O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proíba Abraham Weintraub de deixar o Brasil. O ex-ministro da Educação foi indicado por Jair Bolsonaro para assumir um cargo no Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos e, em seu Twitter, anunciou que fará a mudança nos
próximos dias.
Contarato defende que por ser investigado no inquérito das fake news Weintraub não pode sair do país.
“Ao comemorar a iminente mudança ao exterior, o senhor Abraham Weintruab, aparentemente se esqueceu de mencionar que ostenta a condição de investigado perante o Supremo Tribunal Federal, por potencial cometimento do crime de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito”, argumentou o senador no pedido encaminhado ao STF.
O senador pede ainda que o STF determine a apreensão do passaporte do ex-minsitro.
“Ante o exposto, diante da imprescindibilidade da continuidade das investigações sem interrupções, ao menos até que se conclua o presente inquérito, e diante da reiteração da conduta delitiva pelo investigado, requer a deferimento da imposição de medida coercitiva de proibição de saída do país, bem como decretação de busca e apreensão dos documentos de viagem”.
Filha de Queiroz demonstra preocupação em mensagem trocada com a madrasta, mostra diálogo interceptado por investigadores[fotograro]Reprodução[/fotografo]
Mesmo no centro das investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz procurava demonstrar influência política. O comportamento era reprovado por sua família, que via “burrice” nas movimentações e cobrava que ele se calasse. A avaliação, como mostram mensagens captadas pelo Ministério Público, era de que, ao continuar falando, o amigo do presidente Jair Bolsonaro só agravaria a própria situação.
Em áudio trocado pelo Whatsapp em outubro do ano passado, Queiroz disse a um interlocutor que poderia fazer contato com o pessoal “da cúpula de cima”. O diálogo consta da decisão do juiz Flávio Itabaiana que determinou a prisão do policial militar aposentado (veja abaixo a transcrição).
Em outra mensagem, revelada meses atrás pelo jornal O Globo, Fabrício Queiroz orientava uma pessoa a fazer indicações politicas para gabinetes parlamentares. A publicação da reportagem levou Nathalia Queiroz, filha do ex-assessor parlamentar, e a esposa dele, Márcia Aguiar, considerada desde ontem foragida, a chamarem Queiroz de “burro”.
Segundo Nathalia, que também foi assessora do então deputado Jair Bolsonaro, seu pai continuava a discutir nomeações em cargos políticos mesmo na condição de investigado. Lotada no gabinete de Bolsonaro, a filha de Queiroz trabalhava como personal trainer no Rio.
Esposa de Queiroz e madrasta de Nathalia, Márcia concordou com a filha do marido e ressaltou que não se devia confiar em ninguém, nem mesmo da própria família. Segundo elas, Queiroz foi traído com o vazamento do áudio.Leia mais
Instituição afirmou que ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro passou por uma consulta no local em janeiro deste ano. Ao ser preso nesta quinta-feira (18), Queiroz disse que estava “muito doente”.
Por G1
Fabrício Queiroz em um churrasco na casa de Atibaia — Foto: Reprodução
O hospital em Atibaia (interior de São Paulo) em que Fabrício Queiroz fez consulta em janeiro deste ano disse que o ex-assessor e ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos) não fazia tratamento regular na instituição(leia a íntegra da nota ao fim desta reportagem).
“E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde faz tratamento de câncer. Então, esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz”, declarou.
Conheça os bastidores da investigação que levou à prisão de Queiroz: ‘Ele parecia refém’
Influência com milicianos e vida ‘saudável’
Na decisão que autorizou a prisão de Queiroz, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, cita a sua a influência com milicianos no Rio, repasses de ex-assessores para sua conta no valor de R$ 2.039.656,52 e saques na conta do investigado que totalizam quase R$ 3 milhões.
Os promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção destacam também que, durante a investigação, fotografias e mensagens de texto demonstraram que, apesar de Queiroz alegar não poder depor por suposta indicação médica, ele levava uma vida ativa, aparentando estar bastante saudável, chegando a consumir bebidas alcoólicas e churrasco.
