DECISÃO DO STJD

1 de dezembro de 2021 at 16:01

Paysandu é punido por invasão de campo na Série C

Time bicolor começa o Brasileiro do ano que vem sem público dentro de casa

 quarta-feira, 01/12/2021, 14:39 – Atualizado em 01/12/2021, 14:45 –  Autor: Diego Beckman/DOL


Torcida invadiu o gramado e isso foi crucial para o time paraense ser punido Torcida invadiu o gramado e isso foi crucial para o time paraense ser punido | Reprodução / RBATV .

O Campeonato Brasileiro da Série C está previsto para começar em abril, e alguns clubes podem sentir no bolso a falta das arquibancadas cheias, como é o caso do Paysandu.
Isso porque o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), julgou o clube bicolor nesta quarta-feira (1º), pelos incidentes na partida contra o Ituano-SP, pelo Campeonato Brasileiro da Série C, em sua 2ª fase.

O clube bicolor foi punido com a perda de dois mandos de campo após a invasão da torcida na partida realizada no dia 17 de outubro, no estádio da Curuzu. Além disso, o time bicolor foi punido de forma financeira: terá de pagar uma multa no valor de R$ 2.600.

Com isso, o Paysandu fará os seus dois primeiros jogos na Terceirona de portões fechados, ou seja, sem a presença da torcida bicolor.

Hoje à noite, o Papão enfrenta o Remo pelo jogo de ida da semifinal da Copa Verde.

PRECAUÇÃO

30 de novembro de 2021 at 12:56

Prefeitura de Belém volta atrás e cancela Carnaval 2022

O anúncio deve ser feito nas próximas horas pelo gestor municipal.

 terça-feira, 30/11/2021, 12:36 – Atualizado em 30/11/2021, 12:42 –  Autor: Wesley Rabelo/DOL


Carnaval em Belém deve ser cancelado. Carnaval em Belém deve ser cancelado. | Divulgação/Agência Belém .

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, se reuniu na manhã desta terça-feira (30) com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde (SESMA) para tratar sobre a atual situação epidemiológica da cidade.  

De acordo com uma fonte interna da prefeitura de Belém, que falou com exclusividade ao DOL, Edmilson Rodrigues deve anunciar o cancelamento do Carnaval 2022, em Belém, nas próximas horas. 

Na última quinta-feira (25), após reunião com representantes das escolas de samba, o prefeito chegou a confirmar a realização dos desfiles. No entanto, o gestor municipal também alertou aos representantes das agremiações e blocos carnavalescos sobre possibilidade de voltar atrás na decisão, caso fosse necessária.

Outras cidades do Pará já anunciaram o cancelamento das festas de réveillon e carnavalescas nos municípios por conta da pandemia, como Bragança, Santarém, Itaituba, Belterra e Vigia de Nazaré Belém alcançou altos índices de vacinação, com 75,6% da população total da cidade vacinada com a primeira dose, e 88,6% da população vacinada (com 12 anos ou mais), com as duas doses da vacina. Segundo dados do Vacinômetro,174.374 também já tomaram a dose de reforço.

Índices de vacinação

O município de Belém alcançou altos índices de vacinação, com 75,6% da população total da cidade vacinada com a primeira dose, e 88,6% da população vacinada (com 12 anos ou mais), com as duas doses da vacina. 174.374 também já tomaram a dose de reforço, segundo dados do vacinômetro.

Nova variante

A ômicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Esta variante é considerada de preocupação, pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike”, que é a “chave” utilizada pelo o vírus para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19. Nenhum caso desta nova variante foi registrado no Pará.

NOVO PROGRESSO

29 de novembro de 2021 at 05:45

Herança: mulher é suspeita de mandar matar irmão e cunhada

A polícia acredita que o crime teria sido encomendado com a finalidade de Josélia Cardoso ficar como única herdeira do patrimônio familiar.

 domingo, 28/11/2021, 23:23 – Atualizado em 28/11/2021, 23:22 –  Autor: Fonte: O Impacto


Crime segue sob investigações Crime segue sob investigações | Divulgação .

Um homem e duas mulheres foram presos na última segunda-feira (22), no município de Novo Progresso, no Pará, suspeitos de um crime envolvendo ganância, inveja e disputa por herança.

