REUNIÃO

23 de junho de 2022 at 15:52

Brics: Bolsonaro comete gafe e chama presidente de raposa

O presidente brasileiro se equivocou na pronuncia do nome do colega da África do Sul. Encontro foi marcado ainda por ataques da Rússia e a China ao ocidente

 quinta-feira, 23/06/2022, 13:56 – Atualizado em 23/06/2022, 13:52 –  Autor: FOLHAPRESS/DOL


Grupo reúne cinco das maiores economias emergentes do mundo

 Grupo reúne cinco das maiores economias emergentes do mundo | Agência Brasil

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Com discursos de no máximo 5 minutos, a cúpula virtual de líderes do Brics nesta quinta-feira (23) foi marcada por novas críticas das aliadas Rússia e China ao Ocidente, reclamações da África do Sul sobre a falta de solidariedade da comunidade internacional com a África e pedidos de reformas de organismos multilaterais.

Vladimir Putin, que há quatro meses ordenou a invasão militar da vizinha Ucrânia, disse que os países-membros do bloco têm uma oportunidade-chave de estreitar laços para buscar saídas ao que chamou de “ações egoístas e individuais” de Estados –referência a potências do Ocidente que têm sancionado Moscou.

A fala encontrou eco nas palavras do líder chinês, Xi Jinping. Ele disse que cabe ao Brics, entre outras tarefas, opor-se a sanções unilaterais e abusos. “Rejeitar os pequenos círculos construídos em torno do hegemonismo e praticar o verdadeiro multilateralismo”, seguiu Xi, segundo informações da agência estatal de notícias Xinhua.

O texto da declaração final da cúpula, publicado no site do Kremlin, diz que o Brics apoia as negociações entre Moscou e Kiev, hoje paralisadas, e se compromete a respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados –a despeito de o governo russo ter invadido o território ucraniano e ocupado diferentes porções, especialmente a leste.

Ainda que trave uma Guerra Fria 2.0 contra os EUA, à qual Moscou também se somou, Xi exortou os aliados do Brics a rejeitarem a “mentalidade de Guerra Fria” e o “confronto em bloco”. “Os países do Brics encamparam o espírito da cooperação ganha-ganha”, disse ele.

O sul-africano Cyril Ramaphosa, por sua vez, focou o discurso na pandemia de Covid. País onde a variante ômicron foi sequenciada, a África do Sul já havia reclamado da resposta internacional, e o tema voltou no discurso do presidente: “É motivo de grande preocupação que o resto da comunidade global não tenha sustentado princípios de solidariedade e cooperação no acesso equitativo a vacinas.”

Ramaphosa também defendeu saídas pacíficas para conflitos, em referência indireta à Guerra da Ucrânia, e capitaneou o pedido pela democratização dos fóruns de tomada de decisão na ONU, com a maior inclusão dos emergentes. “Para que as instituições multilaterais possam enfrentar de forma efetiva os desafios globais”, justificou.

Na mesma linha, o brasileiro Jair Bolsonaro pediu a reforma de organizações internacionais –nomeadamente o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU. “O peso crescente das economias emergentes deve ter a devida e merecida representação”, afirmou.

Das nações que compõem o Brics, apenas a África do Sul está de fora do Conselho de Segurança. Rússia e China são membros permanentes do colegiado. Já Índia e Brasil estão entre os membros rotativos.

Bolsonaro, que não tem atuado na diplomacia da guerra, também não mencionou o conflito do Leste Europeu. Mas, em passagem rápida relacionada ao tema, disse que as nações deveriam priorizar o “exercício diplomático que produza prosperidade e paz”. Ele, que esteve com Putin numa controversa visita à Rússia em fevereiro, agradeceu ao líder russo pela receptividade.

Ao líder brasileiro também restou uma gafe na cúpula. Por duas vezes, ele errou a pronúncia do sobrenome do sul-africano Cyril Ramaphosa. Em vez de “Ramaphosa”, Bolsonaro disse “raposa”.

Ainda no texto da declaração final publicado pelo governo russo, os países-membros se dizem comprometidos com a promoção da democracia, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

As cinco nações -especialmente China, Rússia e Índia-, no entanto, são alvo de críticas da comunidade internacional por violações constantes de direitos humanos e supressão de liberdades políticas, levando a ambientes de asfixiamento da democracia, como em Pequim, ou de ampla deterioração do sistema, como nos demais casos.

