Steve Bannon, ex-estrategista-chefe de Trump, é preso sob acusação de fraude
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou em um documento que Bannon cometeu fraude para levantar dinheiro para uma campanha de apoio à construção de um muro entre os EUA e o México.
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Steve Bannon durante uma coletiva em Roma, na Itália, em 2018 — Foto: Alessandro Bianc/Reuters
Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca da gestão de Donald Trump, foi preso após ter sido indiciado pelo crime de conspiração para cometer fraude. Ele é acusado de levantar dinheiro para uma campanha de apoio à construção de um muro entre os Estados Unidos e o México que ele teria usado para outros fins, de acordo com um comunicado do Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira (20).
Um porta-voz da promotoria federal dos EUA confirmou a prisão.
Três supostos cúmplices também foram presos. Eles teriam usado fundos de campanha de forma inconsistente com o de uma representação pública.
A campanha “We Built That Wall” (nós construímos o muro, em tradução literal) arrecadou US$ 25 milhões (cerca de R$ 142 milhões, na cotação atual) que foram doados de centenas de milhares de doadores.
Segundo o Departamento de Justiça, ao menos US$ 1 milhão (R$ 5,64 milhões, na cotação atual) teriam ido para o próprio Bannon.
Promotores federais em Nova York anunciaram que além de Bannon foram acusados Brian Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea.
Os doadores pensaram que o dinheiro iria para ajudar a construir um muro de fronteira, mas Kolfage recebeu milhares de dólares que usou para ele mesmo. Kolfage foi descrito como o rosto público e fundador da operação.
A rede MSNBC ouviu pessoas ligadas a Bannon que afirmaram que ele não deverá se declarar culpado.
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