{"id":9838,"date":"2022-02-27T08:57:50","date_gmt":"2022-02-27T11:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blogbelem\/?p=9838"},"modified":"2022-02-27T08:57:52","modified_gmt":"2022-02-27T11:57:52","slug":"biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/biodiversidade\/","title":{"rendered":"BIODIVERSIDADE"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descubra o rio Tapaj\u00f3s e sua imensid\u00e3o ainda desconhecida<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Os quase 500 mil quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o possui uma diversidade social, cultural e ambiental que \u00e9 motivo de diversas pesquisas na regi\u00e3o, mas ainda h\u00e1 muito que avan\u00e7ar para descobrir todo seu potencial<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0domingo, 27\/02\/2022, 07:57 &#8211; Atualizado em 27\/02\/2022, 07:57 &#8211;\u00a0\u00a0Autor:\u00a0<strong>Cintia Magno\/ Di\u00e1rio do Par\u00e1<\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL699761\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=Descubra%20o%20rio%20Tapaj%C3%B3s%20e%20sua%20imensid%C3%A3o%20ainda%20desconhecida&amp;via=diariodopara&amp;url=https%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL699761\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pinterest.com\/pin\/create\/button?url=https%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL699761&amp;description=Descubra%20o%20rio%20Tapaj%26%23243%3Bs%20e%20sua%20imensid%26%23227%3Bo%20ainda%20desconhecida\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"\/\/mwl.press\/DOL699761\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/690000\/S12ccexpress_00699761_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"O Rio Tapaj\u00f3s corta parte do Par\u00e1 at\u00e9 o Mato Grosso\" data-recalc-dims=\"1\">&nbsp;O Rio Tapaj\u00f3s corta parte do Par\u00e1 at\u00e9 o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHA<\/p>\n\n\n\n<p>Com quase 500 mil quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o, a bacia do rio Tapaj\u00f3s \u00e9 uma das cinco maiores sub-bacias de todo o sistema amaz\u00f4nico e guarda, em meio a toda essa grandiosidade, n\u00e3o apenas uma rica biodiversidade ambiental, mas tamb\u00e9m uma impressionante e ainda pouco conhecida pluralidade social, cultural e de conhecimentos tradicionais. Para compreender melhor todo esse contexto presente nesta bacia que engloba parte do territ\u00f3rio paraense, um dos caminhos poss\u00edveis passa n\u00e3o s\u00f3 pelo aumento de estudos e pesquisas na regi\u00e3o, mas sobretudo pela integra\u00e7\u00e3o entre esse conhecimento e os saberes acumulados ao longo de anos pelas comunidades tradicionais que ali vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>A diversidade cultural experimentada ao longo da bacia do rio Tapaj\u00f3s passa pela presen\u00e7a de ind\u00edgenas, ribeirinhos, comunidades quilombolas, seringueiros, beiradeiros e agricultores familiares que, historicamente, compartilham deste territ\u00f3rio ao longo de v\u00e1rios s\u00e9culos. Estudos arqueol\u00f3gicos j\u00e1 realizados na regi\u00e3o apontam o longo hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o humana da bacia e a rela\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es humanas do passado com a pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o da natureza hoje. Um exemplo \u00e9 a grande quantidade de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos ao longo da bacia com a presen\u00e7a da chamada terra preta, um tipo de solo cultural gerado a partir da a\u00e7\u00e3o humana e que apresenta nutrientes, mat\u00e9rias org\u00e2nicas e demais vest\u00edgios provenientes dos modos de vida adotados por popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias no passado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DIVERSIDADE CULTURAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A professora adjunta de Arqueologia do Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), Bruna Cigaran da Rocha, aponta que toda a bacia do Tapaj\u00f3s, o que inclui o Mato Grosso, conta com uma ampla diversidade cultural e que resulta de v\u00e1rios processos hist\u00f3ricos. \u201cDesde os tempos