‘Precisamos conversar’, diz Bolsonaro a Alexandre de Moraes durante jantar

23 de junho de 2022 at 14:04
TOPO

Por Valdo Cruz

Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos

23/06/2022 10h30  Atualizado há 3 horas


Bolsonaro e Moraes — Foto: Montagem/g1

Bolsonaro e Moraes — Foto: Montagem/g1Na saída de um jantar em homenagem ao ministro Gilmar Mendes, o presidente Jair Bolsonaro disse ao ministro Alexandre de Moraes, que virou alvo frequente de ataques do presidente da República, que os dois precisam conversar.

“Precisamos conversar”, disse Bolsonaro a Moraes numa conversa reservada que eles tiveram na saída do evento.

Segundo presentes ao jantar, na residência oficial da Câmara dos Deputados, Bolsonaro e Moraes se encontraram em dois momentos. Na chegada, quando o presidente cumprimentou o ministro do STF. E na saída, quando eles tiveram uma conversa apenas entre os dois num canto reservado na saída da casa.

A conversa apenas entre os dois teria durado dois minutos. Bolsonaro procurou distensionar o ambiente dizendo que as divergências entre os dois é que ele, em São Paulo, é palmeirense, e Alexandre de Moraes é corintiano. Na despedida, Bolsonaro disse que os dois precisam conversar.

Bolsonaro já fez movimentos para se aproximar de Alexandre de Moraes no ano passado, após fazer duros ataques ao ministro durante manifestação em São Paulo e dizer que não iria mais cumprir decisões dele.

–:–/-Valdo Cruz: Estratégia de Bolsonaro é dizer que é perseguido pelo STF

Diante da repercussão negativa, por intermediação do ex-presidente Michel Temer, os dois conversaram e Bolsonaro divulgou uma nota recuando nos seus ataques.

Só que, neste ano, o presidente voltou aos ataques contra Alexandre de Moraes e outros ministros do STF, como Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, depois de decisões que contrariaram o Palácio do Planalto.

Segundo interlocutores de Alexandre de Moraes, não é a primeira vez que Bolsonaro disse a ele que precisam conversar. Porém, o diálogo, dizem, nunca aconteceu.

O jantar em homenagem a Gilmar Mendes, pelos vinte anos no Supremo Tribunal Federal (STF), foi organizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Durante o evento, Bolsonaro não quis fazer pronunciamento. Na sua fala, Gilmar Mendes defendeu a necessidade de “diálogo” na política e que o Brasil precisa valorizar a “política” para fortalecer a sua democracia.

Lira reúne Alexandre de Moraes, Bolsonaro e petistas em jantar para homenagear Gilmar Mendes

23 de junho de 2022 at 09:21

Por Andréia Sadi

Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)

Entre os deputados de oposição, estavam Odair Cunha (PT-MG), o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, e Orlando Silva (PCdoB-SP).

23/06/2022 08h55  Atualizado há 22 minutos


O presidente da Câmara dos DeputadosArthur Lira (PP-AL) realizou um jantar na residência oficial na noite de quarta-feira (22) e promoveu um encontro raro entre integrantes dos três Poderes que são adversários políticos, reunindo deputados petistas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A motivação do encontro foi uma homenagem do presidente da Casa aos 20 anos de Gilmar Mendes no STF.

Relator de inquéritos com Bolsonaro, seus filhos e aliados como réus, Moraes é um dos principais alvos de ataque do presidente. Em setembro do ano passado, chegou a afirmar que não obedeceria mais ordens de Moraes.

O último encontro dos dois foi em maio, durante cerimônia de posse de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Ambos se cumprimentram no momento em que Bolsonaro foi chamado pelo presidente do TST, Emmanoel Pereira, para condecorar os ministros que tomavam posse.

Presidente Jair Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes se cumprimentam durante cerimônia no TST — Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo

Presidente Jair Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes se cumprimentam durante cerimônia no TST — Foto: Mateus Bonomi/Agif – Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo

Entre os deputados de oposição, estavam Odair Cunha (PT-MG), o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Também prestigiaram o jantar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça).

