Plenário da Câmara dos Deputados, durante sessão virtual por conta da pandemia de covid-19Najara ArujoNajara Arujo
Uma nova versão do Código Eleitoral irá à votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira (2). O anteprojeto busca atualizar um texto de 1965 – assinado por Humberto Castello Branco, o primeiro general da ditadura militar – e conta, em sua versão mais recente, com 902 artigos – bem mais que os 383 atualmente vigentes.
A matéria, no entanto, vai à votação com pouca discussão da sociedade: o texto começou a ser discutido em fevereiro deste ano, há pouco menos de sete meses, e contou com apenas sete audiências públicas, que totalizam 14h30 de debates.
O grupo de trabalho para alterar o código eleitoral brasileiro foi instituído logo após a posse de Arthur Lira(PP-AL) como presidente da Câmara, em fevereiro deste ano. No passo seguinte, a comissão, composta por 15 deputados e que tem como relatora a deputada Margarete Coelho(PP-PI), marcou audiências públicas – o site da Câmara indica que houve sete delas, durante o prazo de 35 dias entre 9 de março e 13 de abril. Todas elas foram realizadas de maneira semipresencial, já que, à época, o país enfrentava a fase mais aguda da pandemia, com até 4.200 mortos em um dia.
A última delas – ocorrida há quatro meses e meio – envolveu quatro participantes, durando pouco mais de 60 minutos. Há o registro em vídeo, mas a ata oficial da Reunião está em branco, sem nenhuma menção ao que possa ter ocorrido. Há ainda o registro de quatro visitas técnicas, todas virtuais e realizadas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A tramitação do Código Eleitoral – uma lei que pretende uniformizar a legislação sobre as eleições espalhadas em diversas outras leis – ocorreu de maneira muito mais apressada que outros códigos no ordenamento jurídico brasileiro: o Código Civil de 2002, que rege as relações entre partes privadas, tramitou pelo Congresso Nacional por 27 anos, antes de passar por três votações – duas na Câmara e uma no Senado – entre 2001 e 2002, vindo a entrar em vigor apenas em 2003.
O Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 2015 e regulamenta o processo judicial civil no país, teve seu anteprojeto apresentado ainda em 2010 por uma equipe de juristas, capitaneadas pelo hoje presidente do STF, Luiz Fux. Margarete também coordena na Câmara as discussões de uma nova versão do Código de Processo Penal, que foi apresentado em 2010 pelo Senado.
No entanto, nesta quinta-feira (26), Lira disse em entrevista a jornalistas que o texto passará “por uma nova rodada de debates entre os líderes da Câmara antes de ir à votação no dia 2/9. O alagoano falou em acabar o “açodamento” sobre o tema, e ressaltou os seis meses de debate do grupo de trabalho para indicar que a matéria foi “amplamente discutida”.
O presidente da Câmara indicou que pretende ver o projeto aprovado e sancionado pelo Senadotambém de maneira célere, permitindo sua aplicação já nas eleições de 2022. “[Vamos botar em pauta] Para que respeitando o tempo máximo que nós possamos dar ao Senado, para não deixar para depois do feriado, ficando quase que impossível a discussão por lá”, comentou.
Pará libera casas noturnas, shows e público em estádios
Para participar de eventos com público, será necessário apresentar a carteira de vacinação com pelo menos uma dose de imunizante ou teste PCR para quem ainda não teve a oportunidade de se vacinar
sexta-feira, 27/08/2021, 09:10 – Atualizado em 27/08/2021, 13:40 – Autor: Augusto Rodrigues DOL.
Quem escolheu não tomar a vacina contra a Covid-19 não terá acesso permitido a esses eventos, afirmou o Procurador do Estado, Ricardo Sefer | Reprodução .
OProcurador Geral do Estado, Ricardo Sefer, anunciou a liberação do funcionamento de boates, casas noturnas e da presença de público em eventos esportivos em todo o Pará. O anúncio da flexibilização das medidas de isolamento foi feito na manhã desta sexta-feira (27), em entrevista coletiva no auditório da Procuradoria Geral do Estado do Pará (PGE).
