquiteto do projeto João Castro Filho.
FioCruz alerta para aumento de casos e risco de 3ª onda
Com a demora na vacinação e grande parte da população levando uma “vida normal” e aglomerando, a chance de uma terceira onda, maior e mais violenta, é muito grande.
sábado, 22/05/2021, 07:33 – Atualizado em 22/05/2021, 10:07 – Autor: BBC Brasil
| Reprodução .
Omais recente Boletim Infogripe, publicado nesta sexta-feira (21) por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), revela que a situação da pandemia de covid-19 no Brasil voltou a piorar em pelo menos oito Estados.
Em outros dez, a tendência de queda nos números está se estabilizando, o que também representa uma preocupação. Os dados analisados compreendem a semana epidemiológica 19, que vai de 9 a 15 de maio.
“Como vem sendo alertado desde a atualização da semana 14, diversos desses estados ainda estão com valores similares ou até mesmo superiores aos picos observados ao longo de 2020”, aponta o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe, num comunicado divulgado pela própria FioCruz.
“Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão de covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”, completa o especialista.
DIAGNÓSTICO
Segundo o relatório, o retorno às atividades econômicas e sociais aconteceu muito cedo. Ao primeiro sinal de arrefecimento, muitos prefeitos e governadores aliviaram as medidas restritivas tomadas anteriormente, que reduziram de forma considerável a quantidade de pessoas fora de casa.https://011e3a97e32b988ddeb6653bb7c273f2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Com mais gente nas ruas, o coronavírus também voltou a circular com maior intensidade. Mais gente infectada, por sua vez, é sinal de uma maior procura por pronto-socorros e postos de saúde, num momento em que as taxas de ocupação de leitos continuam bem longe do ideal.
Isso pode representar uma piora na situação da pandemia nas próximas semanas. “Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes, impactando todos os atendimentos, não apenas aqueles relacionadas à síndromes respiratórias e covid-19”, aponta Gomes.
Portanto, um aumento das internações pode aprofundar ainda mais a crise sanitária, aumentar os casos e mortes por covid-19 e levar a um novo colapso do sistema de saúde, o que alguns epidemiologistas encaram como uma “terceira onda”.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.