JUSTIÇA

23 de junho de 2022 at 08:44

Supermercado Mateus é condenado por barulho

Mix Mateus recebeu multa por incomodar vizinhança em Capanema

 quinta-feira, 23/06/2022, 08:24 – Atualizado em 23/06/2022, 08:20 –  Autor: DOL


Mix Mateus recebeu multa por incomodar vizinhança em Capanema

 Mix Mateus recebeu multa por incomodar vizinhança em Capanema | (Divulgação)

Em decisão judicial que atende a pedido do Ministério Público do Estado do Pará, através da promotora de Justiça titular da 1ª PJ de Capanema, Ely Soraya Silva Cezar, em Ação Civil Pública (ACP) contra a empresa Mateus Supermercados S/A (Supermercado Mix Mateus/Mix Atacarejo), pela poluição sonora que incomoda a vizinhança, o juiz de Direito Alan Meireles determinou que a empresa, em veiculação de propaganda fora de seu estabelecimento, obedeça os limites de ruídos permitidos pela legislação ambiental em vigor.

Assim como, suspendeu qualquer licença para utilização de equipamentos sonoros nas dependências do estabelecimento. A empresa tem o prazo de 48 horas para cumprir a ordem judicial, com pena de multa diária de R$ 10 mil.

Em fevereiro, a promotoria realizou reunião virtual com as partes envolvidas, na qual os moradores fizeram queixas sobre os equipamentos sonoros, alegaram também que o estabelecimento realiza propaganda com emprego de fogos de artifícios, dentre os quais bombas causando sustos na vizinhança e em animais.

Os moradores chegaram a fazer abaixo-assinado solicitando a redução dos ruídos. Nesta reunião, a promotora recomendou que o estabelecimento reclamado se abstivesse de fazer uso abusivo de sonoridade, assim como fogos de artifícios, prezando sempre pelo bom senso, utilizando som apenas em volume ambiente, o que não foi cumprido.

Contrariamente, a empresa ampliou a conduta abusiva, anunciando a realização de festas juninas. Desse modo, a justiça deferiu parcialmente os pedidos liminares, de tutela de urgência, feitos pelo MPPA, determinando que a empresa se abstenha de realizar eventos festivos em suas dependências, de utilizar equipamentos sonoros, fixos ou volantes, enquanto não providenciar isolamento acústico, entre outras determinações.

Governo e Congresso têm piorado o cenário para 2023

23 de junho de 2022 at 05:09

Cada vez que o governo lança alguma solução para os combustíveis, o real perde mais valor e a inflação pode subir ainda maisPresidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)Presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)Divulgação

Sergio Vale

23/06/2022 às 04:30 CNN

O que já estava muito mal desenhado só está piorando. As recentes investidas do governo e do Congresso em torno dos preços dos combustíveis conseguiram causar ainda mais espanto. A ideia de mexer nas regras de governança das estatais para permitir que se consiga alterar os preços da gasolina e do diesel deveria ser expressamente barrada pelos ministérios da Economia e das Minas e Energia.

A pouca institucionalidade que se conseguiu no mercado de petróleo corre o risco de ser desfeita e, o que é pior, ainda ser bem-vista por um eventual futuro governo petista.

Não à toa, a taxa de câmbio voltou a ficar pressionada e próxima de R$ 5,2 nos últimos dias, o que nos remete à ideia de que há um descompasso muito grande entre o que os fundamentos sugerem para a taxa de câmbio e o que os riscos políticos e fiscais de fato sinalizam para a taxa.

Com efeito, modelos econométricos mostram que a taxa de câmbio de equilíbrio, aquela coerente com os fundamentos de juros da economia, por exemplo, deveria estar em R$ 3,8, bem distante dos quase R$ 5,2 de hoje.

O problema é de tal ordem que a diferença entre o câmbio de equilíbrio e o de mercado é semelhante ao que se viu na época do governo Dilma.

Por trás disso, há o enorme risco fiscal criado naquele momento em torno da continuidade do governo dela, risco esse que se mantém presente quando se vê um governo que deveria ter mais responsabilidade fiscal jogar contra o equilíbrio fiscal desejado para os próximos anos.

Boa parte dessa diferença no câmbio poderia diminuir se houvesse compromisso do atual e do próximo governo com um equilíbrio fiscal efetivo, o que não parece ser o caso.

De fato, a expectativa de inflação começa a subir mais para 2023 por conta dos riscos de diminuição das desonerações feitas este ano. O IPCA já começa a ser visto na casa dos 5% a 6% para o ano que vem, cada vez mais distante da meta de inflação. E, com isso, a Selic terá que subir mais, para pelo menos 13,75%, e o crescimento ano que vem está cada vez mais comprometido, com projeções que indicam recessão ficando mais frequentes.

