Diretor do Butantan critica Pazuello por prometer vacinar país em 2021
Covas afirma que faltou o ministro explicar qual é a população elegível: “Afirmação precisa ser respaldada em fatos, que não existem”
12/02/2021 12:15,atualizado 12/02/2021 13:24
Fábio Vieira/Metrópoles
São Paulo – O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, criticou nesta sexta-feira (12/2) o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pela declaração de que o governo vacinará toda população elegível no Brasil em 2021. Covas afirmou que faltou o ministro informar “qual é população elegível”: “Essa á grande pergunta.”
“Para atingirmos 80% da população, e é o que se esperaria para se obter a chamada imunidade de rebanho, nós teríamos que ter mais ou menos 340 milhões de doses de vacinas. E, neste momento, esse quantitativo, embora numericamente, já possa estar contratado pelo ministério, ele ainda não existe de fato, de forma efetiva”, disse Covas.PUBLICIDADE
A declaração foi dada durante coletiva em Serrana (SP), onde será realizada uma vacinação em massa para testar a efetividade da Coronavac.
Pressionado por senadores sobre a compra de vacinas, Pazuello prometeu na quinta-feira que o governo federal vai “vacinar todo o país em 2021”: “50% até junho e 50% até dezembro”. O titular da pasta foi convidado por senadores para prestar esclarecimentos sobre o trabalho realizado no combate à pandemia.
“Serão necessárias outras vacinas. E a grande dúvida é qual será a contribuição da Fiocruz nesse processo. Pelo planejamento, deveríamos estar recebendo 15 milhões de doses em fevereiro e isso não aconteceu. Há essa dúvida. Qual é o quantitativo de vacinas que nós teremos além das 100 milhões de doses do Butantan? Essa afirmação do ministro precisa ser respaldada em fatos, que no momento não existem”, afirmou Covas.

Mais filaGustavo Moreno/Especial Metrópoles

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