Pedido foi feito pela PGR; deputada postou montagem com as imagens de Moro e Mandetta com “blackface”…
Em 2020, a deputada Bia Kicis foi acusada de racismo por ter feito uma montagem com os ex-ministros Moro e Mandetta…
TIAGO ANGELO 17.nov.2021 (quarta-feira) – 17h59…
PODER360.
O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta 4ª feira (17.nov.2021) a abertura de um inquérito para apurar se a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) cometeu o crime de racismo ao publicar uma montagem em que os ex-ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Luiz Henrique Mandetta (saúde) aparecem com “blackface”, que consiste em pintar pessoas brancas de preto….
O pedido de apuração contra a deputada partiu da PGR (Procuradoria Geral da República). É derivado de uma notícia-crime apresentada em outubro de 2020, depois da publicação da montagem com Moro e Mandetta….
Uma diarista de 34 anos está há pouco mais de cem dias presa em uma penitenciária de Minas Gerais sob acusação de ter furtado água. Após duas negativas de instâncias inferiores, um pedido de habeas corpus chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.
Maria (nome fictício*) foi presa na frente do filho de 5 anos, em julho, em uma casa de uma cidade no interior de Minas. Segundo a polícia, ela e o marido violaram o lacre da instalação de água do local onde a família vivia de favor.
A defensora Alessa Veiga soube do caso em outubro ao visitar a ala feminina de um presídio de Minas. “Ela me entregou um bilhete, dizendo que estava presa há três meses por furto de água e que seu filho tinha ficado com a irmã mais nova, que é adolescente e vive em outra cidade. A Justiça prendeu o pai e a mãe e não se preocupou com que aconteceria com o filho”, conta.
Para a defensora pública, que entrou com um pedido de habeas corpus no STF, o caso de Maria se enquadra no princípio de insignificância (quando o valor do objeto furtado é tão irrisório que não causa prejuízos à vítima, como no furto de comida, água, sucata e produtos de higiene pessoal).
“É um absurdo uma mãe ficar cem dias presa por furto de água, um crime não violento. Ela me disse que queria pagar a conta, mas não tinha dinheiro. É uma família muito pobre, usava a água para cozinhar para o filho, para beber, tomar banho… eles viviam de favor, em uma casa minúscula. Será que a prisão era a melhor solução para esse caso?”, diz a defensora.
Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, consideraram que Maria deve ser mantida presa por ser reincidente, por supostamente ter desacatado o policial no momento da prisão pelo furto de água, “cuspindo em seu rosto”, e porque não conseguiu provar ser a mãe da criança que carregava durante o episódio.
“Os fatos já apurados e as circunstâncias dos crimes demonstram tanto a inaplicabilidade das medidas cautelares diversas da prisão, quanto o risco concreto à ordem pública, caso a autuada seja de pronto colocada em liberdade”, escreveu o desembargador Olindo Menezes, do TRF-1.
Segundo o Boletim de Ocorrência, por um mês a família usou a água disponibilizada pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) sem pagar pelo consumo. Questionada pela BBC News Brasil, a Copasa não informou o total do prejuízo sofrido pela empresa nem qual seria o valor da conta que a família teria de pagar pelo mês que utilizou o serviço. O Boletim de Ocorrência também não informa esses dados.
Fotos da residência e da “gambiarra”, incluídas no processo, mostram que a água era retirada de um cano e redistribuída pela casa. Segundo o IBGE, em média, cada membro de uma família brasileira consome 116 litros de água por dia.
Em junho, dois agentes da Copasa visitaram a casa e constataram que a família tinha violado o hidrômetro da residência. Os funcionários lacraram a instalação novamente, interrompendo o fornecimento de água. Um mês depois, os fiscais retornaram e, segundo eles, o lacre havia sido rompido de novo. Eles contam que chamaram a Polícia Militar depois de terem sido xingados por João (nome fictício), servente de pedreiro e companheiro de Maria.
Em depoimento, Maria disse que voltava com o filho para casa quando encontrou uma viatura no local. Ela tentou fugir com a criança no colo quando soube que seria levada à delegacia por furto de água.
No BO, o funcionário da Copasa relatou a reação da diarista: “Exaltou-se, esboçou agressividade, proferiu palavras de baixo calão: ‘seus policiais de merda, seus vagabundos, vão procurar bandido'”. Ela teria tentado agredir e cuspir em um policial — acabou algemada e “colocada no xadrez” (compartimento traseiro da viatura). O filho assistiu à cena, ao lado.
