Quem é a influente irmã de Kim Jong-un

21 de junho de 2020 at 06:56

Trata-se de Kim Yo-jong

Será sucessora do ditador

Um das conselheiras mais próximas do ditador norte-coreano, Kim Yo-jong é tida como sua possível sucessora

DEUTSCHE WELLE
21.jun.2020 (domingo) – 6h00

Em 13 de junho, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, alertou que Seul testemunharia em breve “uma cena trágica do inútil escritório de intermediação Norte-Sul sendo completamente destruído”, como uma forma de retaliação dos militares norte-coreanos contra a Coreia do Sul. Nesta terça-feira, Pyongyang o reduziu a escombros.

A irmã mais nova do líder norte-coreano e vice-diretora do Departamento da Frente Unida (um poderoso organismo do partido único que gere as relações com o Sul) vinha defendendo a ruptura com o país vizinho e autorizou o Exército a tomar as medidas necessárias.

“Acho que é hora de romper com as autoridades sul-coreanas”, disse Kim Yo-jong, citada pela agência de notícias estatal KCNA. Com a aprovação de seu irmão, do partido e do Estado, ela instruíra as autoridades encarregadas de “assuntos com o inimigo a tomar a próxima ação”.

Kim Yo-jong já é uma das conselheiras mais confiáveis de seu irmão e uma das mulheres mais poderosas do regime norte-coreano, mas seu perfil público vem se destacando rapidamente, e ela foi apontada como uma possível sucessora.

A primeira declaração emitida em seu nome foi apenas em março, mas nas últimas semanas ela esteve na vanguarda das denúncias contra desertores de Pyongyang atuantes no país vizinho, que enviam panfletos através da fronteira.

Oficialmente, é apenas membro suplente do politburo do Comitê Central, mas numa declaração de fim de semana veiculada pela agência de notícias oficial KCNA, referiu-se a “meu poder autorizado pelo Líder Supremo, pelo nosso Partido e pelo Estado”.

Yo-Jong é companheira constante nas aparições do irmão, Kim Jong-un(via DW)

Analistas dizem que a irmã de Kim é a pessoa mais adequada para suceder seu irmão, caso algo aconteça com ele. Segundo observadores coreanos, ambos compartilham um vínculo forte, tendo passado algum tempo juntos na Suíça no final dos anos 90. “Kim Jong-un e Kim Yo-jong atravessaram muitas coisas juntos”, e seu relacionamento permaneceu próximo quando retornaram à Coreia do Norte, comenta Bong Youngshik, da Universidade Yonsei, em Seul.

CONFIDENTE DO DITADOR

Em outubro de 2017, Kim Jong-un tornou sua irmã membro suplente do politburo, substituindo a tia, Kim Kyong-hee, que fora figura influente quando o líder Kim Jong-il estava vivo.

Em janeiro do mesmo ano, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a Kim Yo-jong, então com 28 anos, junto com outras autoridades norte-coreanas, acusando-as de responsabilidade por “graves violações dos direitos humanos”.

Em entrevista à DW, Michael Madden, especialista em Coreia do Norte do portal 38 North, da Universidade Johns Hopkins, comentou que a irmã é uma das “confidentes mais próximas” do ditador norte-coreano. “Kim Yo-jong é a caçula dos sete filhos de Kim Jong-il, e a irmã mais nova de Kim Jong-un. Sua mãe, Ko Yong-hui, era membro do prestigiado grupo de músicos Mansudae Art Troupe e esposa de Kim Jong-il.”

“Kim Yo-jong recebeu aulas particulares em casa e, juntamente com Kim Jong-un, frequentou duas escolas perto de Berna, na Suíça, durante os anos 90 e início dos anos 2000. Mais tarde, estudou na Coreia do Norte e em seguida fez cursos na Europa Ocidental”, relatou Madden.

Kim Yo-jong foi vista pela primeira vez ao lado da secretária pessoal e suposta amante de seu pai, Kim Ok, na terceira Conferência do Partido dos Trabalhadores, em setembro de 2010. Em 2012, ela teria recebido o cargo de gerente de turnê de Kim Jong-un, sob a Comissão de Defesa Nacional.