A essa altura, o desespero do governo em tentar entregar algum resultado para a população tem levado a essas tentativas agressivas, como na questão de desmontar a governança das estatais.

A ideia mais recente de voucher para os caminhoneiros entra na conta eleitoral, pois não são apenas eles que sofrem com a alta dos combustíveis obviamente, mas são os mais vocais contra o governo. De qualquer maneira, um voucher mais geral poderia ser uma solução se não tivessem sido feitas as mudanças no ICMS, como já discutido aqui em colunas anteriores.

As consequências do que tem sido feito devem afetar o próprio governo, pois não mudarão a inflação, pelo contrário, tendem a piorar a mesma. Cada vez que o governo lança alguma solução para os combustíveis, a taxa de câmbio deprecia mais, o real perde mais valor e a inflação pode subir ainda mais.

Politicamente, o governo tem trabalhado arduamente para facilitar a vida da oposição nas eleições deste ano, ao mesmo tempo que vai dificultar a nossa com a herança maldita que está sendo construída este ano. Não adiantam medidas positivas como a privatização da Eletrobras se muito do equilíbrio macro poderá ser perdido por conta do que tem sido feito.

Como temos falado neste espaço, 2023 será um ano particularmente difícil com uma polarização política ainda instalada e uma política econômica sem sinais positivos, como vimos na proposta de governo recém-lançada do PT.

Pessimismo toma conta de bolsonaristas com possível derrota

22 de junho de 2022 at 20:42

Em público, discurso ainda é de certo otimismo, mas muitos acham situação perto do irreversível; maior desafio é não perder no 1º turno

Das últimas 6 pesquisas eleitorais, 5 mostram a possibilidade de Lula vencer já em 2 de outubro; na foto, o presidente Jair Bolsonaro

MARIANA HAUBERT

PODER360

O cenário de possível vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no 1º turno das eleições presidenciais deste ano deflagrou uma onda de pessimismo entre aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL). A esperança alardeada no início do ano deu lugar à preocupação de levar a disputa para o 2º turno. 

No Palácio do Planalto usa-se uma metáfora: a candidatura à reeleição de Bolsonaro é um barco à deriva e é preciso encontrar uma ilha para ancorar. A ilha, neste caso, é justamente chegar ao 2º turno. Aliados do presidente consideram que, neste caso, a disputa volta a um patamar razoável de igualdade e o cenário pode se alterar a favor do atual chefe do Executivo.

Como mostrou o Poder360, das últimas 6 pesquisas eleitorais, 5 mostram a possibilidade de Lula vencer já em 2 de outubro. Em 2 estudos – Quaest e Datafolha – Lula vence fora da margem de erro já no 1º turno. 

Outros 3 – XP/Ipespe, FSB e PoderData – indicam empate técnico entre as intenções de voto de Lula com a soma dos percentuais dos demais pré-candidatos, dentro da margem de erro. No Paraná Pesquisas, a distância é maior e haveria 2º turno.

A conjuntura econômica não está favorável a Bolsonaro neste momento. Na avaliação de aliados, faltou sensibilidade ao governo, que demorou a tomar medidas para mitigar o impacto da inflação entre os eleitores mais pobres. De acordo com pesquisa Poder Data, realizada de 19 a 21 de junho de 2022, 47% dos eleitores que têm renda familiar de até 2 salários mínimos votam em Lula.  

Essa faixa do eleitorado (renda familiar de até 2 salários mínimos) é vital para quem deseja ter sucesso numa disputa presidencial. Hoje, 46% dos eleitores está nessa faixa dos mais pobres.

A pesquisa Poder Data mostrou que Lula tem 45% das intenções de voto entre os eleitores que declaram ter recebido alguma parcela no último mês do Auxílio Brasil, programa criado por Bolsonaro para substituir o Bolsa Família. Já Bolsonaro, tem o apoio de 28% dos beneficiários. 

Houve um aumento do número de brasileiros que hoje usam lenha para cozinhar, como mostrou o quadro de uma reportagem do Poder360 em 11 de junho de 2022.

O governo agora pretende aumentar a frequência com que paga o chamado vale-gás. Atualmente, o auxílio é de R$ 53 a cada 2 meses. O governo avalia pagar o benefício todos os meses ou dobrar o valor da parcela bimestral. Cerca 5,68 milhões de famílias são beneficiárias do vale-gás. Mas há um problema:

o valor de R$ 53 não banca nem metade do preço do botijão de gás.