Depois, na delegacia, Maria negou ter cuspido no policial ou tentado agredi-lo. Também afirmou que foi seu companheiro, João, quem rompeu o lacre no cano de água, porque a família não tinha como pagar a conta no momento. “Usava a água para cozinhar para meu filho”, disse.
“Foi uma reação espontânea e justificável de uma mãe muito pobre, que ficou desesperada ao ser presa por furto de água. Presa na frente do filho”, diz a defensora Alessa Veiga.
A diarista contou ter parado de estudar na quarta série do ensino fundamental. Ela diz ganhar entre R$ 50 e R$ 70 quando faz uma faxina.
O BO relata a versão dela: “Esclarece que só agiu assim pois o proprietário da casa, que tinha (anteriormente) deixado eles ficarem no imóvel, mandou cortar a água com eles no local. Além disso, esclarece que não poderiam ficar sem água, visto que têm uma criança de cinco anos”.
Em nota, a Copasa afirmou que a prisão do casal “não ocorreu por furto de água, mas sim devido ao comportamento agressivo dos moradores contra os empregados da companhia.”
“A companhia repudia qualquer ato de violência e orienta seus empregados que acionem a PM se ocorrer algum tipo de agressão, verbal ou física, durante realização de seus serviços”, diz a Copasa.
O Ministério Público de Minas Gerais pediu o relaxamento da prisão de João, alegando que o crime não era violento. Ele foi solto logo depois.
Já para a diarista o MP solicitou “prisão preventiva”, citando como agravantes o suposto desacato aos policiais, a “resistência à prisão” e reincidência.
A defensora pública entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Um dos argumentos é que o caso se encaixa no princípio de insignificância. A Justiça, porém, negou a soltura da diarista.
Desde 2004 existe um entendimento do STF que orienta juízes a desconsiderar processos em que o valor do furto é tão pequeno que não causa prejuízo à vítima do crime. Comida, água, sucata, produtos de higiene pessoal e ínfimas quantias em dinheiro, por exemplo, são considerados insignificantes. No entanto, o entendimento não é obrigatório e nem sempre é seguido pelos juízes.
Defensores ouvidos pela BBC News Brasil dizem que, nos últimos meses, tem aumentado o número de casos de furto famélico e de quantias ínfimas que chegam às instâncias superiores, como STJ e STF. O volume seria um reflexo do aumento da fome no país e do desemprego.
Em 2020, cerca de 19 milhões de pessoas passavam fome no Brasil, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da covid-19. Em 2018, eram 10,3 milhões. Ou seja, em dois anos houve uma alta de 84,4% (ou quase 9 milhões de pessoas a mais).
Em junho, o ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, reclamou publicamente que instâncias inferiores não estão seguindo entendimentos jurídicos já pacificados pelo STF e pelo STJ, aumentando exponencialmente o volume de processos que chegam aos tribunais superiores.
“É um absurdo nós termos de julgar a insignificância de um furto de R$ 4. Não são só o Ministério Público e a advocacia que insistem em teses superadas, mas também os tribunais, que se recusam a aplicar nossos entendimentos. Não tem lógica isso. É uma brincadeira dizer que a política que estamos adotando no país e o comportamento de todos nós, os chamados atores do processo, estão diminuindo a criminalidade”, disse.
Em casos de insignificância, o juiz pode simplesmente arquivar o processo e não determinar nenhuma medida de punição. Ou ele pode impor medidas mais brandas a serem cumpridas em liberdade, como serviços comunitários, reeducação profissional ou tratamento e acompanhamento no SUS, caso a pessoa tenha problemas com drogas..
Segundo ele, em 2017 foram 84.256 processos e, no ano passado, 124.276 — alta de 47%. Para este ano, ele projeta que serão 131.997 casos. O STJ tem duas turmas de cinco ministros para a área criminal — ou seja, cada um deles recebeu 12,4 mil ações só em 2020, em média.
No caso de Maria, o pedido de habeas corpus também mencionava o fato da diarista ter um filho de cinco anos. Em 2018, o STF decidiu que juízes podem substituir a prisão preventiva por domiciliar em processos envolvendo mães de crianças de até 12 anos.
Porém, tanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais quanto o TRF-1 consideraram que não ficou provado que Maria é mãe de uma criança, pois a certidão de nascimento do filho não estava anexada ao processo. “Não há nos autos comprovação idônea de que a acusada é mãe de uma criança menor de cinco anos, a não ser a palavra desta proferida”, escreveu o desembargador Orlindo Menezes, do TRF-1, ao negar o habeas corpus.