As três pessoas presas são suspeitas de envolvimento na morte do casal Orli Cardoso, 47, e Ana Paula Mendes, 25, no dia 13 de outubro de 2021. Uma das suspeitas é Josélia Cardoso, irmã de Orli, e a outra, Vanessa Machado, é prima. O crime aconteceu na residência do casal, na zona rural da cidade do sudoeste paraense.

As investigações da polícia indicam que as suspeitas contrataram os pistoleiros Rael Sales (usava nome de Jhonata) e Luizão para assassinar Ana Paula e Orli Cardoso. A polícia acredita que o crime teria sido encomendado com a finalidade de Josélia Cardoso ficar como única herdeira do patrimônio familiar. O segundo suspeito continua foragido.

De acordo com as investigações, a irmã de Orli teria problemas pessoais com a cunhada Ana Paula, com histórico de brigas e ameaças. A outra presa, Vanessa Machado, é acusada de ter intermediado a contratação dos pistoleiros que assassinaram o casal.

Segundo a polícia, as duas mulheres pagaram R$ 50 mil para os pistoleiros matarem Ana Paula. Vanessa teria levado os pistoleiros na festa da comunidade que aconteceu no dia 12 de outubro, antes do crime, para conhecer os alvos a serem executados.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

RE X PA NA TERCEIRONA

28 de novembro de 2021 at 19:13

Saiba os adversários de Remo e Paysandu na Série C de 2022

Azulinos e bicolores estarão de novo na mesma divisão do futebol nacional

 domingo, 28/11/2021, 18:47 – Atualizado em 28/11/2021, 18:57 –  Autor: Diego Beckman/DOL


Re-Pa na Série C será algo não tão novo assim e com um grupo mais pesado. Re-Pa na Série C será algo não tão novo assim e com um grupo mais pesado. | Arquivo / Diário do Pará .

OCampeonato Brasileiro de 2022 terá novamente o futebol paraense na Terceira Divisão com Clube do Remo e Paysandu como representantes do estado.https://36cc403cc4762f0ac2f6df353e93329c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Isso veio graças ao empate do Remo diante do Confiança-SE, neste domingo (28), que decretou o rebaixamento do time azulino para a Série C do ano que vem.

Além do Remo, a Série B terá outros três times: Vitória-BA, Confiança-SE e Brasil-RS e com isso, a edição da Terceirona do ano que vem está definida com possíveis ajustes da CBF para os jogos.

Obedecendo aos critérios da região, os paraenses caem no grupo nordestino no ano que vem, porém com Vitória-BA e Confiança-SE no grupo B por questões de malha aérea e logística.

VEJA OS ADVERSÁRIOS DOS PARAENSES NA SÉRIE C 2022

GRUPO A

ABC-RN, Altos-PI, Atlético-CE, Botafogo-PB, Campinense-PB, Ferroviário-CE, Floresta-CE, Manaus-AM, Paysandu e Remo

GRUPO B

Aparecidense-GO, Brasil-RS, Botafogo-SP, Confiança-SE, Figueirense-SC, Mirassol-SP, São José-RS, Vitória-BA, Volta Redonda-RJ e Ypiranga-RS

O Campeonato Brasileiro da Série C será disputado de 10 de abril a 1º de outubro.

Anvisa identifica caso de Covid-19 em brasileiro que veio da África do Sul

28 de novembro de 2021 at 18:37

Segundo a agência, não há confirmação de que se trata de um caso da variante Ômicron até o momento. Paciente foi vacinado e está em isolamento

Lucas RochaGabrielle Varelada CNN

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou neste domingo (28) que identificou um caso positivo de Covid-19 em um passageiro brasileiro com passagem pela África do Sul, que desembarcou em Guarulhos (SP), no sábado (27). Segundo a Anvisa, não há confirmação se o caso é da variante Ômicron. O paciente, que já está em isolamento, foi vacinado contra a Covid-19.PUBLICIDADE

As determinações da Anvisa exigem que o viajante apresente exame de diagnóstico molecular (RT PCR) negativo para Covid-19 realizado em, no máximo, 72 horas antes do voo internacional (na origem do voo). Segundo a Anvisa, o passageiro chegou ao Brasil com teste negativo e sem apresentar sintomas.

