Extração de ouro e manganês podia derrubar estruturas e causar desbastecimento no país. Esteiras e retroescavadeiras estão entre itens apreendidos na operação Guaraci, deflagrada no Pará.
Por g1 PA — Belém
18/11/2021 14h45 Atualizado há 29 minutos
Área de garimpo ilegal próximo a torres de transmissão no Pará — Foto: Polícia Federal/Divulgação.
O material apreendido, que inclui retroescavadeiras, motores e esteiras, foi destruído nos locais da apreensão.Um dos motores usados na mineração foi explodido pela PF (foto abaixo).
“Na ação integrada, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos locais de degradação ambiental,foram realizadas prisões em flagrante delito, apreensões de minério e inutilização de equipamentos utilizados como instrumentos de crime”, afirmou a delegada Adriele Maiorka, chefe do departamento da PF em Marabá , sudeste do Pará.
Explosão de uma das máquinas flagradas em garimpo ilegal no Pará — Foto: Polícia Federal/Reproduçãohttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
A quantidade exata de material apreendido e como cada um foi inutilizado, assim como quantos presos e a identidade deles não foi informado pela PF.
Extração ilegal de outo e manganês funcionava próximo a base de torres de transmissão da Belo Monte. — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Segundo a Polícia Federal, a atividade irregular ameaçava o fornecimento de energia no país, pois usava a área de segurança das torres de transmissão, cerca de 50 metros em volta de cada estrutura, como local de mineração. Isso colava a segurança das torres e de roda rede em risco.
“A atividade garimpeira era tão acentuada na base das torres que estava para comprometer a segurança e estabilidade, podendo causar, inclusive, a queda dessas estruturas e o desabastecimento energético em nível nacional, atingindo milhões de brasileiro”, disse a delegada Maiorka.
Essa extração ilegal ocorre sob a Linha de Transmissão Xingu/Estreito, que além do Pará, passa também por Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Não foi informada a área total atingida, quantos garimpos localizados nem há quanto tempo funcionavam.
Máquinas apreendidas durante operação contra mineração ilegal no Pará — Foto: Polícia Federal/Divulgação.
Mais de 30 viaturas e três helicópteros são usados para chegar aos locais na ação que envolve ao menos 120 agentes federais da PF, Agência Nacional de Mineração (ANM), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Protecao da Amazônia (CENSIPAM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovávei (Ibama) Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Conselho Nacional da Amazônia Legal .
A investigação segue em andamento. Os envolvidos podem pegar de seis a um ano de prisão e pagar multa por extração ilegal, descumprimento da legislação ambiental e crimes contra ordem econômica.
Área de mineração ilegal próximo a linhas de transmissão no Pará — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Ainda conforme a PF, a Operação Guaraci é e alusão ao “deus do sol na mitologia tupi-guarani, sendo a entidade responsável por trazer a iluminação e o calor até os mortais”.
Veja mais fotos da operação Guaraci:
Operação contra garimpo ilegal que ameaçava abastecimento de energia deflagrada no Pará — Foto: Polícia Federal/Divulgação.
Agentes federais realizam operação contra extração ilegal de ouço sob linhas de transmissão — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Garimpo ilegal próximo a torre de transmissão de energia elétrica vinda da Belo Monte — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Projeto prevê reduzir gasolina para R$ 5 e gás à R$ 65
O relatório do projeto já está pronto para ser votado.
quinta-feira, 18/11/2021, 09:38 – Atualizado em 18/11/2021, 11:16 – Autor: Com informações de Leonardo Sakamoto/ UOL/DOL
Em alguns lugares do país, o preço da gasolina já chegou perto ou até ultrapassou a marca de R$ 7,00. | Reprodução .
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal pode votar um Projeto que muda a Política de Preços para Derivados de Petróleo com o objetivo de baratear os combustíveis e o gás de cozinha. Atualmente, o valor dos insumos é atrelado às flutuações nas cotações do mercado internacional e do dólar, eles foram importantes contribuindo fortemente no aumento da inflação.
De acordo com o autor da proposta senador Rogério Carvalho (PT -SE), o projeto leva em conta os preços internacionais, mas também os custos da produção interna de petróleo na formação do preço ao consumidor e cria um sistema de bandas que oferecem preços mínimo e máximo para os derivados.
Essa banda seria sustentada por um Imposto de Exportação sobre petróleo bruto, com alíquotas progressivas em relação à cotação do barril de petróleo, o que bancaria uma subvenção temporária para os preços não ultrapassem o limite superior da banda.