pr\u00e9-colombianos a gente sabe da presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas de diferentes troncos lingu\u00edsticos e a Amaz\u00f4nia tem uma diversidade cultural e lingu\u00edstica \u00edmpar no mundo\u201d, aponta. \u201cNa Amaz\u00f4nia a gente tem quatro troncos principais e v\u00e1rias l\u00ednguas isoladas, ent\u00e3o, \u00e9 uma diversidade absurda. E na bacia do Tapaj\u00f3s a gente tem falantes desses quatro troncos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/690000\/S2ccexpress_00699761_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"&quot;A Amaz\u00f4nia \u00e9 muito mais complexa do que a vis\u00e3o limitada de quem n\u00e3o vive aqui. Muitas vezes, querem entend\u00ea-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais\u201d\n\nBruna Rocha, pesquisadora\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;&#8220;A Amaz\u00f4nia \u00e9 muito mais complexa do que a vis\u00e3o limitada de quem n\u00e3o vive aqui. Muitas vezes, querem entend\u00ea-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais\u201d Bruna Rocha, pesquisadora&nbsp;|&nbsp;<strong>FOTO: VINICIUS HONORATO<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A arque\u00f3loga explica que, al\u00e9m da diversidade cultural e lingu\u00edstica entre as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que vivem no entorno da bacia do Tapaj\u00f3s, h\u00e1 ainda a presen\u00e7a de povos tradicionais n\u00e3o-ind\u00edgenas na regi\u00e3o, incluindo tanto as comunidades quilombolas, concentradas especialmente na \u00e1rea do baixo Tapaj\u00f3s, como tamb\u00e9m v\u00e1rias comunidades tradicionais e camponeses, que podem ser tradicionais ou n\u00e3o. \u201cIsso configura uma pluralidade cultural e social realmente impressionante e o que esses v\u00e1rios grupos, que s\u00e3o muito diferentes entre si, t\u00eam em comum \u00e9 que eles vivem pr\u00f3ximos da terra e t\u00eam um conhecimento acumulado sobre ela, sobre a natureza que \u00e9 muito diferente do conhecimento externo e da vis\u00e3o de quem n\u00e3o \u00e9 dessa regi\u00e3o\u201d, considera. \u201cO que \u00e9 interessante da arqueologia \u00e9 que a gente consegue demonstrar como essa presen\u00e7a humana \u00e9 muito recuada. Ent\u00e3o, \u00e9 muito prov\u00e1vel que os primeiros humanos que vieram para essa regi\u00e3o chegaram, provavelmente, h\u00e1 uns dez mil anos atr\u00e1s ou mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o processo de coloniza\u00e7\u00e3o europeia e o avan\u00e7o da sociedade nacional, o que se observa, segundo Bruna, \u00e9 que esses territ\u00f3rios que eram basicamente ind\u00edgenas, v\u00e3o sendo fragmentados. Processo que se intensifica com a chegada de escravizados de origem africana que v\u00e3o formar os quilombos e com a vinda j\u00e1 no s\u00e9culo XIX, de seringueiros do Nordeste que, a partir da quebra da borracha, v\u00e3o virar camponeses. \u201cVoc\u00ea tem a\u00ed essas configura\u00e7\u00f5es onde essas comunidades tradicionais tiveram muitas intera\u00e7\u00f5es com as comunidades ind\u00edgenas, mas que tamb\u00e9m trouxeram as suas tecnologias e conhecimentos e formam novas sociedades\u201d, considera. \u201cQuando a gente olha para esses povos e culturas que t\u00eam uma origem muito antiga e uma hist\u00f3ria muito rica, a gente percebe que, na verdade, a Amaz\u00f4nia \u00e9 muito mais complexa do que a vis\u00e3o limitada de quem n\u00e3o vive aqui. Muitas vezes, querem entend\u00ea-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora considera que muitos dos recursos que existem, hoje, na regi\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 porque pessoas, no passado, tamb\u00e9m fizeram algum manejo dessa natureza e continuam fazendo esse manejo hoje. \u201cSe a gente for falar em desenvolvimento, a gente precisa pensar em formas de fazer com que essas comunidades tenham como se sustentar dentro dos seus territ\u00f3rios, gerando riquezas, mas sem destruir. E tem como isso ser feito, j\u00e1 est\u00e1 sendo feito em alguns lugares, ent\u00e3o, precisa de apoio e incentivo do poder p\u00fablico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RIQUEZA NATURAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre os diferentes estudos que envolvem tanto a biodiversidade e os recursos ambientais presentes na bacia do Tapaj\u00f3s, quanto \u00e0 diversidade de conhecimento acumulada por suas popula\u00e7\u00f5es tradicionais tamb\u00e9m \u00e9 defendida pelo professor do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Recursos Naturais da Amaz\u00f4nia (PPGRNA) da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), Ricard Scoles.