“Eles não consideraram que no próprio BO há o nome e os dados da criança, e os relatos das testemunhas e dos policiais citam que ela estava com o filho. Interessante notar que a Justiça só considerou o depoimento dos policiais quando eles disseram que ela os desacatou, mas não agiu da mesma forma quando eles mencionam o filho de cinco anos”, diz Alessa.
‘Quando o caminhão passa cedo, dá para conseguir coisas boas’: a rotina das famílias que buscam comida no lixo
No novo pedido de habeas corpus, dessa vez ao STF, a defensora incluiu a certidão de nascimento da criança, documento ao qual ela só conseguiu ter acesso neste mês.
Reincidência
Outro argumento da Justiça para manter a prisão foi o fato de Maria ser reincidente. “E a de se frisar, ainda, a periculosidade concreta da flagranteada […] Tal reiteração ilícita é mais do que suficiente para evidenciar o risco à ordem pública. Logo, a prisão preventiva na espécie tem a essencial função de resguardar a ordem pública e a conveniência da regular instrução processual”, escreveu o desembargador Orlindo Menezes, do TRF-1.
Maria já foi condenada por roubo dez anos atrás, e cumpriu integralmente sua pena de cinco anos de prisão. Ou seja, embora não seja primária, não devia mais nada à Justiça.
Segundo defensores, a reincidência do réu é o principal argumento usado pelos magistrados para não aplicar o princípio da insignificância. Ou seja, para parte do Judiciário que acredita em endurecimento das penas como solução para o problema da criminalidade, a reincidência agrava a condição do réu e, por isso, a custódia normalmente é mantida.
No entanto, defensores públicos e alguns ministros do STJ e do STF, como Rosa Weber e Gilmar Mendes, costumam defender que a reincidência do réu não muda o fato de que o valor do furto é insignificante. Nos últimos meses, eles e também outros ministros têm usado esse argumento para soltar acusados de furtos de comida, além de pedir o arquivamento dos processos.
O pedido de habeas corpus de Maria será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes. Ainda não há data para que isso aconteça.
Torcedores, jogadores, comissão técnica e diretoria fazem os bastidores para que o time azulino permaneça na Segunda Divisão do Brasileirão em 2022, apesar da sequência de quatro jogos consecutivos com derrota na Segundona.
Se as cartas apontam o futuro para muitas coisas e no futebol não é diferente, o DOL foi até uma especialista e encontrou a taróloga Plumma Anhelo, que analisa que o momento do Remo envolve ansiedade e nervosismo, o que dificulta o seu objetivo de permanecer na Segunda Divisão.
“As cartas apontam uma ansiedade, um nervosismo muito grande. O Remo passa por um momento de que tenta, tenta e quando toma um gol, perde o rumo e fica desnorteado. Fica nervoso, desconcentrado e isso prejudica muito o clube”, afirma.
Remo briga contra o rebaixamento com outras equipes na Série B | Samara Miranda / Remo
Plumma diz ainda que para ficar na Série B, o Remo precisa mudar algo para superar Vasco-RJ e Confiança-SE, além da busca pela vitória nos jogos.
“Serão dois jogos de muita batalha, muita entrega e o time precisa fazer algo diferente, algo inesperado para permanecer na Segunda Divisão. Se for neste caminho, há grande possibilidade”, informa.
O Remo luta contra o rebaixamento diante de Brusque-SC, Londrina-PR, Vitória-BA e Confiança-SE. São três vagas em aberto contra a Série C e duas para o alívio da permanência, algo que os remistas tanto almejam ao fim desta Série B.
Atriz impõe exigências e é excluída de série pela Globo
Camila Queiroz entrou em conflito com a emissora e exigiu “demandas contratuais inaceitáveis. O resulto é o fim precoce da personagem interpretada por ela na atração exibida na Globoplay.
A série “Verdades Secretas” foi um verdadeiro sucesso para a Globo. Por esse motivo, a emissora resolveu dar continuidade à trama, que se tornou um dos principais produtos da casa. Em meio ao sucesso, algumas mudanças podem não agradar ao público.
A protagonista da trama da Globo, a atriz Camila Queiroz, 28 anos, não faz mais parte do elenco de “Verdades Secretas 2”, cuja nova temporada tem sido disponibilizada no Globoplay.
