MUNIZAÇÃO NO PARÁ

6 de agosto de 2021 at 08:27

Covid-19: população de até 18 anos será vacinada essa semana

O anúncio foi feito pelo governador Helder Barbalho, que informou a chegada de mais imunizantes e distribuição para todos os 144 municípios. Até a noite de ontem, 4,9 milhões de doses foram aplicadas no Estado

 sexta-feira, 06/08/2021, 07:18 – Atualizado em 06/08/2021, 07:21 –  Autor: Carol Menezes DOL


Na capital, vacinação contra a covid segue avançando para grupos prioritários e por faixa etária

 Na capital, vacinação contra a covid segue avançando para grupos prioritários e por faixa etária | Wagner Santana .

Adultos a partir de 18 anos de idade de todos os 144 municípios paraenses poderão ainda esta semana tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O anúncio foi feito pelo governador Helder Barbalho (MDB) na tarde de ontem (5), em vídeo divulgado nas redes sociais, e confirma a antecipação do início da imunização para toda a população adulta paraense – antes previsto para ocorrer somente no final deste mês. Entre quarta (4) e quinta (5), o Ministério da Saúde enviou mais 145.310 mil doses de CoronaVac e Pfizer, que serão entregues às regionais de Saúde para imediata distribuição às prefeituras.

Em Belém haverá vacinação hoje para os nascidos em 2001, e no sábado, dia 7, chega a vez daqueles que nasceram nos anos de 2002 e 2003. “A partir deste recebimento, anunciamos que estaremos distribuindo para os 144 municípios vacina para já começar, ainda esta semana, a vacinação de todos com 18 anos para mais, portanto antecipando o calendário, e podendo anunciar a feliz notícia de que todo o público adulto do Pará já estará recebendo a primeira dose. Se vacine, se proteja, e vamos vencer esse momento”, declarou o chefe do Executivo Estadual na gravação.

Até a noite desta quinta-feira (5), o Pará aplicou 4.900.983 doses de imunizantes, sendo 3.227.769 da primeira dose e 1.673.214 vacinas correspondentes à segunda dose de imunização contra a Covid. As informações sobre a vacina são fornecidas pelas secretarias municipais de saúde e a população pode acompanhar o andamento da campanha em todo o estado através da página do Vacinômetro.

Assim que os lotes desembarcarem no Aeroporto Internacional de Belém, quase que imediatamente começará a distribuição, em operação coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e pelo Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), para as unidades regionais da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Esta, por sua vez, fará a distribuição para os municípios, e as prefeituras então anunciarão o andamento do calendário de vacinação.

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COMPROMISSO

6 de agosto de 2021 at 01:47

Pará representa a Amazônia Legal em conselho internacional

Governador Helder Barbalho e os governadores do Amazonas e de Rondônia voltaram a defender a cooperação bilateral e a bioeconomia na Amazônia

 quinta-feira, 05/08/2021, 23:08 – Atualizado em 05/08/2021, 23:53 –  Autor: ( Agência Pará )


Helder ao lado do conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan Helder ao lado do conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan | Embaixada EUA/Fábio Bonifácio .

Representante do Consórcio da Amazônia Legal, o governador do Pará, Helder Barbalho, se reuniu no início da tarde desta quinta-feira (05) com Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos e assistente para Assuntos de Segurança do presidente Joe Biden. Também estiveram presentes os governadores do Amazonas, Wilson Lima, e de Rondônia, Marcos Rocha.

O encontrou integra uma série de diálogos entre os estados da Amazônia Legal e os Estados Unidos visando à cooperação bilateral. Na ocasião foram discutidos vários temas, como regularização fundiária, combate ao desmatamento, serviços ambientais, bioeconomia, e cooperação financeira e em ciência e tecnologia.

Para Helder Barbalho, é importante que a comunidade internacional procure os estados da Amazônia para fortalecer o diálogo sobre a agenda climática. “Nós, governadores, demonstramos nosso compromisso em eliminar o desmatamento ilegal, descarbonizar as economias locais e demonstramos, ao mesmo tempo, que podemos construir soluções com a sustentabilidade. Que possamos fazer com que esse desenvolvimento reverta a lógica econômica, criando alternativa, associada à atividade da agricultura e da pecuária, ao tempo em que a floresta em pé passa a ser valorizada num patamar de rentabilidade, e que com isso possamos gerar emprego e renda para os milhões de brasileiros que vivem na Amazônia”, enfatizou.

