Coronavírus: vacina chinesa tem eficácia de 90% em voluntários

15 de junho de 2020 at 16:02

Método que será testado em São Paulo foi capaz de gerar anticorpos na maioria das pessoas que participaram das fases 1 e 2 da pesquisa

BETHÂNIA NUNESbethania.nunes@metropoles.com

A CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, foi capaz de induzir a produção de anticorpos contra o novo coronavírus em mais de 90% dos voluntários que receberam a dose da imunização nas fases 1 e 2 de testes, na China, segundo comunicado da empresa.

A notícia é animadora especialmente para o Brasil. Na última quinta-feira (11/06), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), firmou parceria com o laboratório para trazer os testes da fase 3 e a produção da vacina para o Instituto Butantan.

Cerca de 700 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, participaram das primeiras etapas da pesquisa, na China. Entre os que receberam a dose da vacina (parte do grupo foi administrada com placebo), a maioria não apresentou efeitos colaterais graves, o que fez a empresa considerar o método de imunização seguro. Em 14 dias, a vacina havia induzido a produção de anticorpos neutralizantes nos voluntários, ou seja, mostrou-se capaz de induzir resposta imunológica.

Agora, na fase 3, será avaliada a eficácia dela frente a Covid-19 em um número maior de pessoas, por isso os testes em São Paulo, uma das cidades mais afetadas pelo novo coronavírus no momento.

A vacina usa uma versão morta do Sars-CoV-2 e está entre as 10 que estão em fases mais avançadas, no mundo, em relação ao estágio de pesquisas. Os resultados, entretanto, ainda não foram publicados em nenhuma revista científica especializada.

Os testes da CoronaVac começam em julho no Brasil. O governador de São Paulo e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, estimam que ela estará pronta e disponível para a população ainda no primeiro semestre de 2021.


Irmão de Sara Winter comemora prisão: “Ela é totalmente descontrolada”

15 de junho de 2020 at 15:34

De acordo com Diego Giromini, de 37 anos, Sara é uma sociopata e não pode viver em sociedade

Sara Winter

DA REDAÇÃOredacao@metropoles.com

O da bolsonarista Sara Winter, Diego Giromini, 37 anos, comemorou a prisão da militante, nesta segunda-feira (15/06). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele afirmou que “ela é uma pessoa totalmente descontrolada, só quer aparecer na mídia”.

De acordo com Diego, Sara é uma sociopata e não pode viver em sociedade. “Como sou brasileiro e quero um país melhor, a notícia foi extremamente positiva”, disse. O irmão chegou a enfatizar que a bolsonarista não serve para nada e que “ela tem a cabeça da Suzane von Richthofen“.

“Ela já deve saber quantos dias vai ficar presa, vai ficar mais famosa. Ela vai querer ser chamada de presa política”, ressaltou. Diego afirmou que sua irmã é movida por dinheiro e “é desse jeito desde pequena”.

Prisão

A ativista foi presa temporariamente, na manhã desta segunda-feira (15/06). Sara é investigada por amaças contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sara Winter é o “nome de guerra” da ativista de direita. O nome dela é Sara Fernanda GirominiFacebook/Reprodução

Apoiadora ferrenha do governo Bolsonaro, ela defende bandeiras como o armamentismoFacebook/Reprodução

Sara Winter

A coordenadora do grupo é uma das investigadas no inquérito do STF sobre fake newsReprodução

Sara Winter é o “nome de guerra” da ativista de direita. O nome dela é Sara Fernanda GirominiFacebook/Reprodução

Apoiadora ferrenha do governo Bolsonaro, ela defende bandeiras como o armamentismoFacebook/Reprodução1

O mandado foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Parlamentares ameaçam derrubar vetos de Bolsonaro

15 de junho de 2020 at 14:14

Por Edson Sardinhasobre brasilia Em 15 jun, 2020 – 11:16

Sessão remota do Plenário do Senado Federal.

Congresso deve se reunir na próxima quarta-feira (17) para analisar uma pauta com 26 vetos presidenciais. Entre eles, oito relacionados ao combate à pandemia de covid-19. O presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) ainda não anunciou qual será a ordem de prioridade nas votações. A oposição se articula para tentar derrubar alguns deles enquanto o governo tenta se cercar do apoio do Centrão, cada vez mais contemplado com cargos.

Entre as propostas aprovadas por deputados e senadores e rejeitadas pelo presidente Jair Bolsonaro, está a liberação de R$ 8,6 bilhões para estados, Distrito Federal e municípios comprarem equipamentos e materiais de combate ao novo coronavírus. O veto gerou protestos no Congresso.
O projeto aprovado que deu origem à Lei Complementar 173/2020 previa a extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido pelo Banco Central, e a destinação dos recursos para o enfrentamento da pandemia.