Após a chegada do passageiro, a Anvisa foi informada às 21h12 do sábado sobre o resultado positivo de novo teste de RT PCR, realizado pelo laboratório localizado no aeroporto de Guarulhos.

A Anvisa notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional, estadual e municipal, às 1h07 deste domingo. A Vigilância Epidemiológica do Município de Guarulhos também foi acionada para acompanhamento do caso.

“Após a identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, o paciente foi colocado em isolamento e já cumpre quarentena residencial. Os órgãos de saúde estadual e municipal passam a fazer o monitoramento do caso. O Ministério da Saúde acompanha o caso”, diz a nota da Anvisa.

A Anvisa recomendou ao governo brasileiro, em um primeiro momento, a proibição de voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela República da África do Sul, República de Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia, República do Zimbábue.

Neste sábado, a agência incluiu outros quatro países africanos à lista: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

  • 1 de 16Posto de vacinação no Museu Da República, no Catete, no Rio de JaneiroCrédito: Pedro Duran/CNN

O Brasil proibiu, neste sábado, voos com destino ao país que tenham origem ou passagem pelos seis países recomendados pela Anvisa inicialmente.

MOSTRA LEVANTAMENTO

28 de novembro de 2021 at 16:19

Brasileiros estão transando menos e broxando mais

Especialistas afirmam que a pandemia contribuiu diretamente para a diminuição do desejo sexual e orientam o que fazer nesses casos.

 domingo, 28/11/2021, 15:01 – Atualizado em 28/11/2021, 15:01 –  Autor: Com informações de Luiz Barufi/Metrópoles


Especialistas fazem recomendações para a hora da transa.  Especialistas fazem recomendações para a hora da transa. | Bru-nO/Pixabay 

A pandemia do novo coronavírus não tem sido um momento fácil, tendo afetado todas as pessoas em cada uma de suas particularidades, seja nas finanças, na saúde ou na intimidade. Ao menos é o que revela uma pesquisa realizada pela Datafolha e encomendada pela plataforma Omens.

O levantamento afirma que o brasileiro não só tem transado menos, como a libido (a vontade de transar) caiu expressivamente, assim como o consumo cada vez menor de pornografia.

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Para 30% dos entrevistados, a frequência do sexo se manteve igual durante a pandemia, contrastando com menos de um quinto que afirma ter aumentado. O motivo apontado é o cenário pandêmico durante e pós a crise.

Para especialistas, a pandemia contribuiu diretamente para a diminuição do desejo sexual, tendo em vista o alto número de sintomas de ansiedade, estresse e depressão na população, registrados devido ao distanciamento social e as mortes por Covid-19.

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A recomendação, tanto para homens quanto para as mulheres, é aproveitar ao máximo o momento com a(o) parceira(o). Afinal, estar estressado na hora H ou ter muitas coisas na cabeça implica nas alterações hormonais, consequentemente prejudicando a libido.

Em outras palavras, a orientação dos especialistas é tentar driblar os pensamentos sobre os problemas. 

Mulher é detida depois de xingar presidente Jair Bolsonaro em Resende

28 de novembro de 2021 at 14:58

Bolsonaro acenava para carros que passavam pela Via Dutra antes de seguir para a cerimônia de formatura de cadetes da Aman.

Por Rianne Netto, g1 Sul do Rio e Costa Verde

27/11/2021 19h31  Atualizado há 4 horas


Presidente acenava para motoristas que passavam pela Dutra quando foi xingado por passageira — Foto: Polícia Rodoviária Federal

Presidente acenava para motoristas que passavam pela Dutra quando foi xingado por passageira — Foto: Polícia Rodoviária Federal.

Uma mulher de 40 anos foi detida depois de proferir palavras de baixo calão e xingamentos contra o presidente Jair Bolsonaro, que estava em Resende (RJ) para a formatura dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras.

A ação aconteceu na manhã deste sábado (27). Antes de seguir para a cerimônia na Aman, Bolsonaro foi até a margem da Via Dutra para acenar para motoristas que passavam pela rodovia e cumprimentar os policiais rodoviários federais que atuaram na segurança dele.

