Sede do Conselho Federal da OAB em BrasíliaDivulgação/OABDivulgação/OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para derrubar a medida provisória 1.068editada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro. Leia a íntegra da ação.
A MP começou a valer assim que foi publicada no Diário Oficial da União e restringe os poderes das redes sociais na remoção de conteúdo. O texto foi editado na véspera dos atos antidemocráticos realizados no dia 7 de setembro.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (13) na qual informa o recurso ao STF, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, afirma que a MP “equivale a dar um salvo conduto para disseminar mentiras, discursos de ódio e ataques à democracia. Nada tem a ver com liberdade de expressão. Ao contrário, libera uma ferramenta de destruição da democracia e da própria liberdade de expressão”.
Na avaliação da OAB, a medida não atende aos requisitos para edição de MPs e que o texto pode ter efeito “nefastos para o combate à disseminação de desinformação e de discursos que atentem contra a ordem democrática e a integridade do processo eleitoral brasileiro”.
A organização lembra que já enviou parecer jurídico ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no qual sugere a devolução da MP. O senador ainda não confirmou qual posição tomará, porém indicou na semana passada que deve devolver a medida.
Comentarista de política e economia da Globo News. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu suspender por 45 dias o auditor Alexandre Marques. Ele produziu, sem base na realidade, um relatório falso sobre suposta supernotificação de mortes por Covid no país em 2020. Durante a suspensão, o auditor não receberá salário.
Na ocasião, o TCU imediatamente esclareceu que o material não foi produzido pelo tribunal e não tinha legitimidade. O próprio Bolsonaro teve de dizer que o documento, de fato, não era do TCU.
Segundo Marques, o documento foi compartilhado com servidores do TCU no dia 31 de maio. No dia 6 de junho, o servidor disse que enviou o documento ao pai, sem nenhuma informação relativa ao TCU, e que o mesmo arquivo foi repassado ao presidente, que compartilhou o arquivo dia 7 de junho.
O material que circulou nas redes sociais de bolsonaristas tinha um cabeçalho com o nome do TCU, o que, segundo o auditor, não constava no documento que ele produziu. Marques alega que o documento foi editado, mas não sabe por quem.
O auditor negou ter relações com a família Bolsonaro, mas admitiu que seu pai mantém “relações de contato” com o presidente. Ele também confirmou que o pai, Ricardo Marques, foi indicado para o cargo de gerente executivo de inteligência na Petrobras.
Marques já estava cumprindo afastamento cautelar, enquanto o TCU fazia investigações sobre o documento falso. Com a suspensão, a situação dele dentro do tribunal se complica. Qualquer nova falta, ele estará sujeito a demissão.
Eleições 2020: cinco municípios elegeram novos prefeitos
Em nenhum pleito foram detectadas irregularidades nas urnas eletrônicas, mas sim nos partidos, o que motivou a realização de novas eleições.
segunda-feira, 13/09/2021, 08:44 – Atualizado em 13/09/2021, 08:43 – Autor: Agência Brasil
| Reprodução .
Cinco municípios brasileiros elegeram no último domingo (12) novos prefeitos em eleições suplementares: Silva Jardim e Santa Maria Madalena, no Rio de Janeiro; Campo Grande (AL), Pedra do Anta (MG) e Gado Bravo (PB).https://74693821ac81221f3b3bedd5fb80837d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Em Silva Jardim, foram constatadas irregularidades em um dos partidos integrantes da chapa vencedora na eleição municipal de 2020. Nos demais municípios, os vencedores em 2020 tiveram suas candidaturas indeferidas.
Em Santa Maria Madalena, Nilson José (DEM) foi eleito com 3.527 votos (50,82% dos votos válidos). Já em Silva Jardim, Maira de Jaime (PROS) venceu a disputa com 5.273 votos (37,99%).
Na cidade mineira de Pedra do Anta, Eduardo José Viana (PL) elegeu-se com 1.849 votos (72,23%). Em Gado Bravo, o eleito foi Marcelo Jorge (PL), com 3.613 votos (62,58%). Já na alagoana Campo Grande, Teo Higino (Republicanos) conquistou 3.270 votos (49,83%) e foi eleito prefeito.
Os prefeitos eleitos ontem exercerão seus mandatos até 31 de dezembro de 2024.