Também está na mira dos congressistas o veto parcial de Bolsonaro à expansão do auxílio emergencial de R$ 600 para outras categorias profissionais, aprovada pelo Congresso.
A Lei 13.998/2020 autorizou o pagamento do auxílio para mães menores de 18 anos, mas o governo retirou do texto a expansão do benefício a motoristas de aplicativos, pescadores, diaristas e ambulantes de praia, entre outras categorias profissionais.

Outro ponto passível de análise é o veto de Bolsonaro à Lei 13.999, de 2020, que concede uma linha de crédito para pequenas e microempresas enfrentarem os efeitos da pandemia de coronavírus. A norma criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O presidente vetou, no entanto, a carência de oito meses do empréstimo, período em que as parcelas seriam reajustadas apenas pela taxa Selic.

Ainda está na mira de deputados e senadores o veto total ao projeto que libera o trabalhador de apresentar atestado médico como comprovação do motivo de quarentena, para justificar a falta ao trabalho durante os primeiros sete dias.

WhatsApp vai permitir enviar e receber dinheiro pelo aplicativo; Brasil será primeiro país com a novidade

15 de junho de 2020 at 10:36

Será preciso cadastrar cartão com função débito para fazer transferências e não haverá custos para usuários. Negócios com conta WhatsApp Business poderão receber pagamentos por produtos e serviços, mas pagarão taxa.

Por G1

WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (15) que o Brasil será o primeiro país a receber uma atualização do aplicativo que vai permitir que usuários enviem e recebam dinheiro, usando cartões cadastrados. A novidade também vai permitir que contas do WhatsApp Business recebam pagamentos por produtos e serviços.

A função chega ao Brasil, primeiro país a receber a novidade, já nas próximas semanas, de acordo com o WhatsApp. Será preciso cadastrar um cartão com a função débito para fazer as transferências.

Os pagamentos acontecem dentro de uma função chamada Facebook Pay. Em nota, o WhatsApp afirma que o recurso tem esse nome para que, no futuro, os mesmos dados de cartão possam ser utilizados em toda a família de aplicativos da empresa — sinalizando que o Facebook, dono também do Instagram, planeja expandir funções de pagamento para outros apps.

O WhatsApp não é o primeiro a expandir um aplicativo de mensagens em sistema de transferências eletrônicas. Na China, o WeChat foi responsável por uma revolução na maneira de pagar no país e atualmente é também rede social e uma plataforma de vendas.

Como vai funcionar?

Para que usuários possam enviar e receber dinheiro pelo WhatsApp será preciso cadastrar um cartão na função Facebook Pay. Veja como vai funcionar:

  • Haverá uma função, no mesmo menu do envio de imagens, chamada “Pagamento”;
  • Quando o usuário clicar nela, o aplicativo vai pedir um valor e redirecionar para a criação de uma conta;
  • Será preciso aceitar os termos de uso da plataforma e criar uma senha número de 6 dígitos;
  • Depois, o usuário vai precisar incluir nome, CPF e um cartão emitido por um dos bancos participantes;
  • Será preciso verificar o cartão junto ao banco, recebendo um código por SMS, e-mail ou aplicativo do banco.

De acordo com o WhatsApp, será preciso incluir a senha (ou reconhecimento biométrico do celular) toda vez que o usuário for enviar dinheiro. As informações de cartão também são encriptadas.

WhatsApp vai permitir fazer pagamentos a amigos e lojas pelo aplicativo. — Foto: Divulgação/WhatsApp

WhatsApp vai permitir fazer pagamentos a amigos e lojas pelo aplicativo. — Foto: Divulgação/WhatsApp

Quem vai poder usar?

Inicialmente será possível usar cartões de débito, ou que têm função de débito e de crédito, Visa e Mastercard dos bancos Nubank, Sicredi e Banco do Brasil. A transferência vai ser intermediada pela Cielo e será sem taxas para os usuários. Segundo o WhatsApp, o modelo, no entanto, é aberto e está disponível para receber outros parceiros no futuro.

As transações só podem ser feitas em real e dentro do Brasil. Há um limite de R$ 1 mil por transação e R$ 5 mil por mês. Será possível fazer até 20 transações por dia.

Para as contas comerciais, usando o WhatsApp Business, será preciso ter uma conta Cielo para solicitar e receber pagamentos ilimitados, tanto de crédito quanto de débito, oferecer reembolsos e ter suporte técnico. Os comerciantes, diferentemente dos usuários, pagam uma taxa fixa de 3,99% por transação.

“Pequenas empresas são fundamentais para o país. A capacidade de realizar vendas com facilidade no WhatsApp ajudará os empresários a se adaptarem à economia digital, além de apoiar o crescimento e a recuperação financeira”, disse Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp em nota.