“Nossas simulações apontam que o preço do litro da gasolina na bomba poderia alcançar valor em torno de R$ 5 e o gás de cozinha R$ 65, uma redução de 25% em relação ao valor médio atual. Ainda assim, a Petrobras manteria uma margem de lucro de 50% “, afirma Carvalho. O relator da matéria na comissão, senador Jean Paul Prates (PT-RN), diz que seu relatório está pronto para apreciação.
PC investiga ex-prefeito e faz buscas e apreensões
Polícia Civil faz busca e apreensão na casa de ex-prefeito de Igarapé-Miri
quinta-feira, 18/11/2021, 11:50 – Atualizado em 18/11/2021, 12:12 – Autor: Com informações da Tribuna Miriense
Antoniel Miranda e Arcelino Viana da Costa, o “Bibica” são alvos de investigação por um grande esquema de corrução em Igarapé-Miri. | Arquivo pessoal .
Na última quarta-feira (17), a Delegacia de Combate a Corrupção da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da Antoniel Miranda, o “Irmão do Açaí”, ex-prefeito de Igarapé-Miri, região nordeste do Pará.https://87b98d271b291fc966ceb57159ce7f6f.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
A decisão judicial que motivou a operação destaca que as ações cometidas eram amplas e bastante graves: “ressalta-se que as modalidades criminosas sob investigação conforme relatada no bojo da representação criminal acarretam danos gravíssimos ao seio social, pois trazem consequências funestas para toda a sociedade e fomentam outros tipos de crimes.”
Nos últimos anos, Antoniel esteve envolvido em vários outros casos de corrupção, em especial em relação à empresa A&B Alimentos, cujas práticas delituosas foram cometidas na Dispensa de Licitação nº. 003/2017.
A empresa é de propriedade de Arcelino Viana da Costa, o “Bibica” e possui Antoniel Miranda como um dos sócios. Além disso, a sede da empresa, não por coincidência, está sediada no térreo da casa de Antoniel.
A relação é tão próxima que até mesmo uma sentença trabalhista de 24 de janeiro de 2019 condenando ambos os sócios, impondo obrigações trabalhistas, social e pecuniária em outro município, Abaetetuba.
A Polícia Civil fez buscas e apreensões na casa do “Irmão do Açaí” e Bibica. | Reprodução
Como agravante do caso, enquanto estava prefeito, a empresa A& B Alimentos utilizou documentos falsos no ato da contratação – sem licitação, reiteramos – por parte da prefeitura. A certidão de débitos municipais apresentada pela A&B Alimentos, assinada pelo Chefe do Departamento de Tributos, possui a data de 20 de dezembro de 2017, supostamente antes da assinatura dos contratos.
Entretanto, o documento, na verdade, foi emitido em 05 de fevereiro de 2018, após o prazo de encerramento do processo que se consumou com a assinatura dos Contratos, revelando a fraude em favor da empresa A&B ALIMENTOS.
À (sua) empresa, durante sua gestão, Antoniel Miranda efetuou pagamento de R$ 583.282,00, dinheiro que poderia ter sido utilizado para investimentos, melhorias no município ou mesmo para realmente prestar o serviço contratado, afinal, encerrando a cadeia criminosa, os produtos que foram pagos pela Secretaria de Saúde não foram efetivamente entregues para compor o cardápio da lamentação dos pacientes da casa de saúde.
Outro caso de corrupção do ex-prefeito é em relação a empresa Matec, que recebeu vultuosa quantia em dinheiro pagos na gestão do ex-prefeito Antoniel Miranda, por suposta locação de veículos ao município, porém a empresa não possuía nenhum veículo sob sua propriedade, configurando o desvio de dinheiro público.
Denis Lucas havia acabado de voltar de um culto religioso e estava sozinho no carro, quando foi surpreendido pelos criminosos.
quinta-feira, 18/11/2021, 09:14 – Atualizado em 18/11/2021, 09:14 – Autor: Com informações do UOL/DOL
Segundo a polícia, nenhum item pessoal do vereador Denis Lucas foi levado. | Reprodução .