De acordo com a Globo, impactado pelos rigorosos protocolos adotados durante a pandemia, o período de gravação da obra, programado para terminar no último dia 10, teve que ser ampliado por sete dias.
Por conta disso, diz a nota da emissora, Camila decidiu não assinar um novo contrato de extensão para as cenas finais e quis determinar o desfecho da personagem Angel.
Ainda de acordo com a Globo, a atriz “exigiu um compromisso formal de que faria parte de uma eventual terceira temporada da obra, além de outras demandas contratuais inaceitáveis”.
A emissora, então, decidiu concluir “Verdades Secretas 2” sem a participação da atriz. A novela seguirá sendo gravada e as cenas serão adaptadas para que seja mantida a essência da trama.
Procurada, Camila Queiroz ainda não havia respondido as solicitações até a publicação deste texto.
n importa o q a camila queiroz fez ou exigiu. eu vo defender ela e a angel até o fim
A entidade considerou que houve erro grave no lance da cotovelada, tanto do árbitro de campo, quem nem sequer marcou falta, quanto o do VAR, que sugeriu apenas o cartão amarelo no lance “faltoso”.
O anúncio da suspensão ocorreu após a divulgação, pela Conmebol, do vídeo com os bastidores da atuação do árbitro de vídeo no lance citado.
Na nota desta quarta-feira, a entidade considera que houve “conduta violenta do jogador Nicolás Hernán Gonzalo Otamendi (ARG), contra um adversário, colocando em risco a integridade física do mesmo com uso do braço no rosto.” Diante da situação os árbitros foram suspensos de apitar partidas da Conmebol por tempo indeterminado..
No vídeo, é mostrado que, incialmente, o assistente considerou que não foi falta no lance, indicando que raphinha teria se chocado com as pernas de Otamendi. Após alguns segundos, o assistente que comanda o VAR chegou a conclusão e que realmente houve falta.
VEJA O DIÁLOGO COMPLETO DO LANCE:
VAR 2: – Cuidado com a cara.
ASSISTENTE: – Toca na perna. Para mim, não há golpe. Veja pela dúvida.
VAR 2: – Cuidado com a cara.
ASSISTENTE: – Não vejo golpe.
VAR 1: – Com o antebraço na cara. Me dê velocidade normal, quero ver a intensidade.https://b4d216660cf2be41514d501ded6c33b9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
VAR 1: – Quero ver a intensidade.
VAR 2: – Repita com close.
VAR 1: – Velocidade normal.
VAR 1: – É com o antebraço. Marcou falta ao menos?
VAR 2: – Não.
VAR 1: – Siga.
VAR 1: – Eu considero que aqui é golpe com o antebraço no rosto, com intensidade média. Sim, no rosto. Isto me parece que é falta para cartão amarelo. Não considero para cartão vermelho, Ale. Estamos de acordo?
VAR 2: – Estamos de acordo.
VAR 1:– Andrés, checagem completa. Uso de braços indevido dentro do limite. Checagem completa.
ÁRBITRO: – OK, está claro.
OPERADOR VAR: – Acabamos?
VAR 1: – Sim, obrigado Santiago. E é fora da área.
VAR 1: – Me dê mais 10 segundos, por favor. Volte atrás.
VAR 2: – Espere, não recomece.
VAR 1: – Aí, me dê se é dentro ou fora.
VAR 2: – É fora.
VAR 1: – Mas vamos confirmar. É fora, é golpe fora. Vamos, siga, siga.
VEJA MAIS – Militão Celebra ter parado Messi em Brasil e Argentina: “Conseguimos segura-lo”
Presidente falou novamente sobre o exame, que passa por crise às vésperas de sua realização, no fim de semana. No passado, questões tinham ‘ativismo político’ e ‘comportamental’, na opinião do presidente.
Por g1 — Brasília
17/11/2021 10h55 Atualizado há 24 minutos
Bolsonaro sugere que Enem prega ‘ativismo político e comportamental’.
Jornalistas voltaram ao tema nesta quarta e perguntaram ao presidente se ele tinha visto as questões.
“Não, não vi. Eu não vejo, não tenho conhecimento”, respondeu Bolsonaro.
O Enem vive uma crise nos últimos dias.
Na semana passada, servidores do Inep, órgão responsável pelo exame, afirmaram que sofreram pressão psicológica e vigilância velada na formulação do Enem 2021 para que evitassem escolher questões polêmicas que eventualmente incomodariam o governo Bolsonaro. 37 deles entregaram seus cargos no Inep. O exame vai ser realizado neste fim de semana.
