{"id":2358,"date":"2020-06-28T21:42:05","date_gmt":"2020-06-29T00:42:05","guid":{"rendered":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blogbelem\/?p=2358"},"modified":"2020-06-28T21:42:09","modified_gmt":"2020-06-29T00:42:09","slug":"proxima-pandemia-pode-comecar-no-brasil-se-relacao-com-animais-nao-mudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alvopesquisa.com.br\/blog\/proxima-pandemia-pode-comecar-no-brasil-se-relacao-com-animais-nao-mudar\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3xima pandemia pode come\u00e7ar no Brasil se rela\u00e7\u00e3o com animais n\u00e3o mudar"},"content":{"rendered":"\n<p>A cadeia de cont\u00e1gio do coronav\u00edrus se iniciou a partir de um hospedeiro silvestre. Evitar intera\u00e7\u00f5es assim \u00e9 essencial para a preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/uploads.metropoles.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/10061827\/MORTE-CORONAVIRUS.jpg?resize=580%2C386&#038;ssl=1\" alt=\"homem com mascaras e luvas\" width=\"580\" height=\"386\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/author\/juliana-contaifer\"><strong>JULIANA CONTAIFER<\/strong><\/a><a href=\"mailto:juliana.contaifer@metropoles.com\">juliana.contaifer@metropoles.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p> Respons\u00e1vel pela morte de mais de 500 mil pessoas ao redor do mundo, o novo coronav\u00edrus \u00e9 reconhecido como uma zoonose: um v\u00edrus que se originou em um animal e evoluiu at\u00e9 ser capaz de infectar humanos. O v\u00edrus, que vive normalmente em morcegos, provavelmente demorou d\u00e9cadas para contaminar outra esp\u00e9cie (que ainda n\u00e3o se sabe qual foi, apesar de o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/saude\/pangolim-e-apontado-como-hospedeiro-intermediario-do-coronavirus\" target=\"_blank\">pangolim ter sido um dos primeiros cogitados<\/a>), e este outro animal ent\u00e3o infectar o ser humano. <\/p>\n\n\n\n<p>O momento no qual a primeira pessoa teve contato com o hospedeiro e contraiu o v\u00edrus que deu in\u00edcio \u00e0 pandemia n\u00e3o est\u00e1 claro, mas, por enquanto, a principal hip\u00f3tese \u00e9 de que o encontro tenha acontecido em um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/saude\/china-confirma-mercado-de-wuhan-como-epicentro-do-coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">wet market, um mercado de animais silvestres, na China<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem regras sanit\u00e1rias r\u00edgidas, a cultura chinesa tem uma rela\u00e7\u00e3o normal com esse tipo de situa\u00e7\u00e3o: as pessoas n\u00e3o apenas consomem carnes ex\u00f3ticas para alimenta\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m partes dos animais s\u00e3o usadas como ingredientes na medicina tradicional. No centro de Wuhan, o mercado apresentava seres vivos e mortos, todos pr\u00f3ximos, em barracas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode parecer uma realidade muito distante, mas o Brasil, como um dos pa\u00edses com maior biodiversidade do planeta, corre grandes riscos de ser o local de surgimento da pr\u00f3xima zoonose capaz de provocar uma pandemia. Por aqui, as leis que protegem os animais silvestres v\u00e3o sendo cada vez mais amenizadas, apesar dos perigos reais que a Covid-19 agora mostra.<\/p>\n\n\n\n<p> \u201cNo Brasil, temos algumas formas de explorar a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/meio-ambiente\/cacadores-sao-presos-com-animais-silvestres-abatidos-em-planaltina?amp\" target=\"_blank\">vida silvestre<\/a>. H\u00e1 a possibilidade de usar para o mercado pet (passarinho, papagaio, alguns r\u00e9pteis), de consumo (principalmente javalis, jacar\u00e9, paca e cotias) e manufatura (couro). Hoje, 556 esp\u00e9cies s\u00e3o exploradas comercialmente no pa\u00eds\u201d, explica Maur\u00edcio Forlani, gerente de vida silvestre da ONG Prote\u00e7\u00e3o Animal Mundial. Ele conta que, desde 2011, o Ibama vem passando a responsabilidade de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/seguranca-df\/homem-e-preso-por-trafico-de-animais-silvestres-na-br-060-em-samambaia?amp\" target=\"_blank\">gest\u00e3o da fauna para os estados<\/a>, e cada unidade federativa vai criando a pr\u00f3pria \u201clista pet\u201d, um rol de animais que podem ser comercializados e domesticados. Por\u00e9m cada estado sofre uma press\u00e3o diferente, e alguns acabam liberando esp\u00e9cies selvagens para o conv\u00edvio pr\u00f3ximo com os humanos. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de ca\u00e7a esportiva de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas: no Brasil, a modalidade s\u00f3 \u00e9 permitida para manejo do javali, mas \u00e9 aceita como ca\u00e7a de subsist\u00eancia de comunidades menores. \u201cEm linhas gerais, se ca\u00e7a, legal ou ilegalmente. O cen\u00e1rio brasileiro \u00e9, justamente, o contr\u00e1rio do que a pandemia nos ensina. \u00c9 poss\u00edvel achar na internet dicas, t\u00e9cnicas e resultados da captura de animais silvestres proibidos. O homem est\u00e1 se aproximando do animal e, com isso, aumentando o risco de doen\u00e7as\u201d, explica Maur\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra ainda que, apesar de o brasileiro achar os costumes chineses \u201cbizarros\u201d, por aqui, h\u00e1 comportamentos bem parecidos. A tradi\u00e7\u00e3o de se colocar cobra em cacha\u00e7a \u00e9 um exemplo da rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com animais silvestres. Por aqui, n\u00e3o se come rato, mas um dos animais mais ca\u00e7ados \u00e9 a paca, que tamb\u00e9m \u00e9 um roedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas n\u00e3o sabem como o Brasil ainda n\u00e3o passou por uma grande zoonose. Como boa parte das a\u00e7\u00f5es era ilegal h\u00e1 pouco tempo, isso co\u00edbe o consumo e o contato em grande escala. Mas o cen\u00e1rio est\u00e1 se&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/politica-brasil\/embaixador-do-ecoturismo-rasmussen-responde-por-trafico-de-animais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">flexibilizando<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando se faz um paralelo com a China, nada do que aconteceu em Wuhan \u00e9 ilegal. Aqui, em dados de 2010 a 2015, apenas 1% da verba do Ibama era usada para fiscaliza\u00e7\u00e3o desse tipo de com\u00e9rcio. Temos uma biodiversidade muito desconhecida e n\u00e3o sabemos quase nada sobre os pat\u00f3genos (v\u00edrus) que circulam nos animais ex\u00f3ticos. Seguimos invadindo \u00e1reas naturais, tornando a conviv\u00eancia com os animais mais pr\u00f3xima. Na minha opini\u00e3o, estamos criando um coquetel molotov\u201d, alerta Forlani. \u201cO Brasil \u00e9 um prato cheio para novas pandemias. \u00c9 triste. Existe uma neglig\u00eancia hist\u00f3rica e o que estamos vendo \u00e9 uma tend\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o ainda maior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Animais domesticados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os animais silvestres que podem transmitir doen\u00e7as com potencial de se alastrar pelo mundo inteiro. Bons exemplos s\u00e3o os porcos, que desenvolveram a gripe su\u00edna, e o frango, na gripe avi\u00e1ria. Animais confinados, com m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida e mal alimentados, possuem mais chances de desenvolver doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a virologista e pesquisadora da Embrapa Janice Zanella, entretanto, por ser um dos maiores exportadores de carne bovina, su\u00edna e de frango, o Brasil evoluiu bastante no manejo dos animais para evitar doen\u00e7as. \u201cO produtor entendeu que se o animal n\u00e3o tem bem-estar, n\u00e3o tem lucro. Ele vai ficar doente, vai morrer, existe um cuidado com isso\u201d, explica. Com rebanhos menos lotados e com espa\u00e7o para pastagem, \u00e9 mais f\u00e1cil garantir atendimento veterin\u00e1rio e fazer o poss\u00edvel para que o animal n\u00e3o fique doente e passe o pat\u00f3geno para humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com uma produ\u00e7\u00e3o segura vinda de animais domesticados, a pesquisadora tamb\u00e9m se preocupa com a quest\u00e3o dos ex\u00f3ticos e tamb\u00e9m se pergunta por que o Brasil ainda n\u00e3o foi ber\u00e7o de uma pandemia. \u201cPrecisamos repensar nossa atua\u00e7\u00e3o como pa\u00eds\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es para mudar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um time de 20 especialistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, a rela\u00e7\u00e3o de humanos com animais precisa realmente ser revista para evitar que novas pandemias, como a da Covid-19, causem tantos \u00f3bitos no futuro. Foram elencadas 161 op\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7as e sete caminhos pelos quais uma nova zoonose pode surgir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos prevenir completamente futuras pandemias, mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de op\u00e7\u00f5es para diminuir substancialmente o risco\u201d, diz Silviu Petrovan, um dos respons\u00e1veis pelo levantamento. \u201cN\u00e3o podemos assumir que a