{"id":8796,"date":"2021-11-27T14:47:17","date_gmt":"2021-11-27T17:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blogbelem\/?p=8796"},"modified":"2021-11-27T14:47:20","modified_gmt":"2021-11-27T17:47:20","slug":"garimpo-ilegal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/garimpo-ilegal\/","title":{"rendered":"GARIMPO ILEGAL"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ind\u00edgenas est\u00e3o contaminados por merc\u00fario, diz Fiocruz<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz mostra que a origem da contamina\u00e7\u00e3o do povo Munduruku \u00e9 o garimpo de ouro, que cresceu quase 500% em \u00e1reas ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;s\u00e1bado, 27\/11\/2021, 14:26 &#8211; Atualizado em 27\/11\/2021, 14:25 &#8211;&nbsp;&nbsp;Autor:&nbsp;<strong>O Estado Net<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL684952\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=Ind%C3%ADgenas%20est%C3%A3o%20contaminados%20por%20merc%C3%BArio%2C%20diz%20Fiocruz&amp;via=diariodopara&amp;url=http%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL684952\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a><a href=\"https:\/\/pinterest.com\/pin\/create\/button?url=http%3A%2F%2Fmwl.press%2FDOL684952&amp;description=Ind%26%23237%3Bgenas%20est%26%23227%3Bo%20contaminados%20por%20merc%26%23250%3Brio%2C%20diz%20Fiocruz\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a><a href=\"\/\/mwl.press\/DOL684952\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/dol.com.br\/noticias\/para\/684952\/indigenas-estao-contaminados-por-mercurio-diz-fiocruz?d=1#\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/680000\/Terras_00684952_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\u00c1rea de garimpagem\" data-recalc-dims=\"1\">\u00a0\u00c1rea de garimpagem | Divulga\u00e7\u00e3o\/Greenpreace\u00a0.<\/p>\n\n\n\n<p>Sete estudos da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que mulheres e crian\u00e7as s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o por merc\u00fario, que atinge todas as 200 pessoas nas aldeias Sawr\u00e9 Muybu, Poxo Muybu e Sawr\u00e9 Aboy, na Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, do povo Munduruku, no oeste do Par\u00e1.https:\/\/615fcc85ad8e910b10d0f28b792e8aea.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>A origem da contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 o garimpo de ouro, que cresceu quase 500% em \u00e1reas ind\u00edgenas, especialmente na Amaz\u00f4nia, desde 2010 e hoje conta com incentivo e apoio do governo Bolsonaro. Terras, peixes e \u00e1guas est\u00e3o contaminados e aumentam os riscos a popula\u00e7\u00f5es rurais e urbanas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/680000\/Foto-1_00684952_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\u00c1rea do estudo da Fiocruz, com a localiza\u00e7\u00e3o das 3 aldeias (pontos vermelhos). \" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;\u00c1rea do estudo da Fiocruz, com a localiza\u00e7\u00e3o das 3 aldeias (pontos vermelhos).&nbsp;|&nbsp;<strong>IJERPH<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As pesquisas v\u00eam sendo realizadas desde 2017, foram consolidadas recentemente pela Fiocruz e divulgadas na primeira quinzena de novembro. Segundo o estudo, seis em cada dez mulheres em idade f\u00e9rtil nas aldeias t\u00eam merc\u00fario no organismo acima dos n\u00edveis tolerados por \u00f3rg\u00e3os como Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e ag\u00eancias ambientais dos Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia. Atraso motor e anemia graves foram identificados em um beb\u00ea de 11 meses. Duas crian\u00e7as Munduruku, de 12 e 14 anos e que comiam peixe ao menos tr\u00eas vezes na semana, t\u00eam problemas de vis\u00e3o, perda de mem\u00f3ria e tremores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dia de contamina\u00e7\u00e3o acima dos limites toler\u00e1veis \u00e9 de seis em cada dez ind\u00edgenas (40% na aldeia Muybu, de 60% na Poxo e de 90% na Aboy). Os territ\u00f3rios est\u00e3o \u00e0s margens dos rios Tapaj\u00f3s e Jamanxim, onde h\u00e1 garimpo desde os anos 1950. Em abril, o ambientalista C\u00e1ssio Beda morreu ap\u00f3s dois anos vivendo e consumindo peixes na bacia do rio Tapaj\u00f3s, onde apoiava demandas de povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os ind\u00edgenas das 3 aldeias da TI Sawr\u00e9 Muybu est\u00e3o contamidados em algum n\u00edvel. 