Está também em estudo oferecer um auxílio a cerca de 900 mil caminhoneiros para mitigar o impacto do aumento dos preços do combustível. Outras categorias, como taxistas e motoristas de aplicativos também podem acabar sendo incluídos na proposta, o que pressionaria ainda mais as contas que a Economia faz para bancar o benefício. 

Nos últimos meses, Bolsonaro permitiu a renegociação de dívidas do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e liberou o saque extraordinário de R$ 1.000 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Tudo em nome de tentar melhorar a situação econômica para os mais pobres. Nada teve o efeito desejado até o momento.

Há um entendimento no entorno do chefe do Executivo de que os resultados demorarão para chegar às pessoas que mais necessitam. As medidas podem não fazer efeito a tempo de reverter votos antes da realização do 1º turno.  

Outro fator que preocupa o atual presidente é a memória que o eleitor tem dos anos de governo Lula. A campanha do petista está explorando exatamente os programas de combate à fome e à extrema pobreza desenvolvidos pelo petista enquanto esteve no comando do Palácio do Planalto (2003-2010). 

Políticos experientes avaliam que, se não houver indicações claras até o fim de junho de que a economia vai melhorar, o cenário eleitoral para o presidente pode indicar sua derrota. 

Mesmo nesse cenário negativo para o Planalto, congressistas da base aliada ao Planalto preferiram fazer campanha nas festas de São João, festejo mais popular do Nordeste e comemorado em 24 de junho. 

A PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Combustíveis, por exemplo, ficou para ser analisada só na semana que vem no Senado. Na Câmara, o compasso é de espera pelos projetos do governo, mas, ainda assim, as próximas negociações também só devem avançar na próxima semana.

DISCURSO ABALADO.

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta 4ª feira (22.jun), é ainda outro fator que joga água na candidatura de Bolsonaro. O episódio enfraquece o discurso anticorrupção que alavancou a campanha bolsonarista vitoriosa de 2018. 

Quando Ribeiro foi afastado depois da revelação que operadores sem cargo no governo e com ligações religiosas com o então ministro negociavam liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) a troco de propina, Bolsonaro disse que era uma saída “temporária”. 

Disse também que botaria “a cara no fogo” em defesa do pastor. Agora, o discurso do chefe do Executivo começou a se adaptar, ainda que não inteiramente. Bolsonaro já disse que Ribeiro é quem “responde pelos atos”. 

Pastor investigado depositou R$ 50 mil a Ribeiro, dizem aliados

22 de junho de 2022 at 18:29

Ex-ministro da Educação foi preso nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal (PF)

Renata Agostini

22/06/2022 às 16:56 | Atualizado 22/06/2022 às 18:01

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A investigação em andamento pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma movimentação financeira suspeita do ex-ministro da Educação Milton Ribeiroque foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (22), o que acendeu alertas no time do órgão.

O achado veio há cerca de três semanas e mudou os rumos da apuração. Uma fonte graduada com acesso aos achados da investigação diz que houve surpresa e que a equipe da CGU, desde então, trabalha para cruzar essa movimentação com outros indícios e a relação direta de Milton com os pastores.

Até então, os cruzamentos feitos pelos desembolsos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e os municípios beneficiados não se mostravam prósperos. Mas o achado dos ganhos financeiros atípicos teve impacto decisivo na investigação, que ainda está em curso.

O que diz a CGU

Em nota, a CGU diz que, em 23 de março deste ano, instaurou uma Investigação Preliminar Sumária que “destinava-se a apurar a possível atuação irregular de agentes públicos e privados na intermediação de políticas públicas vinculadas ao Ministério da Educação”.

“A referida Investigação foi concluída, em 23 de maio de 2022, com a entrega de Relatório Final elaborado por servidores públicos. Como resultados da apuração feita, houve a abertura, em 14 de abril de 2022, de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em face de agente público, e a instauração, em 16 de maio de 2022, de Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), em desfavor de ente privado”, acrescenta.

A CGU informa ainda que “a investigação gerou ainda a abertura de trabalhos de auditoria complementares, os quais permanecem em curso”. “No decurso da Investigação Preliminar Sumária também foi identificada a prática de atos suspeitos por pessoas que não se submetem à competência correcional da Controladoria-Geral da União. Os indícios relacionados às condutas de tais pessoas foram, conforme a legislação de regência, devidamente encaminhados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.”, finaliza.