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/690000\/S3ccexpress_00699761_1_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"&quot;Ent\u00e3o, h\u00e1 muitos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento da biodiversidade, mas h\u00e1 uma regi\u00e3o da bacia, que \u00e9 aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como \u00e9 uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso, ent\u00e3o, s\u00e3o menos conhecidas\u201d\n\nRicard Scoles, professor\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;&#8220;Ent\u00e3o, h\u00e1 muitos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento da biodiversidade, mas h\u00e1 uma regi\u00e3o da bacia, que \u00e9 aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como \u00e9 uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso, ent\u00e3o, s\u00e3o menos conhecidas\u201d Ricard Scoles, professor&nbsp;|&nbsp;<strong>FOTO: ELAYNE VIDINHA<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O p\u00f3s-doutor em ecologia florestal considera que, hoje, j\u00e1 se tem certo conhecimento sobre a biodiversidade presente na bacia do Tapaj\u00f3s, especialmente na parte mais baixa, que \u00e9 mais acess\u00edvel. Por\u00e9m, \u00e9 preciso considerar que ainda h\u00e1 muito a se conhecer sobre essa riqueza natural. \u201cNessa regi\u00e3o mais baixa temos bastante trabalhos na \u00e1rea florestal e aqu\u00e1tica e temos avan\u00e7ado bastante no conhecimento sobre a biodiversidade na Bacia do Tapaj\u00f3s, mas na parte alta, que seria aquela que inicia-se depois das corredeiras de cachoeiras, de Itaituba para cima, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente. O conhecimentoainda \u00e9 prec\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor lembra que diferentes grupos de animais e de plantas j\u00e1 foram identificados sobretudo nos \u00faltimos 10 anos, com a chegada da Ufopa na regi\u00e3o, o que levou a um crescimento no n\u00famero de pesquisadores capacitados para a identifica\u00e7\u00e3o de determinadas esp\u00e9cies na regi\u00e3o, principalmente no que se refere ao grupo dos peixes. \u201cEnt\u00e3o, h\u00e1 muitos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento da biodiversidade, mas h\u00e1 uma regi\u00e3o da bacia, que \u00e9 aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como \u00e9 uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso, ent\u00e3o, s\u00e3omenos conhecidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Livro re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre o rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os avan\u00e7os j\u00e1 conquistados e os desafios ainda enfrentados e que envolvem diversos setores da sociedade na bacia do Tapaj\u00f3s est\u00e3o presentes em uma publica\u00e7\u00e3o recente e da qual participam os dois professores da Ufopa, Bruna Rocha e Ricard Scoles, al\u00e9m de outros pesquisadores de outras institui\u00e7\u00f5es. Intitulado \u2018Tapaj\u00f3s sob o Sol\u2019, o livro re\u00fane cinco artigos que destacam as caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas, socioculturais e econ\u00f4micas da bacia do Tapaj\u00f3s. \u201cUma das coisas importantes da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ar a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que o rio e a bacia oferecem. Que ele seja um rio livre e saud\u00e1vel\u201d, destaca Ricard Scoles. \u201cLivre no sentido de que n\u00e3o tenha grandes obst\u00e1culos, barragens que dificultem o tr\u00e2nsito tanto das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas que dependem do rio, quanto dos animais; e saud\u00e1veis porque hoje temos um problem\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 novo, mas que se intensificou nos \u00faltimos anos devido o aumento no pre\u00e7o do ouro