O Governo do Estado publicará, ainda na tarde desta sexta, em edição extra do Diário Oficial, as atualizações do Decreto nº 800, que regulamenta as atividades econômicas no Pará durante a pandemia. Participaram do anúncio da flexibilização o ex-reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa do Pará (Fapespa), Marcel Botelho, e o Diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Denilson Feitosa.
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Quem poderá frequentar os eventos?
O Decreto 800 passa a permitir o funcionamento de boates, casas noturnas, shows e atividades esportivas com presença de públicos nas regiões de bandeiramento verde (atualmente, todo o estado encontra-se nessa sinalização). As regras para quem pretende frequentar esses locais são as seguintes:
– Estão liberadas a participar de eventos com público as pessoas que tomaram pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19, pelo menos 14 dias após a aplicação. Para entrar nos eventos, será necessário apresentar a carteira de vacinação ou o registro da vacina no portal do Ministério da Saúde.
– Para quem ainda não pôde se vacinar, seja por indicação médica ou porque o calendário vacinal em seu município ainda não chegou em sua faixa etária, a presença em eventos com público será permitida mediante apresentação de teste PCR, feito com 72 horas de antecedência.
– Pessoas que, por escolha própria, decidiram não se vacinar contra a Covid-19 não serão autorizadas entrar em boates, casas noturnas, shows e atividades esportivas com presença de públicos.
Motivos que levaram o Governo a decidir pela flexibilização de medidas de isolamento.
A queda nas taxas de ocupação de leitos clínicos e de UTI exclusivos para a Covid-19, registrada em todas as regiões do estado, foi fator primordial para a flexibilização das medidas de isolamento. Dados da Sespa mostram que a taxa de ocupação de leitos clínicos exclusivos para a Covid-19 no estado é de 30,7%; a taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto exclusivos para a Covid-19 está em 33,33%.
“A equipe de pesquisa, liderada por pesquisadores da Ufra, em parceria com UFPA, Ufopa e Uepa, desde o início da pandemia tem feito um trabalho de previsões, com durabilidade de 15 dias. Com isso, podemos antecipar cenários epidemiológicos para que o Governo tome a decisão necessária e não deixe o sistema de saúde colapsar. Isso tudo fez com que o estado do Pará tivesse um dos melhores desempenhos do Brasil no combate à pandemia”, disse Marcel Botelho.
Segundo o pesquisador, para as próximas duas semanas, a tendência é de queda na ocupação de leitos de UTI em todas as regiões de saúde do Pará, sobretudo para a Região Metropolitana de Belém.
“A vacinação foi responsável por essa redução. É preciso que a gente incentive a população como um todo a fazer a vacinação”, disse Botelho.
Taxa de ocupação de leitos e número de vacinados no Pará | | Sespa Municípios paraenses que não registraram novos casos nos últimos 14 dias | | Sespa
Bolsonaro critica queima de caixão gigante em Brasília
Presidente chamou os manifestantes de pessoas que ‘censuram, prendem e atacam os defensores da Constituição e da liberdade’
sexta-feira, 27/08/2021, 17:01 – Atualizado em 27/08/2021, 17:01 – Autor: Com informações de Extra
Protesto queimou um caixão gigante em Brasília | Reprodução/Instagram .
Nesta sexta-feira (27), indígenas queimaram um caixão de papelão gigante em Brasília, durante um ato contra o marco temporal. Atitude não foi bem aceita pelo presidente Jair Bolsonaro, que criticou a conduta dos manifestantes.
Bolsonaro compartilhou um trecho do momento em que o caixão é queimado e escreveu: “Esse tipo de gente quer voltar ao poder com ajudado daqueles que censuram, prendem e atacam os defensores da Constituição Federal e da liberdade”.
O marco temporal seria julgado hoje pelo Supremo Tribunal Federal, mas foi adiado para 1º de setembro. Se confirmado pelo STF, será considerado o fim de demarcação de terras indígenas que foram ocupadas a partir de 1988.