Em outubro de 2014, supostamente assumiu funções do Estado pelo irmão enquanto ele se submetia a tratamento médico. Em novembro foi nomeada vice-diretora do Departamento de Propaganda e Agitação do partido no poder.

Yo-Jong estava presente também numa das últimas aparições públicas de seu irmão, em maio(via DW)

“Como uma das assessoras mais próximas de seu irmão, ela assumiu tarefas administrativas adicionais – recebendo relatórios, informando o irmão, encaminhando suas instruções, convocando altos funcionários”, conta Madden.

Em 2019, Kim Yo-jong foi vista ao lado do irmão em várias cúpulas, incluindo as reuniões deste com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o presidente dos EUA, Donald Trump. Após a fracassada cúpula no Vietnã entre Kim Jong-un e Trump, desapareceu da cena pública por alguns meses.

Analistas dizem que Kim Yo-jong também trabalha para melhorar a imagem internacional de Kim Jong-un. Ela é casada com Choe Song, filho de Choe Ryung-hae, um candidato potencial à liderança norte-coreana.

PREPARADA PARA UM FUTURO PAPEL?

Os críticos de Kim Yo-jong argumentam que ela é jovem e inexperiente demais para liderar a Coreia do Norte. Além disso, a sociedade norte-coreana é fortemente patriarcal, e não seria fácil uma mulher liderar o país. Para alguns analistas, no entanto, ela é provavelmente a melhor opção no cenário atual.

Antes de assumir o cargo em 2011, Kim Jong-un foi preparado por seu pai e pelo partido. A mídia norte-coreana também fez elogios contínuos ao jovem Kim, projetando-o como o próximo líder. Kim Yo-jong já desempenha papéis oficiais efetivamente, e a mídia local a mostra de um ângulo positivo.

Para Lee Seong-hyon, do Instituto Sejong, Kim Yo-jong já desfruta de “um status não oficial de número dois na Coreia do Norte”, graças a seu passado familiar.

MD/dw/afp/efe/dpa


Cortejo virtual do Arraial do Pavulagem sai neste domingo (21)

20 de junho de 2020 at 23:03

DOL

 Elcimar Neves/Divulgação

Saudade de seguir o Arraial do Pavulagem pelos domingos de junho em Belém, não é minha filha?

Para matar um pouco a saudade, os tradicionais cortejos juninos que colorem as ruas de Belém ocorrerão de forma virtual este ano, por causa da pandemia do coronavírus.

O primeiro já é neste domingo (21). Eles seguem pelos dias 21 e 28 de junho, 05 e 12 de julho, sempre às 10h, no Youtube.

A banda Arraial do Pavulagem apresenta algumas de suas músicas mais populares e convida outros artistas para integrarem essa programação virtual. Entre eles, Patrícia Bastos e Allan Carvalho, que participam deste primeiro domingo, 21.

Nessas quatro lives haverá variações temáticas. A cada tema, um repertório musical, convidados e participações especiais diferentes.

A primeira live (21/06), vai falar da brincadeira do boi na Amazônia, no Brasil, e a do Boi Pavulagem. E haverá a “Levantação do Mastro”.

Na segunda (28/06), o apoio à campanha “Marajó Vivo”, falando do arquipélago paraense e do encontro com outras cidades paraenses, dessa síntese das culturas amazônicas, que é uma característica do Pavulagem.

A terceira live (05/07) será em torno da campanha “Viva Mestres”, mostrando como os mestres influenciaram e ainda influenciam a construção do Pavulagem, sendo importante a nossa solidariedade com eles nesse momento de pandemia.

A última live (12/07) será sobre o “Brincante do Futuro”, abordando as novas gerações que são formadas dentro do Pavulagem. Encerrando, ainda, com a “Derrubada do Mastro”, que é o fechamento da quadra junina e a renovação do ciclo da cultura popular.

CAMPANHAS

A programação também será destinada a promover duas campanhas solidárias. A primeira destina-se a arrecadar fundos de apoio aos mestres de cultura popular, que ao longo das últimas décadas foram parceiros do Arraial do Pavulagem e atualmente encontram-se com dificuldade financeira. Para tanto, será aberta a Vakinha “Viva Mestres”, cujo QR-Code será disponibilizado durante as lives de domingo. 