ALERTA

15 de junho de 2020 at 10:10

Gol, Azul e Latam retomam voos a cidades com aumento de covid-19

FOLHAPRESS

O retorno dos voos no atual estágio da pandemia divide a opinião de epidemiologistas consultados pela Folha e ocorre antes de o país atingir o pico da curva epidemiológica.

O retorno dos voos no atual estágio da pandemia divide a opinião de epidemiologistas consultados pela Folha e ocorre antes de o país atingir o pico da curva epidemiológica. | Valter Campanato/Agência Brasil

s três maiores companhias aéreas do país –Gol, Latam e Azul– retomaram voos neste mês a oito cidades que haviam deixado de fazer parte da malha aérea desde o início da pandemia. Seis delas ainda estão com a curva ascendente no número de casos de coronavírus.

O retorno dos voos no atual estágio da pandemia divide a opinião de epidemiologistas consultados pela Folha e ocorre antes de o país atingir o pico da curva epidemiológica.

Ilhéus (BA), Londrina (PR), Maringá (PR), Porto Seguro (BA), Ribeirão Preto (SP) e Rondonópolis (MT) registram tendência de crescimento no número de casos do vírus, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela Folha.

Jaguaruna (SC) e Joinville (SC), também na lista de cidades que voltam à malha aérea em junho, apresentam estabilidade no contágio da doença. A reportagem usou como critério de avaliação a média móvel de sete dias de novos casos registrados nas cidades.

A redução do número de voos chegou a 95% no início da pandemia. As aéreas tiveram queda drástica de caixa, entraram no vermelho e passaram a negociar um pacote de socorro ao setor com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A holding da Latam, que no Brasil disputa a liderança doméstica com a Gol, pediu recuperação judicial nos Estados Unidos em maio. Para evitar ter de recorrer à recuperação judicial no Brasil, Azul e Gol têm buscado renegociar dívidas com as arrendadoras de aeronaves e o pagamento de empréstimos com bancos.

A retomada gradual dos voos anunciada pelas companhias aéreas teve início neste mês e deverá ser ampliada até o fim do ano. A projeção das empresas é que em dezembro a operação chegue a algo entre 40% e 80% dos níveis pré-pandemia.

Neste mês, a Latam foi a empresa que ampliou a malha a mais cidades. Foram 14 novos destinos (alguns deles seguiam atendidos pelos concorrentes), contra 8 da Gol e 4 da Azul. A empresa opera hoje com 9% de sua capacidade.

Das cidades que voltaram a ser atendidas pela Latam, cinco haviam deixado de ter voos durante a pandemia: Londrina, Porto Seguro, Ribeirão Preto, Jaguaruna e Joinville. As três primeiras registram aumento do número de casos de coronavírus. Ao todo, a aérea voa agora para 39 destinos domésticos.

Na Gol, 3 das 8 cidades em que a empresa voltou a operar não eram mais rotas de voos: Ilhéus, Maringá e Porto Seguro. As três têm curva ascendente nos casos de coronavírus. A companhia opera agora em 35 cidades brasileiras.

Já na Azul, que voa a 44 municípios do país neste mês, são três novos destinos: Natal, Ribeirão Preto e Rondonópolis. Os últimos dois haviam parado de receber voos e ainda têm aumento de casos.

Para o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da USP, a retomada dos voos nas cidades em que ainda há aumento de casos é problemática.

“Ter as pessoas saindo de um lugar para outro de avião é realmente pedir para que os casos do vírus se espalhem. A experiência dos outros países foi esperar a redução dos casos, curvas descendentes.”

Lotufo afirma que não há justificativa técnica do ponto de vista da saúde que embase a decisão de retomar os voos em meio à curva ascendente de infecções pelo coronavírus.

“Do ponto de vista epidemiológico, quem vai pegar o voo em Ribeirão Preto pode ter contatos com o vírus no caminho e ir para sua cidade, que não necessariamente é a do aeroporto. Duas dessas pessoas podem se contaminar no voo e uma pode ir para Uberlândia e outra para Batatais. Isso espalha o vírus.”

Já Marcio Bittencourt, médico do Hospital Universitário da USP, afirma que o número de voos entre cidades com curva ascendente não necessariamente colabora para o aumento do número de casos, desde que sejam tomados cuidados para minimizar a exposição das pessoas a aglomerações.

“Se por um lado a gente quer evitar o trânsito de pessoas contaminadas, deixar regiões sem voos pode gerar problemas de desabastecimento e dificultar a chegada de profissionais da saúde ou insumos médicos, por exemplo. O transporte em si não é necessariamente um problema”, diz.