Tempero no sexo: mulher viraliza com alho refogado na vagina
Embora muito comum, prática de usar alimentos durante ato sexual pode causar problemas à saúde das mulheres
domingo, 12/09/2021, 23:04 – Atualizado em 12/09/2021, 23:04 – Autor: Com informações do BHAZ
“Super recomendo!”, diz mulher que usou alho para agradar o parceiro | Freepik .
Essências que estimulam o desejo sexual não são novidade. Em uma rápida visita ao Ver-o-Peso, é possível adquirir vários “cheirinhos” que prometem maravilhas na “hora do vamos ver”. Mas algumas pessoas têm desejos por cheiros um tanto exóticos.
Viralizou o relato de uma mulher, publicado em um grupo no Facebook, no qual ela conta que já usou chocolate e até alho refogado na vagina, para seduzir seu parceiro.
Em entrevista ao site BHAZ, o ginecologista e sexólogo Eduardo Siqueira explica que esse tipo de prática é muito comum, mas nem por isso é recomendável. “Já atendi algumas mulheres no pronto atendimento com essa condição. É comum que após o uso de alimentos durante o ato sexual algum fragmento acabe ficando esquecido e gerando transtornos”, conta.
O médico alerta que os alimentos acabam modificando o ambiente da vagina, o que pode acarretar corrimentos ou infecções, além de ter desdobramentos bastante sérios. “Esse alimento também pode acometer o útero e, em caso mais graves, se faz necessário a sua retirada”, explica.
As confissões eróticas da mulher que passa alho na vagina acabaram repercutindo no Twitter.
Senadores da CPI da Covid discutiram os próximos das investigações em reunião virtual neste domingo.
Em reunião por videoconferência realizada neste domingo (12), a CPI da Covid decidiu marcar para os dias 28 e 29 de setembro a votação do relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL), estendendo os trabalhos por mais uma semana. Os senadores também desistiram de ouvir, na próxima quinta-feira (16), a advogada Karina Kufa, que atua para a família Bolsonaro. No lugar dela, será ouvido Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos.
Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse ao Congresso em Foco que a intenção é ouvir outros depoentes ligados à Precisa Medicamentos antes de ouvir a advogada. “Não foi descartado ouvi-la. Pode ser na próxima sexta ou na semana que vem. Teremos basicamente seis ou sete depoimentos para terminar a CPI, fora algumas reuniões administrativas”, afirmou.
O senador Renan Calheiros deverá apresentar seu relatório entre os dias 23 e 24. Será concedido o prazo de uma semana, então, para os integrantes da comissão analisarem as conclusões do emedebista.
“Estamos querendo convocar a senhora Karina Kufa pelos notórios diálogos que ela possui com vários lobistas que estão sendo investigados por esta CPI, diálogos e tráfico de influência em favor da empresa Precisa”, justificou Randolfe na reunião em que o requerimento de convocação da advogada foi aprovado.
Na próxima terça-feira (14), os senadores ouvirão Marcos Tolentino, sócio do Fib Bank. Já na quarta (15) será a vez de ouvir Marconny Albernaz Faria, apontado como lobista da Precisa. Ele deveria ter prestado depoimento à CPI no último dia 2, mas apresentou atestado médico para justificar sua ausência. Quanto a Marcos Toletino, a CPI se ampara em decisão judicial que torna sua presença na comissão obrigatória.
De acordo com Randolfe, a CPI deve decidir nesta semana se vota o requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), para convocar Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan. Embora Renan Calheiros tenha se comprometido a apresentar seu relatório até a próxima semana, a CPI tem regimentalmente prazo para deliberar até o início de novembro.
Impeachment: 264 parlamentares contam como votariam hoje
Levantamento mostra que, se autorizado hoje, um pedido para cassar o presidente dificilmente passaria pelo Congresso
domingo, 12/09/2021, 15:05 – Atualizado em 12/09/2021, 15:05 – Autor: Com informações do portal Metrópoles
Na Câmara dos Deputados já existem 137 pedidos de impeachment de Bolsonaro | Reprodução.
As declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), durante as manifestações de 7 de setembro, aumentaram a pressão sobre os congressistas para abertura de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo federal. Uma tentativa de amenizar a crise institucional, feita por Bolsonaro, foi carta “Declaração à Nação”, divulgada pelo ocupante do Palácio do Planalto na quinta-feira (09).