Ainda segundo o governador do Pará, o governo americano solicitou a apresentação das principais demandas dos estados para que possa ser internalizadas, com o governo norte-americano, soluções para a agenda climática. Durante a reunião foi apresentado o Plano de Recuperação Verde (PRV), elaborado pelo Consórcio Amazônia Legal, como mecanismo para que a reconfiguração da estrutura socioeconômica da Amazônia Legal tenha como efeito o estabelecimento de uma preservação duradoura dos ecossistemas locais.

Race To Zero

Helder Barbalho ressaltou a meta do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), que visa principalmente levar o Pará à neutralidade climática na área de “uso da terra e florestas” antes de 2036, e reafirmou o compromisso da adesão da campanha global Race To Zero para zerar emissões de gases do efeito estufa até 2050. Segundo ele, tudo isso é possível por meio de consolidações de parcerias com governos e instituições nacionais e internacionais. “A união de esforços em favor da Amazônia, e acima de tudo construir um novo conceito em que possamos valorizar as atividades da agricultura e da pecuária e construir uma nova economia verde, é o caminho para o desenvolvimento sustentável”, afirmou o governador do Pará.

Outro assunto abordado foi a complexidade da Amazônia e sua realidade muito específica, com espaços dos povos amazônidas nas estruturas de governança dos territórios. Jake Sullivan sinalizou o interesse positivo dos EUA em colaborar com os estados da região amazônica, e ressaltou que o presidente norte-americano reforça que a Amazônia é um ecossistema que precisa ser protegido, por ser indispensável ao planeta.

Combate ao desmatamento

De acordo com dados do Deter, serviço de alerta de desmatamento e degradação da floresta na Amazônia Legal, operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado do Pará teve uma redução de 11,4% no desmatamento, no período de agosto de 2020 a julho de 2021, em relação ao período de agosto de 2019 a julho de 2020, o que equivale a uma área de 55.421 hectares. Somente o mês de julho, quando comparado ao mesmo período do ano passado, apresenta uma diminuição de 32% no desmatamento em todo o Estado e mostra diminuição de 26.342 hectares.

Essa redução é resultado dos esforços empreendidos pela Força Estadual de Combate ao Desmatamento, por meio da Operação Amazônia Viva, que já contabiliza 14 fases. 

“Pé no Chão”

No último dia 30 de julho, Helder Barbalho compôs o grupo de governadores que participou de videoconferência com o enviado especial para o Clima do Governo dos Estados Unidos, John Kerry. O encontro teve a participação de autoridades de todas as regiões do Brasil. Foram apresentados projetos prioritários de cada região na área de conservação ambiental.

O Pará, representando a região Norte, apresentou o Projeto “Bioeconomia Pé no Chão”, desenvolvido em parceria com a Universidade de Nova York (NYU), que busca a construção e execução de um plano de ação para o desenvolvimento do Pará nos níveis econômico e humano.

Helder Barbalho ressaltou que “a Bioeconomia é uma oportunidade que a Amazônia tem para expressar seu inteiro potencial e produzir desenvolvimento justo e vocacionado, a partir do capital natural que temos como diferencial perante o mundo”.

CONFLITO DE PODERES

5 de agosto de 2021 at 05:05

Bolsonaro ameaça TSE com solução contra democracia

A crítica de Bolsonaro se refere ao fato de o inquérito das fake news -e a sua inclusão nesta quarta como investigado- ter sido aberto de ofício

 quarta-feira, 04/08/2021, 23:13 – Atualizado em 04/08/2021, 23:13 –  Autor: FOLHAPRESS


Bolsonaro fez duras críticas ao ministro Luís Barroso. Bolsonaro fez duras críticas ao ministro Luís Barroso. | Reprodução .