“A restrição de voos tem o objetivo de evitar levar o vírus para onde ele ainda não está. Por isso, preocupa mais ter voos para onde não há casos. Entre duas cidades com descontrole da epidemia é ruim, mas o impacto não é muito grande”, afirma o especialista.

Bittencourt diz que o ideal é que não haja fluxo de turistas nas rotas, pelo menos por enquanto, e que haja um mínimo de distanciamento de um metro entre os passageiros no interior das aeronaves. Ele recomenda, ainda, o uso de máscaras e a higienização das mãos.

“Tudo o que tem que funcionar durante a pandemia deve funcionar de modo planejado e preparado para minimizar riscos de infecção. No setor aéreo, é preciso ter um protocolo de atendimento do passageiro no aeroporto, no avião, no assento. Não pode embarcar passageiro com sintomas como febre, perda de olfato e paladar, não pode transportar alguém que esteve próximo de casos suspeitos ou confirmados nos últimos dez dias.”

Procurada pela reportagem, a Latam disse que “avalia constantemente a sua malha aérea mínima essencial para enfrentar os impactos causados pela Covid-19, sempre com base na demanda de passageiros.”

“A Latam reforça ainda que, desde o início da pandemia, agiu proativamente para assegurar o cuidado com as pessoas. Além de filas transversais, alternadas e espaçadas nos balcões de check-in, distribuição de álcool em gel, obrigatoriedade do uso de máscaras a bordo, adotou novos processos de limpeza e desinfecção profunda das aeronaves”, disse a empresa em nota.

A Gol afirmou que o transporte aéreo é serviço essencial e que a demanda por voos “é parte da importante decisão de oferecer” as rotas.

“Todos os procedimentos regulares foram reforçados, além dos já rígidos padrões de sanitização da aviação civil estabelecidos pelos órgãos responsáveis”, afirmou a empresa também em nota.

Entre as novas exigências de segurança, está o uso obrigatório de máscaras por clientes e tripulação.

“Também foram implementadas avançadas medidas adicionais de limpeza e higienização dos aviões durante as paradas em solo e pernoites, com atenção redobrada aos assentos e os braços das poltronas, cintos de segurança, bandejas, piso e paredes. Além disso, foi aprimorado o processo de limpeza noturna com o uso de um desinfetante de grau hospitalar para as galerias de serviço e todas as áreas de uso interno na cabine, incluindo a dos pilotos”, diz a nota.

Já a Azul também afirmou que o presta “um serviço importantíssimo para o transporte de cargas, médicos, equipamentos para combate ao vírus” durante a pandemia, que segue os protocolos de higiene e segurança e que reforçou a limpeza de suas aeronaves a cada voo.

“A Azul também foi a primeira aérea do país a tornar obrigatório o uso de máscaras por tripulantes e clientes, tanto a bordo quanto em solo. Em outra iniciativa pioneira, a Azul passou a medir a temperatura dos tripulantes a cada início de turno, aumentando a confiança em solo e a bordo e preservando a vida e a segurança de todos”, afirma em nota.

A empresa distribui kits com luvas, álcool em gel e lenço umedecido nos aviões a cada novo voo.

“A companhia também tem utilizado descontaminantes bactericidas que contam com um princípio ativo que elimina o vírus da Covid-19 em 99,99% dos casos. Com o produto e a limpeza dupla nos assentos, mesinhas, bolsão, banheiros, encosto de cabeça, cinto de segurança, janela, paredes e compartimentos superiores.”



Ativista Sara Winter é presa pela Polícia Federal, em Brasília

15 de junho de 2020 at 08:46

Mandado de prisão é a pedido do ministro do STF Alexandre de Moraes e ocorre dentro de inquérito que investiga movimentos antidemocráticos. G1 tenta contato com defesa.

Por Márcio Falcão, TV Globo e G1 DF

Sara Winter Femen Faz Protesto em Desfile da Independência em Brasília — Foto: Lucas Nanini / G1

Sara Winter Femen Faz Protesto em Desfile da Independência em Brasília — Foto: Lucas Nanini / G1

A ativista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (15), a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Winter é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

A prisão ocorre dentro do inquérito que investiga os movimentos antidemocráticos. O G1 tenta contato com a defesa.

Ligação com movimentos feministas

Hoje apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o movimento feminista, em 2014 Winter entrou com pedido de cassação do mandato de Bolsonaro, quando o atual mandatário do país atuava como deputado. Na época, Bolsonaro havia declarado que “não estupraria a ex-ministra Maria do Rosário porque ela não merece”.

Winter ficou conhecida anos antes, em 2012, quando participava do Femen, grupo feminista de origem ucraniana que organizou protestos na Eurocopa.