Em plenária, lideranças indígenas decidem se ficam acampados em Brasília até o dia 1º de setembro, quando o julgamento será retomado.
Vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos) respondeu à publicação do pai: “Haverá inquérito para mais este absurdo? Depois da esquerda, com políticos e conhecidos incentivarem, fatos vistos por todos, com depredações de bens públicos e privados e nada acontecer, fica mais essa questão”.
Presidente tem hábito de chamar de ‘idiota’ quem critica o governo ou cobra medidas. Segundo IBGE, inflação da alimentação em domicílio mais que dobrou entre junho e julho.
Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília
27/08/2021 09h57 Atualizado há uma hora
Bolsonaro chama de idiota quem diz que tem que comprar feijão e defende compra de fuzis
O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta sexta-feira (27) de “idiota” quem diz que precisa comprar feijão. Para o presidente, “tem que todo mundo comprar fuzil”.
Bolsonaro deu as declarações ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. No diálogo, transmitido em redes sociais, um simpatizante questionou se havia novidade para caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs. O presidente, então, respondeu:
“O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar.”
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial do país – registrou alta de 0,96% em julho, chegando a 8,99% no acumulado dos últimos 12 meses, maior percentual desde maio de 2016, quando estava em 9,32%. Em 2021, o IPCA acumula alta de 4,76%.
Ainda segundo o IBGE, a inflação para a alimentação em domicílio mais que dobrou entre os meses de junho e julho, passando de 0,33% para 0,78%.
Discurso eleitoral
Bolsonaro se elegeu com discurso a favor de facilitar o acesso da população a armas e munições. Já no governo, editou uma série de decretos para viabilizar a medida. Em setembro de 2019, por exemplo, o presidente sancionou uma lei que ampliou a posse de arma dentro de propriedade rural.
Pelas regras anteriores do Estatuto do Desarmamento, o dono de uma fazenda só poderia manter uma arma dentro da sede da propriedade. Com a nova norma, ele pode andar armado em toda a extensão do imóvel rural.
‘Idiota’
Bolsonaro tem como hábito chamar de “idiota” pessoas que o criticam ou que o cobram pela situação do país. Em março, por exemplo, usou a palavra ao se referir às críticas pelo atraso na compra de vacinas contra Covid-19.
“Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”, disse na ocasião.
Leia essas e mais informações na coluna de hoje | Reprodução .
Militares da PM e bombeiros militares paraenses estão impedidos de participar das manifestações convocadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para o dia 7 de Setembro. Os protestos têm como bandeira o fechamento do STF, TSE e Congresso Nacional, além da defesa do voto impresso. Em caso de desobediência, os membros das corporações serão presos preventivamente, podendo ser expulsos da PM e do Corpo de Bombeiros. O alerta foi dado pelo promotor militar Armando Brasil. Ele observa que, caso sejam processados por desobediência, os militares ficam sujeitos a penas de até 15 anos de prisão.
POLITIZAÇÃO
Armando Brasil encaminhou ontem ofício ao corregedor geral da PM, coronel Ricardo André Silva, pedindo informações sobre as ações para monitorar a participação de militares da ativa nos protestos. Ofício também foi enviado ao subcomandante geral dos Bombeiros, coronel Alexandre Costa do Nascimento. O promotor critica a tentativa de politização das PMs e lembra que a Constituição proíbe o engajamento de militares em atos políticos de qualquer natureza. Todos poderão responder pelos crimes militares de incitação à indisciplina, motim ou concertos para motim.
Omar Aziz em entrevista ao Congresso em FocoTiago Rodrigues/Congresso em FocoTiago Rodrigues/Congresso em Foco
A voz grave, os gestos largos, os gracejos e as broncas que distribui entre colegas e depoentes fizeram do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), uma das figuras políticas de maior evidência no Congresso na atualidade. Enérgico, Aziz não economiza palavras para rebater senadores e convidados que, na avaliação dele, mentem. Mas é quando fala do presidente Jair Bolsonaro que esse paulista de 63 anos, radicado no Amazonas, filho de um palestino e de uma brasileira de origem italiana, mais se exalta.
Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o senador diz que Bolsonaro deu vida à CPI e que os erros do presidente, como declarações, omissões, demora para comprar vacinas e deboche com as vítimas, mataram muitas pessoas. Uma sucessão de erros que começaram, segundo ele, ainda na gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e se agravaram com o “gabinete paralelo de pitaqueiros” que aconselhavam o presidente. “Isso levou à morte de muita gente.”
Veja a entrevista;
*Produção audiovisual Tiago Rodrigues
Para Omar Aziz, a CPI já tem indícios de que Bolsonaro cometeu crimes de prevaricação e contra a saúde pública. Embora evite comentar se o nome do presidente constará da relação de pedidos de indiciamento da comissão, o senador adianta que o colegiado pode entrar com notícia-crime contra Bolsonaro e outros investigados no Supremo Tribunal Federal (STF).
Diversos senadores têm receio de que as investigações contra o presidente fiquem na gaveta do procurador-geral da República, a exemplo do que ocorreu com outras denúncias. Mas Aziz diz que a pressão será grande: “É impossível engavetar um negócio desse, que o Brasil todo está atrás”.
“Quem fez a CPI crescer foi Bolsonaro, com a postura dele, as falas mais marcantes apresentadas na CPI são do presidente da República. Ele deu vida, deu encorpada na CPI, com negacionismo, propagação de medicação e depois tentou cancelar a CPI. Houve embate e a CPI cresceu nesse embate.”
Ainda na entrevista, Aziz cobra autocrítica de Bolsonaro e faz a sua própria: admite que errou ao não determinar a prisão do empresário Carlos Wizard, que depôs à comissão protegido por um habeas corpus que o dispensava de responder a perguntas que pudessem incriminá-lo. “Ele tripudiou da gente, com aquele vídeo: ‘Sabe quem morreu? é Quem ficou em casa’. Um canalha.”
Um erro que ocorreu, segundo o senador, por falta de informação sobre o alcance da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, no fim das contas, não o desobrigava de responder a outras perguntas.
As críticas do presidente da CPI da Covid também alcançam ministros como Braga Netto (hoje na Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho) e senadores que, segundo ele, ainda repetem o mesmo discurso do início da pandemia.
Os trabalhos da comissão devem terminar na segunda quinzena de setembro, de acordo com o senador. Para ele, a maior contribuição dada à CPI foi prestada pelo ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, que revelou que o governo negligenciou as ofertas de vacina da Pfizer. Foi por esse motivo, argumenta, que não prendeu Wajngarten, rejeitando o pedido do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), durante o depoimento.
Para quem espera que a CPI monte todo o quebra-cabeça das denúncias contra o governo federal relacionadas à pandemia, o senador prega moderação. Caberá à Polícia Federal e ao Ministério Público concluir as investigações, adverte. “Vai ser um relatório bastante fundamentado. Lógico que vamos cobrar agilidade dos órgãos competentes para fazer a investigação que tem de ser feita”, promete.
Viagens para balneários foram liberadas no fim do primeiro semestre. | Reprodução.
Vacinação ocorrendo de forma rápida e com expansão em idades em todo o Pará, orientações para que as medidas sanitárias continuem sendo mantidas e baixo número de contaminação, fizeram com que o Governo do Pará mudasse de bandeiramento.
Nesta sexta-feira (27), a partir das 11h, representantes da Procuradoria-Geral (PGE) e da Secretaria de Saúde (Sespa), irão realizar uma coletiva para tratar sobre esse assunto. Algumas dúvidas sobre o bandeiramento no Estado serão esclarecidas.
Estarão presentes o procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer, o diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Denilson Feitosa, e o presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa (Fapespa), Marcel Botelho.