6 em cada 10 t\u00eam merc\u00fario no sangue acima do limite tolerado pela OMS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia dependem dos recursos naturais para viver, mas os impactos crescentes das atividades humanas amea\u00e7am sua sa\u00fade e sua subsist\u00eancia\u201d, destaca o mais recente dos estudos da Fiocruz, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas come\u00e7aram ap\u00f3s den\u00fancias quanto \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario por entidades como a Associa\u00e7\u00e3o Pariri, que representa 11 aldeias Munduruku no M\u00e9dio Tapaj\u00f3s. Os testes em cabelos e sangue dos ind\u00edgenas e tamb\u00e9m nos pescados consumidos ocorreram no fim de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenador das investiga\u00e7\u00f5es sobre a contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario entre os Munduruku, Paulo Basta alerta que todos os habitantes das aldeias avaliadas t\u00eam alto risco de adoecimento porque n\u00e3o h\u00e1 n\u00edvel seguro de merc\u00fario no organismo humano. \u201c\u00c9 uma calamidade que associa crises sanit\u00e1ria e ambiental, com amplia\u00e7\u00e3o das contamina\u00e7\u00f5es e do desmatamento, e de cont\u00ednua viola\u00e7\u00e3o de direitos, com invas\u00f5es de garimpeiros e madeireiros que se arrastam por d\u00e9cadas\u201d, alertou o pesquisador na Fiocruz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma calamidade que associa crises sanit\u00e1ria e ambiental, com amplia\u00e7\u00e3o das contamina\u00e7\u00f5es e do desmatamento, e de cont\u00ednua viola\u00e7\u00e3o de direitos, com invas\u00f5es de garimpeiros e madeireiros que se arrastam por d\u00e9cadas. (Paulo Basta, pesquisador da Fiocruz)<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos esclarecem que comer peixes nos povoados aumenta as chances de contamina\u00e7\u00e3o. O corpo humano n\u00e3o tem merc\u00fario e n\u00e3o elimina o que absorve por contato direto ou consumo de animais e \u00e1gua contaminados. O metal t\u00f3xico \u00e9 associado \u00e0 malforma\u00e7\u00e3o de beb\u00eas e doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, como dem\u00eancia, tonturas, tremores, problemas de audi\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o. Os efeitos s\u00e3o cumulativos e podem levar \u00e0 morte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alessandra Korap Munduruku, da Associa\u00e7\u00e3o Pariri, avalia que muitas doen\u00e7as e mortes n\u00e3o s\u00e3o ligadas ao poluente pela precariedade dos servi\u00e7os de sa\u00fade na floresta tropical, especialmente para os ind\u00edgenas. Ou seja, quando adoecem ou morrem, os atestados n\u00e3o associam os \u00f3bitos ao merc\u00fario. \u201cOs peixes com merc\u00fario e agrot\u00f3xicos n\u00e3o vivem amarrados, sobem e descem os rios. \u00danica fonte de alimento de muitas pessoas, o peixe n\u00e3o \u00e9 mais um alimento seguro na Amaz\u00f4nia\u201d, lamentou em debate recente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/680000\/Foto-2_00684952_1_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"O avan\u00e7o do garimpo em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Destacadas em branco, os limites das TIs dos povos Munduruku, Kayap\u00f3 e Yanomami, os mais afetados pelo garimpo.\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;O avan\u00e7o do garimpo em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Destacadas em branco, os limites das TIs dos povos Munduruku, Kayap\u00f3 e Yanomami, os mais afetados pelo garimpo.&nbsp;|<strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/680000\/Foto-3_00684952_2_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;|<strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As maiores manchas de garimpo em terras ind\u00edgenas no Brasil est\u00e3o em \u00e1reas Munduruku e Kayap\u00f3, no Par\u00e1, e Yanomami, no Amazonas e Roraima, mostra o MapBiomas. Entre 2010 e 2020, a atividade cresceu 495% em \u00e1reas ind\u00edgenas e 301% em parques nacionais e outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Quase toda (94%) a \u00e1rea ocupada por garimpos no pa\u00eds est\u00e1 em meio \u00e0 floresta. Na regi\u00e3o, a atividade \u00e9 quase toda ilegal e cresceu em 1,5 mil hectares anuais entre 1985 e 2009 e em 6,5 mil hectares ao ano a partir de 2010. Uma ferramenta do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) estima que a extra\u00e7\u00e3o de 1 kg de ouro provoque quase R$ 2 milh\u00f5es em danos socioambientais em meio \u00e0 floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvido por institui\u00e7\u00f5es como Fiocruz e WWF-Brasil, o Observat\u00f3rio do Merc\u00fario revela que o garimpo ilegal \u00e9 comum em toda a Amaz\u00f4nia sul-americana. No Brasil, al\u00e9m das TIs Munduruku, Kayap\u00f3 e Yanomami, ocorre em