E também será dado apoio à divulgação da Campanha “Marajó Vivo”, uma parceria entre o Museu Goeldi, o Museu do Marajó, a Prelazia do Marajó, a Diocese de Ponta de Pedras, a Irmandade do Glorioso São Sebastião, a Fundação pela Inclusão do Marajó, o Observatório de Direitos Humanos e Justiça Social do Marajó, vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA), e o Instituto Iacitata Amazônia Viva. Trata-se de uma rede de solidariedade para ajudar os mais vulneráveis no combate ao coronavírus. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato com os coordenadores da campanha pelos números: (91) 99989-6061, 98821-6263 e 99192-7741.

Um assassinato covarde sem nenhuma punição

20 de junho de 2020 at 22:09
Um assassinato covarde sem nenhuma punição

Um mal exemplo para a sociedade bragantina que continua à espera de justiça

Da Redação
Bragança Hoje Online

O assassinato do radialista Jairo Sousa, de 43 anos, em Bragança, no nordeste do Pará, completa 2 anos neste domingo, 21 de junho, com o processo de investigação ainda sem conclusão. No dia 21 de junho de 2018, por volta das 4h50min Jairo José de Sousa chegava ao trabalho para apresentar seu programa matinal “Show da Pérola”, que ia ao ar das 5h às 9h. Depois de trancar o portão do residencial onde funciona a rádio e subir alguns degraus, ele foi baleado por Dione de Sousa Almeida, com dois tiros que atingiram sua costa, como aponta o inquérito policial. Há 12 anos, ele usava colete à prova de balas por conta das ameaças recebidas ao longo de sua carreira em rádios e emissoras de televisão, naquela madrugada, estava sem o colete.
Em seu programa, Jairo fazia denúncias, como obras realizadas por empresas que pertencem a parentes de prefeitos, secretários e vereadores, falta de merenda escolar, editais com licitações supostamente fraudadas, além de ofertas de emprego feita por secretários a vereadores em troca de apoio político.
Jairo Sousa, que já havia trabalhado na Rádio Pérola FM, há duas décadas, voltou para o microfone daquela rádio oito meses antes de sua morte. Antes, trabalhou pelo menos 10 anos em Capanema, na Rádio Princesa, com o programa Patrulhão 106, programa diversas vezes premiado, bem como, Jairo Sousa.

A promotoria de Bragança, ofereceu denúncia contra 11 pessoas envolvidas no assassinato do radialista, entre elas, o vereador Cesar Monteiro (PL), acusado de ser o mandante do crime. Segundo os autos do inquérito, o crime foi encomendado a um grupo de extermínio e teria custado R$ 30 mil. O motivo seria a insatisfação de um grupo político diante das denúncias feitas diariamente pelo radialista. Uma possível “vaquinha” entre diversas pessoas teria sido feita para arrecadar o valor combinado com José Roberto Costa de Sousa, vulgo Calar, que é apontado de chefiar o grupo de pistolagem no nordeste do estado. O vereador Cesar Monteiro teria ficado como responsável pela negociação da morte.
Em novembro de 2018, cinco meses após o crime, cerca de 50 policiais participaram da “Operação Pérola”, o nome faz menção ao programa que Jairo apresentava, que prendeu diversos envolvidos no crime. Desde que César Monteiro foi preso, sua casa no km 7 da rodovia Dom Eliseu foi pinchada diversas vezes, a última vez trouxe a mensagem “aqui César Monteiro arquitetou a morte do Jairo Sousa” que foi apagada posteriormente.
O pedido de cassação do vereador vem sendo cobrado constantemente pela família e sociedade em geral, já que César Monteiro se encontra preso desde 8 de abril, após um período em que esteve foragido da justiça, que decretou sua prisão preventiva desde o mês de janeiro. Nesta última quinta-feira (18) uma grande expectativa se formou em volta da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Bragança, por poder cassar definitivamente o mandato de César Monteiro, mas uma falta coletiva dos legisladores municipais impossibilitou a possível deliberação favorável à cassação.
Familiares, amigos e admiradores do seu trabalho cobram justiça por sua morte covarde, além de manter viva a memória e todo o legado do radialista que deixou muitos filhos e amigos em todo lugar que passou.
FONTE: Bragança Hoje Online

FOLHA DE PAGAMENTO

20 de junho de 2020 at 21:52

Susana Vieira e Fernanda Montenegro estão na lista de demissão da Globo

DOL

Após novos cortes, colunista entregou cinco famosos na lista de demissão da emissora

Após novos cortes, colunista entregou cinco famosos na lista de demissão da emissora | Reprodução

O colunista Alessandro Lo-Bianco, do “A Tarde é Sua”, divulgou uma nova lista de famosos que serão demitidos da Rede Globo. Entre os nomes, aparecem Susana Vieira e Fernanda Montenegro.