O DOL vai transmitir o pronunciamento ao vivo.Viagens para balneários foram liberadas no fim do primeiro semestre. | ReproduçãoViagens para balneários foram liberadas no fim do primeiro semestre. | Reprodução
Estado de São Paulo segue na liderança, com 46.649.132 milhões de pessoas.
Por G1
27/08/2021 01h42 Atualizado há 2 horas
A população brasileira foi estimada em 213.317.639 habitantes. A estimativa com o total de habitantes dos estados brasileiros se refere a 1° de julho de 2021 e foi publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (27). Em 2020, o IBGE estimou um total de 211,8 milhões de pessoas.
As estimativas populacionais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.
São Paulo permanece na frente como a unidade da Federação com mais habitantes: 46,649 milhões de pessoas. Ano passado, a população paulista era de 46,289 milhões. Na sequência, os estados mais populosos são Minas Gerais (21,411 milhões) e Rio de Janeiro (17,463 milhões).
O Distrito Federal tem população de mais de 3 milhões de habitantes.
Roraima tem a menor população: 652.713.
População por unidade da Federação — Foto: Reprodução / Diário Oficial da União
O filho 01 do presidente envolveu-se pessoalmente na compra de uma vacina americana, a Vaxxinity, não aprovada pela Anvisa, nem pela FDA.
quinta-feira, 26/08/2021, 22:12 – Atualizado em 26/08/2021, 22:12 – Autor: Com informações da IstoÉ
Flávio Bolsonaro participou de negociação suspeita para compra de vacina | Reprodução .
Uma troca de e-mails aponta fortes indícios de que o senador Flávio Bolsonaro participou de uma negociação paralela para a compra de uma vacina americana, a Vaxxinity, ainda em fase de testes e sem aprovação de nenhuma autoridade sanitária, durante uma viagem que o parlamentar fez aos Estados Unidos (EUA), em junho deste ano. A revista IstoÉ teve acesso com exclusividade a troca de e-mails.
A reportagem apontou as primeiras interferências do filho mais velho do presidente Bolsonaro no processo de aquisição de imunizantes contra a Covid e chama a atenção para as inúmeras semelhanças de irregularidades que o caso guarda em relação a outros escândalos que estão sendo investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.
O envolvimento do senador nas negociações da vacina americana começa em junho de 2021, quando o advogado e dono de uma pousada de Itacaré (BA), Stelvio Bruni Rosi, envia um e-mail ao gabinete de Flávio Bolsonaro no qual solicita uma reunião entre o parlamentar e representantes do laboratório Vaxxinity, sediado em Dallas (EUA).
No dia em que Rosi mandou o e-mail, Flávio cumpria agenda com o ministro das Comunicações, Fabio Faria, nos EUA. Os dois visitaram Washington e Nova York para conhecer redes privativas de 5G entre os dias 7 e 10 de junho de 2021.
O encaminhamento do caso por Flávio foi praticamente imediato. No dia seguinte, o gabinete de Flávio encaminhou a mensagem de Stelvio ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, que havia assumido o cargo em março, no lugar do coronel Élcio Franco, um dos alvos investigados na CPI. Na mensagem, enviada por Branca de Neves José Luiz, funcionária de Flávio, o senador pede que Cruz analise o pedido para “eventual interesse” na aquisição da vacina.
Em conversa com a revista IstoÉ, Stelvio se disse arrependido por ter pedido a intervenção de Flávio na operação junto ao Ministério da Saúde, após ser flagrado pela reportagem. “Esses caras recebem muitos e-mails. E conversam com muitas pessoas toda hora. Acho que não me expressei muito bem no e-mail. Tentei criar um e-mail para chamar um pouco a atenção”, disse Rosi, tentando tirar a participação do senador da transação.
O empresário disse ter feito a solicitação ao senador a pedido de um conhecido que, segundo ele, trabalha no setor de vendas da vacina americana.
O site do laboratório informa que o imunizante produzido pela empresa é experimental e ainda não foi aprovado em nenhum país. No Brasil, a Vaxxinity chegou a pedir autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização de estudos clínicos da vacina, mas não concluiu essa etapa do processo.