Nenhum item pessoal do vereador foi levado e ainda não há informações precisas sobre a motivação do crime. No entanto, segundo a polícia, já foi descartada a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que o celular da vítima foi encontrado dentro do carro. https://d49ec42a15236c58d532405fa5446dfc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
O vereador Denis Lucas (Republicanos) foi assassinado a tiros quando chegava em sua casa, por volta das 22h da última quarta-feira (17), após chegar de um culto religioso.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida na cabeça quando fechava o portão de casa. O parlamentar estava sozinho no carro no momento da ação e foi morto sem chance de defesa.
Denis Lucas de Oliveira, de 47 anos, era casado e pai de uma filha. Trabalhou por cinco anos como Conselheiro Tutelar. Foi eleito para seu primeiro mandato como vereador em 2016 e reeleito em 2020. Na Câmara Municipal de Itapevi, era membro das Comissões de Finanças e Orçamento e de Fiscalização e Controle.
Ninguém foi preso. A polícia acredita que apenas uma pessoa tenha participado do crime, mas somente as investigações podem confirmar essa suspeita. Também não há informações se o crime teve relação com o cargo do vereador. A perícia esteve no local para tentar colher as impressões digitais do suspeito.
Repercussão
Em nota, o presidente do Republicanos, Sergio Fontellas, lamentou a morte do vereador.
“Recebemos há pouco a triste notícia do falecimento do nosso vereador Denis Lucas, da cidade de Itapevi. Em nome do Republicanos São Paulo, expresso os meus sentimentos para todos os familiares e amigos do Denis, que vinha desempenhando um importante papel na política do município. Que Deus possa confortar aqueles que sentem a sua perda neste momento”.
O prefeito de Itapevi, Igor Soares (Podemos), também se manifestou através das redes sociais. Na publicação, ele afirma que o vereador foi vítima de um possível latrocínio.
“Recebi a triste notícia que o vereador e amigo Denis Lucas foi vítima de possível latrocínio e, infelizmente, veio a óbito. Um cara do bem, que lutava pela defesa dos valores cristãos e da família, membro da Igreja Universal do Reino de Deus, e que também fazia um grande trabalho social e de evangelização”.
Jader critica nova proposta de divisão do Estado do Pará
Tramitação foi interrompida após pedido de vistas do senador paraense Jader Barbalho. Para o governador Helder Barbalho, mudança hoje seria “inadequada”. Zequinha Marinho e Paulo Rocha subscreveram projeto
O senador Jader Barbalho estranha que defesa do projeto seja de um senador do Amazonas. | Agência Senado .
O Projeto de Decreto Legislativo nº 508/2019, que convoca plebiscito para a criação do Estado do Tapajós teve sua tramitação interrompida ontem (17), em reunião na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), após pedido de vista feita pelo senador paraense, Jader Barbalho (MDB). O relator da proposta é o senador eleito pelo Estado do Amazonas, Plínio Valério (PSDB). Com o pedido de vista, Jader Barbalho pretende apresentar um voto em separado e mostrar a necessidade de discutir o projeto com toda a população do Pará, antes de colocá-la em votação no Congresso. Na opinião do senador Jader, esse não é um tema a ser debatido pelo Senado neste momento.
“Esse é um tema da maior importância e deve ser, em primeira ordem, debatido pelo povo paraense, por toda a população. Não posso assistir a essa tratativa sendo feita por pessoas que não representam o Pará. É preciso estabelecer um debate sério com toda a população antes de votarmos tal decisão” argumentou Jader Barbalho.
“É um projeto absolutamente inadequado, extemporâneo. Se no passado havia o sentimento de que não eram vistos, enxergados, isso ficou para trás. O sentimento hoje é outro: de um Pará mais forte e unido. Não precisa separar, é possível governar para todos”, argumenta o governador Helder Barbalho (MDB).
Helder gravou um depoimento nas redes sociais pouco antes de embarcar para o município de Alenquer, na região Oeste do Estado, onde inaugurou obras de pavimentação asfáltica do programa Asfalto Por Todo o Pará. Ele comentou sobre a nova tentativa de separatistas promover um plebiscito para a criação do Estado do Tapajós, com o desmembramento de 23 municípios do Baixo Amazonas. Helder conclama os paraenses a se ‘manterem fortes e unidos’ contra a proposta que tramita em fase de votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. “Estamos presente em todas as regiões levando desenvolvimento e qualidade de vida e mostrando que é possível governar para todos” afirmou, ressaltando que uma nova divisão do Pará é um projeto que não cabe mais ao Estado, “que está mais unido que nunca”.