e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, que \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o dos garimpos, tantos os legais, quanto os ilegais. Isso, j\u00e1 sabemos, est\u00e1 afetando inclusive a cor e a qualidade das \u00e1guas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o foi editada pela International Rivers (IR) e est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta em vers\u00e3o PDF atrav\u00e9s do site da Ufopa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O rio Tapaj\u00f3s em n\u00fameros e informa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/690000\/T1ccexpress_00699761_2_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Encontro das \u00c1gua do Rio Tapaj\u00f3s com o Rio Amazonas em Santar\u00e9m\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;Encontro das \u00c1gua do Rio Tapaj\u00f3s com o Rio Amazonas em Santar\u00e9m&nbsp;|&nbsp;<strong>FOTO: Danilo Carvalho<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A maior parte dos estudos sobre a biodiversidade do rio Tapaj\u00f3s est\u00e3o concentrados no trecho que vai de Itaituba a Santar\u00e9m. Na d\u00e9cada de 1970 e 1980, destacam-se alguns estudos de fauna no Parque Nacional da Amaz\u00f4nia (margem esquerda do rio Tapaj\u00f3s) que registraram 448 esp\u00e9cies de aves e 101 de mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Floresta Nacional do Tapaj\u00f3s, localizada na margem direita do rio Tapaj\u00f3s, estimam-se a presen\u00e7a de 342 aves, 135 esp\u00e9cies de mam\u00edferos e mais de uma<br>centena de r\u00e9pteis.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu conjunto de \u00e1reas protegidas, formado por 29 unidades de conserva\u00e7\u00e3o e 30 terras ind\u00edgenas, ocupam 41% da bacia.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de esp\u00e9cies de peixes na bacia do Tapaj\u00f3s ascende a 982, agrupadas em 52 fam\u00edlias e 334 g\u00eaneros, dos quais 6,7% seriam esp\u00e9cies end\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cadastro Nacional de S\u00edtios Arqueol\u00f3gicos (CNSA) do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN), registra a presen\u00e7a de 375 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos nos munic\u00edpios situados no entorno do rio Tapaj\u00f3s: Jacareacanga (65), Novo Progresso (9), Itaituba (134), Aveiro (6), Rur\u00f3polis (21), Belterra (59) e Santar\u00e9m (81).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BACIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O rio Tapaj\u00f3s liga o vale amaz\u00f4nico ao Planalto Central brasileiro. Os seus principais formadores s\u00e3o os rios Juruena e Teles Pires.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do seu percurso, o trecho repleto de cachoeiras foi tradicionalmente nomeado de \u2018alto\u2019 Tapaj\u00f3s, compreendendo os munic\u00edpios de Jacareacanga, Trair\u00e3o e Itaituba.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o \u2018baixo\u2019 Tapaj\u00f3s refere-se ao rio livre e consideravelmente mais largo, incluindo os munic\u00edpios de Aveiro, Belterra e Santar\u00e9m.O Rio Tapaj\u00f3s corta parte do Par\u00e1 at\u00e9 o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHAO Rio Tapaj\u00f3s corta parte do Par\u00e1 at\u00e9 o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHA<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/690000\/S12ccexpress_00699761_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"O Rio Tapaj\u00f3s corta parte do Par\u00e1 at\u00e9 o Mato Grosso\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra o rio Tapaj\u00f3s e sua imensid\u00e3o ainda desconhecida Os quase 500 mil quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o possui uma diversidade social, cultural e ambiental que \u00e9 motivo de diversas pesquisas na regi\u00e3o, mas ainda h\u00e1 muito que avan\u00e7ar para descobrir todo seu potencial \u00a0domingo, 27\/02\/2022, 07:57 &#8211; Atualizado em 27\/02\/2022, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9838"}],"collection":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9839,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9838\/revisions\/9839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}