Entenda as denúncias que derrubaram Milton Ribeiro do MEC

Em um áudio obtido pelo jornal “Folha de S.Paulo” e em reportagens do “O Estado de S. Paulo”, Ribeiro é envolvido no que seria um esquema de favorecimento a pastores na pasta.

Em uma conversa gravada, o ministro afirma que recebeu um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a liberação de verbas da pasta fosse direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federal.

Na gravação, Ribeiro diz que se trata de “um pedido especial do presidente da República”. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o ministro na conversa com prefeitos e outros dois pastores, segundo o jornal.

Ribeiro continua: “Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar.”

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são os citados nos áudios. Segundo o jornal, os dois religiosos têm negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras em creches, escolas e compra de equipamentos de tecnologia.

Na conversa vazada, o ministro de Bolsonaro indica que, com a liberação de recursos, pode haver uma contrapartida.

“O apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção de igrejas”. Nos áudios, não fica claro a forma como esse apoio se daria.

No ano passado, para poupar as emendas parlamentares de um corte maior, o governo promoveu um bloqueio de R$ 9,2 bilhões de despesas de ministérios e estatais que atinge principalmente a Educação.

Ribeiro negou que tenha favorecido pastores. Em nota enviada à CNN, o ministro dizia ainda que o presidente “não pediu atendimento preferencial a ninguém, solicitou apenas que pudesse receber todos que nos procurassem”.

Ribeiro deixou o Ministério da Educação em 28 de março.

“Não me despedirei, direi até breve”, diz ministro da Educação na carta entregue a Bolsonaro. Ribeiro é alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de favorecimentos a pastores na distribuição de verbas do Ministério da Educação (MEC).

Na carta, Ribeiro diz que sua vida “sofreu uma grande transformação” desde a divulgação de reportagem que o implicavam em um esquema de favorecimento a pastores dentro do MEC.

Em entrevista exclusiva à analista de política da CNN Renata Agostini, o atual ministro da Educação, Victor Godoy, afirmou que mandou suspender todos os repasses da pasta que estão sendo investigados.

MINISTRO PRESO

22 de junho de 2022 at 17:39

Contrariando Bolsonaro, Damares crê na inocência de Ribeiro

A ex-ministra Damares Alves acredita que Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, preso pela PF, nesta quarta-feira (22), é inocente.

 quarta-feira, 22/06/2022, 14:43 – Atualizado em 22/06/2022, 14:40 –  Autor: Sales Coimbra, com informações Metrópoles

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Diferente de Bolsonaro, Damares mantém opinião sobre inocência de Milton Ribeiro.

 Diferente de Bolsonaro, Damares mantém opinião sobre inocência de Milton Ribeiro. | (Foto: Reprodução Agência Brasil)

Após a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro, que anteriormente havia dito que colocaria sua “cara no fogo” por Ribeiro, declarou que a Polícia Federal teria um motivo para prender seu ex-ministro. Para ele, Ribeiro foi afastado “no momento certo” do governo e que deveria “responder por seus atos”.

Já a ex-ministra Damares Alves foi na direção oposta do presidente, saindo em defesa do ex-colega. Em entrevista à coluna do jornalista Guilherme Amado, no Metrópoles, ela disse crer que Milton Ribeiro conseguirá provar sua inocência. Ao mesmo tempo, ela atacou o pastor Arilton Moura, outro alvo das investigações.

“Ele (Milton Ribeiro) sempre se mostrou uma pessoa íntegra e correta, já não posso falar o mesmo do tal pastor lobista Arilton, que na minha opinião não tem nada de pastor”, apontou Damares, que é pré-candidata ao Senado pelo Republicanos, partido ligado à Igreja Universal.

Ao contrário de Bolsonaro, Damares não mudou de postura em relação ao ex-ministro da Educação. Desde que os escândalos vieram à tona, ela defende Ribeiro.

“Milton é uma pessoa amada e honrada. Se algum assessor aprontou, tem que ser punido o assessor e não este grande ser humano que é o meu pastor Milton”, declarou.