Numa nova escalada na crise institucional aberta com o Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reagiu nesta quarta-feira (4) à sua inclusão como investigado no inquérito das fake news e disse, em tom de ameaça, que o “antídoto” para a ação não está “dentro das quatro linhas da Constituição”.https://e1019c233576f4462caf50ac0f33e8dc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição”, disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan.

A crítica de Bolsonaro se refere ao fato de o inquérito das fake news -e a sua inclusão nesta quarta como investigado- ter sido aberto de ofício, e não a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).No caso do inquérito das fake news, a abertura ocorreu por decisão pelo então presidente do STF Dias Toffoli e posteriormente referendado pelo plenário da corte.

A inserção de Bolsonaro como alvo da investigação, por sua vez, ocorreu a pedido do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso.A ameaça de agir fora dos limites constitucionais foi repetido em outra ocasião na entrevista.”O meu jogo é dentro das quatro linhas [da Constituição]. Se começar a chegar algo fora das quatro linhas, eu sou obrigado a sair das quatro linhas, é coisa que eu não quero. É como esse inquérito, do senhor Alexandre de Moraes. Ele investiga, pune e prende? É a mesma coisa”.

TRABALHO É TRABALHO

3 de agosto de 2021 at 23:20

Sérgio Marone revela que tem “assistente de pênis”

Por mais estranho que pareça, a função existe e o artista contou com a ajuda recentemente

 terça-feira, 03/08/2021, 21:32 – Atualizado em 03/08/2021, 21:32 –  Autor: Fonte: Metrópoles


Sérgio falou sobre a função em suas redes sociais e fez chover comentários. Sérgio falou sobre a função em suas redes sociais e fez chover comentários. | Reprodução Redes Sociais .

Quem vê uma peça publicitária pode até achar algo simples de se fazer. Faz uma foto do modelo com o produto e pronto, lá está. Mas, uma simples foto requer toda uma equipe por trás. Alguns cargos são essenciais, como é o caso do “assistente de pênis”, que atua em campanhas publicitárias de cuecas.

O ator, apresentador e modelo Sérgio Marone, de 40 anos, surpreendeu a internet ao revelar uma função necessária neste tipo de ensaio: uma espécie de ‘assistente de pênis’.

Por mais estranho que pareça, a função existe e o artista contou com a ajuda recentemente. “Uma curiosidade sobre a campanha, essa era a responsável por ficar de olho no produto e sempre que necessário dar uma ajeitada pra fica ‘bem na foto'”, escreveu na legenda de uma publicação onde aparece recebendo ajuda do assistente.

 Se partimos da premissa de que “trabalho é trabalho” parece que não há problema na função. Independente de ser um ator famoso e considerado sexy simbolo você encararia o trampo? 


Ana Marcela Cunha é campeã olímpica na maratona aquática em Tóquio

3 de agosto de 2021 at 21:35

Baiana de 29 anos, dona de 11 medalhas em Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos, leva o ouro inédito na capital japonesa

Por Paulo Roberto Conde G1 — Tóquio, Japão

03/08/2021 20h30  Atualizado há 26 minutos


VÍDEO: Veja momento em que Ana Marcela Cunha toca a linha de chegada e ganha medalha de ouro

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VÍDEO: Veja momento em que Ana Marcela Cunha toca a linha de chegada e ganha medalha de ouro.

A espera acabou. Depois de quatro ciclos olímpicos, Ana Marcela Cunha, de 29 anos, colocou em sua gigantesca galeria de conquistas uma medalha no maio evento esportivo do planeta. A baiana levou um ouro histórico na manhã desta quarta-feira em Tóquio (noite de terça no Brasil) nos 10km no Odaiba Marine Park com o tempo de 1h59min30s08.

Ana Marcela Cunha comemora ouro na maratona aquática — Foto: REUTERS/Leonhard Foeger

Ana Marcela Cunha comemora ouro na maratona aquática — Foto: REUTERS/Leonhard Foeger

“Finalmente! Por mais nova que eu fui em 2008, esse é meu quarto ciclo olímpico. Vindo de uma frustração muito grande com uma não classificação, uma frustração no Rio. Acreditem nos seus sonhos”

– Quero agradecer ao meu clube, meus pais, minha namorada… Sonhava muito com uma medalha olímpica, mas representa muito ser campeã. Todos os brasileiros medalhistas me incentivaram muito, principalmente o Scheffer e o Bruno. É uma raia, uma chance, como eles dizem – disse a campeã olímpica assim que saiu da água.