Helder lembra das obras que estão sendo feitas em todo o Estado | Rodrigo Pinheiro / Agência Pará
“Nesse momento estamos saindo de Belém para inaugurar obras na região Oeste do Estado, estrada em Prainha e ligação de Alenquer com a PA 254. Investimentos importantes de mais de R$ 30 milhões que se somam a um conjunto de obras e investimentos que estamos fazendo em toda a região”, afirmou o governador.
Helder lembrou que, historicamente, haviam sido pavimentados naquela região pouco mais de 88 quilômetros. “Porém, na atual gestão, em menos de três anos, já são quase 300 quilômetros de estradas, o que demonstra a presença cada vez maior do governo nesses municípios”, reforçou, ao derrubar o argumento do senador amazonense que quer dividir o Pará. Plínio Valério alegou que a população do oeste do Pará vive em “estado de abandono” pelo poder estadual.
Sobre sua proposta de governar para todo o Estado, o governador lembrou que, ao tomar posse, repetiu a cerimônia nas cidades polo das duas maiores regiões do Estado. “Desde que tomei posse, fiz um gesto de que nós governaríamos por todo o Pará. Fiz a cerimônia de posse em Belém, fiz em Santarém, para demonstrar o gesto com a região Oeste, e fiz em Marabá, para repetir o gesto de união com a região Sul e Sudeste”, acentuou. “Tenho feito nesses dois anos e onze meses uma rotina quase diária de visitar todos os municípios, todas as regiões, de fazer com que o Governo esteja presente para demonstrar que não precisa dividir, é possível governar para todos, e fazer um Pará unido”, concluiu.
O senador Jader disse ontem que, em momento algum foi procurado pelo senador amazonense, Plínio Valério, sobre o relatório que prevê a realização do plebiscito para dividir o Pará. Ao contrário dele, conforme o próprio Valério afirmou em sua fala no plenário da CCJ ontem, os dois outros senadores pelo Pará, Paulo Rocha e Zequinha Marinho, foram ouvidos. “O Senador Zequinha vai até se posicionar e não tem nada a opor” disse Valério, lembrando que Zequinha assinou, em 2019, o requerimento para aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 508, de 2019, que convoca para a criação do Estado do Tapajós. Paulo Rocha (PT), também registrou sua assinatura no projeto.
“Em 20 de agosto de 2019, seis dias após a publicação do PDL – é bom fazer esse histórico, presidente –, o senador Zequinha Marinho solicitou, mediante requerimento, a retirada de sua assinatura do Projeto de Decreto Legislativo nº 508, de 2019, que convoca para a criação do Estado do Tapajós. O PDL aguardou designação de relator da data de sua publicação no Diário do Senado Federal até o dia 5 de abril de 2021, quando nos foi distribuído para relatoriar”, afirmou Plínio Valério ao ler seu voto na CCJ.
O tema plebiscito volta ao Pará 10 anos após a significativa derrota de duas propostas para dividir o Pará: os plebiscitos para criação dos estados do Carajás e do Tapajós. Ambas propostas foram rejeitadas por dois terços da população do Estado paraense. A nova proposta de divisão do Pará quer a criação do estado do Tapajós mediante desmembramento do território compreendido por 23 municípios situados a oeste do Pará, entre eles, Santarém.
O plebiscito é convocado mediante decreto legislativo, por proposta de um terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das Casas do Congresso Nacional. A proposta defendida pelo senador amazonense foi apresentada em 2019 pelo então senador pelo Estado do Tocantins, Siqueira Campos.
Para Jader, discussão sobre divisão do Pará tem de envolver toda a população do Estado
“Chama atenção o fato de dois senadores “estrangeiros” ao Pará se ocuparem de trabalhar pela divisão do Pará, um do Amazonas e o outro do Tocantins. Seria como se eu apresentasse, por exemplo, um projeto para emancipar o município de Parintins, e tirasse do amazonense o orgulho que sentem pelo Boi-bumbá de Parintins, que é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. Seria levar definitivamente o Caprichoso e o Garantido para um outro estado da Federação, retirando-o do Amazonas”, exemplifica o senador Jader Barbalho.
“Não será um senador do Amazonas que vai transmitir o sentimento da população do Pará. Com todo respeito que tenho pelo colega parlamentar, não é aceitável que um senador pelo Amazonas venha falar sobre o verdadeiro sentimento e orgulho que temos do nosso Estado e do nosso povo”, reforçou o senador Jader.