A mulher estava em um dos carros que passou pelo presidente. Além de Bolsonaro, membros da comitiva e outras pessoas que estavam presentes testemunharam as ofensas.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Após os xingamentos, o carro foi abordado pela PRF e a mulher foi detida por injúria contra o presidente da República e levada para a delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a medida foi tomada com base nos artigos 140 e 141 do Código Penal, que trata de crime de injúria, com pena de um a três anos e multa, aumentados em um terço se o alvo das ofensas for o presidente da República ou um chefe de governo estrangeiro.

O crime de injúria ocorre quando são atribuídas palavras ou qualidades ofensivas a uma pessoa, quando são expostos defeitos ou opiniões que desqualifiquem a pessoa, atingindo sua honra e moral. O exemplo mais comum são os xingamentos.

Em nota, a Polícia Federal informou que foi lavrado um termo circunstanciado pelo crime de injúria. A mulher foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo.

Segundo a PRF, “o (xingamento) mais expressivo foi ‘Bolsonaro filho da puta”’.

Presidente esteve em Resende para cerimônia na Aman

Presidente Jair Bolsonaro participa de formatura de cadetes da Aman, em Resende — Foto: Reprodução

Presidente Jair Bolsonaro participa de formatura de cadetes da Aman, em Resende — Foto: Reprodução.

Durante a manhã, Bolsonaro participou da formatura de 391 cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, que receberam a espada de oficial do Exército Brasileiro.

O presidente deixou o Hotel de Trânsito, onde estava hospedado, e seguiu a pé para a cerimônia, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão e de membros da comitiva. Bolsonaro estava sem máscara e houve aglomeração durante o percurso.

‘Caneta contra a obesidade’: substância reduz 15% do peso, mas não dá para aplicar sem ir ao médico

28 de novembro de 2021 at 11:11

Semaglutida já é aprovada no Brasil contra a diabetes. Pesquisa publicada na ‘The New England Journal of Medicine’ aponta, no entanto, uma perda média de 15% do peso corporal dos pacientes. Assim como outros tratamentos, ela só funciona a longo prazo com mudança de hábitos e exercício físico.

Por Carolina Dantas, g1

28/11/2021 05h00  Atualizado há 6 horas


Um medicamento desenvolvido inicialmente para controlar a diabetes tipo 2 se tornou uma “grande promessa” — palavras de endocrinologistas entrevistados pelo g1 — para o tratamento da obesidade e para redução de peso. A semaglutida é uma substância que foi aprovada em junho nos Estados Unidos, mas, no Brasil, é usada em modo offlabel (com o aval médico, mas fora da indicação prevista em bula).

Ela é aplicada com a ajuda de uma “caneta”, aplicador usado também para injetar outros tipos de medicamentos, incluindo a liraglutida — remédio da mesma família e também usado contra obesidade (leia mais abaixo).

Caneta de semaglutida — Foto: g1

Caneta de semaglutida — Foto: g1https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

De acordo com Alexandre Hohl, presidente do departamento de endocrinologia feminina, andrologia e transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a “maior pandemia do planeta está relacionada com o peso”.

“Antes da pandemia de Covid-19, a gente já tinha 2,4 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade. Então, esse é um número avassalador. Acabaram de sair os números de diabetes entre 2019 e 2021: aumentou em 30% no mundo”, afirma.

1. O que é a substância?

A semaglutida é um análogo ao GLP-1, hormônio que temos no intestino: toda vez que uma pessoa se alimenta, ele sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a fome, retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a produção de insulina, que promove a absorção da glicose nas células.

“O nosso hormônio dura 10 minutos, já a semaglutida dura uma semana. Aquela sensação de ‘comi e perdi a minha fome’ é dada pelo GLP-1 e a semaglutida é um medicamento que imita essa ação. O paciente tem a sensação de que está sem fome. E, se ele come, para de comer porque o estômago enche rápido”, explica João Eduardo Salles, endocrinologista e coordenador da Disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

2. Como ela é aplicada?

A dose para o tratamento de obesidade é de 2,4 mg por semana, segundo as evidências científicas publicadas, mas precisa ser acordada junto ao médico para evitar efeitos colaterais mais graves. O paciente deve comprar a “caneta” para a injeção.