Ana Marcela liderou a prova praticamente de ponta a ponta. Se manteve no pelotão da frente, marcou as concorrentes e disparou para vencer com um corpo de vantagem. Dentro da água, a brasileira já sentia que dessa vez ninguém tiraria dela o lugar mais alto do pódio.

– Falei com o Fernando (treinador) que para ganhar de mim iam ter que nadar muito. Eu sabia o quanto eu estava preparada, melhor do que Kazan, que foi um Mundial em que deitei e rolei.

“Fiz a minha prova e aprendi a ser feliz. Fui feliz fazendo o que eu amo e foi tudo bem”

A holandesa Sharon van Rouwendaal, ouro na Rio 2016, levou a medalha de prata. O bronze terminou nas mãos da australiana Kareena Lee.

Foi a segunda medalha do país em provas de maratona aquática nas Olimpíadas desde que o evento foi incluído em Pequim 2008. Em 2016, Poliana Okimoto havia levado o bronze no Rio de Janeiro.

Ana Marcela em Tóquio — Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Ana Marcela em Tóquio — Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Ana Marcela já havia participado de duas Olimpíadas em sua carreira. Nos Jogos de Pequim 2008, então com apenas 16 anos, ela terminou na quinta posição. De maneira surpreendente, acabou não se classificando para Londres 2012, o que sempre considerou a grande frustração de sua carreira.

Chegou às Olimpíadas do Rio 2016 como favorita, mas ao perder uma reposição líquida viu sua estratégia comprometida e terminou apenas na décima posição – Poliana Okimoto levou o bronze na Praia de Copacabana.

Ao todo, Ana Marcela soma 11 medalhas em Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos, das quais cinco de ouro. Além disso, foi eleita a melhor maratonista aquática do mundo em seis temporadas.

A organização dos Jogos de Tóquio programou a largada no Odaiba Park Marine para as 6h30 (local, 18h30 da terça-feira do Brasil) para tentar evitar o calor. A temperatura da água durante a travessia ficou na faixa dos 29ºC. O trajeto compreendeu sete voltas de praticamente 1,4km cada uma.

A prova

Com 1km de prova, Ana Marcela ocupava a quinta posição no geral, apenas 1s4 atrás da líder, a alemã Leonie Beck. No pelotão de caça a ela figuravam, além da brasileira, a francesa Lara Grangeon, a canadense Kate Sanderson e a russa Anastasiia Kirpchinikova.

Com 1,4km, que marcou o fim da primeira volta, a baiana já aparecia na ponta (parcial de 18min15s6), com a norte-americana Ashley Twichell em sua cola. As conseguiam, contudo, desgarrar um pouco do pelotão, com cinco segundos em relação às perseguidoras. A esta altura houve uma reposição líquida para as atletas, momento em que elas recebem bebidas – geralmente dos treinadores – para aguentarem os 10km. Naquele trecho, a americana Twichell retomou a ponta, com a alemã Beck em segundo e Ana Marcela em terceiro.

Quando a segunda volta chegou ao fim (2,9km), brasileira e americana estavam separadas por uma diferença desprezível, de um centésimo (35min14s2 x 35min14s3), enquanto Beck ficara para trás em pouco mais de três segundos.

Pelotão da prova de 10km antes da largada — Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Pelotão da prova de 10km antes da largada — Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Mas, como a prova dos 10km tem muita alternância, é normal que nadadores oscilem nas posições durante o percurso. Na faixa dos 4km, a baiana caiu para a quinta posição, atrás pela ordem de Twichell, a também norte-americana Haley Anderson, a francesa Grangeon e a alemã Beck.

Ana Marcela dispensou a alimentação no final da terceira volta e assumiu a dianteira, com 52min22s. Na parcial de 5,2km, pouco mais da metade de prova, ela tinha a marca de 1h02min30s5, três segundos à frente de Twichell e Beck.