Vale lembrar que na sexta-feira (19) foi divulgado que Camila Pitanga foi dispensada pela emissora. A atriz seguirá agira o novo modelo de contrato da empresa.

Agora, a Globo deve optar pagar o elenco por obra e não por contratos longos ou médios.

PEC que adia eleições pode ser aprovada pelo Senado até quarta, diz relator

20 de junho de 2020 at 20:22

Por Flávia Said

congresso em foco

O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) de adiamento das eleições de 2020, senador Weverton (PDT-MA), acredita que a votação da proposta irá enfrentar maiores resistências entre deputados do que entre senadores e prevê que a votação no Senado será acelerada, com aprovação até a próxima quarta-feira (24).

“O tema é polêmico e ainda estamos tentando construir não um consenso, mas a unidade possível. O Senado tem se mostrado uma casa muito madura e tem conseguido aprovar projetos com acordos que são históricos, unindo senadores de visões muito diferentes em torno de propostas que podem ajudar a sair da crise. Esperamos conseguir esse acordo novamente, já que o tema é tão sério”, disse o senador Weverton ao Congresso em Foco.

A votação no Senado, em dois turnos, está prevista para a próxima terça-feira (23). Devido à pandemia de covid-19, a análise pelas comissões será dispensada e a apreciação ocorrerá direto em Plenário, pelo sistema de deliberação remota. A aprovação de uma PEC exige votos de três quintos dos deputados (308) e dos senadores (49), em dois turnos de votação. Regimentalmente, é necessário um intervalo entre os dois turnos, mas os senadores podem quebrar esse interstício.

“Dando tudo certo na terça-feira a gente já quebra o interstício dela [PEC] e vota também o segundo turno na própria terça-feira, já mandando pra vocês [deputados] na quarta”, disse o relator ao deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), em uma live na noite de sexta.

Weverton acredita que a data de promulgação da emenda vai depender da Câmara, uma Casa com uma quantidade maior de parlamentares e onde não parece haver ainda um consenso em torno da matéria, segundo ele. “Mas é importante que seja logo, porque há muitos outros prazos eleitorais envolvidos, que precisam ser resolvidos.”

Entre os prazos mencionados, estão convenções partidárias, desincompatibilização de servidores e início da campanha, que são diretamente impactados pela data da eleição. Além disso, a logística que envolve uma eleição também precisa começar a ser organizada.

O senador enxerga a relatoria da proposta que adia o calendário eleitoral devido à pandemia de covid-19 como uma grande responsabilidade. “Nenhum de nós gostaria de estar discutindo esse adiamento agora. Mas os fatos se sobrepõem à vontade. Então vamos tentar fazer da melhor forma possível”, disse Weverton.

Data do pleito

A proposta sobre a qual o Senado irá se debruçar é a PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e outros senadores. O texto original adia as eleições por dois meses, de outubro para dezembro. Porém, ganharam força nas últimas semanas as datas de 15 de novembro para a realização do primeiro turno e 29 de novembro para o segundo.

“Acredito que a decisão sobre a melhor data para as eleições precisa levar em consideração os riscos sanitários envolvidos. Se os especialistas disserem que pode ser dia 15 [de novembro], colocarei dia 15 no meu relatório”, ponderou Weverton.

Os debates prosseguem na próxima segunda-feira (22), com uma sessão para ouvir especialistas na área de saúde, estatística, direito eleitoral, informática, combate à corrupção eleitoral, além de representantes de partidos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, também deverá estar presente. “Só pretendo fechar meu relatório depois de ouvir todo esse pessoal”, disse Weverton.