Atualmente, existem 137 pedidos para impeachment de Bolsonaro protocolados na Câmara dos Deputados. Nos últimos meses, as reivindicações para tirar o mandato do presidente do País aumentaram. Em oito meses como presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) recebeu mais pedidos de impeachment de Bolsonaro do que o ex-presidente da Casa Rodrigo Maia (PSD-RJ). No total, 71 pedidos foram registrados durante a chefia de Lira, enquanto 66 entraram nos dois anos da última gestão de Maia.
O dados são do portal Metrópoles, que “mediu a temperatura” entre deputados e senadores e apurou o posicionamento dos parlamentares caso fosse aceito um eventual pedido para abrir processo de cassação do mandato de Bolsonaro.
Para mostrar como o cenário se apresenta nos dias atuais, o Metrópoles entrou em contato por telefone ou por e-mail com cada um dos 513 deputados federais e 81 senadores, a fim de fazer a seguinte pergunta: como se posicionaria se eventual processo de impeachment contra o presidente Bolsonaro fosse aberto?
Segundo a apuração da reportagem, entre os deputados que se declaram decididos hoje, 95 são a favor de cassar o presidente e 117, contra. Os que se revelam indecisos são 19. Por essa amostra de 230 deputados federais, portanto, o plenário na Câmara não autorizaria a abertura de um processo de impeachment agora, a não ser que houvesse uma estatisticamente improvável supermaioria contra o presidente entre os 281 que não quiseram tornar públicas suas posições ou não retornaram o contato da reportagem – e dois estão em licença médica.
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O alto número de parlamentares que não revelaram como votariam, no total de 281 congressistas, torna impossível cravar o que ocorreria em uma situação concreta de votação do impeachment.https://f51cbd8482c93b21bd8b65abf56799ff.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Como funciona
O rito para análise do requerimento começa com a autorização pelo presidente da Câmara dos Deputados. Depois, cria-se uma comissão especial, com o intuito de avaliar a possibilidade de a pauta ir ao plenário. Caso a denúncia seja aprovada pela comissão, segue para a apreciação dos 513 deputados federais, que devem decidir se autorizam a abertura do procedimento. O processo só segue ao Senado se houver adesão de dois terços dos deputados, ou seja, 342.
No Senado, é feita então uma nova análise sobre a admissibilidade da acusação vinda da Câmara. Os senadores avaliam se há provas mínimas sobre prática do crime apontado, e então decidem se o caso vai ou não a julgamento. Nesse momento, apenas maioria simples entre os senadores permite a instauração do processo e consequente prosseguimento dos trâmites – e isso torna o acusado réu, e ele é afastado até a conclusão do julgamento.
Como há 81 senadores na Casa, bastam 41 votos a favor para aceitação da denúncia. No julgamento, contudo, é necessária maioria de ao menos dois terços dos parlamentares – 54 votos – para que o impeachment seja aprovado.
O levantamento do Metrópoles mostra que, no Senado Federal, 15 são declaradamente a favor da cassação (o que é insuficiente até mesmo para aceitar eventual denúncia da Câmara) e outros 15 se dizem contra. Dos 81 senadores, 48 preferiram não declarar seus posicionamentos ou não responderam à reportagem. Ou seja, assim como na Câmara, a maior parte optou por não se posicionar oficialmente, para esperar os próximos capítulos da instabilidade entre os Poderes.
Governo e oposição
A reportagem ouviu dois dos principais líderes da Câmara dos Deputados – um de oposição e um aliado do governo Bolsonaro – sobre a temperatura real a respeito da possibilidade de afastamento do presidente da República.https://f51cbd8482c93b21bd8b65abf56799ff.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Para o líder do governo, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), a discussão é meramente política, e o trâmite processual dentro do Poder Legislativo não deve prosperar. “Não há fundamento jurídico e o governo tem amplo apoio popular”, disse.
Líder da oposição, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) acredita que o recuo de Bolsonaro após a nota pública não será suficiente para evitar que o processo de impedimento seja incluído na pauta da Câmara.
“Engana-se quem pensa que foi Bolsonaro que recuou em sua escalada autoritária. A nota redigida por Temer foi um gesto político para tentar afastar o risco de impeachment, cada vez mais inevitável. Ele sequer teve a coragem de falar com a própria boca o conteúdo daquela nota e não fez questão de esconder que o texto havia sido escrito por outra pessoa. É preciso tirá-lo da presidência antes que seja tarde demais para conter sua sanha golpista, que voltará a mostrar-se em breve”, afirmou Molon.