A brasileira perdeu a liderança pouco depois, quando aí sim fez a reposição líquida, mas continuou grudada em Twichell e quase três segundos à frente da alemã. Quando veio a atualização dos 6,6km, a cronometragem mostrou a norte-americana à frente, com Ana Marcela 2,3s atrás.

Com 1h30min de disputa, a alemã Leonie Beck fez um ataque e tomou a ponta, deixando Twitchell para trás. Campeã olímpica no Rio, a holandesa Sharon van Rouwendaal também aumentou o ritmo e apareceu em terceiro, jogando Ana Marcela para o quarto lugar momentaneamente. A partir desse momento começou a despontar a chinesa Xin Xin, campeã da distância no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2019.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Logo depois da marca de 8,6km, Ana Marcela tomou a ponta de volta e começou a acelerar o ritmo. Ela manteve a vantagem na marca dos 9,35km, e se posicionou bem a 635m do fim da disputa.

Ninguém mais a parou. Em 1h59min30s08, ela escreveu o capítulo mais bonito de sua trajetória.

CPI pede a Pacheco que interpele Ministério da Defesa sobre denúncias de senador

3 de agosto de 2021 at 20:40
TOPO

Por Ana Flor

Jornalista e comentarista da Globo News. Acompanha as notícias de Brasília, da política econômica aos bastidores do poder.

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), pediu nesta terça-feira (3) ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que interpele o Ministério da Defesa sobre denúncias apresentadas pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Carvalho disse ter sido informado que “oficiais da reserva e ativa” estiveram em Sergipe para investigar e “bisbilhotar” sobre ele.

No ofício enviado nesta segunda, Omar Aziz pediu a Pacheco que questione o ministro da Defesa, Walter Braga Neto, sobre os “graves fatos” relatados e adote as “demais providências que compreenda pertinentes”.

MUITA GRANA?

3 de agosto de 2021 at 14:47

Quanto ganham os medalhistas olímpicos? Saiba aqui!

Além de levar apara casa uma medalha no peito, o atleta que sobe ao pódio ainda desembolsa uma quantia em dinheiro

 terça-feira, 03/08/2021, 12:58 – Atualizado em 03/08/2021, 12:58 –  Autor: Com informações CNN


Italo Ferreira conquistou o primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas 2020 na disputa do surfe


 Italo Ferreira conquistou o primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas 2020 na disputa do surfe | Crédito: Francisco Seco .

Ao subir ao pódio em uma competição olímpica, um atleta leva para casa não somente o prestígio, reconhecimento e a medalha no peito, como também uma quantia considerável em dinheiro, do ouro ao bronze.

Nas Olimpíadas de Tóquio 2020, os brasileiros que já subiram ao pódio (e os que ainda torcemos para subir) vão receber a maior premiação já dada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Campeões olímpicos em modalidades individuais recebem premiação de R$ 250 mil. O surfista Ítalo Ferreira, e a ginasta Rebeca Andrade, por enquanto, são os únicos que garantiram o prêmio máximo do COB.

Quem for prata na Tóquio 2020 garante premiação de R$ 150 mil. É o caso da fadinha Rayssa Leal, do skate, o também skatista Kelvin Hoefler e Rebeca Andrade.

Os judocas Mayra Aguiar e Daniel Cargnin e os nadadores Bruno Fratus e Fernando Scheffer garantiram medalhas de bronze em suas modalidades e vão receber do COB R$ 100 mil cada um, assim como todos os brasileiros que conquistarem o terceiro lugar em competições individuais.

Nas modalidades coletivas, a conta muda um pouco. A recompensa por medalhas em equipes com até seis atletas será dividida. O ouro vale R$ 500 mil, a prata R$ 300 mil e o bronze R$ 200 mil. Laura Pigossi e Luisa Stefani garantiram um terceiro lugar e vão ganhar R$ 100 mil cada. O vôlei de praia ainda dá esperanças de medalhas aos brasileiros nos times com menos de seis atletas.

Equipes com mais de seis atletas vão precisar dividir prêmios de R$ 750 mil em caso de ouro, R$ 450 mil para o segundo lugar e R$ 300 mil para o lugar mais baixo do pódio. O Brasil tem times competitivos no vôlei de quadra — feminino e masculino — que podem brigar por medalhas, além do futebol masculino.

