{"id":6864,"date":"2021-05-12T21:49:59","date_gmt":"2021-05-13T00:49:59","guid":{"rendered":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blogbelem\/?p=6864"},"modified":"2021-05-12T21:50:02","modified_gmt":"2021-05-13T00:50:02","slug":"jovem-recebe-carta-de-vizinho-reclamando-das-roupas-usadas-por-ela-em-condominio-no-parana-aqui-nao-e-zona-afirma-morador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/jovem-recebe-carta-de-vizinho-reclamando-das-roupas-usadas-por-ela-em-condominio-no-parana-aqui-nao-e-zona-afirma-morador\/","title":{"rendered":"Jovem recebe carta de vizinho reclamando das roupas usadas por ela em condom\u00ednio no Paran\u00e1: &#8216;Aqui n\u00e3o \u00e9 zona&#8217;, afirma morador"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No texto, remetente an\u00f4nimo disse que a jovem deveria se dar o respeito porque &#8216;como homem e pai de fam\u00edlia&#8217; ficou com vergonha. Ana Paula Benatti, que trabalha como escritur\u00e1ria hospitalar, registrou um boletim de ocorr\u00eancia.<\/h2>\n\n\n\n<p>Por Natalia Filippin, G1 PR&nbsp;\u2014 Curitiba<\/p>\n\n\n\n<p>12\/05\/2021 20h00&nbsp;&nbsp;Atualizado&nbsp;h\u00e1 uma hora<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/n5qQN4rcjV7ybRXS7yuNVvI9MWQ=\/0x0:1023x593\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/e\/1\/dAJPTYQYq5y4KI9s8wAg\/ana.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Jovem recebe carta de vizinho reclamando das roupas usadas por ela em condom\u00ednio do Paran\u00e1 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Ana Paula Benatti\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Jovem recebe carta de vizinho reclamando das roupas usadas por ela em condom\u00ednio do Paran\u00e1 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Ana Paula Benattihttps:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem Ana Paula Benatti, de 22 anos, foi surpreendida com uma carta embaixo da porta, enviada por um vizinho, reclamando das roupas usadas por ela em condom\u00ednio, em Iguatemi, distrito de Maring\u00e1, no norte do Paran\u00e1. No texto, o morador afirmou que ela deveria se dar o respeito porque ele &#8220;como homem e pai de fam\u00edlia&#8221; ficou com vergonha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao&nbsp;<strong>G1<\/strong>, a jovem, que trabalha como escritur\u00e1ria hospitalar, contou que se sentiu muito humilhada devido \u00e0s ofensas feitas por essa pessoa. O caso ocorreu na sexta-feira (7) e ela registrou um boletim de ocorr\u00eancia na Pol\u00edcia Civil, na ter\u00e7a (11).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu me mudei para l\u00e1 no dia 1\u00b0 de maio, quando aconteceu a situa\u00e7\u00e3o fazia poucos dias que estava morando no pr\u00e9dio e, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m porque n\u00e3o deu tempo mesmo, ainda mais com a pandemia. Nesse dia eu cheguei do trabalho umas 18h e encontrei a carta dentro de um envelope preto. A princ\u00edpio pensei que era algo de boas-vindas ou relacionado \u00e0 mudan\u00e7a. Na hora que li aquelas palavras comecei a sentir repulsa, nojo, comecei a chorar muito porque n\u00e3o queria acreditar naquilo&#8221;, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A carta<\/h2>\n\n\n\n<p>Na carta, o morador afirmou que no local moram v\u00e1rias pessoas casadas e de v\u00e1rias religi\u00f5es, por isso ela deveria &#8220;usar roupas adequadas&#8221;. Veja um trecho do texto:https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>&#8220;Senhora 102, gostar\u00edamos que tivesse o pudor e dec\u00eancia de usar roupas adequadas nas depend\u00eancias do condom\u00ednio. Aqui mora gente de fam\u00edlia, ent\u00e3o por favor d\u00e1-se o respeito. Muda o jeito de se portar neste lugar ou vamos conversar com a dona do apartamento. Aqui n\u00e3o \u00e9 zona n\u00e3o! Obrigado&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ana Paula