ACUSAÇÃO
Promotoria Militar quer penas mais duras para envolvidos na chacina do Guamá
Redação DOL

Chacina deixou 11 pessoas mortas dentro de um bar em maio do ano passado | Irene Almeida/Arquivo
O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, entrou com apelação junto à Justiça Estadual pedindo revisão das decisões que inocentaram os policiais militares envolvidos na “chacina do Guamá”, ocorrida em maio do ano passado, pelos crimes de peculato (pelo uso de armas da corporação nos assassinatos) e de formação e atuação em grupo de extermínio. O episódio, considerado como a maior chacina já registrada na capital paraense, no Wanda’s Bar, terminou com onze pessoas mortas. O julgamento, realizado em julho deste ano, terminou com todos os quatro citados absolvidos por peculato, e somente dois condenados por atuação em milícia.
Os PMs José Maria da Silva Noronha, Wellington Almeida Oliveira, Pedro Josemar Nogueira da Silva e o cabo Leonardo Fernandes de Lima foram absolvidos de apropriação irregular de munição policial. No entanto, os dois últimos foram considerados culpados pelo crime de organização de grupos para práticas de violência, sendo condenados a quatro anos de reclusão. Nenhum deles foi expulso da corporação. Tão logo a decisão foi divulgada, Armando Brasil anunciou que recorreria.
“Na verdade, estou apelando não somente em relação aos inocentados mas também daqueles que foram condenados à pena inferior da solicitada pela Procuradoria de Justiça Militar, que era de sete anos de reclusão e expulsão de todos os membros”, justifica. Brasil explica que todas as provas técnicas produzidas levaram às identificações de Noronha e Oliveira, e que a decisão vigente ignora tudo isso. Durante as investigações, os dois informaram que tiveram seus armamentos roubados dias antes da chacina, porém o promotor reforça que não há provas sobre a versão apresentada, o que ele considera dolo (manobra ou juízo de má-fé).