Em Doha, capital do Catar, Bolsonaro falou com jornalistas após um passeio de moto. Ele visitou o estádio de futebol Lusail. O Catar vai sediar a Copa do Mundo de 2022.
Ainda falando sobre o Enem, o presidente repetiu ataques que faz à prova desde o período da campanha eleitoral. Para Bolsonaro, o Enem tinha “questões esquisitas” e de “ativismo comportamental”.
“Olha o padrão do Enem do Brasil. Pelo amor de Deus! Aquilo mede algum conhecimento, ou é ativismo político? Ou é ativismo também na questão comportamental. Não precisa disso”, disse Bolsonaro.
‘Rei de Roraima’
Bolsonaro faz uma viagem de uma semana pelo Oriente Médio. O Catar é a última parada. Antes, ele esteve nos Emirados Árabes e no Bahrein. Os Emirados são um conjunto de monarquia. Bahrein e Catar também são regimes absolutistas.
Ao falar com os jornalistas, Bolsonaro disse que, para se desenvolver, o Brasil deveria se mirar no exemplo de países como os do Golfo Pérsico. Segundo eles, são países que, sem matérias-primas naturais, investiram em tecnologia e se desenvolveram.
“Aqui, país que não tem quase matéria-prima, não tem quase nada aqui, tem tecnologia, tem investimento pesado em educação séria. Não essas besteiras que nós vemos em especial no Brasil”, disse.
Ao exemplificar como é possível levar desenvolvimento a uma região, Bolsonaro citou uma situação hipotética em que ele fosse “rei de Roraima”.
“Você pode ver. No Brasil, nós temos uma tabela periódica [muitos elementos naturais] só no estado de Roraima. Em campanha eu falei: ‘Se eu fosse o rei de Roraima – olha só que coisa linda, hein? Temos rei aqui nesta região. Se eu fosse rei de Roraima, em dez anos teria um PIB igual ao de São Paulo. Ouso dizer, se eu fosse o rei de Roraima, em dez anos teria o maior PIB do mundo”, imaginou o presidente.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Reportagem do g1 e do Fantástico mostrou a precariedade na assistência de saúde nas comunidades na Terra Yanomami, em Roraima, atingida pela desnutrição e malária – situação em grande parte agravada pelo garimpo ilegal.
O Ministério da Saúde, responsável por cuidar da saúde indígena, afirma ter destinado R$ 216 milhões à saúde Yanomami desde 2019. O montante foi para aquisição de insumos, bens, medicamentos, contratação de pessoas, entre outros.
Veja países onde Bolsonaro faz visita no Oriente Médio — Foto: Arte/g1
Jovem de 20 anos é assassinado a tiros por motoqueiro
Mesmo baleado, homem tentou fugir, mas foi alcançado e os criminosos terminaram de matá-lo
quarta-feira, 17/11/2021, 09:42 – Atualizado em 17/11/2021, 10:10 – Autor: Com informações Papo Carajás/DOL
| Reprodução .
APolícia Civil tem mais um assassinato para investigar. Um jovem de 20 anos foi executado a tiros por volta de 20h50 desta terça-feira (16). O crime foi praticado por uma dupla de motoqueiros.
A execução de Wanderson do Perpétuo Socorro Silva, ocorreu na Rua Ulisses Guimarães, Vila Palmares Sul, distante mais de 10 quilômetros do centro de Parauapebas, sudeste do Pará.
A Polícia Militar informou que dois homens sobre uma motocicleta de cor amarela chegaram perto da vítima e o que estava na garupa efetuou os disparos. Wanderson foi atingido, mesmo assim correu e caiu em outra via pública. Deitado ao chão e ferido, ele ainda recebeu mais tiros e faleceu no local.
Vítima foi alvejada com vários tiros | Reprodução
A Polícia Civil esteve no local e colheu mais informações para o procedimento da investigação. Profissionais do Instituto Médico Legal (IML) cuidaram das peças periciais e da remoção do corpo.
Joele Fontes Palmeira tinha 21 anos e deixa dois filhos | Reprodução – Redes sociais .
Uma mulher foi morta a facadas no início da noite desta terça-feira (16), na passagem São Benedito, entre as passagens Elvira e Gaspar Dutra, no bairro Curió-Utinga, em Belém.
De acordo com testemunhas, Joele Fontes Palmeira, de 21 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro.