O TSE estuda algumas medidas para garantir a segurança do pleito, como a ampliação do horário de votação, a definição de horário preferencial para pessoas do grupo de risco e a distribuição de urnas em um número maior de locais de votação, para não haver aglomeração. Alguns senadores já sugeriram também fazer a eleição em dois ou três dias, mas os técnicos do TSE dizem ser inviável, pois comprometeria a segurança das urnas.

Prorrogação de mandatos

A tese de prolongamento dos mandatos é minoritária dentro do Congresso, mas foi defendida esta semana pelo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO). Para Gomes, restrições e demais medidas de segurança podem gerar preconceitos e condições desiguais de disputa.

“Nem sempre garantir a renovação dos mandatos nessas circunstâncias vai significar respeito à democracia e as condições iguais de disputa”, avaliou o líder.

“Estou dizendo que é impossível? Não. Se chegarmos a novembro e o país se encontrar em um momento péssimo da pandemia, poderemos discutir essa saída”, disse ele. “Mas esperamos que não se chegue a esse ponto, tanto porque seria por estarmos em profunda crise sanitária, como porque teríamos que abrir uma exceção, o que nunca é saudável em termos de constitucionalidade”, complementou.

Ministro de Bolsonaro, Rogério Marinho deixa PSDB

20 de junho de 2020 at 19:26

Afirma ser ‘1 novo momento’

Desligamento foi amistoso

Rogério Marinho em sua posse como ministro do Desenvolvimento Regional. Antes, era secretário especial no ministério da Economia, onde auxiliou a articular a reforma previdenciária

PODER360
20.jun.2020 (sábado) – 18h27

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, compartilhou neste sábado (20.jun.2020) uma nota anunciando seu desligamento do PSDB. Ele afirmou que as funções no governo Bolsonaro o levaram a 1 afastamento da sigla e que, por isso, deixou o partido.

Eis a íntegra do que disse o ministro:

“O fato de me encontrar desde fevereiro de 2019 investido no cargo de secretário especial e depois como ministro do Governo Federal me levou a um afastamento da vida orgânica do PSDB. Por essa razão, me desfilei do partido.

Agradeço o apoio que sempre tive e desejo boa sorte a seus integrantes.

Entendo que esse é um novo momento na política nacional, me sinto honrado pela missão confiada a mim pelo presidente Jair Bolsonaro: o ataque às desigualdades regionais e a diminuição do déficit de infraestrutura e mobilidade do nosso país. Essas são nossas prioridades!

Rogério Marinho”.

De acordo com reportagem da CNN Brasil, o desligamento se deu há alguns dias, de forma discreta. Ezequiel Ferreira, presidente da sigla no Rio Grande do Norte, afirmou que o desligamento foi “consensual” e desejou sucesso ao colega. Marinho é ex-deputado pelo Estado.

Leia a íntegra da nota divulgada por Ferreira, também neste sábado (20.jun):

O amigo e ex-deputado Rogério Marinho solicitou afastamento dos quadros do PSDB/RN, em razão de estar ocupando o cargo de Ministro de Estado do Desenvolvimento Regional.

Esse pedido de desligamento da vida orgânica do nosso partido, apesar de lamentado por todos nós que fazemos o PSDB/RN foi absolutamente consensual e plenamente compreendido, em razão do momento político nacional.

Ao ministro Rogério Marinho desejamos êxito na relevante missão que desempenha, certos de que a sua presença no mais alto escalão do Governo Federal, além de fazer brilhar o nosso orgulho potiguar, oportuniza consequências positivas para o Rio Grande do Norte.

É uma honra para o nosso Estado ter Rogério Marinho ministro do Desenvolvimento Regional, cargo onde mantém o seu obstinado trabalho pelo desenvolvimento econômico e social da nossa terra e um forte elo de amizade com todos nós, que sempre lutamos por dias melhores para o Rio Grande do Norte.

Ezequiel Ferreira de Souza
Presidente do PSDB/RN”.

Marinho teria sido convidado a ingressar no PL, segundo o blog de Heitor Gregório da Tribuna do Norte.

MARINHO NO GOVERNO

O ex-deputado foi bem-sucedido ao articular a aprovação da reforma da Previdência em 2019. Era secretário especial do Trabalho de Previdência no Ministério da Economia.