Quem é o reverendo capaz de ligar Bolsonaro à compra de vacinas sob suspeita

3 de agosto de 2021 at 08:34

Por Rudolfo Lago sobre Brasília  congressoemfoco

A CPI quer investigar possível elo de Bolsonaro com a aquisição de vacinas a partir do reverendo AmíltonReproduçãoReprodução

O reverendo Amílton Gomes de Paula é um religioso ligado à Igreja Batista e o primeiro a depor no retorno da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta terça (3). Ele se apresenta como presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), uma instituição que, apesar do nome, não é ligada ao governo, mas uma ONG que “tem várias parcerias com entidades inter-governamental e não-governamental, tanto a nível nacional como internacional”, em uma nota de esclarecimento que está no site da Senah. No “combate” à covid-19, prossegue a nota, a Senah “desenvolveu diversas ações de atendimento emergenciais”, o que a levou a se envolver como intermediária em um processo de aquisição de vacinas da AstraZeneca a partir de uma empresa dos Estados Unidos, a Davati Medical Supply.

Um caso no mínimo estranho, uma vez que a AstraZeneca desenvolveu no Brasil a vacina em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em princípio, não haveria nenhuma necessidade de se buscar intermediação para adquirir tais vacinas. Duplamente estranho, porque na negociação o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias teria pedido propina. Triplamente estranho porque ele pediu a propina a um cabo da Polícia Militar, Luiz Paulo Dominguetti. Que ficou ainda mais estranho quando o dono da Davati, Herman Cárdenas, em entrevista, disse ter sido enganado pelos seus representantes. Mas, estranhamente, não explicou como poderia vir a conseguir 400 milhões de doses da vacina para vender ao Brasil. E que papel teria Amílton de Paula nessa história toda? Para senadores da CPI da Covid, facilitar o acesso do grupo ao presidente Jair Bolsonaro. É esse o novelo que os senadores pretendem puxar no depoimento nesta terça.

Luiz Paulo Dominguetti apareceu como personagem na CPI da Covid por iniciativa própria. Ele concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo onde denunciava que Roberto Dias lhe pediu US$ 1 de propina por cada vacina que viesse a ser comprada pelo Ministério da Saúde. Na CPI, os senadores ficaram com seu celular. Entre as mensagens ali contidas, encontraram gravações e mensagens que mostravam o envolvimento de Amílton de Paula. A partir dele, as menções ao presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as mensagens, Bolsonaro teria recebido Amílton de Paula em audiência.  No dia 16 de março, está registrado no celular um diálogo entre Amílton e Dominguetti no qual ele afirma ter falado “com quem manda”. “Ontem, falei com quem manda. Tudo certo! Estão fazendo uma corrida compliance da informação de grande quantidade de vacinas”.

Embora nesse diálogo ninguém se refira ao presidente, há uma conversa anterior, do dia 13 de março, entre Dominguetti, e o representante da Davati no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho, que diz o seguinte: “Estão viabilizando sua agenda com o presidente”. Ao que Cristiano responde: “Dominguetti, verifica para mim se o presidente vai atender hoje ou amanhã ou até terça-feira, porque aí eu preciso mudar o voo e reservar o hotel, tá bom?”

Mais adiante, Cristiano diz: “O reverendo está falando que está marcando um café da manhã com o presidente amanhã, que vai ter um café com os líderes religiosos e a gente vai entrar no vácuo, tá?”. No dia 15 de março, há um diálogo de Dominguetti com um auxiliar de Amílton, de nome Amauri. Dominguetti pergunta: “Como foi a visita do reverendo com o 01?”. E Amauri responde: “O reverendo nesse momento está com o O1”. E, de fato, no dia 16, ocorre a conversa na qual Amílton diz a Dominguetti ter falado “com quem manda”.