Após o ataque, o homem foi imobilizado por moradores e entregue a policiais.
Argentina de 30 anos é, possivelmente, apenas o segundo caso conhecido no mundo em que alguém se ‘livra’ do vírus no corpo sem um transplante de medula óssea e sem tratamento antirretroviral.
Por Lara Pinheiro, g1
16/11/2021 17h57 Atualizado há 4 horas
Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície — Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID).
Uma argentina de 30 anos pode ser a segunda pessoa no mundo que se infectou e conseguiu se curar do vírus HIV sem a necessidade de tratamento, aponta uma pesquisa publicada nesta terça-feira (16) no “Annals of Internal Medicine”.
Segundo o estudo – de pesquisadoras em Buenos Aires e em Boston, nos Estados Unidos –, a mulher vem mantendo uma carga viral indetectável do HIV tipo 1 (HIV-1) há 8 anos, mesmo sem terapia antirretroviral nem transplante de medula óssea.
Nesta reportagem, você vai entender:
A questão em torno do “tipo de cura” alcançado pela paciente – e por que ela nunca poderá ser totalmente comprovada
Os detalhes do caso (a paciente engravidou e deu à luz um bebê sem HIV)
O mecanismo dos ‘controladores de elite’ para deter o vírus
A diferença entre esse caso e outros dois que também foram curados do HIV – só que com um transplante de medula óssea
Por que o HIV é tão difícil de curar
1. ‘Tipo de cura’
Para chegar à conclusão de que a paciente havia, possivelmente, se curado do HIV, as cientistas examinaram 1,5 bilhão de células da paciente. Elas não encontraram nem partículas do vírus que fossem capazes de se replicar nem provírus do HIV – o vírus com o material genético em DNA, que se integra ao DNA das nossas células.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Até agora, só um outro caso do tipo – em uma mulher de 67 anos – havia sido identificado pela ciência (veja detalhes mais abaixo). As duas pacientes se tornaram conhecidas por serem o que se chama de “controladoras de elite” do vírus – pessoas capazes de obter uma “cura funcional” do vírus mesmo sem receber medicamentos (entenda melhor no tópico 3).
“A cura funcional é aquela em que você controla o vírus e não tem mais nenhuma evidência de que ele possa fazer algum mal à saúde. É aquela daquelas pessoas que a gente chama de controladores de elite – não é uma coisa infrequente, acontece em 1% a 3% das pessoas”, explica Ricardo Diaz, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que, no ano passado, liderou um grupo de pesquisadores que conseguiram eliminar o HIV de um paciente com um novo coquetel de medicamentos.
Pesquisadores brasileiros eliminaram HIV de paciente com novo coquetel
“Essas pessoas têm carga viral indetectável – então, aparentemente, o vírus não está se multiplicando de uma forma que a gente consiga enxergar com os métodos de laboratório que tem. E elas não têm uma diminuição da imunidade – não cai o CD4 [tipo de célula de defesa]”, completa Diaz.
Só que esses dois casos chamam atenção mesmo entre esses “controladores de elite”. Isso porque essas pacientes foram capazes de controlar o vírus de maneira tão eficiente que não há mais nenhum sinal de que ele tenha capacidade de se multiplicar, explica Diaz.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Mas as próprias autoras do estudo alertam que, apesar de ser provável que a paciente tenha obtido o que chamam de “cura esterilizante” do HIV, não é possível provar isso com absoluta certeza.
“No contexto da pesquisa do HIV-1, isso significa que será impossível provar empiricamente que alguém alcançou a cura esterilizante”, dizem. “Tudo o que pode ser feito razoavelmente é mostrar que alguém não está curado, isolando provírus intactos e/ou HIV-1 competente para replicação”, explicam na pesquisa.
Elas esclarecem que, “embora isso possa parecer insatisfatório, reflete uma limitação intrínseca da pesquisa científica: os conceitos científicos nunca podem ser provados por meio da coleta de dados empíricos; eles só podem ser refutados”.
Nesse ponto, Diaz faz uma crítica: para ele, como as cientistas encontraram vestígios do HIV na paciente, não é possível dizer que o que ocorreu foi uma “cura esterilizante” (entenda melhor a diferença mais abaixo nesta reportagem).
As cientistas reconhecem que os “mecanismos que permitem um resultado tão notável da doença são difíceis” e que os resultados são extremamente raros, mas possíveis.