Em fevereiro deste ano, Rogério Marinho foi alçado a ministro do Desenvolvimento Regional, substituindo Gustavo Canuto. A pasta gastou R$ 16,2 bilhões no ano passado.

Entrave para comprar testes de Covid-19 afasta Brasil de meta

20 de junho de 2020 at 18:51

Estadão Conteúdo

Covid-19, testes, coronavírus

Imagem de teste para detecção de Covid-19 em São Paulo

Imagem de teste para detecção de Covid-19 em São Paulo

Foto: Adailton Damasceno – 26.mai.2020/Estadão Conteúdo

Anunciada no dia 20 de abril, a compra emergencial de 12 milhões de testes rápidos da Covid-19 está travada no Ministério da Saúde. O processo não tem data para ser concluído e, segundo apurou o Estadão, pode até ser cancelado por questionamentos sobre possíveis irregularidades. Se confirmada a desistência, a promessa de realizar 46,2 milhões de exames de diagnóstico no Brasil ficará ainda mais longe. Mesmo após quase dois meses sem conseguir avançar, a meta continua sendo celebrada por canais oficiais da gestão Jair Bolsonaro nas redes sociais.

O processo de aquisição de 12 milhões de testes rápidos teve reviravoltas. No fim de maio, o laboratório Abbott passou a ser o favorito para levar o certame após conseguir o registro de seu produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sem licitação, sob argumento de ser “emergencial”, a compra levanta desconfiança dentro do Ministério da Saúde.

Leia também:
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Alguns gestores chegaram a pedir a sua anulação, ainda durante a gestão de Nelson Teich, que deixou a pasta no mês passado. Uma das razões seria a entrega de dados da compra para pessoas que acompanham a disputa. Outra seria a limitação dos testes rápidos que têm baixa sensibilidade se aplicados nos primeiros dias de sintomas.

O exame de diagnóstico da Covid-19 em larga escala é um dos pilares da estratégia do governo para enfrentar a pandemia, mas o Brasil testa pouco, quando comparado a outros países. O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito a interlocutores que para vencer a “guerra” contra a doença o “mais importante” é melhorar a triagem de pacientes e medicá-los o quanto antes, até mesmo com a cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada.

O governo federal discute com Estados e municípios ampliar o uso de exames de imagem ou clínico-epidemiológicos para o diagnóstico do novo coronavírus. Na leitura de gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), a medida evitaria ficar refém da disponibilidade de testes, mas infectologistas alertam que o ideal é o exame laboratorial.

A promessa do governo é distribuir 22 milhões de testes do tipo rápido, sendo 10 milhões doados de empresas e 12 milhões comprados. Cerca de 7,52 milhões já foram entregues a Estados e municípios. O exame rápido detecta anticorpos para a Covid-19, indicando que a pessoa já foi infectada, e deve ser aplicado após o sétimo dia de sintomas. Caso contrário, a chance de falso negativo é alta.

Para atingir 46,2 milhões de exames, o ministério promete distribuir também 24,2 milhões de testes do tipo RT-PCR, que detecta a presença do vírus. Tido como de “padrão ouro” para diagnósticos, o equipamento é aplicado nos primeiros dias de sintomas de pacientes.

Após quase quatro meses desde a confirmação do primeiro infectado pelo coronavírus no Brasil, o governo entregou cerca de 3 79 milhões de exames desse tipo, ou seja, pouco mais de 15% do prometido. Mesmo sem nem sequer ter se aproximado dos 46,2 milhões prometidos, um dos perfis oficiais da gestão Bolsonaro nas redes sociais, a @SecomVC, destacou “Mais 46,2 milhões de testes” entre as ações do governo contra a Covid-19, em publicação feita no Twitter em 13 de junho.

O próprio Bolsonaro, quando cobrado sobre avanço do novo coronavírus nos Estados, tem dito que já fez a sua parte. Ele atribui a gestores locais a culpa pelo aumento de casos. “Já ajudamos com dinheiro” disse o presidente na última segunda-feira a uma apoiadora que afirmava que Roraima “precisa de ajuda”.

Testagem baixa

O ministério lançou o programa Diagnosticar para Cuidar, em 6 de maio, com a promessa de realizar teste de diagnóstico em larga escala, com exame RT-PCR, e pesquisa epidemiológica, com uso do produto “rápido.”