Em nota, o senador negou ter se encontrado com representantes da Vaxxinity na viagem que fez aos EUA em junho, bem como ter feito qualquer intermediação entre a fabricante e o Ministério da Saúde.
A Vaxxinity informou que nunca entrou em contato com o Ministério da Saúde e que ninguém da empresa mantém contatos com Stelvio Bruni Rosi. A empresa informou ainda que seu único representante no País chama-se Elcemar Almeida, cujo perfil nas redes sociais afirma ser o “presidente da Covaxx” (nome antigo da Vaxxinity). “Nenhuma pessoa associada à Vaxxinity jamais esteve em contato com Stelvio Bruni Rosi, nem com o senador Flávio Bolsonaro. Portanto, não temos conhecimento das informações contidas no e-mail citado, nem dessas supostas reuniões”, diz a nota.
Além de advogado e empresário do ramo do turismo, Rosi também tem outros empreendimentos. Ele atua ainda como diretor operacional da Malugue Comércio Ltda, empresa do Rio de Janeiro que diz ser especializada na distribuição de equipamentos hospitalares. Criada em 2014, a Malugue opera no bairro da Saúde, no centro da cidade.
Na fachada, não há qualquer placa ou sinalização que indique que a companhia realmente funciona naquele endereço. Também desperta suspeitas a quantidade de atividades secundárias informadas pela empresa à Receita Federal: vai desde o comércio de móveis, bolsas, malas, artigos de viagem, até peças para carros e caminhões novos e usados.
Na internet, a empresa de Rosi tinha o seguinte comunicado: “Fechamos contrato com um dos maiores distribuidores de vacinas do mundo. Hoje, seguimos rigorosamente os critérios de condutas pré-definidos por ministérios de saúde dos países fabricantes e dos países compradores e está totalmente amparada para orientar e promover o processo de aquisição de diversas vacinas para combater a Covid-19”.
“Quando essa coisa de vacina começou a abrir a possibilidade para a venda aos estados, prefeituras e iniciativa privada, a gente tentou fazer uma movimentação nesse sentido”, disse Stelvio. “Só havia a AstraZeneca, que fazia contrato com governo, a Pfizer e a Coronavac. Na realidade, não tinha outro produto para se trabalhar.”
Minutos após a entrevista, o site da Malugue foi retirado do ar. Stelvio não é o único diretor da Malugue. Além dele, estão no corpo diretivo da empresa o já citado advogado Ricardo Horácio e o coronel da reserva do Exército Gilberto Gueiros.
Gueiros é uma pessoa conhecida da política fluminense. Foi presidente da Loterj na gestão do governador Wilson Witzel no Rio de Janeiro, ex-aliado de Bolsonaro que foi afastado do cargo por desvios na Saúde. Sob a gestão do coronel, a Loterj doou 450 ambulâncias a hospitais do Rio.
A CPI da Covid abriu recentemente uma investigação para apurar denúncias de corrupção em contratos envolvendo hospitais fluminenses. Um dos nomes sob suspeita nessa apuração é exatamente o do senador Flávio, segundo confirmam fontes da CPI no Senado.
Pessoas ouvidas pela reportagem, entre as quais um advogado que já trabalhou para a família Bolsonaro no Rio, informaram que Gueiros é um velho conhecido do clã. O militar foi colega de Jair Bolsonaro na academia militar, quando ambos tornaram-se paraquedistas.
O coronel Gueiros é alvo de um processo no Superior Tribunal Militar (STM) em que é réu por crimes de fraude em licitação e improbidade administrativa. A ação penal, que contou com investigações da Polícia Federal, apura suspeita de fraudes em licitações do Exército no ano de 2008. O militar só chegou à presidência da Loterj graças à influência de Flávio. O senador pediu que um colega o indicasse para integrar a gestão Witzel.
