Bolsonaro pediu a Guedes demissão do presidente do Banco do Brasil, informa Planalto

14 de janeiro de 2021 at 16:01

Presidente não concordou com medidas anunciadas pelo banco, de fechamento de cerca de 200 agências e lançamento de programa de demissão voluntária para cortar 5 mil vagas.

Por Pedro Henrique Gomes e Roniara Castilhos, G1 e TV Globo — Brasília

14/01/2021 15h35  Atualizado há 7 minutos

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou nesta quinta-feira (14) que o presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão.

Segundo informou a secretaria, não há comunicado oficial da demissão porque o ministro busca reverter o pedido.

O pedido de demissão foi motivado, segundo a secretaria, pelo anúncio de fechamento de cerca de 200 agências e do plano de reestruturação que prevê um programa de demissão voluntária com o objetivo cortar 5 mil vagas. Bolsonaro não concordou com as medidas.

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Na manhã desta quinta-feira, o Banco do Brasil informou ao mercado por meio da divulgação de “fato relevante” à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não ter recebido nenhuma comunicação formal por parte do “acionista controlador” (o governo federal) sobre decisão a respeito da demissão da instituição.

De acordo com o blog da Ana Flor, Bolsonaro se irritou com o anúncio, feito no início desta semana, do fechamento de mais de 200 agências e um programa de demissão voluntária com o objetivo enxugar 5 mil vagas.

Nesta quinta (14), o blog do comentarista Valdo Cruz informou que, apesar do fato relevante encaminhado pelo banco ao mercado, a situação de André Brandão permanecia indefinida.

Segundo informou ao blog um auxiliar presidencial, Bolsonaro pressiona para que o plano seja suspenso, ou pelo menos adiado, a fim de evitar influência nas eleições dos novos presidentes da Câmara e Senado — Bolsonaro apoia Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado.

Parlamentares estão reclamando, de acordo com o blog, do fechamento de agências em suas bases eleitorais.