De fato, a Davati nomeou como intermediários na negociação com o ministério tanto a Senah de Amílton de Paula como o cabo da PM. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (1), o dono da Davati disse ter sido “enganado” pelos seus parceiros brasileiros na transação. Segundo Cárdenas, os envolvidos venderam a possibilidade de acesso a Bolsonaro. Cristiano lhe enviou uma foto na qual aparecia em uma reunião com o presidente. Uma foto fake, ele teria verificado depois. E aí entraram os demais intermediários na história: Dominguetti e Amílton. Cárdenas disse não ter suspeitado da presença de tantos atravessadores. “Quando se vende vacina de gripe, por exemplo, é comum ter três ou quatro intermediários. Um apresenta para outro, que apresenta para outro, que apresenta para outro…”

O problema agora está em se esclarecer porque o governo precisaria de um intermediário “que apresenta para outro” se já havia um processo direto de aquisição da vacina da AstraZeneca com o próprio laboratório e a Fiocruz. E se o papel de Amílton de Paula no negócio era, como parece, fazer com que o grupo tivesse acesso ao presidente Bolsonaro. E se Bolsonaro de fato mandou acelerar um processo que, caso fosse concretizado, geraria um prejuízo de US$ 400 milhões em propina para Roberto Dias, conforme a história contada por Dominguetti.

Amílton de Paula vai depor munido de um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que lhe permite silêncio parcial na CPI. Ele pode ficar em silêncio para não se incriminar diretamente. Apesar disso, a CPI pretende esclarecer as questões que envolvem o reverendo no depoimento.

ABUSOS EM GOIÁS

2 de agosto de 2021 at 21:29

Pastor usava Deus para estuprar e promover intolerância

Religioso violentava as fieis dizendo ser um interprete da vontade de Deus

 segunda-feira, 02/08/2021, 19:50 – Atualizado em 02/08/2021, 20:22 –  Autor: IGOR WILSON DA SILVA REIS DOL


Pastor levava suas vítimas para um monte próximo a Goiânia. Pastor levava suas vítimas para um monte próximo a Goiânia. | Reprodução Redes Sociais .

Mais um caso de religiosos envolvidos com abuso sexuais de fieis veio à tona no último domingo (1º) e chocou o Brasil. O pastor Esney Martins da Costa, proprietário da igreja Renascendo para Cristo, em Goiânia (GO), foi denunciado por várias vítimas, incluindo uma adolescente de 16 anos. Os depoimentos são repugnantes.

Uma das mulheres contou que Esney se classificava como um “intérprete da vontade de Deus” para justificar os abusos.

“Ele falava que era para o meu crescimento espiritual, que era pra eu crescer na vida. Ele às vezes confunde até a mente da gente em acreditar que o que ele faz vem de Deus”, afirmou umas das mulheres em entrevista ao programa Fantástico da TV Globo.

Uma outra vítima disse ter saído do emprego após ser convencida pelo pastor a viver “só pra Deus”. “Falava que eu era lésbica e que precisava de tratamento, tratamento de Deus. Na época eu trabalhava, tinha um emprego muito bom. E ele disse que eu tinha que sair do emprego e depender de Deus. Ele falava que minha família não prestava e que eu tinha que me afastar da família”, revelou.

À jovem de 16 anos, o pastor dava “conselhos” para ela brigar com sua mãe e quebrar imagens religiosas em sua casa. Os abusos sofridos pela adolescente foram descobertos pela mãe, que desconfiou do comportamento da filha quando voltava da igreja. “Todas as vezes que ela ia, ela chegava em casa chorando e se mutilava – as pernas, as costas”, contou a mãe da vítima.

As vítimas também descreveram à polícia o lugar onde aconteceu a maior parte dos abusos. O pastor levava suas vítimas para o Morro da Serrinha, próximo ao centro de Goiânia. O local é usado como “monte das orações” pelos fiéis da igreja. Segundo as denúncias, Esney conduzia as vítimas ao local à noite, sem mais testemunhas, no carro dele.

