Estado vai abrir vagas em concurso público para Susipe, Polícia Civil e Polícia Militar

18 de abril de 2019 at 01:19

(Foto: Reprodução)

O Governo do Estado do Pará iniciou os procedimentos necessários para a realização de concursos públicos destinados a preencher cargos vagos na SUSIPE, Polícia Civil e Polícia Militar.

Para a Susipe serão ofertadas vagas para agente prisional; para a Polícia Civil (vagas para delegado, escrivão, investigador e papiloscopista). Outro concurso muito aguardado é o da Polícia Militar, que tem previsão de ofertar vagas para praças, oficiais, praça auxiliar de saúde, praça músico e oficiais de saúde.

(Com informações da Agência Pará)

Noite de tiroteio deixa um morto e dois feridos no Jurunas

18 de abril de 2019 at 01:11

Quem passou pela avenida Roberto Camelier, no bairro do Jurunas, em Belém, por volta das 21h desta quarta-feira (17), ficou aterrorizado. Uma troca de tiros entre policiais militares e um grupo de criminosos deixou dois bandidos baleados e um morto.

A Polícia Militar informou que os detalhes da ocorrência ainda estão sendo checados, mas, segundo testemunhas, a perseguição teria se iniciado após os criminosos, que estavam dentro de um veículo, serem interceptados próximo à rua São Silvestre. Quando perceberam que estavam cercados, os indivíduos (a princípio três) desceram do veículo e iniciaram uma troca de tiros com os agentes da PM. Informações dão conta de que o bando iria assaltar uma joalheria em um shopping.

Nenhum policial foi atingido. Após o intenso tiroteio, os agentes socorreram os criminosos. Um deles foi para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento da Terra Firme), mas já chegou sem vida ao local. Os outros dois foram para o Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, no bairro do Umarizal. Não há informações sobre o estado de saúde deles.

Até a publicação, a Polícia ainda não havia confirmado as causas do tiroteio e nem a identidade dos criminosos.

Com eles, foram encontradas três armas, sendo duas pistolas .40, de uso exclusivo das forças de segurança, e um revólver calibre 38.

(DOL)

Anitta fala sobre funk que gravou com Madonna: ‘Surpreendente’

17 de abril de 2019 at 19:11

Por G1

Anitta com Madonna — Foto: Reprodução / Instagram

Anitta com Madonna — Foto: Reprodução / Instagram

Anitta confirmou, nesta quarta-feira (17), que sua voz aparecerá no novo disco de Madonna, “Madame X”. “Gravamos juntas, foi uma emoção inacreditável”, disse, durante participação no “Encontro com Fátima Bernardes” (TV Globo).

Segundo a cantora, a música tem batida de funk. “Está bem surpreendente”, afirmou.

O colunista Mauro Ferreira, do G1, adiantou que as duas cantam juntas a faixa “Faz gostoso”, a 11ª do álbum da norte-americana – ainda sem data de lançamento.

Anitta em participação no 'Encontro' (TV Globo) — Foto: Reprodução/TV Globo

Anitta em participação no ‘Encontro’ (TV Globo) — Foto: Reprodução/TV Globo

De autoria de Blaya, Mc Zuka, Tyoz, No Maka e Stego, a música não é inédita, foi lançada no ano passado no mercado fonográfico português na voz de Blaya, cantora, compositora e dançarina luso-brasileira, nascida em Fortaleza.

“Estava me segurando desde que estivemos juntas. O povo perguntava e eu não podia falar. Quando o trabalho é meu, faço do jeito que quero. Mas, quando não é, me seguro”, acrescentou Anitta.

O primeiro single de “Madame X”, “Medellín”, gravado por Madonna com o colombiano Maluma, tem lançamento programado para esta quarta.

Ex-presidente do Peru se mata após receber ordem de prisão por caso da Odebrecht

17 de abril de 2019 at 15:58

Ex-presidente do Peru se mata após receber ordem de prisão por caso da Odebrecht (Foto: Reprodução)

Pela mesma razão há ainda a suspeita de que outros suicídios ocorreram, inclusive no Brasil (Foto: Reprodução)

O ex-presidente peruano Alan García (1985-1990 e 2006-2011) morreu após ter dado um tiro na cabeça quando soube que a Justiça havia pedido sua prisão preliminar por dez dias.

Segundo o hospital Casimiro Ulloa, em Lima, a bala entrou e saiu de sua cabeça. Depois disso, o ex-presidente teve três paradas cardíacas e morreu no final da manhã desta quarta-feira (17).

É o primeiro caso de suicídio envolvendo um político investigado no escândalo da Lava Jato —um ex-secretário do governo colombiano também se suicidou, mas ele era apenas testemunha no caso e não era acusado de irregularidades.

A prisão preliminar de García seria um passo anterior a uma prisão preventiva, o que significa que a Justiça, ainda na fase de coleta de provas, considera que o suspeito poderia obstruir a investigação.

