DESCASO

5 de agosto de 2020 at 07:58

Problemas se acumulam em feiras de Belém

Tiago Furtado DOL

 Lixo acumulado na feira do Guamá

 Lixo acumulado na feira do Guamá | Irene Almeida

Um incêndio causado por um curto-circuito assustou os trabalhadores e visitantes da feira do Guamá, em Belém, na última quinta-feira (30). Apesar de não ter causado maiores prejuízos, a situação deu o sinal de alerta sobre a falta de manutenção do espaço. Os problemas incluem a fiação elétrica completamente exposta. Portas enferrujadas e sujeira por todo o canto. Este era o cenário do local na manhã de sábado (1). A situação só não é pior por iniciativa dos próprios trabalhadores que realizam, de forma periódica, mutirões de limpeza.

Espírito Santo Batista trabalha na feira há seis anos e disse que a fiação elétrica que pegou fogo na última semana era até nova, se comparado com outros pontos da feira. Havia sido trocada há menos de um ano, segundo ele. Porém, disse que a falta de reestruturação do espaço pode fazer com que situações semelhantes voltem a ocorrer e pediu maior organização tanto do espaço como dos trabalhadores.

Na feira da Pedreira, desafio é com relação ao horário da coleta de lixo
Na feira da Pedreira, desafio é com relação ao horário da coleta de lixo Irene Almeida
Coberturas de lonas rasgadas na feira de São Brás
Coberturas de lonas rasgadas na feira de São Brás Irene Almeida

“Você viu que pegou fogo na instalação (elétrica) esses tempos. Uma instalação nova. O que falta então é um reestrutura no espaço que está um pouco sucateado. Ajustar as estruturas do lado de dentro porque ainda tem muita fiação velha”.

A enorme quantidade de lixo ao lado da feira chama a atenção. Sem falar no trânsito completamente desordenado.

A mesma desordem é encontrada no entorno da feira da Pedreira, que aos sábados fica ainda mais movimentada e é preciso paciência para passar de carro pelo cruzamento da avenida Pedro Miranda com a travessa Mauriti. A feira fica na esquina e é comum ver fila dupla de veículos.

PEDREIRA

Dentro do espaço a organização é boa. Parte da feira tem espaço destinado para os feirantes que trabalham com a venda de frutas e legumes; farinhas e ovos; carnes e até mesmo venda e manutenção de eletrônicos. Para o feirante Antônio Paiva, 49, o principal desafio da feira é a realização da coleta de lixo em horários específicos.

Segundo ele, a retirada desse material as vezes é feita enquanto a feira está lotada e o cheiro acaba invadindo o ambiente, causando incômodo. “Para melhorar a feira é só eles darem um jeito naquele lixo que acumula. Tirar um horário mais cedo. Eles querem fazer a limpeza no meio da manhã e o cheiro exala tudinho por aqui e a pessoa não sabe nem de onde vem. Poderiam fazer uma limpeza cedo e outra depois do expediente e ficaria ótimo para trabalhar. De resto, na estrutura, até que estamos conseguindo trabalhar bem”, disse.

Na feira de São Brás, a estrutura é menor quando comparada com as feiras da Pedreira e Guamá, mas isso não faz com que os problemas sejam pequenos. Na área de venda de hortifruti, diversas barracas estão com coberturas improvisadas por lonas. Algumas inclusive estão rasgadas.

Amilton Pereira Nogueira, 63, afirma que falta mais atenção por parte do poder público para fazer uma revitalização da área. “Na realidade nosso espaço está totalmente desprezado”, lamenta. ”Seria bom se alguém olhasse por nós”, afirma.

A pedagoga Adriane Freitas, 36, é cliente da feira de São Brás e afirma ser necessário uma melhor organização da área, com revitalização dos espaços. “Esse complexo é muito mal assistido pela prefeitura. Ele é tão bonito e deveria ser melhor valorizado. Eu acho que deveria ser revitalizado, com um espaço que abrigasse melhor os feirantes”, observa.
A pedagoga Adriane Freitas, 36, é cliente da feira de São Brás e afirma ser necessário uma melhor organização da área, com revitalização dos espaços. “Esse complexo é muito mal assistido pela prefeitura. Ele é tão bonito e deveria ser melhor valorizado. Eu acho que deveria ser revitalizado, com um espaço que abrigasse melhor os feirantes”, observa. Irene Almeida