pr\u00f3xima pandemia vai aparecer do mesmo jeito que a Covid-19, precisamos agir em larga escala para reduzir as chances de que aconte\u00e7a novamente\u201d, afirma o professor William Sutherland, que tamb\u00e9m participou da elabora\u00e7\u00e3o do documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as sugest\u00f5es apontadas, est\u00e3o o fim de atividades de ca\u00e7a e troca de animais silvestres, wet markets, como o de Wuhan, e o consumo desse tipo de carne \u2013 os pesquisadores admitem que \u00e9 um caminho dif\u00edcil e que deve ser pensado com cuidado, para coibir o tr\u00e1fico ilegal e n\u00e3o dificultar a vida de pequenas comunidades que precisam desse tipo de alimento para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p>Melhorar a biosseguran\u00e7a de fazendas tamb\u00e9m \u00e9 um ponto-chave, para evitar a possibilidade de transmiss\u00e3o de v\u00edrus de animais domesticados para humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas sugerem que sejam criadas leis para prevenir que diversas esp\u00e9cies de animais silvestres e domesticados sejam transportados juntos (o que pode causar o salto de v\u00edrus entre eles), melhorar os protocolos de seguran\u00e7a para cavernas onde h\u00e1 muitos morcegos, limitar a quantidade de animais em fazendas para ter certeza de que crit\u00e9rios de cuidado veterin\u00e1rio ser\u00e3o atendidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 uma que j\u00e1 vem sendo discutida h\u00e1 anos por ativistas: parar de consumir derivados de animais. Com menos demanda, a proposta \u00e9 que as fazendas fiquem mais vazias, melhorando a qualidade de vida e a aten\u00e7\u00e3o aos bichos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAnimais silvestres n\u00e3o s\u00e3o o problema, eles n\u00e3o causam emerg\u00eancias sanit\u00e1rias. As pessoas o fazem. Na raiz do problema, est\u00e1 o comportamento humano e mud\u00e1-lo \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o\u201d, opina Andrew Cunningham, coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Janice vai al\u00e9m, e lembra que os animais n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas partes do quebra-cabe\u00e7a que resulta em uma pandemia de grandes propor\u00e7\u00f5es, como a da Covid-19. \u201cPrecisamos pensar al\u00e9m do hospedeiro. Para ter doen\u00e7a, precisa do ambiente, do pat\u00f3geno. Temos cada vez mais humanos no mundo, vivendo em grandes cidades, convivendo mais, dividindo o transporte p\u00fablico e o banco do est\u00e1dio de futebol. Moramos cada vez mais perto das florestas. A popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 mais idosa e hoje \u00e9 poss\u00edvel atravessar o Oceano Atl\u00e2ntico em 12h, levando qualquer v\u00edrus para outro pa\u00eds\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita a capacidade de os v\u00edrus se modificarem e evolu\u00edrem. As bact\u00e9rias tamb\u00e9m v\u00e3o se tornando cada vez mais resistentes. \u201cDas 29 prote\u00ednas do genoma do coronav\u00edrus, por exemplo, metade \u00e9 para se reproduzir e metade serve para driblar o sistema imune. A principal raz\u00e3o dele existir \u00e9 se replicar no hospedeiro\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNingu\u00e9m sabe os fatores corretos que resultam no surgimento de doen\u00e7as, mas precisamos pensar nos componentes, os principais atores desta hist\u00f3ria. J\u00e1 passamos por v\u00e1rias pandemias e cada uma nos trouxe uma li\u00e7\u00e3o. A da Covid-19 \u00e9 mostrar que somos um s\u00f3, uma sa\u00fade une o mundo inteiro\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/uploads.metropoles.com\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/30124427\/WhatsApp-Image-2020-01-30-at-12.01.31.jpeg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Trabalhador de equipe m\u00e9dica pelas ruas de Wuhan, na ChinaFeature China\/Barcroft Media via Getty Images<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/uploads.metropoles.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/23192121\/enfermeira-covid.jpeg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Rosto de mulher com marcas de \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o e de m\u00e1scaras\" data-recalc-dims=\"1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Profissionais de sa\u00fade mostram as marcas provocadas pelos equipamentos de seguran\u00e7aReprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cadeia de cont\u00e1gio do coronav\u00edrus se iniciou a partir de um hospedeiro silvestre. 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