Mas, até 4 de junho, a rede pública havia feito apenas cerca de 555 mil exames. A estimativa total de testes realizados no País é imprecisa, pois sistemas de unidades privadas e públicas de saúde não dialogam. Técnicos do ministério apontam que cerca de 1,7 milhão de exames já foram aplicados. Conforme revelou o Estadão, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já alertou o Palácio do Planalto sobre o baixo número de testes.

Ator revela que fez sexo a três com Caetano Veloso e ex-mulher do cantor

20 de junho de 2020 at 18:07

Ciro Barcelos afirmou que tinha caso com Andréa Gadelha e que certa vez Caetano quis participar. “Fizemos um amor lindo”, disse

Ciro Barcelos, Caetano Veloso e Dedé Gadelha

RANYELLE ANDRADEranyelle.andrade@metropoles.com

O ator Ciro Barcelos, conhecido por ter feito parte do grupo Dzi Croquettes, revelou ter participado de um ménage à trois com Caetano Veloso e sua ex-mulher, Andréa Gadelha.

Ele contou como tudo aconteceu em um bate-papo com a também atriz Maria Zilda Bethlem, por live, na última sexta-feira (19/06).

Ciro Barcelos e gal CostaReprodução

Caetano Veloso e Dedé

Caetano e DedéReprodução

“Eu e Dedé tínhamos um certo caso. Ela casadíssima com Caetano, que era meu ídolo. Uma vez num verão na Bahia, na casa deles, que ficava com as as portas sempre abertas, eu cheguei com ela e estava Caetano sentado com um violão. A gente ficou ali um pouquinho, cantou uma música e logo ela me pegou pela mão e subimos para o quarto. Caetano passado, com aquele olhar de leonino dele. Depois de um tempo, claro, ele chegou junto e fizemos um amor lindo”, entrega Ciro, hoje com 66 anos.

Ele também contou que manteve um relacionamento com a atriz Wilma Dias, ao mesmo tempo em que ela namorava Gal Costa. Ciro também era comprometido com o bailarino Lennie Dale.

“Aquele prédio no Vidigal, o Tambá, era onde morava todo mundo. Era um surubão. A gente saía da praia com as surubas escaladas… Eu e Lennie vivíamos juntos, mas eu era apaixonado pela Wilma, que era namorada da Gal na época. A gente namorava escondido dela, que era muito ciumenta… Éramos uma geração gostosa e livre”, contou.

SUPERFATURAMENTO

20 de junho de 2020 at 17:27

Zenaldo comprou, em Ananindeua, os respiradores mais caros do Brasil

Ana Célia Pinheiro/Diário do Pará

Arquivo/Ag. Belém

É, provavelmente, o preço mais caro já pago no Brasil por respiradores artificiais, para atender os pacientes da Covid-19: nada menos que R$ 260 mil. E quem pagou foi o prefeito de Belém, o tucano Zenaldo Coutinho, que adquiriu esses equipamentos sem licitação e sem contrato, em uma transação repleta de indícios de irregularidades.

Os respiradores de Zenaldo chegaram a custar mais que o dobro de equipamentos semelhantes, comprados na mesma época, por outras prefeituras e governos. E mais: foram adquiridos de uma empresa que nasceu como uma cafeteria e doceria, mas que hoje faz de tudo um pouco, incluindo a confecção de roupas, impressão de materiais publicitários, limpeza de casas, serviços de engenharia e até “atividades de psicanálise”.

Segundo o Portal da Transparência, esses respiradores foram comprados pela Prefeitura de Belém no último mês de março. Mas as notas de empenho (de números 5754/2020, 5755/2020 e 5756/2020) nada dizem sobre as características deles, os recursos que possuem. A única informação é que são da marca Mindray, uma das maiores fabricantes mundiais de produtos médicos.

Mas, apesar da falta de detalhes dificultar comparações, o DIÁRIO conseguiu localizar, na internet, um respirador Mindray, para uso pediátrico e adulto. Ele foi comprado, também em março, antes da pandemia se alastrar, para atender pacientes da Covid-19, pela Prefeitura do município de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Valor da compra: R$ 98 mil. Ou bem menos que a metade dos R$ 260 mil pagos por Zenaldo (veja mais na pg ao lado).