chegou a publicar a carta nas redes sociais afirmando estar totalmente abalada com o ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando eu li a carta pensei &#8216;vou fingir que n\u00e3o aconteceu, vou jogar fora, vou seguir minha vida&#8217;, s\u00f3 que depois eu pensei o que eu fiz de errado?! A pessoa cita que n\u00e3o sabe da onde eu vim mas que l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 zona, ent\u00e3o quis insinuar que eu era uma prostituta. Eu trabalho na UTI de um hospital. Mas mesmo que eu fosse o que ele sugere, n\u00e3o teria direito algum de falar isso&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>E ela complementou: &#8220;A minha postagem foi um desabafo, para as pessoas verem que era recente que eu tinha me mudado e a recep\u00e7\u00e3o foi a falta de educa\u00e7\u00e3o, de respeito, me julgando sem nem me conhecer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/-gHigprFJsdJNvJNohE42i_BCvk=\/0x0:469x554\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/o\/a\/ga1TABRAOvrqtrhtpEtQ\/carta.png?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Ana Paula publicou a carta nas redes sociais afirmando estar abalada com o ocorrido \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ana Paula publicou a carta nas redes sociais afirmando estar abalada com o ocorrido \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem contou que, no dia seguinte \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, respons\u00e1veis pelo condom\u00ednio foram falar com ela.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Me deram apoio, falaram que v\u00e3o ajudar no que precisar. O s\u00edndico comentou que todos os moradores ser\u00e3o notificados. Na quinta, vou com o meu advogado olhar as imagens das c\u00e2meras para ver se conseguimos alguma pista do respons\u00e1vel. O delegado ficou com a carta como prova do crime de cal\u00fania e difama\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou ela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8216;Me senti vigiada&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Ana Paula disse que as \u00fanicas vezes que circulou pelo condom\u00ednio foi para sair de casa pelo port\u00e3o que, segundo ela, fica a uns cinco metros da entrada do bloco dela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nas vezes que eu sa\u00ed de casa foi para abrir o port\u00e3o e voltar para dentro do apartamento. Fora isso eu n\u00e3o tinha andado pelo p\u00e1tio do condom\u00ednio ainda, n\u00e3o tinha conhecido o lugar. Eu acho que para ter me visto estava realmente cuidando da minha vida, me seguindo, porque como sabia o hor\u00e1rio certo de colocar a carta para eu n\u00e3o estar em casa? Como sabia qual apartamento eu morava? Me senti perseguida, vigiada e invadida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem afirmou ter ficado muito assustada e decepcionada com tudo o que aconteceu, mas que a a\u00e7\u00e3o do vizinho n\u00e3o vai impedir de ela se vestir como quiser.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>&#8220;Como eu trabalho no hospital, vivo com roupas de l\u00e1, mas em casa normalmente estou de shorts e blusa. Estamos em 2021 e ainda tem gente que julga por conta do que vestimos. Isso s\u00f3 refor\u00e7a esse pensamento de &#8216;foi abusada porque estava com roupa curta&#8217;, ou &#8216;estava provocando&#8217;, e n\u00e3o \u00e9 assim. Me assusta pensar que uma roupa pode ser a justificativa para um crime ou uma situa\u00e7\u00e3o como essa que passei&#8221;, concluiu ela.<\/p><p><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No texto, remetente an\u00f4nimo disse que a jovem deveria se dar o respeito porque &#8216;como homem e pai de fam\u00edlia&#8217; ficou com vergonha. Ana Paula Benatti, que trabalha como escritur\u00e1ria hospitalar, registrou um boletim de ocorr\u00eancia. 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