Para Jader Barbalho, a discussão sobre a divisão do Pará tem que envolver obrigatoriamente toda a população, muito antes de se apresentar uma proposta ao Senado. “E esse amplo debate precisa necessariamente acontecer com toda a população interessada, e não apenas com um grupo da região que deseja o desmembramento”, defende Jader.
Na opinião do senador, os argumentos colocados no relatório de Plínio Valério são fracos e não se sustentam. Ele cita como exemplo o argumento de que ‘muitos paraenses moram em Manaus’. “E quantos maranhenses vivem aqui no Pará, onde são bem-vindos pelos paraenses? Nem por isso vou propor separar Imperatriz do Maranhão”, exemplifica o senador, lembrando o município de Imperatriz, distante 760 quilômetros da capital do Estado do Maranhão. Valério usa a distância de Santarém de Belém como uma das razões para criar um novo estado na região Oeste.
Em 2011, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, (Ipea), apresentou os cálculos sobre os custos anuais de manutenção de Carajás e Tapajós, caso tivessem sido criados na época. Esses custos seriam de R$ 2,9 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente, o que geraria um déficit de R$ 2,16 bilhões na receita dos três estados (Pará, Tapajós e Carajás), montante que seria pago pelo governo federal.
Em média, Tapajós gastaria 51% do seu PIB (Produto Interno Bruto) com a máquina pública e Carajás 23% -a média nacional é de 12,72%. Se Carajás e Tapajós fossem criados, cada Estado teria três senadores -como todas as unidades da federação- e oito deputados federais cada, além de 24 deputados estaduais por Estado. O Pará remanescente teria entre 12 e 14 deputados federais (atualmente são 17) e cerca de 39 deputados estaduais, contra os 41 atuais. Seriam criados 66 novos cargos eletivos: dois governadores, seis senadores, 12 deputados federais e 46 deputados estaduais.
Naquele ano, o cientista político e professor da Universidade Federal do Pará, Roberto Corrêa considerou que o surgimento de novos cargos políticos e o provável fortalecimento das elites regionais de Carajás e Tapajós, seriam os verdadeiros motivos que moviam o sentimento separatista. “A posição dos políticos baseia-se em um cálculo. Eles pensam assim: se a divisão aumentar minhas chances de me eleger e de ampliar meu poder, sou a favor. Se não, sou contra. Daí acontece de alguns políticos de Belém, por exemplo, serem a favor da divisão, porque poderão subir posições na escala de poder no Pará remanescente”, afirmou em entrevista em 2011.
Dados divulgados naquele ano pelo Tribunal Superior Eleitoral mostraram que o custo do plebiscito realizado no Pará ultrapassou os 19 milhões de reais, montante inferior aos R$ 25 milhões previstos. Com o pedido de vista feito pelo senador Jader, o projeto de Decreto Legislativo deve voltar à pauta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça da próxima quarta, 24 de novembro.
Informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros na noite desta quarta-feira (17). Três vítimas foram resgatadas com ferimentos e levadas para hospitais municipais.
Por Eliane Santos, g1 Rio
17/11/2021 21h42 Atualizado há 55 minutos
Casa de quatro andares desaba no Morro do Salgueiro, no Rio; uma pessoa morreu
Uma edificação de quatro andares desabou no Morro do Salgueiro, na Zona Norte do Rio, na noite desta quarta-feira (17). Uma pessoa morreu e três ficaram feridas.
O desabamento aconteceu por volta das 20h na Rua Francisco Graça. Homens do Corpo de Bombeiros do quartel da Tijuca foram acionados e posteriormente receberam apoio da unidade de Vila Isabel e do 1º e 2º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente.
Imagens do desabamento no Morro do Salgueiro divulgada em redes sociais — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo os bombeiros, até às 21h49, três pessoas foram retiradas do local com vida – duas foram levadas para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, e a terceira para o Souza Aguiar, no Centro do Rio.
Às 22h15, o Corpo de Bombeiros confirmou a morte de um homem que estava preso sob os escombros. Ainda não há identificação da vítima.
Estudantes chegam para fazer as provas do Enem em 2020 | Marcello Casal JrAgência Brasil .
O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Danilo Dupas Ribeiro, negou nesta quarta-feira (17) que haja interferência do Palácio do Planalto na elaboração das provas do Enem.
