{"id":5525,"date":"2021-03-12T22:15:55","date_gmt":"2021-03-13T01:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blogbelem\/?p=5525"},"modified":"2021-03-12T22:15:57","modified_gmt":"2021-03-13T01:15:57","slug":"por-que-nunca-nasceram-tantos-gemeos-no-mundo-quanto-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/por-que-nunca-nasceram-tantos-gemeos-no-mundo-quanto-agora\/","title":{"rendered":"Por que nunca nasceram tantos g\u00eameos no mundo quanto agora"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel que tenhamos chegado ao pico de nascimento de g\u00eameos pelo mundo, concluiu um relat\u00f3rio &#8211; que coloca a Am\u00e9rica do Sul como exce\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/XX1zfv_-_Cl1w4Sb6H86vPKJXps=\/48x48\/smart\/filters:strip_icc()\/s2.glbimg.com\/hmaHHrcngArLTTw6SlfsHUxYdZE%3D\/200x0\/filters%3Aquality%2870%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/O\/W\/HwkTzFSHWacfk1GndHhg\/bbc-news-tile-hr-rgb.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"TOPO\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por BBC<\/p>\n\n\n\n<p>12\/03\/2021 19h12&nbsp;&nbsp;Atualizado&nbsp;h\u00e1 3 horas<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/2581aaCoRyFhluferpU9bAOCk7I=\/0x0:800x450\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/w\/Y\/0s6l7MQnCBIEyQ2rVaJw\/117540765-gettyimages-92531090.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"A taxa de g\u00eameos nascidos em todo o mundo aumentou em um ter\u00e7o desde os anos 1980 \u2014 Foto: Getty Images\/BBC\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A taxa de g\u00eameos nascidos em todo o mundo aumentou em um ter\u00e7o desde os anos 1980 \u2014 Foto: Getty Images\/BBC<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez mais g\u00eameos est\u00e3o nascendo no mundo, mas pode-se ter atingido o pico desses nascimentos, segundo pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 1,6 milh\u00e3o de g\u00eameos nascem a cada ano em todo o mundo \u2014 uma em cada 42 crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Gesta\u00e7\u00f5es mais tardias e interven\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, como a fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, aumentaram a taxa de nascimentos de g\u00eameos em um ter\u00e7o desde os anos 1980, particularmente nas regi\u00f5es mais ricas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas pode ser que esse \u00edndice comece a diminuir em breve, pois o foco dos tratamentos m\u00e9dicos para fertilidade tem mudado para apenas um beb\u00ea por gravidez, o que torna a gesta\u00e7\u00e3o menos arriscada.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com um artigo publicado na revista Human Reproduction, o pico foi alcan\u00e7ado devido a grandes aumentos nas taxas de beb\u00eas g\u00eameos em todas as regi\u00f5es do mundo nos \u00faltimos 30 anos \u2014 um aumento que chegou a 32% na \u00c1sia e a 71% na Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores coletaram informa\u00e7\u00f5es sobre as taxas de &#8220;gemina\u00e7\u00e3o&#8221; de 165 pa\u00edses de 2010 a 2015 e as compararam com as taxas de 1980 a 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de g\u00eameos nascidos por mil partos \u00e9 agora particularmente alto na Europa e na Am\u00e9rica do Norte &#8211; e em todo o mundo passou de nove a cada mil partos para 12 a cada mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A Am\u00e9rica do Sul, por\u00e9m, \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o: aqui, o n\u00famero de partos de g\u00eameos baixou de 102 mil entre 1980 e 1985 para 100 mil entre 2010 e 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Entre 2010 e 2015, o n\u00famero absoluto de partos de g\u00eameos foi mais alto do que nunca em \u00e2mbito mundial e em todas as regi\u00f5es globais, exceto pela Am\u00e9rica do Sul, onde declinou um pouco&#8221;, aponta o estudo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/pvAi3X68byGhNGZIjWl7J5b0-NQ=\/0x0:800x450\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/B\/3nqDMzTJABj7xRn2alZw\/117540770-gettyimages-1270066836.