Seguindo os passos do Femen, em 2013, Sara também organizou manifestações pela não realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ela chegou a ser detida em uma das manifestações por ato obsceno e por chamar policiais de “assassinos”.

Esta reportagem está em atualização.


O fisiologismo do povo brasileiro, explica Thales Guaracy

15 de junho de 2020 at 08:24

Bolsonaro herdou o que criticava no PT

Assistencialismo segura a popularidade

Sociedade ainda funciona por presentes

Nossa política continua de forma tribal

Bolsonaro em carreata de apoiadores: razões para a popularidade do presidente não diferem muito das do PT

THALES GUARACY
15.jun.2020 (segunda-feira) – 5h50

PODER 360

O presidente Jair Bolsonaro é hoje o novo e grande expoente de um paradoxo político e social de profundo significado na sociedade contemporânea –e especialmente no Brasil.

Como pode continuar popular um presidente investigado por conta de negócios escusos operados por um ex-assessor, que não esconde seu autoritarismo nem sua intenção de manipular os órgãos de investigação para safar-se?

E o que dizer de um presidente que governa abertamente com a ação de militantes propagadores de mentiras, e defende o armamento da população ao mesmo tempo em que ataca as instituições democráticas? O que se poderia esperar como reação da população a um governante que chega ao ponto de esconder dados sobre a pandemia do coronavírus para confundi-la?

No entanto, um levantamento do DataPoder360 na semana passada indicou que 41% da população aprova a gestão de Bolsonaro –uma fatia do mesmo tamanho que o elegeu em 2º turno à presidência.

A fatia de 42% que desaprova Bolsonaro é também quase do mesmo tamanho que aquela que não votou nele na eleição. Sinal de que as ações de Bolsonaro no governo, ou o que se sabe a mais dele hoje, não interferiram muito na sua popularidade, ainda bastante expressiva.

Os motivos que levam Bolsonaro a continuar com força popular podem ser entendidos numa análise mais detalhada dos números. Verifica-se, por exemplo, que Bolsonaro tem 48% de aprovação entre os brasileiros que estão recebendo a ajuda de custo de R$ 600 ao mês durante a pandemia.

Dada essa percepção, a equipe econômica não apenas desistiu de desinflar o Bolsa Família, como estuda ampliar o programa, com outro nome –como Renda Brasil. Bolsonaro tomou o lugar do PT naquilo que ele mais criticava –o assistencialismo com fins de aliciar uma massa de manobra ideológica.

A realidade é que Bolsonaro se mantém prestigiado pelas mesmas razões que faziam Lula continuar altamente popular, apesar das acusações de corrupção e do naufrágio econômico patrocinado com dinheiro público nos anos do PT.

Quem o elegeu foram os brasileiros que se achavam excluídos dos benefícios do governo, incluindo a classe média urbana do Sudeste, que financiava o assistencialismo nordestino no lulopetismo, e saiu às ruas em 2016 clamando pelo impeachment de Dilma.

Hoje, somam-se a estes os brasileiros que já recebiam algum benefício do governo nos tempos do PT, e continuam recebendo. Para eles, não importa qual é a cor ou o sinal ideológico da fonte do dinheiro. Viva Bolsonaro.

O brasileiro reclama do fisiologismo do Congresso, mas a sociedade brasileira é impregnada pelo fisiologismo. A polarização política, traduzida como uma oposição de ideias entre direita e esquerda, pode ser também lida como uma disputa pelos recursos federais, em que os antigos excluídos saíram ganhando e agora se juntam a quem teve a feliz surpresa de continuar na lista de pagamentos.

Num cenário econômico mundial em que a revolução tecnológica desestruturou a economia, cortou empregos e achatou salários, grande parte da população passou a depositar suas esperanças de sobrevivência no socorro do Estado. Ainda que o Estado também sofra com a disrupção econômica, que levou à migração de capitais e à queda na arrecadação, especialmente com impostos sobre salários do mercado formal.

Existe, assim, uma disputa pelas fatias do bolo cada vez menor do Estado, disfarçada por rótulos ideológicos. Não importa que o presidente seja grosso, burro ou ladrão. Nem que a gastança leve potencialmente a um futuro desastre. Desde que continue favorecendo o lado certo.

A intolerância, manifestada por meio do fanatismo tanto religioso como político, é o mecanismo pela qual uma fatia da sociedade legitima seu direito sobre privilégios acima de outros. Ela busca quebrar razão, criando o ambiente da “pós-verdade”, que está no princípio humanista da igualdade entre todos. E se torna, dessa forma, uma ameaça aos fundamentos da própria democracia, plantada sobre o princípio da igualdade de oportunidades e tratamento para todos.

