RECADO DADO

2 de setembro de 2021 at 14:25

Com governadores, Pacheco diz: “não se negocia a democracia”

No encontro, Pacheco teve ao lado o governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

 quinta-feira, 02/09/2021, 13:29 – Atualizado em 02/09/2021, 13:29 –  Autor: Redação DOL.


Governador do  Distrito Federal, Ibaneis Rocha (à esq.); ao centro Rodrigo Pacheco; governador Helder Barbalho (à dir.) Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (à esq.); ao centro Rodrigo Pacheco; governador Helder Barbalho (à dir.) | Reprodução .

Em meio à crise entre os poderes, onde principalmente judiciário e executivo duelam em meio a uma disputa em que já houve até pedido de impeachment, O poder legislativo busca ser o ponto de equilíbrio.

Em reunião com os governadores das unidades federativas, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou: “Não se negocia a democracia”.

A afirmação foi feita em pronunciamento à imprensa após reunião realizada junto com governadores na manhã desta quinta-feira (2).

Entre os governadores presentes estava o do Pará, Hélder Barbalho (MDB), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), Pacheco disse que o Congresso precisa ouvir as demandas dos chefes dos Executivos estaduais.

“Não se negocia a democracia. Democracia é uma realidade, Estado de Direito é uma realidade, a sociedade já assimilou esses conceitos e esses valores nacionais, de modo que estaremos sempre todos unidos nesse propósito de preservação da democracia no nosso país”, afirmou.

As declarações de Pacheco vêm em um momento de crise entre os Poderes, e em meio a ataques do presidente Jair Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal (STF) –especialmente os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Bolsonaro chegou a afirmar em uma declaração recente que poderá atuar fora das quatro linhas da Constituição para conter o que chama de excessos do Supremo.

O presidente também ataca governadores com frequência por causa da gestão da pandemia de Covid-19 –por ser contra as medidas de restrição de atividades adotadas pelos Estados para conter a disseminação do vírus– e por conta da cobrança do ICMS sobre os combustíveis.