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Dar \u00e0 luz a g\u00eameos \u00e9 mais arriscado para a m\u00e3e e os beb\u00eas \u2014 Foto: Getty Images\/BBC\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dar \u00e0 luz a g\u00eameos \u00e9 mais arriscado para a m\u00e3e e os beb\u00eas \u2014 Foto: Getty Images\/BBC<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas de incid\u00eancia de g\u00eameos na \u00c1frica, por sua vez, sempre foram altas e n\u00e3o mudaram muito nos \u00faltimos 30 anos, o que pode ser explicado pelo crescimento populacional da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00c1frica e a \u00c1sia representam cerca de 80% de todos os partos de g\u00eameos no mundo atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Christiaan Monden, autor do estudo da Universidade de Oxford, disse que havia uma raz\u00e3o para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A taxa de g\u00eameos na \u00c1frica \u00e9 t\u00e3o alta por causa do grande n\u00famero de g\u00eameos dizig\u00f3ticos \u2014 g\u00eameos nascidos de dois \u00f3vulos separados&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso ocorre provavelmente devido a diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre a popula\u00e7\u00e3o africana e outras popula\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas de gemina\u00e7\u00e3o na Europa, Am\u00e9rica do Norte e pa\u00edses da Oceania t\u00eam aumentado. A principal raz\u00e3o, explicam os especialistas, tem a ver com o uso crescente da reprodu\u00e7\u00e3o assistida desde os anos 1970, como a insemina\u00e7\u00e3o artificial e a estimula\u00e7\u00e3o ovariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas t\u00e9cnicas aumentam a probabilidade de um nascimento de g\u00eameos.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres que optam por engravidar mais tarde, o aumento do uso de anticoncepcionais e a diminui\u00e7\u00e3o da fertilidade em geral tamb\u00e9m desempenham um papel nesse aumento, diz o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a \u00eanfase agora est\u00e1 nas gesta\u00e7\u00f5es \u00fanicas, que s\u00e3o mais seguras, explica Monden.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso \u00e9 importante, porque os partos gemelares est\u00e3o associados a taxas mais altas de mortalidade entre beb\u00eas e crian\u00e7as, e mais complica\u00e7\u00f5es para m\u00e3es e crian\u00e7as durante a gravidez e depois do parto&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Os g\u00eameos t\u00eam mais complica\u00e7\u00f5es no nascimento, nascem prematuros com maior frequ\u00eancia, t\u00eam menos peso e taxas de mortalidade mais altas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Chances de sobreviv\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise descobriu que o destino dos g\u00eameos em pa\u00edses pobres era mais preocupante.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00c1frica Subsaariana, em particular, muitos g\u00eameos perder\u00e3o seus irm\u00e3os no primeiro ano de vida \u2014 mais de 200 mil a cada ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora as taxas de gemina\u00e7\u00e3o em muitos pa\u00edses ricos ocidentais estejam agora se aproximando dos \u00edndices da \u00c1frica Subsaariana, h\u00e1 uma enorme diferen\u00e7a nas chances de sobreviv\u00eancia&#8221;, disse o professor Jeroen Smits, tamb\u00e9m autor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para o futuro, os pesquisadores dizem que a \u00cdndia e a China ter\u00e3o um papel importante nas taxas de gemina\u00e7\u00e3o futuras, tamb\u00e9m sob a influ\u00eancia do decl\u00ednio na fertilidade, da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro e das escolhas das fam\u00edlias por gesta\u00e7\u00f5es mais tardias.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel que tenhamos chegado ao pico de nascimento de g\u00eameos pelo mundo, concluiu um relat\u00f3rio &#8211; que coloca a Am\u00e9rica do Sul como exce\u00e7\u00e3o. Por BBC 12\/03\/2021 19h12&nbsp;&nbsp;Atualizado&nbsp;h\u00e1 3 horas A taxa de g\u00eameos nascidos em todo o mundo aumentou em um ter\u00e7o desde os anos 1980 \u2014 Foto: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525"}],"collection":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5525"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5526,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525\/revisions\/5526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}