García, 69, era acusado de envolvimento no escândalo da empreiteira brasileira Odebrecht, que declarou ao Departamento de Justiça norte-americano ter pago US$ 29 milhões em propinas e caixa 2 no país.

A polícia chegou à casa dele, no bairro de Miraflores, em Lima, na manhã desta quarta-feira, às 6h25.

O ex-presidente, então, teria subido até seu quarto, dizendo que iria telefonar para seus advogados. Em seguida, os guardas ouviram o disparo, encontraram-no ferido e o levaram para o hospital, no qual passou por uma cirurgia.

García havia tentado escapar da Justiça antes, ao pedir asilo ao Uruguai, em novembro. O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, porém, se recusou a aceitá-lo.
O peruano era investigado por dois casos relacionados à Odebrecht. O primeiro está ligado aos aportes de campanha ilegais realizados pela empreiteira brasileira nas eleições presidenciais de 2006, que García venceu. Para isso, a empresa teria pago US$ 200 mil.

O segundo envolve a licitação das obras da linha 1 do metrô de Lima. Em 19 de fevereiro de 2009, García convocou uma reunião ministerial de emergência, no mesmo dia em que havia se encontrado com um operador da Odebrecht, Jorge Barata.

Alguns meses depois, o então presidente emitiu um decreto concedendo a licitação da obra da linha 1 do metrô de Lima a um consórcio do qual a Odebrecht fazia parte.

A Procuradoria peruana ainda investiga se o pagamento de US$ 100 mil que a Odebrecht fez a García por uma conferência na Fiesp (Federação de Indústrias de São Paulo), em São Paulo, em 2012, está relacionado a pagamentos ilícitos em troca de benefícios à empreiteira brasileira.

No começo deste mês, García disse, em entrevista ao jornal El Comercio, de Lima, que não havia elementos para sua prisão. “É tudo especulação. Com especulações não se priva uma pessoa da liberdade. É uma grande injustiça.”

Desde que começou a ser investigado, García havia informado à Justiça que só se reuniu com Marcelo Odebrecht e representantes da empresa uma vez. Investigações das agendas do então presidente, porém, revelaram que ao menos cinco encontros ocorreram.

Em 2017, Marcelo Odebrecht, disse, em sua delação, que as iniciais AG, que apareciam nas listas de suborno da empresa, eram uma referência a Alan García.

Desde novembro, o ex-presidente peruano estava impedido de sair do país e pairava sobre ele a expectativa do pedido de prisão, que se concretizaria na manhã desta quarta.

García era líder do tradicional partido Apra (Aliança Popular Revolucionária Americana), que nasceu como um partido de centro-esquerda, mas que foi migrando para a centro-direita com o tempo.

Era classificado por muitos como um líder populista no Peru. O Apra ainda têm grande influência na política e na Justiça local, o que explica porque ele foi um dos últimos presidentes peruanos envolvidos no caso Odebrecht a ter ordem de prisão decretada.

García chegou à Presidência pela primeira vez em 1985, aos 36 anos, vencendo um segundo turno contra o esquerdista Alfonso Barrantes.

Na primeira parte de seu mandato, sua aprovação subiu, e foi caracterizado por historiadores como um líder populista. Já na segunda parte deste primeiro mandato, García enfrentou dois duros problemas.

Um deles foi um período de hiperinflação, que ele não soube controlar. Houve troca de moedas, o Sol virou Inti, e depois Novo Sol. Sua impopularidade foi aumentando até surgir sua segunda grande dor de cabeça, a guerrilha do Sendero Luminoso, que começava a se expandir no interior, convulsionando o campo.

Logo, a violência e os atentados chegaram às cidades grandes, com sequestros, assassinatos e apagões. García foi acusado na época de se aliar com comandos paramilitares, algo que seu sucessor, Alberto Fujimori, também faria, na tentativa de conter a guerrilha.
O Peru é um dos países mais afetados pelo escândalo de corrupção da Odebrecht, que admitiu ter pago US$ 29 milhões em subornos ao longo de três governos peruanos, incluindo o segundo de García.

Devido ao caso Odebrecht, também estão sendo investigados os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), que fugiu para os Estados Unidos e enfrenta um pedido de extradição, e Ollanta Humala (2011-2016), preso por um ano e que agora responde ao processo em liberdade condicional.

O ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que renunciou em março de 2018 após denúncias de corrupção, foi preso na semana passada, em 10 de abril, de forma temporária. PPK, como é conhecido, pediu nos últimos dias para ser transferido para uma clínica, por estar com hipertensão.

MORTES NA COLÔMBIA, RIO GRANDE DO SUL E BAHIA

Além de García, há a suspeita de que um outro suicídio relacionado ao caso Odebrecht tenha ocorrido em Porto Alegre no final de março.