Embarcação de carga que saiu do Recife naufraga a caminho de Noronha; cinco tripulantes estão desaparecidos

22 de junho de 2022 at 15:51

De acordo com o dono da embarcação, naufrágio ocorreu por volta das 4h30 nesta quarta (22).

Por Ana Clara Marinho e Pedro Alves, g1 PE

22/06/2022 13h48  Atualizado há uma hora


Embarcação de carga Thais, que naufragou a caminho de Fernando de Noronha — Foto: Reprodução/WhatsApp

Embarcação de carga Thais, que naufragou a caminho de Fernando de Noronha — Foto: Reprodução/WhatsApp

Uma embarcação de carga naufragou no caminho entre o Recife e Fernando de Noronha, nesta quarta-feira (22). Há pessoas desaparecidas no mar. De acordo com o dono do barco chamado Thaís, o naufrágio foi detectado às 4h30, quando a tripulação perdeu o contato com o continente e um equipamento de sinalização apontou problemas.

A embarcação saiu do Recife em direção a Noronha às 14h da terça-feira (21). A previsão era de que a chegada ocorresse por volta das 6h da quinta-feira (23). Segundo Moacyr Luna, o dono do barco, a carga levada ao arquipélago era de material de construção.

“Até o momento, tem três resgatados. Faltam mais cinco. Oito tripulantes, no total. A Marinha está no local. Ele estava navegando tudo bem até as 4h30 da manhã de hoje. Deve ter acontecido uma mudança brusca de tempo”, afirmou o dono do barco, Moacyr Luna.

g1 entrou em contato com a Capitania dos Portos de Pernambuco, que confirmou o naufrágio, mas não repassou outras informações.

Outros casos

Maior barco de turismo de Noronha naufraga a caminho do Recife

Maior barco de turismo de Noronha naufraga a caminho do Recife

Em 2020, a escuna Toda Nua, maior embarcação de turismo de Fernando de Noronhanaufragou a 12 milhas do Porto do Recife, o que equivale a 20 quilômetros. A embarcação não transportava passageiros e os cinco tripulantes foram resgatados com vida (veja vídeo acima).

Além disso, entre 2016 e 2019, quatro barcos de carga naufragaram na rota de Noronha. Foram o barco Navegantes, o Ekos NoronhaNavemar XII e Além Mar.

TAILÂNDIA

22 de junho de 2022 at 14:38

TAILÂNDIA

Família espera ressurreição de homem por três dias no Pará

Alguns dias antes de morrer, João Barros, de 62 anos, anunciou aos familiares que iria morrer, mas que ressuscitaria no terceiro dia.

 quarta-feira, 22/06/2022, 13:56 – Atualizado em 22/06/2022, 13:52 –  Autor: Sales Coimbra, com informações Portal Tailândia/DOL


João Mendes prometeu voltar da morte, mas não cumpriu.

 João Mendes prometeu voltar da morte, mas não cumpriu. | Arquivo pessoal

Acreditar na ressurreição de Jesus Cristo é fundamental para a fé cristã. Isso porque ao crer na ressurreição do Salvador dentre os mortos, o fiel também está crendo na sua própria ressurreição e, por consequência, na promessa da vida eterna.

No entanto, um morador de Tailândia, município do nordeste do Pará, colocou a fé da própria família a prova ao garantir que retornaria da morte, após três dias de seu falecimento. A promessa de voltar à vida havia sido feita poucos dias antes de João Mendes, 62 anos, morrer em consequência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), no último sábado (18).

Na semana passada, o homem reuniu a família para comunicar que morreria em pouco tempo, mas que ressuscitaria depois de três dias. O suposto milagre, porém, não ocorreu. O prazo dado pelo próprio defunto expirou na última segunda-feira (20), terceiro dia após o óbito.

Segundo a viúva de João Mendes, além da promessa de voltar da morte, ele também pediu para que não tocassem em seu corpo durante esse período.

João começou a se sentir mal cerca de uma semana antes de seu falecimento. Apesar disso, ele preferiu se tratar com remédios caseiros a ter que ser atendido por uma equipe médica. Contudo, o tratamento homeopático não foi capaz de evitar a morte.

Após a confirmação do óbito, a família começou os preparativos legais para atender os pedidos do ente querido. Mas assim que o prazo estabelecido para a suposta ressurreição encerrou, na segunda-feira (20), e João não voltou dos mortos, a família liberou o corpo para ser enterrado no cemitério municipal dentro de um caixão branco, conforme pedido do falecido.