Porém, ainda não há um produto com a exata dose a venda no Brasil, já que o medicamento é aprovado (leia mais abaixo) oficialmente para o tratamento da diabetes, com uma quantidade diferenciada. Em pesquisa feita pelo g1, quatro doses de até 1 mg foram encontradas por cerca de R$ 900 em novembro de 2021, valor a ser desembolsado mensalmente.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

3. Para quem é recomendado?

Por enquanto, o uso offlabel é feito para pacientes obesos, com Índice de Massa Corporal acima de 30, e, como é previsto em bula, para tratar a diabetes. Uma mulher de 30 anos com uma altura de 1,65 metro e 85 quilos, por exemplo, já se enquadraria de acordo com o critério, mas seria necessária uma avaliação médica para observar qualquer impedimento ou, ainda, uma solução mais adequada.

Já em caso de sobrepeso, segundo Salles, o tratamento poderá ser feito se a pessoa já estiver com efeitos negativos na saúde, como apneia do sono, mudança da pressão arterial, entre outros, incluindo a própria diabetes.

4. Quais são os efeitos colaterais?

Segundo Renato Zilli, parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, uma das vantagens da semaglutida é o fato de não “mexer com o humor, não causar depressão e ansiedade”, como ocorre no caso das anfetaminas.

No entanto, a semaglutida pode causar efeitos colaterais no sistema gastrointestinal. O principal deles é a náusea. Há, ainda, de acordo com a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, chance de:

  • Diarreia
  • Vômito
  • Prisão de ventre
  • Dor abdominal
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Dispepsia (indigestão)
  • Tontura
  • Distensão abdominal
  • Eructação (arroto)
  • Hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) em pacientes com diabetes tipo 2
  • Flatulência (acúmulo de gases)
  • Gastroenterite (uma infecção intestinal)
  • Doença do refluxo gastresofágico (um tipo de distúrbio digestivo)

Salles aponta que a principal forma de reduzir o desenvolvimento de efeitos colaterais é a conversa e o planejamento junto ao médico. Ele diz que um plano com aplicação gradativa do produto deve ser criado com segurança e, muitas vezes, os pacientes têm comprado sem a prescrição de um especialista.

“Sempre bom ressaltar que é um medicamento para a diabetes. O uso offlabel precisa ser acordado entre médico e paciente. Ele precisa saber se o médico se sente seguro para fazer o tratamento, precisa-se discutir com o paciente se o benefício ou o risco do paciente valem a pena”, afirmou.

5. O que dizem os estudos?

Segundo os especialistas, o estudo mais importante foi publicado em março deste ano, na “The New England Journal of Medicine”, revista britânica. Os pesquisadores prescreveram 2,4 mg por semana para um grupo e, para o outro, o placebo. A partir de 4 semanas, os pacientes que estavam recebendo o tratamento começaram a emagrecer. A perda média foi de 15% do peso corporal ao final do ensaio.

“Este estudo é muito bonito, muito bem feito. Ele mostra uma perda de peso fantástica. É uma promessa para o tratamento da obesidade muito importante. É o principal medicamento que a gente pode ter nos próximos tempos”, disse Salles.

Veja na no infográfico abaixo como foi desenhado o estudo e seus principais resultados:

Estudo com a semaglutida — Foto: g1

Estudo com a semaglutida — Foto: g1

6. Quem não pode usar?

Nos Estados Unidos, o medicamento possui uma advertência sobre o potencial risco de desenvolvimento de câncer na tireoide, mesmo que os casos tenham ocorrido de forma rara ainda nos testes em animais, segundo especialistas entrevistados pelo g1. Por isso, ele não deve ser administrado em pessoas com histórico familiar da doença.

O mesmo vale para pacientes com histórico de pancreatite, problemas na vesícula biliar, lesão renal aguda ou retinopatia diabética (lesão na retina do olho).

7. Já tem outro remédio parecido aprovado no Brasil?

Sim.

Atualmente, a liraglutida, da mesma família, já é utilizada para o tratamento de obesidade e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2016. A diferença principal está na frequência: precisa de uma aplicação diária.

“Elas são semelhantes [semaglutida e liraglutida] e são duas moléculas que foram inspiradas na semelhança com o GLP-1, que elas conseguem imitar mudando um aminoácido ou outro”, explica Hohl.