A autora sênior da pesquisa, Xu Yu, explicou em um comunicado à imprensa que as descobertas podem sugerir uma resposta específica de células do sistema de defesa que abre possibilidade de que outras pessoas com HIV também tenham alcançado a cura sozinhas. Se esses mecanismos imunológicos puderem ser entendidos, a ciência pode desenvolver tratamentos que ensinem o sistema imunológico de outras pessoas a imitar essas respostas em casos de infecção por HIV.
2. A paciente de Esperanza: detalhes do caso
O caso ocorreu na cidade de Esperanza, na Argentina, cerca de 500 km a noroeste de Buenos Aires. A mulher – que ficará conhecida como a “paciente de Esperanza”, como o “paciente de Berlim” e o “paciente de Londres” – teve o primeiro resultado positivo para o HIV em março de 2013.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Nos 8 anos seguintes em que foi acompanhada, os resultados de 10 testes comerciais apontaram carga viral abaixo do limite de detecção, ou seja, indetectável. Também não houve sinais clínicos ou laboratoriais de qualquer doença associada ao HIV-1.
Em 2019, a mulher engravidou e fez um tratamento com a terapia antirretroviral para evitar que o bebê se infectasse, até o parto, em 2020. A criança nasceu e permanece, até hoje, sem o vírus.
Mas por que começar o tratamento se a paciente era uma controladora de elite?
Há pelo menos dois motivos, segundo Ricardo Diaz: o primeiro é que nem todos os controladores de elite permanecem assim para sempre. O outro é que a própria gestação pode fazer com que a mulher perca essa capacidade de controlar o vírus.
“Nem todo controlador de elite é controlador de elite pra sempre. Em 8 anos, um terço deles perde o controle”, esclarece o pesquisador.
“A gente não sabe exatamente o que é que faz eles perderem o controle. Mas, seguramente, é alguma coisa que ao mesmo tempo estimula o vírus e modifica o teu sistema imune. Então você vai ficar menos responsiva. Sabe uma coisa que estimula o vírus e modifica o teu sistema imune? Gestação. Então, mesmo sendo controladora de elite, na gestação, a gente trata”, explica.
Depois que deu à luz, a paciente parou de usar a terapia antirretroviral, mas continuou a controlar a doença naturalmente.
3. Como funciona o ‘autocontrole’ do HIV?
Mesmo com esse controle “de elite” foram encontrados vestígios de que a mulher um dia foi infectada com o vírus e chegou a ter ciclos ativos de replicação viral, segundo as pesquisadoras.
Elas chegaram a essa conclusão depois de encontrar 7 provírus (material genético em DNA) do HIV defeituosos. Um deles era hipermutado (com pedaços que o tornavam defeituoso e incapaz de se replicar) e quase completo, e os outros tinham muitos pedaços faltando (grandes deleções).
Quando o HIV infecta o nosso corpo, ele entra no DNA de todas as nossas células. E, à medida que as células vão se reproduzindo, fazem o mesmo com o material do vírus – e o jogam para a corrente sanguínea.
O que acontece com os controladores de elite, explica Ricardo Diaz, é que o sistema imune mata as células antes que os vírus saiam dela. É uma estratégia chamada “shock and kill” – “chocar e matar”, em tradução livre.
“O que acontece é que só vai sobrar vírus nessas pessoas onde você tem como se fosse um deserto – em que você não consegue fazer com que o vírus se multiplique [para matar as células]”, esclarece.
“Só sobra HIV onde tem cromatina repressora – como se fosse uma tumba para o vírus. E ele não consegue sair. Aí essa pessoa adquire essa cura – porque sobraram pedacinhos de vírus, ou [o vírus] está naquele local que ele não consegue sair, que é a cromatina repressora. Isso acontece muito raramente – e provavelmente aconteceu duas vezes, que a gente tenha detectado: essa moça da Argentina e na outra, de São Francisco”, explica.
4. Pacientes de Berlim e Londres
Há uma diferença entre os casos dessas duas pacientes, controladoras de elite, e de outros dois, que conseguiram a chamada “cura esterilizante” – mencionada no começo da reportagem – do HIV.
(Segundo Diaz, um terceiro caso desse tipo deve ser anunciado em breve – o do “paciente de Düsseldorf”).
Ambos os homens receberam o transplante de medula de pessoas que tinham uma mutação de um gene (CCR5-delta 32) que as tornava naturalmente resistentes à infecção pelo HIV.