A afirmação ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que o exame atende aos princípios ideológicos de seu governo e de o programa Fantástico, da TV Globo, divulgar reportagem na qual ex-servidores do Inep detalharam interferência do Ministério da Educação em algumas das questões da prova.
“Não houve interferência alguma do Palácio do Planalto, não houve. A cara do nosso governo, no caso, é a gestão do senhor ministro Milton Ribeiro, a seriedade e a transparência. Não houve interferência do Palácio do Planalto em decidir ou escolher qualquer item da prova ou tema de redação. Não houve qualquer tipo de interferência nisso”, disse durante audiência em comissão do Senado.
Pessoas que trabalhavam no órgão relataram ter sofrido pressão para alterar ao menos 20 questões de uma primeira versão da prova deste ano. Os itens, segundo a denúncia, tratavam de temas da história recente e contexto sociopolítico ou socioeconômico.
Dupas minimizou as denúncias e disse ser normal a troca de itens para nivelar o teste.
“As provas foram montadas pela equipe técnica seguindo a metodologia que vem sendo adotada, a teoria de resposta ao item (TRI). A prova possui um conjunto de questões de diversos níveis de dificuldade, que são calibradas para garantir um certo nível de prova. É comum, portanto, que durante a montagem da prova tenha itens que são colocados e itens que são retirados, justamente para garantir o nivelamento das provas”, afirmou.
O presidente do Inep também voltou a relacionar o pedido de exoneração de 37 servidores à interrupção no pagamento de gratificações para preparação e aplicação de exames.
“Não nos parece natural que essa ação coordenada de pedidos de exoneração aconteça depois de adoção de medidas que buscam dar maior transparência e padronização de pagamentos aos servidores que em 2012 representavam R$ 700 mil e chegaram a alcançar R$ 8 milhões”, completou Dupas Ribeiro.https://07b68db0aadbc9812d06185334a1b0bf.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
A crise no Inep começou em 8 de novembro, quando servidores entregaram seus cargos no instituto, citando “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima do Inep”. Eles se mantêm como servidores de carreira, no entanto.
Parte destes funcionários estava diretamente envolvida na organização das provas, que serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro. O principal departamento atingido é a Diretoria de Gestão e Planejamento –responsável, entre outras coisas, por questões logísticas dos exames.
Denúncia feita pela Assinep (Associação de Servidores do Inep), acusa Dupas Ribeiro de promover um desmonte no órgão, com decisões sem critérios técnicos, e também de assédio moral.
As baixas representam mais de um quarto dos 120 cargos comissionados do instituto. O Inep tem, no total, 492 servidores em exercício, segundo o Portal da Transparência do governo federal.
Apesar da debandada, Dupas diz que “o Enem será realizado normalmente” nos próximos domingos e que não há qualquer risco em relação às aplicações das provas.
O ex-presidente foi recebido com tratamento de chefe de Estado pelo presidente francês e considerado um desafeto do atual líder brasileiro, Jair Bolsonaro
quarta-feira, 17/11/2021, 19:55 – Atualizado em 17/11/2021, 19:54 – Autor: Com informações da Folha de S. Paulo/DOL
Visita aconteceu nesta quarta-feira (17) | Ricardo Stuckert/Fotos Públicas .
Amenos de um ano das grandes eleições presidenciais, inevitavelmente crescem as expectativas nos novos ou já conhecidos candidatos, como é o caso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que, mesmo depois de tanto tempo fora do cenário político, parece não ter perdido sua influência.
Figurando em primeiro lugar nas intenções de voto para um imaginativo segundo turno contra o atual presidente Jair Bolsonaro, e sempre tão bem posicionado em tantas outras pesquisas similares, Lula tem começado a dar seus passos e estruturar gradativamente suas alianças.
Nesta quarta-feira (17), durante visita ao líder francês Emmanuel Macron, Lula foi muito bem recebido, com direito a protocolos especiais para acolher atuais e ex-chefes de Estado. Considerado um “desafetado de Bolsonaro”, o ex-presidente foi recebido no Palácio Eliseu com honrarias.
Na ocasião, os dois discutiram temas globais, além dos ligados ao Brasil, à América Latina e à União Europeia. Cabe lembrar que, antes de se reunir com Macron, Lula recebeu o prêmio da “coragem política”, concedido pela revista Política Internacional, que tem 40 anos de criação.
Comentarista da Jovem Pan ironiza holocausto. Assista!