Fotografias e mensagens de texto anexadas ao pedido de prisão de Queiroz mostram um pouco da rotina de Queiroz em Atibaia. Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a vida de Queiroz na casa era “confortável e ativa”.
Queiroz, no entanto, afirmava estar mal de saúde, a ponto de não poder comparecer a interrogatórios — ao ser preso, ontem, tornou a dizer que estava “muito doente”.
Veja a nota do hospital:
“O Hospital Novo Atibaia esclarece que Fabrício Queiroz, preso na manhã de hoje [quinta-feira, 18] em Atibaia, não estava em tratamento de saúde regular nesta instituição. A assessoria confirma, porém, que o paciente passou por uma consulta em janeiro deste ano, mas não divulgou os detalhes dessa consulta.”
Municípios da região nordeste paraense passam a integrar a Zona de Controle I, isto é, a bandeira laranja, conforme determina o Decreto Estadual 800/2020, publicado com alterações no Diário Oficial (DOE), pelo Governo do Pará. A determinação também restabelece os serviços de transportes coletivos interestaduais e intermunicipais terrestres, marítimos e fluviais, suspensos até o momento. Agora, do total de oito Regiões de Saúde, três estão autorizadas a retomar as atividades não essenciais em oito setores econômicos e sociais, de forma gradual e seguindo os protocolos específicos de prevenção.
O Decreto também aumentou, até o dia 15 de julho, o prazo de proibição de cortes de serviços essenciais à população, tais como energia elétrica, fornecimento de água e serviço residencial de acesso à internet. Esse prazo terminaria em 16 de junho e foi estendido por mais um mês.
O nordeste estadual tem 39 cidades abrangendo as microrregiões do Rio Caeté e Metropolitana III, e conforme determina o decreto, passa a seguir as mesmas recomendações destinadas, anteriormente, à Região Metropolitana de Belém, do Marajó Oriental, do Baixo Tocantins e do Araguaia.
A partir de então, as regiões citadas estão autorizadas a determinar, por meio de decretos municipais, a retomada gradual de serviços não essenciais, com a ocupação de 15% da capacidade do local e presença máxima de até 100 pessoas, nos seguintes segmentos: concessionárias; escritórios; comércio de rua; shopping center; salão de beleza, barbearias e afins; indústria; construção civil; e igrejas. Ressalta-se que cada município tem autonomia para decretar medidas mais restritivas que as previstas pelo Estado, caso sejam necessárias para o controle da doença no âmbito de seus territórios.
Procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer afirmou que “os serviços passam a compor também a lista de atividades essenciais, sendo permitidos em todas as bandeiras do Projeto Retoma Pará, inclusive no caso de cidades que decidirem decretar lockdown”, explicou o procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer.
O governador Helder Barbalho afirmou que, na região, os números mostram oferta de leitos e controle no contágio, saindo do nível máximo para o nível médio. “Não vamos relaxar as outras regiões, como também não vamos relaxar nas que já estavam em nível médio, por entender que estes dias são decisivos para fazer uma avaliação se houve de fato estabilização e declínio permanente ou se poderemos vir a ter um novo pico de contaminação”, reiterou.
TRANSPORTE
Às empresas operadoras do transporte rodoviário, continuam sendo exigidas a higienização e a esterilização dos ônibus após cada viagem. Todos os passageiros e funcionários deverão usar máscaras, higienizar as mãos frequentemente e passar pela aferição da temperatura. A responsabilidade por orientar as empresas de transporte e os passageiros é da Agência de Regulação Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON). “Estamos intensificando a fiscalização neste retorno para garantir o cumprimento das medidas sanitárias exigindo que as empresas operadoras cumpram as recomendações de higienização. Em caso de descumprimento serão aplicadas as multas e penalidades cabíveis”, esclarece o diretor de fiscalização da Agência, Ivan Bernaldo.