Com esse “reset” do sistema imune, foi apagado qualquer vestígio do vírus em seus corpos – até na cromatina repressora, a “tumba” do HIV, explica Ricardo Diaz. Nesse caso, segundo o pesquisador, pode se falar em “cura esterilizante” – que é a mencionada pelas cientistas na pesquisa argentina.
“A cura esterilizante é simplesmente porque o vírus sumiu e os anticorpos sumiram e a imunidade das células – a imunidade celular específica – sumiu também. É quando ele [o paciente] se livra totalmente do vírus. Não é só o vestígio, mas a ausência completa do vírus e qualquer sinal do corpo de que possa ter o vírus”, esclarece Diaz.
Ao mesmo tempo em que explica que é por isso que a ciência acredita que a cura dos pacientes transplantados é esterilizante – pela ausência completa do vírus, diferente da paciente argentina – o especialista esclarece que esses termos são desatualizados. O mais correto seria referir-se aos casos como “remissão sustentada do HIV sem antirretrovirais”.
“Não dá pra garantir, mesmo que você tenha boas evidências, de que uma cura esterilizante aconteceu de fato. Você teria que seguir a pessoa a vida inteira – não tem como tirar um raio-X do corpo da pessoa e falar ‘não existe nenhum vírus mais aqui’. Você consegue amostrar de uma forma limitada – pega uma quantidade grande de sangue, faz biópsia – você não enxerga o corpo todo da pessoa para ver se ela tem HIV”, pondera.
5. Por que o HIV é tão difícil de curar?
Nas pessoas “comuns” – a vasta maioria que não consegue controlar naturalmente o HIV – a intenção da terapia antirretroviral é “acordar” o vírus que está latente – “dormindo” dentro das células – e eliminá-lo. É o mesmo “chocar e matar”, só que com a ajuda de medicamentos.
É essa latência que torna tão difícil eliminar o HIV.
“Tem uma quantidade de células – que é de 0.01% até 0.0001% – que têm vírus latente. O vírus latente vai acordando ao longo do tempo. Se você tratar as pessoas com coquetel, o vírus vai saindo da latência e você vai diminuindo essa porcentagem de vírus latente. Igual a um balãozinho, que vai murchando”, explica Ricardo Diaz.
“Aí você cura a pessoa – só que demora. 80 anos. Para curar uma pessoa, você teria que tratar de forma efetiva por 80 anos. Por isso que não dá para interromper o tratamento – porque, na hora que você interrompe, aparece um vírus latente”, esclarece.
Na pesquisa que liderou no ano passado, ele e sua equipe começaram uma empreitada que pretende diminuir esse tempo para 2 anos.
Também de acordo com a pasta, todos que já receberam há pelo menos cinco meses a segunda dose de Pfizer, AstraZeneca ou Coronavac, já podem tomar a terceira dose.
em Brasília16/11/2021 às 13:02 | Atualizado 16/11/2021 às 15:23
O Ministério da Saúde anunciou que todo cidadão brasileiro que recebeu a vacina da Janssen terá que tomar uma segunda dose. Até este momento, era o único imunizante considerado de dose única no país. Os Estados Unidos, sob recomendação da agência reguladora, Food and Drug Administration (FDA), já tinham começado a segunda aplicação da vacina em quem tomou a Janssen há pelo menos dois meses.PUBLICIDADE
Quase 5 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da Janssen e, agora, tendo completado dois meses da aplicação, eles já terão direito a receber a segunda dose. Posteriormente, passados cinco meses, estas pessoas ainda receberão a terceira dose. O reforço será dado com a Pfizer.
A Janssen começou a ser distribuída no Brasil nos meses de junho e julho, portanto muitas pessoas já estariam aptas a receber, apenas será preciso aguardar a distribuição da pasta. Até o final de dezembro, o Ministério da Saúde estima o recebimento de mais de 36 milhões de doses da Janssen.
Também foi comunicado que toda a população adulta, de 18 anos ou mais, que já tomou a segunda dose de AstraZeneca, Pfizer ou Coronavac, há pelo menos cinco meses, já pode tomar uma dose extra da vacina contra a Covid-19.
A aplicação da dose de reforço segue a lógica da imunização cruzada, que visa aumentar a proteção a partir da combinação de plataformas de vacinas diferentes. Quem tomou duas doses da Coronavac, deve buscar a terceira de Pfizer, Janssen ou AstraZeneca; se a pessoa tomou duas doses da Astrazeneca, ela tem que tomar Pfizer; se recebeu duas da Pfizer, a de reforço tem que ser a AstraZeneca ou a Janssen.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.