O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro fracassou. Convocado para este domingo (12/09) pelos grupos MBL e Vem pra Rua e contando com a adesão de partidos de esquerda e centro-esquerda, além de centrais sindicais, o evento no Posto 5 da praia de Copacabana conseguiu reunir apenas os próprios organizadores.
Este evento estava sendo organizado há mais de dois meses, mas ao contrário da última terça-feira (07/09), em que as duas pistas da Avenida Atlântica encheram com apoiadores do presidente, seus opositores não conseguiram adesões.
Os protestos foram convocados também para outras capitais. Nos eventos ocorridos nesta manhã de domingo, não houve nenhum com movimentação relevante.
Os organizadores esperam que o protesto convocado para a tarde na Avenida Paulista, em S. Paulo, consiga ter um bom público.
Veja o sobrevoo da Polícia Militar sobre o protesto por volta das 11 da manhã:
Polícia Civil impede assalto a carro forte. Veja o vídeo!
Foram apreendidos três fuzis, uma carabina, um rifle, 14 explosivos, chapas de aço, carregadores de armas, munição e dois veículos que seriam utilizados no crime. Dois suspeitos foram presos.
Um estado com grande área territorial como o Pará foi, por muitos anos, o local escolhido por associações especializadas em cometer assaltos a carros de transportes de valores. As grandes distâncias entre uma localidade e outra, com estradas com pouca circulação de veículos, principalmente no Sul e Sudeste paraense, são características que chamavam a atenção de quadrilhas que, muitas vezes, eram formadas por integrantes de estados vizinhos, a exemplo de Piauí, Maranhão e Tocantins, por exemplo.
Nos dois últimos anos, com o trabalho intenso de inteligência e integração entre as forças de segurança do Pará e até mesmo com estados próximos, além da identificação e prisão dos criminosos a fim de não deixar com que os criminosos ficassem impunes, a realidade começou a mudar. O crime que antes registrou seis ocorrências em 2019 diminuiu para cinco no ano passado e nenhum nos anos de 2020 e 2021.
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A Polícia Civil do Pará garantiu, neste último sábado (11), que o estado continuasse sem nenhum registro de assalto a carro de transporte de valores. Em uma operação de inteligência, estratégia e perícia, agentes da PC prenderam, em flagrante, dois homens que se preparavam para roubar um carro forte. A prisão aconteceu na cidade do Acará, na região do Baixo Tocantins, mas o veículo de valores tinha como destino o município de Tailândia, também no Pará.
A ação foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO), Delegacia e Divisão que fazem parte da Diretoria de Polícia Especializada (DPE), e à Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
“Nós interceptamos os preparativos para essa ação e agimos de forma contundente e precisa, evitando o roubo de valores, salvando a vida dos colegas que trabalham neste ramo, bem como garantindo a segurança da população, afinal, o armamento apreendido é de alto calibre e mostra que esses criminosos não estavam para brincadeira. Entretanto, a PC-PA foi mais rápida e conseguiu dar mais essa resposta positiva do Governo do Estado do Pará”, enfatizou o delegado-geral, Walter Resende.
Uma casa de madeira foi escolhida como o “comando” dos criminosos. Apesar de simples, para disfarçar qualquer movimentação de populares do entorno, o local abrigava forte aparato de armas, munições e acessórios. Foram apreendidos 03 fuzis, sendo um .50, que é utilizado para furar a blindagem dos veículos. Esse armamento também é utilizado para derrubar aviões. Além dos fuzis, a PC apreendeu uma carabina, um rifle, 14 explosivos, chapas de aço, carregadores de armas, munição e dois veículos que seriam utilizados no crime. Os carros já estavam com o interior modificado para a realização do roubo.
Divisão focada em mobilidade urbana, Eve quer povoar os céus de grandes cidades com os eVTOLs, veículos elétricos de pouso e decolagem verticaisEve já recenbeu mais de 400 pedidos por eVTOLsDivulgação/Embraer
A era dos “carros voadores” está perto de começar, e a Embraer é um dos nomes que pode ajudar a escrever essa história. Ou melhor, a Eve Urban Air Mobility é quem vai assumir essa nova frente de trabalho nos negócios da fabricante aeronáutica brasileira.