Bernardo Barbosa e Leandro Resende, da CNN em São Paulo e no Rio19 de junho de 2020 às 08:59 | Atualizado 19 de junho de 2020 às 09:20
Senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz
Foto: Reprodução/Facebook
A decisão judicial que ordenou a prisão de Fabrício Queiroz mostra que, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pagou mensalidades escolares das filhas do político no mesmo período em que operava o esquema de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
A denúncia também aponta que Flávio e a esposa pagaram cerca de R$ 260 mil com dinheiro em espécie, de origem não desconhecida. A CNN pediu uma resposta sobre a denúncia do MP-RJ ao assessor pessoal do senador Flávio Bolsonaro, e ele disse que ainda “estão avaliando o caso”.
Na denúncia, a procuradoria detalha que Queiroz também depositou, pessoalmente, R$ 25 mil na conta bancária de Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher de Flávio Bolsonaro, no ano de 2011. Em outubro de 2018, diz o MP, Queiroz usou cerca de R$ 7 mil em dinheiro para quitar boletos de mensalidades escolares das filhas de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Segundo o MP-RJ, Queiroz entregou os dois boletos bancários e um maço de dinheiro ao caixa
Foto: Reprodução/ MP-RJ
No entanto, de acordo com os procuradores, nem Flávio, nem Fernanda realizaram qualquer saque em espécie nos 15 meses anteriores ao pagamento dos boletos. A decisão judicial também traz detalhes sobre despesas de Flávio Bolsonaro e sua família, que, segundo o MP, foram pagas com dinheiro em espécie, que não saiu da conta do casal e cuja origem ainda é desconhecida.
De um total de R$ 251 mil pagos em mensalidades escolares em um período não especificado, menos da metade (R$ 95 mil) saiu das contas de Flávio ou Fernanda, diz o MP. O restante foi pago com dinheiro em espécie “não proveniente das contas bancárias do casal”, diz o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, citando as informações da procuradoria.
O mesmo teria ocorrido com o pagamento do plano de saúde da família de Flávio Bolsonaro: de um total de R$ 108 mil, pouco menos de R$ 9 mil saíram das contas do casal. O restante foi pago com “dinheiro em espécie de origem alheia aos rendimentos lícitos do casal”, escreveu o juiz.
De acordo com o MP, os pagamentos foram feitos entre 21 de janeiro de 2013 a 9 de agosto de 2018. Somadas as mensalidades escolares e o plano de saúde, o dinheiro de origem desconhecida teria servido para pagar cerca de R$ 260 mil em despesas do casal Flávio e Fernanda Bolsonaro.
Prisão
Queiroz foi preso na quinta-feira (18) em Atibaia (SP) dentro de um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Ele foi transferido para o complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.
Na decisão que ordenou a prisão preventiva de Queiroz, o juiz Itabaiana diz que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro poderia “ameaçar testemunhas” e prejudicar a investigação sobre o esquema de desvio de dinheiro da Alerj.
De acordo com o magistrado, mesmo escondido em Atibaia, Queiroz tinha “influência sobre milicianos do estado do Rio de Janeiro”.
Segundo o MP-RJ, Queiroz atuava “tanto na arrecadação dos valores desviados da Alerj quanto na transferência de parte do produto dos crimes de peculato ao patrimônio familiar do líder do grupo, o então deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro”.
Os procuradores dizem que Queiroz movimentou pelo menos R$ 2 milhões na operação das “rachadinhas” – apelido dado ao esquema em que servidores de um gabinete repassam parte de seus salários para uma outra pessoa – entre abril de 2007 e 17 de dezembro de 2018, a maior parte em espécie.
Para a procuradoria, as “movimentações bancárias atípicas” e o momento em que ocorreram são “evidências contundentes” da função de Queiroz como operador financeiro da “organização criminosa investigada”.
Ontem (18), o advogado de Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta, disse que os argumentos para a prisão preventiva do ex-assessor são “genéricos”, e que a defesa entraria com um pedido de habeas corpus nesta sexta-feira (19).