Os ventiladores pulmonares do prefeito de Belém também custaram mais que o dobro dos R$ 126 mil que o Governo do Pará pagou, por ventilador pulmonar, em abril, à empresa SKN do Brasil, antes que o negócio fosse desfeito. Também em abril, o Consórcio dos estados do Nordeste assinou um contrato para comprar ventiladores ao preço médio de R$ 162,3 mil cada, ou quase R$ 100 mil a menos do que pagou Zenaldo.

E olhe que esses equipamentos, no caso do Pará e do Consórcio do Nordeste, seriam trazidos da distante China, um país situado no Leste da Ásia, exigindo, portanto, transporte aéreo, entre outros custos. Já os ventiladores de Zenaldo teriam sido comprados no Brasil, ou até mesmo no Pará. O contrato nordestino previa a compra de 300 ventiladores por R$ 48,7 milhões. O do Pará, R$50,4 milhões, para 400 desses equipamentos.

Reprodução

Especialistas alertam para impactos de pagamento pelo WhatsApp

20 de junho de 2020 at 16:57

O novo serviço pode facilitar atividades como compras online

Agência Brasil

WhatsApp

Publicado em 20/06/2020 – 09:40 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

O Whatsapp anunciou que passará a permitir transações financeiras entre os usuários, utilizando a plataforma de finança digital da empresa controladora do app, o serviço Facebook pay. O serviço, com grande potencial de se tornar popular em um país com mais de 130 milhões de usuários do app, traz impactos e cuidados, segundo especialistas e pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil.

Na avaliação da especialista em direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Oms, o novo serviço pode facilitar atividades como compras online, pagamentos e transferência de recursos para muitas pessoas. Mas a novidade também pode provocar prejuízos aos consumidores.

“O Facebook, embora seja uma rede social, tem seu negócio centrado na publicidade. Lucra a partir da exploração dos dados de seus usuários, que são utilizados para permitir envio de publicidades direcionadas aos consumidores. Esta nova funcionalidade permite ao Facebook adentrar em um novo meio de informações, ou seja, saber com quem você realiza transações financeiras, o que você compra, com qual frequência etc. Tudo isso pode ser integrado às demais informações que o Facebook possui sobre cada consumidor”, analisa a especialista do Idec.

“Isso é preocupante”, continua Juliana Oms, “se considerado que o Facebook tem um histórico de uso abusivo e vazamento de dados dos usuários. Por isso é importante tomar cuidado quanto à segurança das informações. O controle de uma grande base de dados reforça também, completa a representante do Idec, o domínio de mercado da empresa, dificultando a entrada de novos competidores”.

Mercado

O professor de sociologia econômica da Universidade Federal do Ceará e autor de livros sobre finanças digitalizadas, Edemilson Paraná prevê um impacto no mercado de carteiras digitais brasileiro, que já conta com serviços semelhantes de grandes empresas de tecnologia, como o Samsung Pay, Apple Pay e Google Pay.

“Certamente, devido a sua dimensão, escala e capilaridade há um potencial para causar um enorme impacto nesse mercado, reconfigurando-o por completo. A enorme base de usuários previamente cadastrados e utilizando ativamente a plataforma dá, sem dúvida alguma, uma posição privilegiada e desigual ao Facebook na concorrência com outros serviços de pagamento digital”, disse.

A capacidade de integração dos serviços informacionais e agora financeiros do Facebook e de suas aplicações, acrescenta Paraná, abre novas possibilidades à empresa “para a customização na divulgação e venda de produtos, tornando esse um espaço em que estar de fora – tanto para consumidores, mas sobretudo para as empresas – será cada vez mais difícil e custoso”.

Segurança

Em termos de segurança, o Whatsapp tem se tornado foco de golpes que clonam o app do usuário para pedir dinheiro a amigos. Com a possibilidade de fazer transações, esse tipo de procedimento abre espaço para acesso indevido aos recursos movimentados pela pessoa pelo aplicativo. Por isso, cuidados com a segurança envolvendo seus smartphones e programas são fundamentais, como a Agência Brasil mostrou na reportagem Covid-19: uso maior da internet requer mais cuidado com segurança, publicado em 27 de março deste ano.

Edição: Aécio Amado