A Eve é o empreendimento mais recente da Embraer. A subsidiária foi lançada em outubro de 2020 pela EmbraerX, divisão da fabricante brasileira focada em projetos de “inovação disruptiva”, como ela mesma se define. O objetivo da nova empresa é acelerar a criação de soluções para tornar o mercado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) uma realidade.PUBLICIDADE
Isto quer dizer que a Eve vai participar do desenvolvimento de todas as etapas necessárias para habilitar o mercado UAM. É uma atuação que compreende criação de bases de serviços e redes de suporte, pontos de embarque e desembarque de passageiros em centros urbanos, adaptações nos regulamentos de tráfego aéreo e, claro, a produção dos eVTOLs (sigla em inglês para veículos elétricos de pouso e decolagem vertical), aeronaves que vêm sendo chamadas informalmente de “carros voadores”.
“Uns chamam de carro voador, mas não é um carro. É uma aeronave. O eVTOL é algo que mais se aproxima de um avião comercial. Outro termo que surgiu recentemente, e particularmente achei mais fácil de pronunciar em português, foi EVA, de Eletric Vertical Aircraft”, disse André Stein, CEO da Eve, em entrevista à CNN Brasil Business em julho.
O primeiro vislumbre do eVTOL da Embraer se deu em maio de 2018 durante uma conferência de mobilidade aérea promovida pela Uber, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em março deste ano, com o projeto sob a tutela da Eve, um modelo da aeronave em escala reduzida e controlada remotamente completou o voo inaugural, na sede da companhia em Gavião Peixoto (SP).
Trata-se de uma aeronave bem diferente de um avião ou um helicóptero. O protótipo da Eve, por exemplo, tem uma configuração exótica com 10 motores elétricos a hélice, sendo oito deles para permitir a sustentação vertical e outros dois para o impulso horizontal. Mais adiante, o design do eVTOL brasileiro será refinado e preparado para acomodar até quatro passageiros.
Ecossistema do eVTOL
O mercado de Mobilidade Aérea Urbana, por ora, é apenas um conceito de transporte público. A ideia original foi anunciada em 2016 pela Uber, por meio da iniciativa Uber Elevate, na qual ela desafiou a indústria a desenvolver novas tecnologias para viabilizar o projeto – que desde o ano passado é administrado pela Joby Aviation, dos Estados Unidos.
A Embraer (e depois a Eve) e diversas outras fabricantes de aviões, helicópteros e até de automóveis aceitaram o desafio da Uber e iniciaram variados projetos de eVTOLs de passageiros. A empresa brasileira, no entanto, encontrou nesse novo nicho uma série de oportunidades de negócios que compreendem toda a cadeia de tecnologias e de infraestrutura necessárias para a introdução do novo modal de transporte.
“Quando falamos em desenvolver a Mobilidade Aérea Urbana, não estamos falando apenas em projetar um veículo, mas todo um ecossistema. Tem muito mais a ser feito, e todas essas frentes devem avançar juntas, como indústria”, disse Stein.Projeto do eVTOL, carro voador da Embraer / Foto: Divulgação/Eve
O ecossistema dos eVTOLs pode ser tão complexo quanto o da aviação comercial. Uma das questões é sobre como será realizada a recarga das aeronaves elétricas. Para avançar nessa frente, a Eve firmou uma parceria com a EDP Brasil, empresa tradicional do setor de energia. As soluções a serem desenvolvidas incluem tecnologia e equipamentos para carregamento das aeronaves, baterias elétricas mais eficientes, formatos de negócios, gestão e fornecimento de energia, logística de operação e integração com o sistema de gerenciamento e controle de voo.
O gerenciamento do tráfego dos eVTOLs é outro obstáculo, pois futuramente eles contarão com controles autônomos. Esses veículos vão ocupar uma nova via aérea, voando abaixo dos helicópteros e aviões, por isso, será necessária uma série de mudanças nos regulamentos de gerenciamento e controle de voo para permitir a entrada dessas aeronaves. Para desenvolver essa área, a Eve trabalha em conjunto com a Atech, outra subsidiária do grupo Embraer, especializada no desenvolvimento de sistemas e aplicação de tecnologias.
À medida que os projetos de eVTOLs avançam em testes de voo, também estão em andamento projetos sobre os “vertiportos”, espécie de aeroporto urbano onde os veículos de pouso e decolagem farão os embarques e desembarques de passageiros. No caso da Eve, ela está trabalhando em parceria com a Skyports, especialista em infraestrutura aeroportuária, para implementação das soluções de UAM em mercados na Ásia e nas Américas.