De acordo com o endocrinologista, a liraglutida é um análogo de curta duração: “É preciso aplicar todos os dias, enquanto a semaglutida tem longa duração e é uma vez por semana, basicamente”.

“A liraglutida é aprovada pela Anvisa também para o tratamento da obesidade e que já está há quase 10 anos no mercado. Ela teve uma história muito parecida com a da semaglutida e foi, inicialmente, aprovada para o tratamento de diabetes e depois para o tratamento da obesidade”, disse Maria Edna de Melo, presidente do departamento de obesidade da SBEM.

8. Há previsão de aprovação pela Anvisa no Brasil?

A Anvisa informou que a empresa NovoNordisk já entrou com o pedido de registro no Brasil para a semaglutida, mas não garantiu se há uma previsão para uma possível aprovação ou não. Atualmente, o produto é registrado para o tratamento da diabetes tipo 2, mas a farmacêutica optou por pedir um novo registro no lugar de uma atualização em bula.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

9. Por que é importante a avaliação da Anvisa?

Todo medicamento precisa de estudos clínicos e testes de segurança para garantia do consumidor. A Anvisa é a agência no Brasil que tem um corpo técnico capaz de avaliar essas características.

Além disso, em outubro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a barrar a produção, a comercialização e o consumo de 3 medicamentos para emagrecimento: anfepramona, femproporex e mazindol. Eles haviam sido retirados do mercado em 2011 pela agência reguladora, mas voltaram a ser liberados com a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso em 2017.

Um dos pontos argumentados à época para a retirada dos medicamentos é o de que existia uma “prescrição indiscriminada” por parte de alguns médicos. Também é papel da Anvisa avaliar a necessidade de abrandar ou restringir o nível de exigência das receitas – inclusão ou exclusão dos medicamentos na lista de controle especial.

O mesmo vale para todos os outros medicamentos, segundo os especialistas entrevistas pelo g1, incluindo a semaglutida e a liraglutida. Mesmo com excelentes resultados, o uso indiscriminado não irá resolver o problema a longo prazo. A manutenção do peso está relacionada com uma mudança dos hábitos, exercícios físicos e uma alimentação saudável.

GARIMPO ILEGAL

27 de novembro de 2021 at 14:47

Indígenas estão contaminados por mercúrio, diz Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz mostra que a origem da contaminação do povo Munduruku é o garimpo de ouro, que cresceu quase 500% em áreas indígenas.

 sábado, 27/11/2021, 14:26 – Atualizado em 27/11/2021, 14:25 –  Autor: O Estado Net


Área de garimpagem Área de garimpagem | Divulgação/Greenpreace .

Sete estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que mulheres e crianças são as mais vulneráveis à intoxicação por mercúrio, que atinge todas as 200 pessoas nas aldeias Sawré Muybu, Poxo Muybu e Sawré Aboy, na Terra Indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku, no oeste do Pará.https://615fcc85ad8e910b10d0f28b792e8aea.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A origem da contaminação é o garimpo de ouro, que cresceu quase 500% em áreas indígenas, especialmente na Amazônia, desde 2010 e hoje conta com incentivo e apoio do governo Bolsonaro. Terras, peixes e águas estão contaminados e aumentam os riscos a populações rurais e urbanas.

Área do estudo da Fiocruz, com a localização das 3 aldeias (pontos vermelhos).
 Área do estudo da Fiocruz, com a localização das 3 aldeias (pontos vermelhos). | IJERPH

As pesquisas vêm sendo realizadas desde 2017, foram consolidadas recentemente pela Fiocruz e divulgadas na primeira quinzena de novembro. Segundo o estudo, seis em cada dez mulheres em idade fértil nas aldeias têm mercúrio no organismo acima dos níveis tolerados por órgãos como Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências ambientais dos Estados Unidos e União Europeia. Atraso motor e anemia graves foram identificados em um bebê de 11 meses. Duas crianças Munduruku, de 12 e 14 anos e que comiam peixe ao menos três vezes na semana, têm problemas de visão, perda de memória e tremores. 

A média de contaminação acima dos limites toleráveis é de seis em cada dez indígenas (40% na aldeia Muybu, de 60% na Poxo e de 90% na Aboy). Os territórios estão às margens dos rios Tapajós e Jamanxim, onde há garimpo desde os anos 1950. Em abril, o ambientalista Cássio Beda morreu após dois anos vivendo e consumindo peixes na bacia do rio Tapajós, onde apoiava demandas de povos indígenas.