Esse fenômeno ocorre no mundo inteiro, a começar pelos Estados Unidos, epicentro da disrupção tecnológica, onde ela fez grandes fortunas, mas também colabora, como no Brasil, para a criação de um processo de enorme concentração de renda e exclusão social. Com isso, acirram-se as disputas ideológicas, que buscam por meio do discurso fanático a imposição do interesse de um grupo sobre outro.

No caso brasileiro, o fanatismo político, com que a população –sejam os apoiadores de Lula, sejam os de Bolsonaro– faz vista grossa aos desmandos do governo, tem um outro componente. Ele é nativo, no sentido de ser genuinamente brasileiro, e provavelmente histórico.

Na pesquisa para meus dois livros de história (A Conquista do Brasil e A Criação do Brasil, ambos lançados pela editora Planeta), estudei profundamente as origens e o DNA brasileiro. E passei a acreditar que existe ainda uma forte influência dos nossos antepassados no Brasil de hoje. Não apenas no empresariado brasileiro, herdeiros das capitanias do mato, afeitos ao ganho fácil, à apropriação do poder público para benefício pessoal e indiferentes ao trabalhador, ao ponto da desumanidade. Essa influência permanece sobretudo na população.

Apesar dos imensos esforços para acobertar a origem indígena do brasileiro com um sobrenome português, é difícil negar a influência tupiniquim sobre a nossa sociedade. Gostamos de pensar que os índios viraram nome de rua ou cidade, mas a sociedade indígena ainda está aqui: somos nós. E a nossa política continua tribal.

Na ecopolítica indígena, o chefe governa distribuindo presentes –e o índio espera do chefe que lhe dê presentes, algo, a seu ver, muito natural. Sem presentes, o índio troca de chefe, de maneira que o favorecimento não é uma disfunção do sistema, é o sistema em si. O índio não tem a noção de corrupção, nem a de pecado, o que fez no passado muitos jesuítas, como o padre Manoel da Nóbrega, simplesmente desistirem da catequização.

O brasileiro gosta de falar mal do fisiologismo do Congresso, mas somente quando vê que a corrupção está favorecendo alguém que não ele próprio. O problema nacional não é o fisiologismo dos políticos, produto da sociedade de onde são extraídos. É o fisiologismo da população, que, mesmo nas suas fatias menos favorecidas, não se importa com a lisura das coisas, desde que o produto do roubo não saia, e sim entre no seu bolso.

É algo que não vamos consertar hoje, nem amanhã. E que nos manterá no atraso sócio-econômico por muito tempo.

Afuá, na Ilha do Marajó, aguarda distribuição de cestas básicas

15 de junho de 2020 at 07:28

Navio da Marinha chegou neste domingo à cidade de 20 mil habitantes

Publicado em 14/06/2020 – 20:26 Por Carlos Molinari –  Repórter da TV Brasil* – Afuá (PA)

Logo da Agência Brasil

Nesta segunda-feira, a ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visitará as cidades de Afuá e Muaná, ambas na Ilha do Marajó, no Pará, participando diretamente da entrega de cestas básicas às comunidades ribeirinhas.

Um dia antes, a cidadezinha de Afuá, com 40 mil habitantes, já estava em polvorosa com a chegada do Navio Auxiliar Pará, com 200 militares a bordo. Foi ele que trouxe no seu porão as 16 mil cestas básicas – fruto de uma parceria do governo federal com a rede Carrefour e a Associação Paulista de Atacadistas e Supermercadistas (Apas). A longa viagem da Base Naval de Belém até o atracadouro de Afuá (distantes 256 quilômetros) durou dois dias, navegando por vários furos e estreitos da bacia amazônica. 

No trapiche, o movimento foi intenso. Militares passavam de mão em mão as cestas, que logo eram desinfectadas, colocadas em carroças e levadas para o ginásio do município. A ação, batizada de Pão da Vida é emergencial em tempos de pandemia.

LEGENDA
As cestas básicas foram descarregadas, colocadas em carroças e levadas para o ginásio do município – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Falta de saneamento

“Ouvi no rádio, os que têm o Cadastro Unico vão receber a cesta básica, vão de casa em casa. A minha filha, tomara que ela receba, porque ela necessita, tem uma bebezinha e está desempregada” – disse a aposentada Doralice Reis, que nasceu em Afuá.

A cidade natal de dona Doralice tem 8 mil pessoas inscritas no programa Bolsa Família e um agravante: não há saneamento básico em Afuá.

“Aqui no centrinho é tudo bonito, tem várias obras. Mas vá até o bairro Capim Marinho. Lá as pessoas têm que pegar água no igarapé e jogar para as caixas d´água. O problema é que o igarapé também serve de banheiro. Não temos fossa”, denunciou Luís Henrique Paiva, um dos muitos jovens desempregados de Afuá. 

