Cacique do PTB, Roberto Jefferson é despejado do Hotel Nacional em Brasília

24 de junho de 2020 at 18:28

Ex-deputado disse que novos donos do empreendimento foram “gentis” e deixaram mudança ocorrer até as 17h. Demais hóspedes também sairão

CAIO BARBIERIcaio.barbieri@metropoles.com

Metrópoles

Presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson foi um dos hóspedes despejados do Hotel Nacional na manhã desta quarta-feira (24/06), em Brasília. O ex-deputado federal morava na suíte presidencial da tradicional unidade, localizada no centro da capital da República, a mesma que hospedou a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em 1968 .

Em conversa com a coluna Janela Indiscreta, o cacique petebista afirmou que estava em Brasília na hora da chegada do oficial de Justiça e que representantes de um dos novos proprietários do empreendimento – o grupo hoteleiro Bittar – foram muito “gentis” com o ex-congressista, que ocupa há mais de uma década o luxuoso quarto do prédio.

“Eles foram muito educados e gentis comigo em todo o processo. Não foram afoitos em momento algum e me permitiram fazer minha mudança até as 17h desta quarta, e já estou me preparando para tirar minhas coisas de lá a tempo”, disse.

Roberto Jefferson não quis adiantar onde ficará hospedado durante os próximos dias em Brasília, mas garantiu que não será em alguma unidade dos novos proprietários do Hotel Nacional.

“Não vou para o Grand Bittar, não. Devo ir para um outro hotel, mas vou me resolver até o fim do dia”, disse.

Despejo

Na manhã desta quarta-feira, os hóspedes do Hotel Nacional foram surpreendidos com a notícia de que precisariam deixar o local. A empresa que venceu o leilão de um dos marcos históricos de Brasília em 2018 decidiu tomar posse do local.

Com oficial de justiça e Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na porta, aqueles que desciam para tomar café da manhã foram avisados de que precisariam deixar os quartos até meio-dia. Quem ainda tinha mais diárias a cumprir poderá ser levado até outro hotel da rede vencedora do leilão.

“É uma situação meio constrangedora descer e ser avisado disso. Hoje, era meu último dia aqui e já vou embora então”, disse um hóspede que preferiu não se identificar.

Segundo o advogado da empresa que arrematou o leilão em 2018, Saulo Mesquita, a medida foi necessária, pois os atuais administradores do hotel apresentaram resistência em entregar o local. “O que está acontecendo é o cumprimento de posse”, diz.

Todos as pessoas que estão no hotel estão sendo transferidas para outros empreendimentos da rede vencedora do leilão e a ideia é fechar o local ainda nesta quarta-feira (24/06). “Após a saída de todos os hóspedes, o hotel será lacrado e passará por uma reforma”, conta Saulo.

Leilão

Em dezembro de 2018, duas empresas de Brasília arremataram em leilão o Hotel Nacional, por R$ 93 milhões. O Grupo Bittar (da família Bittar) e a Luner (construtora dos irmãos Farah), em consórcio, assumiram a operação de um dos mais tradicionais empreendimentos da capital federal.

Pertencente à família Canhedo, o Hotel Nacional foi colocado à venda pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo. A contragosto dos Canhedo, o Hotel Nacional entrou na massa falida da Petroforte Petróleo Ltda., que era credora das empresas de transporte aéreo e terrestre da família.

Leilão

Em dezembro de 2018, duas empresas de Brasília arremataram em leilão o Hotel Nacional, por R$ 93 milhões. O Grupo Bittar (da família Bittar) e a Luner (construtora dos irmãos Farah), em consórcio, assumiram a operação de um dos mais tradicionais empreendimentos da capital federal.

Pertencente à família Canhedo, o Hotel Nacional foi colocado à venda pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo. A contragosto dos Canhedo, o Hotel Nacional entrou na massa falida da Petroforte Petróleo Ltda., que era credora das empresas de transporte aéreo e terrestre da família.

Ação de despejo do hotel Nacional