Após o programa, a jornalista Amanda Klein foi às redes sociais para lamentar a fala de José Carlos Bernardi, que ela classificou como antissemita
quarta-feira, 17/11/2021, 19:40 – Atualizado em 17/11/2021, 19:48 – Autor: Com informações do UOL/DOL
José Carlos Bernardi e Amanda Klein são comentaristas da Jovem Pan News | Reprodução Youtube .
Em um país profundamente dividido, qualquer comentário, mesmo que com tom irônico, se torna a pólvora para uma intensa discussão. Foi o que aconteceu na terça-feira (16), após um comentarista da Jovem Pan News realizar uma fala sobre a economia alemã.
José Carlos Bernardi fez um comentário durante debate transmitido ao vivo na emissora recém-inaugurada. Após Amanda Klein elogiar o desenvolvimento alemão e dizer que deveria servir de exemplo para o Brasil, ele sugeriu que o país europeu só se tornou uma potência mundial após realizar o holocausto de milhares de judeus na Segunda Guerra Mundial.
Ele discutia com a jornalista a atuação de países europeus em defesa da Amazônia, chamando isso de “interferência”, e acusando a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, de ser “globalista” – discurso encampado por bolsonaristas.
Em dado momento, Amanda Klein afirmou: “Quem dera se o Brasil chegasse aos pés do desenvolvimento econômico da Alemanha”.
Foi aí, então, que Bernardi, com tom irônico, fez o comentário. “É só assaltar todos os judeus que a gente consegue chegar lá. Se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico dos judeus, o Brasil enriquece. Foi o que aconteceu com a Alemanha no pós-guerra”, disparou.
Comentarista da Jovem Pan News, José Carlos Bernardi sugeriu que a morte de judeus poderia fomentar a retomada econômica do Brasil. Nesta terça-feira, 16, o jornalista manifestou o discurso antissemita ao vivo. pic.twitter.com/OkkUsW8ro3
A jornalista Amanda Klein foi às redes sociais para lamentar a fala de José Carlos Bernardi, que ela classificou como antissemita. “Hoje participei de debate em que meu colega fez um comentário antissemita. Na hora não ouvi direito. Ele me interrompia bastante. Quero manifestar meu mais profundo repúdio ao negacionismo histórico e à abjeta associação entre o Holocausto e motivações econômicas”, declarou.
Sexta (19) terá ‘Lua de Sangue’ mais longa do século; saiba
Segundo a NASA, o eclipse será visível no mundo inteiro; no Brasil, região Norte terá posição privilegiada
quarta-feira, 17/11/2021, 18:56 – Atualizado em 17/11/2021, 18:55 – Autor: Com informações sonoticiaboa
O fenômeno terá duração de 3 horas e 28 minutos. | Reprodução .
O ano de 2021 teve o calendário astronômico repletos de fenômenos importantes. A superlua, os eclipses e as chuvas de meteoros fizeram do céu um lugar ainda mais interessante. Agora, o final do ano se aproxima, e o mês de novembro não vai passar batido: nos próximos dias, haverá o maior e mais longo eclipse lunar do século, que ocorrerá após uma chuva de estrelas cadentes, de meteoros leônidas.
Nesta quinta-feira(18) e na sexta-feira (19), surgirá no céu o eclipse lunar da “Lua de Sangue”. O fenômeno terá duração de 3 horas e 28 minutos. Mesmo não sendo um eclipse completo, o fenômeno será espetacular: em seu pico, apenas uma pequena porção (2,6%) da lua permanecerá iluminada pelo sol.
De acordo com a NASA, o eclipse será visível no mundo inteiro, onde o tempo estiver bom. Mas a América do Norte terá uma localização privilegiada.
Para os brasileiros, o melhor momento para observar o fenômeno será logo no início, por volta das 4h, quando o eclipse parcial de fato começa. A visibilidade dependerá de condições meteorológicas.
O eclipse será mais visível na região Norte do que no Sul do país.
Este eclipse deve ser um grande exemplo do que é conhecido como “Efeito Lanterna Japonesa” onde a superfície da lua aparecerá na cor de cobre brilhante.
Já o meteoro “Leônidas” que fica na calda do cometa Tempel-Tuttle que leva 33 anos para orbitar totalmente a Terra e por isso leva o nome da constelação de Leão. Nesta quarta-feira (17), ele vai dar o ar da graça e o melhor horário para vê-lo será antes do amanhecer.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.