E não há perspectivas de emprego a curto prazo. Por causa da pandemia de covid-19, o município está isolado. Os navios que fazem a travessia até Macapá (capital do Amapá), em um percurso que costuma demorar 3 horas e meia, não podem mais levar passageiros, apenas carga. Isso atrapalhou o fluxo, impossibilitando parte da economia da chamada “Veneza Marajoara”. 

“Aqui só tem três barcos disponíveis para fazer transporte de mercadoria. Nós ficamos sem fluxo agora. Não posso nem ir para o interior, tem vigias no porto” – reclamou o comerciante Fernando Espíndola que, por lei municipal, só pode manter a sua distribuidora de bebidas aberta das 8h às 14 h.
  
Coincidentemente, o maior barco de passageiros – o Virgem da Conceição -, com capacidade para transportar 300 pessoas confortavelmente em três andares (a passagem até Macapá custa R$ 50), está atracado há vários meses em frente a casa do prefeito de Afuá, sem poder navegar. 

Moradores de Afuá, um dos municípios do arquipélago de Marajó que receberá as ações da Operação Covid19.
Moradores de Afuá, um dos municípios do arquipélago de Marajó que receberá a ação Pão da Vida – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dia histórico

Mazinho Salomão (PSD-PA) já está no terceiro mandato à frente da prefeitura. Segunda-feira será um dia histórico para o município: a primeira vez que um ministro de estado vem a Afuá. 

“Desde que a ministra Damares soube que no Marajó há casos de prostituição infantil, ela passou a se preocupar mais com a ilha. Daí, as ações começaram a surgir e sem dúvida nenhuma, quem vai agradecer é a população”, disse o prefeito.

Ao todo, 7.550 cestas serão entregues em Afuá na segunda-feira e outras tantas na vizinha Chaves, na quinta-feira, dia 18. 

“A gente já está há 3 meses nessa situação. Mas eu tenho fé que logo, logo isso vai passar” – disse a moradora Nazaré Lameirão, encostada na porta de sua casa de palafita, sem ter certeza se o cadastro que sua neta fez no site do governo lhe dará direito a uma cesta básica.  

Militares das Forças Armadas descarregam as cestas básicas que serão doadas ao município de Afuá.
Militares das Forças Armadas desinfectam as cestas básicas que serão doadas ao município de Afuá. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Baixo IDH

A ilha do Marajó tem vários municípios em situação de pobreza, por isso o programa Abrace o Marajó foi criado pelo Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos e esta ação específica, chamada Pão da Vida, focaram na grande ilha paraense. 

Melgaço (26 mil habitantes) tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as mais de 5.600 cidades do Brasil; um título que ninguém gostaria de ostentar. Chaves (23 mil moradores) está em sexto lugar e Bagre (30 mil pessoas) é a oitava pior cidade neste ranking.

Afuá ainda está em condições melhores que as vizinhas. Talvez por isso, o “batedor de açaí”, Elvis Vasconcelos não tenha dúvidas em afirmar: “Um dos melhores lugares para se viver é Afuá, tranquilo, é um paraíso. Se a maioria das cidades fosse assim, a gente ia viver bem mais”, disse, otimista.

 *O repórter viajou a convite do Ministério da Defesa 

STF ‘jamais se sujeitará’ a ‘nenhum tipo de ameaça’, diz Toffoli; ministros falam em ‘organizações criminosas’ e ‘bandidagem’

15 de junho de 2020 at 04:30

Grupo ofendeu integrantes da Corte e, em tom de ameaça, perguntou se ministros tinham ‘entendido o recado’. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso também criticaram os atos. “Organizações criminosas”, “lamentável” e “bandidagem” foram os termos usados pelos ministros.

Por Rosanne D’Agostino e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo — Brasília

14/06/2020 17h07  Atualizado há 9 horas


Após queima de fogos no STF por manifestantes, Toffoli diz que STF não se sujeita a ameaça

Após queima de fogos no STF por manifestantes, Toffoli diz que STF não se sujeita a ameaça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou neste domingo (14) que a Corte “jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça”.

Na noite deste sábado (13), cerca de 30 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro lançaram fogos de artifícios contra o prédio do Supremo.

A ação durou ao menos cinco minutos. Os apoiadores de Bolsonaro ofenderam com xingamentos pesados os ministros da Corte, inclusive o presidente Dias Toffoli. Em tom de ameaça, perguntavam se os ministros tinham entendido o recado e mandaram que eles se preparassem.

Em nota (leia íntegra abaixo), Toffoli afirma que, “infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas”.

“Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos, Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira”, diz o presidente do STF.

“O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão”, completou.

Segundo Toffoli, como “Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira”.