“Era muito normal a gente ir para o monte com ele. Às vezes iam algumas meninas. Aí ele vinha, tocava no meu peito e dizia: ‘Isso aqui não é nada. Isso aqui não é nada para Deus’. Pegava na minha parte íntima e dizia: ‘O que é isso aqui?’. E eu falava: ‘Para! Eu não gosto disso’. Eu dava crise e estressava. E ele dizia: ‘Você é tão soberba e egoísta. Você acha que isso tem algum valor para Deus? Você não deixa Deus usar eu na sua vida. Cuidado que amanhã Deus vai colocar uma pessoa e vai te estuprar”, relembra uma das vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, dois inquéritos já foram abertos para apurar as denúncias, uma delas envolvendo a adolescente de 16 anos.

“Crime de estupro, crime de importunação sexual. Tem também a posse sexual mediante fraude, tem crime de ameaça, crime de lesão corporal, porque ele batia nas vítimas”, afirmou ao Fantástico, da TV Globo, a defensora pública Gabriela Hamdan.

Em nota ao Fantástico, a advogada do pastor disse que ele já foi ouvido pela Delegacia da Mulher e que prestou todas as informações solicitadas. A defesa do pastor informou ainda que ele está colaborando com as investigações e que as denúncias não tratam de fatos praticados com violência ou grave ameaça. 

HISTÓRICO

31 de julho de 2021 at 09:09

Tênis: Stefani e Pigossi levam o bronze nas Olimpíadas

Stefani mora nos Estados Unidos, e Pigossi, em Barcelona.

 sábado, 31/07/2021, 06:59 – Atualizado em 31/07/2021, 06:59 –  Autor: FOLHAPRESS


Imagem ilustrativa da notícia Tênis: Stefani e Pigossi levam o bronze nas Olimpíadas | Divulgação .

Virou clichê dizer em Olimpíadas que um atleta “fez história”. Mas seria uma injustiça com a dupla Luisa Stefani e Laura Pigossi não escrever que elas, sim, fizeram a delas nas Olimpíadas de Tóquio ao conquistar a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro.

Stefani, 23, e Pigossi, 26, levaram o bronze neste sábado (31) ao baterem as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, vice-campeãs de Wimbledon, por 2 sets a 1, com parciais de 6-4, 4-6 e 11-9. No set decisivo, elas perdiam por 7 a 2 e, posteriormente, precisaram salvar quatro match points em 9-5. Mas ganharam seis pontos seguidos e conquistaram o bronze para o Brasil.

Disputar os Jogos era algo improvável até pouco tempo atrás para a dupla. Ganhar a inédita medalha para o Brasil, então, provavelmente nem passava pela cabeça delas, que não atuavam como parceiras de quadra até desembarcar no Japão de última hora.

Foi uma partida boa e difícil na arena Ariake de tênis em Tóquio, com arquibancadas vazias por causa da pandemia da Covid-19. Debaixo de um sol de 32º, as brasileiras foram apoiadas durante a final por membros da delegação brasileira.

O feito em Tóquio o é ápice do tênis brasileiro em Olimpíadas. Stefani e Pigossi já haviam atingido a marca de Fernando Meligeni de Atlanta-96 ao passar para as semifinais olímpicas com a vitória de 2 a 1 sobre as norte-americanas Bethanie Mattek-Sands e Jessica Pegula, com parciais de 1/6, 6/3 e, no super tie-break, 10/6.

Antes, bateram as tchecas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova por 2 a 1 e, na estreia, ganharam das canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fishman por 2 sets a 0.

As brasileiras saíram frustradas da semifinal com um início arrasador, mas que terminou em derrota por 2 sets a 0 para as suíças Belinda Benci e Viktoria Golubic.

O lugar no pódio em Tóquio-2020 é o capítulo final de um enredo inusitado que levou Stefani e Pigossi para a Ariake arena na cidade japonesa.

Faltando quase uma semana para o começo dos Jogos, elas foram avisadas de que poderiam participar da competição.

Pela regra, a chave olímpica reúne 31 duplas definidas com base nas primeiras colocações no ranking, além de outra representante do país-sede.

Stefani e Pigossi são, respectivamente, primeira e segunda mais bem colocadas no ranking de duplas do Brasil, mas não atuam juntas no circuito internacional, embora sejam amigas de infância.

Coube a Eduardo Frick, gerente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), avisá-las de que participariam das Olimpíadas depois de ser comunicado pela Federação Internacional de Tênis de que havia uma vaga para a dupla brasileira.