terras ind\u00edgenas como a Ba\u00fa e Xikrin do Catet\u00e9, no Par\u00e1; na Alto Turia\u00e7u, no Par\u00e1 e Maranh\u00e3o; na Rio Bi\u00e1, no Amazonas, e na Waimiri-Atroari, no Amazonas e Roraima. O banco de dados re\u00fane 40 anos de estudos sobre intoxica\u00e7\u00f5es por merc\u00fario na Amaz\u00f4nia, a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), desmatamento, contamina\u00e7\u00f5es de pessoas e peixes. Veja no mapa abaixo como as \u00e1reas com garimpos est\u00e3o pr\u00f3ximas os povoados ind\u00edgenas onde foi detectada a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agravamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada por a\u00e7\u00f5es do governo Jair Bolsonaro e projetos legislativos que tramitam no Congresso. Assinado pelo Executivo federal, o PL 191\/2020 abre terras ind\u00edgenas ao garimpo, a hidrel\u00e9tricas e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. H\u00e1 tamb\u00e9m outros projetos, como o PL 490, que autorizam a explora\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas e aumentar\u00e3o o caso fundi\u00e1rio na Amaz\u00f4nia. Recentemente, a Funai proibiu pesquisadores da Fiocruz, ligada ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, de estudarem impactos do garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste governo n\u00e3o tem o m\u00ednimo interesse de ter acesso ou negar\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es dos estudos sobre efeitos do garimpo entre os ind\u00edgenas\u201d, destacou Paulo Basta, da Fiocruz. Alessandra Munduruku diz que n\u00e3o h\u00e1 como frear a contamina\u00e7\u00e3o sem a\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. \u201cTem que ter fiscaliza\u00e7\u00e3o forte e n\u00e3o legalizar as invas\u00f5es dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas. O merc\u00fario est\u00e1 matando muita gente. O governo nos quer pobres e doentes para minar nossos direitos\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/inline\/680000\/Foto-4_00684952_3_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\"\/><figcaption>&nbsp;|<strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Conven\u00e7\u00e3o de Minamata ainda no papel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os perigos do merc\u00fario chamam a aten\u00e7\u00e3o do mundo desde 1956, quando pessoas e animais come\u00e7aram a morrer por consumir peixes contaminados por dejetos industriais lan\u00e7ados ao longo de 20 anos na cidade japonesa de Minamata. Pelo menos 50 mil pessoas foram intoxicadas. Nos anos 1970, 40 mil iraquianos foram contaminados ao consumir p\u00e3es produzidos com trigo que recebeu um fungicida \u00e0 base de merc\u00fario. O metal t\u00f3xico perdura por at\u00e9 100 anos ap\u00f3s lan\u00e7ado nos ambientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trag\u00e9dias como estas levaram \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o de Minamata, que desde 2013 pede o banimento global da produ\u00e7\u00e3o e uso do merc\u00fario em itens como l\u00e2mpadas, cloro e soda c\u00e1ustica. Um total de 128 pa\u00edses assinaram o acordo, promulgado pelo Brasil em 2018. At\u00e9 agora, por\u00e9m, o pa\u00eds n\u00e3o deu passos concretos para eliminar a subst\u00e2ncia, avalia Marcelo Oliveira, especialista em Conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil. \u201cA conven\u00e7\u00e3o segue no papel, mas sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o brasileira. As intoxica\u00e7\u00f5es por merc\u00fario n\u00e3o afetam apenas ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es rurais e tradicionais, elas chegam em \u00e1reas urbanas pelo consumo de peixes contaminados\u201d, destacou.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/normal\/680000\/Foto-4_00684952_4_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\">\u00c1rea de garimpagem | Divulga\u00e7\u00e3o\/Greenpreace<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.dol.com.br\/img\/normal\/680000\/Terras_00684952_0_.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\u00c1rea de garimpagem\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ind\u00edgenas est\u00e3o contaminados por merc\u00fario, diz Fiocruz A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz mostra que a origem da contamina\u00e7\u00e3o do povo Munduruku \u00e9 o garimpo de ouro, que cresceu quase 500% em \u00e1reas ind\u00edgenas. &nbsp;s\u00e1bado, 27\/11\/2021, 14:26 &#8211; Atualizado em 27\/11\/2021, 14:25 &#8211;&nbsp;&nbsp;Autor:&nbsp;O Estado Net \u00a0\u00c1rea de garimpagem | Divulga\u00e7\u00e3o\/Greenpreace\u00a0. 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