Todos os indígenas das 3 aldeias da TI Sawré Muybu estão contamidados em algum nível. 6 em cada 10 têm mercúrio no sangue acima do limite tolerado pela OMS.

“Os indígenas da Amazônia dependem dos recursos naturais para viver, mas os impactos crescentes das atividades humanas ameaçam sua saúde e sua subsistência”, destaca o mais recente dos estudos da Fiocruz, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health.

As pesquisas começaram após denúncias quanto à contaminação por mercúrio por entidades como a Associação Pariri, que representa 11 aldeias Munduruku no Médio Tapajós. Os testes em cabelos e sangue dos indígenas e também nos pescados consumidos ocorreram no fim de 2019.

Coordenador das investigações sobre a contaminação por mercúrio entre os Munduruku, Paulo Basta alerta que todos os habitantes das aldeias avaliadas têm alto risco de adoecimento porque não há nível seguro de mercúrio no organismo humano. “É uma calamidade que associa crises sanitária e ambiental, com ampliação das contaminações e do desmatamento, e de contínua violação de direitos, com invasões de garimpeiros e madeireiros que se arrastam por décadas”, alertou o pesquisador na Fiocruz.

É uma calamidade que associa crises sanitária e ambiental, com ampliação das contaminações e do desmatamento, e de contínua violação de direitos, com invasões de garimpeiros e madeireiros que se arrastam por décadas. (Paulo Basta, pesquisador da Fiocruz)

Os estudos esclarecem que comer peixes nos povoados aumenta as chances de contaminação. O corpo humano não tem mercúrio e não elimina o que absorve por contato direto ou consumo de animais e água contaminados. O metal tóxico é associado à malformação de bebês e doenças neurológicas, como demência, tonturas, tremores, problemas de audição e visão. Os efeitos são cumulativos e podem levar à morte. 

Alessandra Korap Munduruku, da Associação Pariri, avalia que muitas doenças e mortes não são ligadas ao poluente pela precariedade dos serviços de saúde na floresta tropical, especialmente para os indígenas. Ou seja, quando adoecem ou morrem, os atestados não associam os óbitos ao mercúrio. “Os peixes com mercúrio e agrotóxicos não vivem amarrados, sobem e descem os rios. Única fonte de alimento de muitas pessoas, o peixe não é mais um alimento seguro na Amazônia”, lamentou em debate recente. 

O avanço do garimpo em terras indígenas da Amazônia. Destacadas em branco, os limites das TIs dos povos Munduruku, Kayapó e Yanomami, os mais afetados pelo garimpo.
 O avanço do garimpo em terras indígenas da Amazônia. Destacadas em branco, os limites das TIs dos povos Munduruku, Kayapó e Yanomami, os mais afetados pelo garimpo. |
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As maiores manchas de garimpo em terras indígenas no Brasil estão em áreas Munduruku e Kayapó, no Pará, e Yanomami, no Amazonas e Roraima, mostra o MapBiomas. Entre 2010 e 2020, a atividade cresceu 495% em áreas indígenas e 301% em parques nacionais e outras unidades de conservação na Amazônia. Quase toda (94%) a área ocupada por garimpos no país está em meio à floresta. Na região, a atividade é quase toda ilegal e cresceu em 1,5 mil hectares anuais entre 1985 e 2009 e em 6,5 mil hectares ao ano a partir de 2010. Uma ferramenta do Ministério Público Federal (MPF) estima que a extração de 1 kg de ouro provoque quase R$ 2 milhões em danos socioambientais em meio à floresta.

Desenvolvido por instituições como Fiocruz e WWF-Brasil, o Observatório do Mercúrio revela que o garimpo ilegal é comum em toda a Amazônia sul-americana. No Brasil, além das TIs Munduruku, Kayapó e Yanomami, ocorre em terras indígenas como a Baú e Xikrin do Cateté, no Pará; na Alto Turiaçu, no Pará e Maranhão; na Rio Biá, no Amazonas, e na Waimiri-Atroari, no Amazonas e Roraima. O banco de dados reúne 40 anos de estudos sobre intoxicações por mercúrio na Amazônia, ações do Ministério Público Federal (MPF), desmatamento, contaminações de pessoas e peixes. Veja no mapa abaixo como as áreas com garimpos estão próximas os povoados indígenas onde foi detectada a contaminação.