Via Twitter, Flávio Bolsonaro disse ter recebido com tranquilidade a notícia da prisão de Queiroz e afirmou que “a verdade prevalecerá”. Queiroz é amigo do presidente Jair Bolsonaro desde a década de 1980, algo que o próprio Bolsonaro já reconheceu publicamente. Na quinta-feira, o presidente disse que a prisão de Queiroz foi “espetaculosa” e que não estava “envolvido nesse processo”.
A CNN pediu uma resposta sobre a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ao assessor pessoal do senador Flávio Bolsonaro, e ele disse que ainda “estão avaliando o caso”. Também foi solicitada uma entrevista com Frederick Wassef e com o proprio Flávio Bolsonaro. A CNN aguarda uma resposta.
OMS afirma que vacina contra a covid-19 pode ser disponibilizada até o fim do ano
Com informações do portal CGN
Reprodução
Centenas de milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus deverão ser produzidas e disponibilizadas à população ainda em 2020, de acordo com a expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A afirmação foi feita pela cientista-chefe do órgão internacional Soumya Swaminathan, nesta quinta-feira, 18 de julho. Ainda, segundo ela, o objetivo é atingir 2 bilhões de doses até o final de 2021, pois há uma corrida contra o tempo das empresas farmacêuticas para encontrarem a vacina.
A OMS também está trabalhando em um plano sobre a disponibilidade da vacina. A ideia é priorizar o acesso de profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades.
“Esperamos que até o final de 2021 tenhamos dois bilhões de doses de uma a três vacinas eficazes para distribuir em todo o mundo”, disse Swaminathan, apesar de nenhuma vacina ainda ter sido aprovada.
Pelo menos 10 vacinas, entre 200, já estão sendo testadas em humanos e alguma pode apresentar eficácia contra o vírus nos próximos meses. “Se tiverem sorte, haverá uma ou duas candidatas a uma potencial vacina até o final do ano”, afirmou Swaminathan.
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia rejeitou nesta 5ª feira (18.jun.2020) pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da militante pró-Bolsonaro Sara Winter, líder do grupo “300 do Brasil”. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Sara foi presa na 2ª feira (15.jun) por determinação do ministro Alexandre de Moraes em investigação que apura financiamento de protestos com pautas antidemocráticas. O caso está em segredo de Justiça.
A ativista ameaçou Moraes depois de ter sido alvo de mandado de busca e apreensão. “Eles não vão me calar, de maneira nenhuma. Pelo contrário, eu sou uma pessoa extremamente resiliente. Pois agora, meu… e não é que ele mora em São Paulo? Porque se estivesse aqui eu já estaria na porta da casa dele convidando ele para ‘trocar soco’ comigo. Juro por Deus, essa é a minha vontade”.
Assista (1min18s):
O MPF (Ministério Público Federal) sugere pagamento de “no mínimo” R$ 10.000 por danos morais. A acusação foi apresentada pelo procurador da República Frederick Lustosa, e enviada à 15ª Vara de Justiça Federal.
Em depoimento, Sara negou que membros do “300 do Brasil” defendam 1 golpe militar. Declarou que não participou de ato em frente ao Supremo com disparos de fogos de artifício, realizado em 13 de junho.
A Polícia Federal transferiu a ativista na tarde de 4ª feira (16.jun.2020) da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o presídio feminino de Colmeia, também na capital federa
Trecho de conversa com Fabrício Queiroz, preso nesta quinta-feira (18), consta na decisão da Justiça do Rio que determinou a prisão do ex-assessor. Até as 22h30 de quinta-feira, Márcia Aguiar era considerada foragida da Justiça.
Por Marcelo Gomes, GloboNews e G1 Rio
Márcia e Queiroz: os 2 tiveram a prisão decretada — Foto: Reprodução/GloboNews
Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz – ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) –, disse ao marido, em novembro do ano passado, que iria para São Paulo caso tivesse a prisão decretada. Às 22h30 desta quinta-feira (18), ela era considerada foragida da Justiça.