Para isso tudo virar realidade, a Eve e seus parceiros precisam falar com as autoridades. A subsidiária da Embraer, por exemplo, tem estudos de viabilidade dos eVTOLs (serviços relacionados) com agências reguladoras de aviação civil, como a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil e a Civil Aviation Authority no Reino Unido.
Promessa de transporte acessível
Viajar de avião não é algo que está ao alcance de todos os bolsos. Os eVTOLs, por outro lado, prometem inaugurar um novo segmento de transporte aéreo acessível. Mas como?
O preço do combustível é um dos pilares na composição do valor de uma passagem aérea. Como os eVTOLs são elétricos, essa conta não será repassada aos consumidores. Mais adiante, com a troca dos pilotos humanos pelo emprego do controle autônomo, o custo operacional dos carros voadores irão diminuir ainda mais.
Um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) feito em colaboração com a Eve calculou que, a princípio, um voo de eVTOL custará cerca de US$ 3,56 (R$ 18,51) a US$ 3,88 (R$ 20,17) por passageiro por quilômetro. Com um aumento na demanda, o MIT estima que a faixa de preços pode variar de US$ 1,14 (R$ 5,93) a US$ 1,55 (R$ 8,06) por passageiro por quilômetro, uma tarifa mais barata que a de um táxi em Los Angeles.
Além disso, uma pesquisa realizada pela Eve mostrou que 89% dos consumidores usariam um veículo de mobilidade aérea se pudessem, 48% fariam isso todos os meses, 28% disseram que fariam pelo menos uma vez por semana e 13% responderam que voariam quase todos os dias.Conceito do interior do ‘carro voador’ da Embraer / Foto: Reprodução/YouTube
No ar em 2026
Em anúncios recentes sobre parcerias com operadores e pedidos de eVTOLs, a Eve aposta que a entrada em serviço desses veículos deve começar em 2026. “Entregar um projeto de avião no prazo ou dentro do orçamento é algo raro da aviação, mesmo na indústria tradicional. A Embraer, porém, tem conseguido atingir esses marcos. Estamos confiantes com esse prazo”, ressaltou o CEO da empresa em julho.
A Eve soma cinco clientes, entre operadores e plataformas de compartilhamento, que já se comprometeram em adquirir 435 eVTOLs. O maior pedido até o momento veio da Halo, operadora de helicópteros com bases nos Estados Unidos e no Reino Unido, que encomendou 200 aeronaves com entregas a partir de 2026.
Outra empresa com sede nos EUA, a Blade fez um acordo diferente com a fabricante brasileira. Ao invés de comprar as aeronaves, a empresa pretende contratar até 60.000 horas de voo de eVTOLs por ano, começando em 2026. A Eve estima que é necessário ao menos um veículo para cumprir cada mil horas de voo contratada. Portanto, a companhia americana deve trabalhar com uma frota de até 60 aeronaves.
No outro lado do mundo, a startup de mobilidade aérea Ascent, de Singapura, também preferiu adquirir o tempo de utilização dos eVTOLs da Eve, até 100 mil horas de voo por ano. O plano da empresa asiática é oferecer o serviço de transporte aéreo urbano em Bangkok (Tailândia), Manila (Filipinas), Melbourne (Austrália), Tóquio (Japão) e na cidade-estado de Singapura.
Por fim, os outros dois clientes confirmados da Eve são empresas brasileiras. A primeira anunciar um acordo com a subsidiária da Embraer foi a Helisul, operadora de helicópteros com bases em 14 estados do Brasil, com uma encomenda de 50 aeronaves.
Em seguida veio a confirmação da Flapper, empresa de voos compartilhados, que planeja contratar até 25 mil horas de voo por ano e oferecer o serviço em São Paulo, Rio de Janeiro, Santiago do Chile (Chile), Bogotá (Colômbia) e Cidade do México (México). Ambas vão receber os primeiros eVTOLs em 2026.
O CEO da Eve prevê que o mercado global de mobilidade aérea urbana deve absorver em torno de 50 mil eVTOLs em 15 anos. “Isso significa que teremos um volume de entregas nunca visto antes na aviação. Há um potencial para venda de algumas unidades de milhar por ano. Só em São Paulo serão necessários pelo menos 400 eVTOLs.”
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.