Agravamento

A situação é agravada por ações do governo Jair Bolsonaro e projetos legislativos que tramitam no Congresso. Assinado pelo Executivo federal, o PL 191/2020 abre terras indígenas ao garimpo, a hidrelétricas e à exploração de petróleo. Há também outros projetos, como o PL 490, que autorizam a exploração dessas áreas e aumentarão o caso fundiário na Amazônia. Recentemente, a Funai proibiu pesquisadores da Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, de estudarem impactos do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. 

“Este governo não tem o mínimo interesse de ter acesso ou negará as informações dos estudos sobre efeitos do garimpo entre os indígenas”, destacou Paulo Basta, da Fiocruz. Alessandra Munduruku diz que não há como frear a contaminação sem ação do poder público. “Tem que ter fiscalização forte e não legalizar as invasões dos territórios indígenas. O mercúrio está matando muita gente. O governo nos quer pobres e doentes para minar nossos direitos”, disse. 

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Convenção de Minamata ainda no papel

Os perigos do mercúrio chamam a atenção do mundo desde 1956, quando pessoas e animais começaram a morrer por consumir peixes contaminados por dejetos industriais lançados ao longo de 20 anos na cidade japonesa de Minamata. Pelo menos 50 mil pessoas foram intoxicadas. Nos anos 1970, 40 mil iraquianos foram contaminados ao consumir pães produzidos com trigo que recebeu um fungicida à base de mercúrio. O metal tóxico perdura por até 100 anos após lançado nos ambientes. 

Tragédias como estas levaram à Convenção de Minamata, que desde 2013 pede o banimento global da produção e uso do mercúrio em itens como lâmpadas, cloro e soda cáustica. Um total de 128 países assinaram o acordo, promulgado pelo Brasil em 2018. Até agora, porém, o país não deu passos concretos para eliminar a substância, avalia Marcelo Oliveira, especialista em Conservação do WWF-Brasil. “A convenção segue no papel, mas sua aplicação é indispensável para a saúde da população brasileira. As intoxicações por mercúrio não afetam apenas indígenas, populações rurais e tradicionais, elas chegam em áreas urbanas pelo consumo de peixes contaminados”, destacou.Área de garimpagem | Divulgação/Greenpreace

Área de garimpagem

FEMINICÍDIO

27 de novembro de 2021 at 07:33

Adolescente paraense é morta pelo namorado em Goiás

Erica Sousa Lopes, de 17 anos, contou que o ex-namorado invadiu a casa e tentou matá-la. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu

 sexta-feira, 26/11/2021, 19:53 – Atualizado em 26/11/2021, 22:02 –  Autor: Com informações do Diário do Estado de Goiás


Erica foi morta a facadas pelo ex Erica foi morta a facadas pelo ex | Reprodução / Instagram .

Mais um triste caso de feminicídio envolvendo uma mulher paraense. Uma adolescente de 17 anos foi assassinada a facadas pelo ex-namorado, em Anápolis (GO), na noite da última quarta-feira (24).

Erica Sousa Lopes morava com o pai e já havia terminado com seu ex-namorado, que até o momento não teve seu nome divulgado. O crime aconteceu por volta das 21h, quando a garota estava no quarto.

O ex-namorado invadiu a casa e esfaqueou Erica várias vezes. A adolescente gritou por socorro e uma prima, que estava na residência, a encontrou ensanguentada. Antes de desmaiar, ela contou que o assassino havia entrado na casa e a golpeado com uma faca.

A vítima pediu para que as portas fossem trancadas para que o ex-companheiro não tentasse entrar no local novamente. Segundo ela, o garoto não aceitava o fim do relacionamento e teria tentado a matar.

O pai da adolescente, que estava no trabalho, retornou para casa e a levou até o UPA. Segundo pacientes que aguardavam atendimento na unidade, a garota chegou ao local bastante machucada e com a faca enfiada em uma das mãos.

O suspeito foi preso na noite desta quinta-feira (25), enquanto tentava fugir para o Pará.