A troca de mensagens com o marido – na qual Márcia revela que se esconderia em São Paulo caso tivesse a prisão decretada – consta em investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) citada na decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio.
O diálogo, segundo o órgão ministerial, ocorreu em novembro de 2019, quando o casal estaria cumprindo ordens de alguém com codinome “Anjo”.
Segundo o MP, “Anjo” teria “poder de mando”. A decisão não explicita quem seria a pessoa, mas numa das mensagens Queiroz contou a Márcia estar na casa de “Anjo”. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso em uma casa do advogado Frederick Wassef que fica em Atibaia, no interior de São Paulo.
Na conversa, Queiroz diz a Márcia que “Anjo” pretendia mandar “todos” para São Paulo caso não vencessem o julgamento. Para o MP, o ex-assessor se referiu a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o uso de informações do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Foto de arquivo de 27 de novembro de 2019 de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro. O PM aposentado Fabrício Queiroz foi preso nesta quinta-feira, 18, em uma casa de Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo — Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO
Durante a manhã de quinta-feira, agentes do MPRJ fizeram buscas em vários endereços, mas não localizaram Márcia em nenhum deles.
Trabalho na Alerj
Márcia também trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, assim como duas filhas de Fabrício, Nathalia Mello de Queiroz e Evelyn Mello de Queiroz.
Márcia aparece na folha de pagamento da Alerj de agosto de 2017 como consultora parlamentar e salário de R$ 9,2 mil. Evelyn foi nomeada em dezembro de 2016 como assessora parlamentar, na vaga da irmã Nathalia.
O Serviço de Verificação de Óbito (SVO), da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), registrou queda nas solicitações de remoção de corpos em residências de casos suspeitos de Covid-19, na Região Metropolitana de Belém. Entre os dias 15 e 31 de maio houve 127 óbitos em domicílio, enquanto no intervalo de 1º a 15 de junho, o número diminuiu para 65. Entre as ocorrências, o número de casos suspeitos de Covid-19 saiu de 14, no primeiro período, para quatro, no segundo.
O número de óbitos em domicílio por causas naturais é um dos indicadores considerados pelo Governo do Pará na análise do comportamento da pandemia no Estado. “Quando acontece um óbito em domicílio a família precisa da declaração de óbito, e ela vai precisar do serviço de verificação de óbito. Nós estamos fazendo esse acompanhamento diariamente, reforçando que realmente houve redução dos óbitos e de casos suspeitos e confirmados de Covid”, informou Ana Lúcia da Silva Ferreira, diretora do Departamento de Epidemiologia da Sespa.
A média de atendimentos diários no primeiro período (15 a 31/05) ficou em sete. No segundo período (1º a 15/6) foram quatro óbitos/dia por causas naturais. “Nós observamos que houve uma redução em 48% para a ocorrência de óbitos, e 71% para suspeita de Covid-19. Com esse indicador, a gente pode reforçar que, realmente, na Região Metropolitana está acontecendo redução dos casos”, ressaltou Ana Lúcia Ferreira.
O mês de abril registrou pico de ocorrência de óbitos em domicílios, com média de 24 remoções por dia. Principalmente na segunda quinzena, houve registro de até 66 ocorrências em um único dia.
Sem filas – No ponto alto do contágio na região, filas de carros de funerárias se formaram às proximidades do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Para diminuir a espera e amenizar a dor dos familiares, a Sespa chegou a modificar o atendimento com um serviço móvel de verificação, no mês de maio.
A declaração de óbito passou a ser emitida pelo médico no local da ocorrência, eliminando assim a necessidade de enviar o corpo ao SVO, que funciona no mesmo prédio do Instituto Médico Legal (IML). Com a mudança, o número de veículos começou a reduzir, permitindo também o fluxo de outras demandas de identificação e liberação.
As estatísticas mostram que o número de óbitos diminui à medida que aumenta o índice de isolamento social. Por essa razão, para manter a tendência de queda, a Sespa continua recomendando o distanciamento social e as medidas de prevenção, como uso de máscaras e higienização adequadas.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.