Quem fez a solicitação foi o líder do Avante na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Marcos Abrahão. Segundo parlamentares, Flávio e Abrahão são aliados. O nome de Abrahão aparece no mesmo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que expôs o nome do 01 no conhecido esquema de rachadinhas em seu gabinete na Alerj.
No caso do esquema montado por Flávio, as investigações indicam que o senador recebeu em torno de R$ 6 milhões dos salários dos servidores nomeados em seu gabinete. Abrahão chegou a ser preso no âmbito da Operação Furna da Onça, deflagrada pela Polícia Federal em 2018, que revelou o esquema das rachadinhas. Na casa do deputado estadual, a polícia encontrou R$ 53 mil em dinheiro vivo.
Uma das fontes confirma a relação entre a família Bolsonaro e o grupo Malugue é alguém que já foi próximo ao clã. Em uma conversa, esse antigo aliado do ex-capitão deu detalhes sobre esses vínculos e, em mais de um momento, fez alertas para o alto risco que envolve o que chamou de “organização criminosa”.
“Tome cuidado. É uma organização de alta periculosidade”, afirmou, sob a condição de anonimato, por medo de represálias. Esse advogado relacionou o senador ao grupo do coronel Gueiros.
Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que iniciou tratativas com a Vaxxinity, mas informou ter decidido não comprar o imunizante por considerar que o Brasil já possuía vacinas suficientes.
Estádios paraenses terão 30% do público liberado em setembro
Decreto será publicado nesta sexta-feira (27) e torcedores precisarão seguir protocolos sanitários; Ingressos serão virtuais e por CPF, a fim de comprovação se a pessoa foi vacinada contra a Covid-19.
Torcedores de Remo, Paysandu, Castanhal e Paragominas poderá comparecer para incentivar as equipes. | Diário Online Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false
Após protocolo apresentado pela Federação Paraense de Futebol (FPF) à Secretaria de Saúde (SESPA), Ministério Publico, Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), órgãos de segurança do Estado e do município de Belém e Tribunal de Justiça Desportiva, visando o retorno das torcidas aos estádios paraenses, o Governo do Estado irá assinar um decreto com a volta do público aos estádios nesta sexta-feira (27).https://cdcc2c29050dbeac7a43d73a5b8b5f9c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Diretoria diz que sócios terão prioridade na compra dos ingressos. | (Foto: Clube do Remo)
O documento apresentará também as medidas de segurança que deverão ser seguidas para que os torcedores possam adentrar às praças esportivas. Entre eles, a comprovação de vacinação, o uso de mascará e, além disso, a compra dos ingressos será aplicada de maneira virtual. É válido lembrar que as diretorias de Remo e Paysandu irão dar prioridade para sócios dos clubes.https://cdcc2c29050dbeac7a43d73a5b8b5f9c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Clube do Remo, Paysandu, Castanhal, Paragominas deverão receber públicos já no início de setembro, enquanto que a Série B do Campeonato Paraense somente em outubro, quando inicia a competição.
Bicolores poderão acompanhar o restante da Série C do Brasileiro. | (Foto: Paysandu)
O Governo Paraense, por meio da Procuradoria-Geral (PGE) e da Secretaria de Saúde (Sespa), fará um comunicado referente ao bandeiramento do Estado e irá esclarecer dúvidas sobre o tema. O informe será feito a partir das 11h. A expectativa é que seja positivo, o que não causará problemas para a liberação do público.
Como funcionará:
Visando evitar aglomerações, os portões dos estádios de Remo, Paysandu, Castanhal e Paragominas serão abertos com até seis horas de antecedência. Algumas vias poderão ser interditadas para facilitar o fluxo das torcidas nas redondezas das praças esportivas. além disso, equipes de fiscalização estarão nos locais para inspeção se os torcedores estarão com mascará e respeitando as demais exigências.
Sobre os ingressos virtuais, cada bilhete será adquirido através do CPF do comprador, a fim do Governo do Estado verificar se a pessoa recebeu as vacinas contra o vírus da Covid-19. Outra pessoa não poderá usar o bilhete.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.