O ministro Alexandre de Moraes, relator de um inquérito no STF sobre disseminação de fake news e ofensas a autoridades, também repudiou agressões ao estado democrático de direito neste domingo.

“O STF jamais se curvará ante agressões covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocráticos que desrespeitam a Constituição Federal, a Democracia e o Estado de Direito. A lei será rigorosamente aplicada e a Justiça prevalecerá”, publicou em uma rede social.

O ministro Luís Roberto Barroso disse que “há diferença entre militância e bandidagem”.

“Há no Brasil, hoje, alguns guetos pré-iluministas. Irrelevantes na quantidade de integrantes e na qualidade das manifestações. Mas isso não torna menos grave a sua atuação. Instituições e pessoas de bem devem dar limites a esses grupos. Há diferença entre militância e bandidagem”, afirmou o ministro em uma rede social.

O ministro Gilmar Mendes classificou o caso como “lamentável” em uma live neste domingo.

“Sobre os episódios de ontem, eu acho que são lamentáveis. Todo atentado a qualquer instituição democrática é um atentado à democracia. Devemos cumprimentar [o governador] Ibaneis, tanto pela atitude de preservação do espaço público como pela reação aos ataques ao Supremo Tribunal Federal”, disse.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, defendeu que as instituições devem respeitar povo, a vontade das urnas e o voto popular. “Devemos agir por este povo, compreendê-lo e ver sua crítica e manifestação com humildade. Na democracia, a voz popular é soberana”, afirmou em rede social.

Disse também que “a democracia pressupõe o respeito às suas instituições democráticas”. “Qualquer ação relacionada à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal ou qualquer instituição de Estado deve pautar-se por esse respeito.”

Segundo Toffoli, como “Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira”.

O ministro Alexandre de Moraes, relator de um inquérito no STF sobre disseminação de fake news e ofensas a autoridades, também repudiou agressões ao estado democrático de direito neste domingo.

“O STF jamais se curvará ante agressões covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocráticos que desrespeitam a Constituição Federal, a Democracia e o Estado de Direito. A lei será rigorosamente aplicada e a Justiça prevalecerá”, publicou em uma rede social.

O ministro Luís Roberto Barroso disse que “há diferença entre militância e bandidagem”.

“Há no Brasil, hoje, alguns guetos pré-iluministas. Irrelevantes na quantidade de integrantes e na qualidade das manifestações. Mas isso não torna menos grave a sua atuação. Instituições e pessoas de bem devem dar limites a esses grupos. Há diferença entre militância e bandidagem”, afirmou o ministro em uma rede social.

O ministro Gilmar Mendes classificou o caso como “lamentável” em uma live neste domingo.

“Sobre os episódios de ontem, eu acho que são lamentáveis. Todo atentado a qualquer instituição democrática é um atentado à democracia. Devemos cumprimentar [o governador] Ibaneis, tanto pela atitude de preservação do espaço público como pela reação aos ataques ao Supremo Tribunal Federal”, disse.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, defendeu que as instituições devem respeitar povo, a vontade das urnas e o voto popular. “Devemos agir por este povo, compreendê-lo e ver sua crítica e manifestação com humildade. Na democracia, a voz popular é soberana”, afirmou em rede social.

Disse também que “a democracia pressupõe o respeito às suas instituições democráticas”. “Qualquer ação relacionada à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal ou qualquer instituição de Estado deve pautar-se por esse respeito.”

“Todos devemos fazer uma autocrítica. Não há espaço para vaidades. O momento é de união. O Brasil e seu povo devem estar em 1º lugar.”

Íntegra

Leia a íntegra da nota divulgada pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli:

Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas.

Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos – Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira.

O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão.

Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira.


GOLPES DE MACHADO

14 de junho de 2020 at 21:41

Adolescente é morta por recusar namoro com homem de 40 anos

Com informações dos portais Meio Norte e Metrópoles

 Arquivo Pessoal

Uma adolescente de 15 anos foi morta a golpes de machado enquanto dormia, na madrugada do último sábado (13), no município de São Francisco de Assis do Piauí, no Estado do Piauí. O criminoso era amigo da família e cometeu suicídio após ter matado a vítima. 

Segundo a Polícia Civil do Piauí (PCPI), o homem já havia manifestado a intenção de se relacionar com a adolescente, mas ela não queria ter nada com o homem. A principal hipótese é que o crime seja configurado como feminicídio.

O criminoso tinha cerca de 40 anos e frequentava livremente a casa onde a adolescente morava com a avó.

O corpo dele foi encontrado a cerca de 200 metros da casa onde o corpo da adolescente estava. Os dois cadáveres passarão por perícia. 

O caso será investigado pela Polícia Civil.