Apontado pelo MPF (Ministério Público Federal) como suspeito de atuar como doleiro da empreiteira brasileira em pagamentos de propinas, Antônio Claudio Albernaz Cordeiro foi encontrado morto dentro de sua casa na capital gaúcha no último dia 24.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul trata o caso como suicídio, mas ainda não há confirmação oficial do que aconteceu. Ele chegou a ser preso duas vezes durante as investigações da Lava Jato, em 2016 e em 2018.

​Na Colômbia, houve três mortes relacionadas ao caso, todas por ingestão de cianureto, no fim de 2018.

Uma delas é a de uma testemunha chave do caso, Rafael Merchán, ex-secretário de transparência durante o governo de Juan Manuel Santos. Ele não era investigado por participação no esquema.

Ele foi encontrado morto em sua casa no fim de dezembro e a polícia classificou o caso como suicídio, o que depois foi confirmado pela família.

Entre os mortos também está Jorge Henrique Pizano, testemunha no processo e um dos auditores da obra da estrada Rota do Sol, que teria sido usada para desviar dinheiro. Pouco depois, seu filho Alejandro morreu.

Em janeiro de 2018, José Roberto Soares Vieira, testemunha da Lava Jato no Brasil, foi morto com nove tiros na Bahia. Ele era dono de uma empresa de transportes.

(FolhaPress)

Vidente afirma que Danilo Gentili é bissexual; veja

17 de abril de 2019 at 14:00

Vidente afirma que Danilo Gentili é bissexual; veja (Foto: Reprodução/Instagram)

Gentili aproveitou para alfinetar outra vez Maria do Rosário e ironizou sobre a sua condenação. (Foto: Reprodução/Instagram)

or essa Danilo Gentili não em seu talk show do SBT, The Noite, que foi ao ar na noite da última terça-feira (16). O apresentador convidou a sensitiva Márcia Fernandes e em um certo momento da entrevista, ela falou sobre algumas previsões para o Brasil e o mundo e também sobre outros fatores de espiritualidade.

“O ano é regido por marte, briga, encrenca e facada. O número de assaltos, acidentes, crimes com faca vai aumentar. É um ano de bastante vendaval, de chuva, de cair terra, lama”, compartilhou a sensitiva.

Danilo questionou se o que aconteceu durante as eleições do ano passado ao atual presidente Bolsonaro tem haver com esse termo usado por ela ‘facada’: “Quando você diz facada, nós temos uma facada recentemente que mudou os rumos da história do Brasil né”. A sensitiva concordou com a afirmação de Danilo e completou. “É verdade, com certeza o ano já estava sendo regido por São Jorge”.

Em um outro momento, Márcia falava sobre o signo de Danilo, libriano, a sensitiva disse que o signo regido por Nossa Senhora Aparecida, e revelou ele só ficaria sem dinheiro se quisesse, mas o que chamou a atenção mesmo foi quando a sensitiva afirmou que todo libriano é bissexual. Danilo claro, categoricamente negou a afirmação e a plateia e os colegas de programa foram ao delírio e riram bastante. Danilo então reafirmou: “Eu juro pra você, eu não sou”. Ela então continuou: “Você pode não ser, mas dentro de você, é.”

Danilo em contrapartida afirmou: “Eu não gosto de pi**, eu mijo sentado pra não pegar no meu p*” Márcia riu e rebateu: “Mija sentado, é mulher”. Gentili aproveitou para alfinetar outra vez a deputada federal Maria do Rosário e ironizou sobre a sua condenação de seis meses de detenção.

ASSISTA NA ÍNTEGRA!

“Eu ainda estou livre, o programa ainda é meu”, alfinetou o entrevistador em seu quadro na TV. “Estão tentando me colocar na cadeia, todo mundo já sabe, e obrigado a todos que me apoiaram na internet, nas ruas. Até quem eu menos esperava apareceu na internet e me defendeu, dá uma olhada“, completou ele, que já haviam protestado contra a hashtag GentiliLivre. Em seguida, Danilo mostrou uma foto da parlamentar e a alfinetou: “Muito obrigado pelo seu apoio, Maria do Rosário. E eu nem precisei estuprar ninguém, hein?”.

O processo teve início em 2016 quando o apresentador do SBT insultou a deputada. Em seguida, rasgou a notificação judicial que o convocava e levou os papéis à cueca, alegando ser ele quem paga o salário da parlamentar. Ao compartilhar notícias de sua condenação, Danilo recorreu ao ministro da Justiça Sérgio Moro em sua página nas redes sociais dizendo.

“Prender não adianta nada. Sou apenas uma vítima da sociedade”, acrescentou se referindo à deputada. “Fui condenado porque rasguei a censura estatal que ela me enviou. Não tem nada a ver com chamar isso ou daquilo”, explicou.

(Com informações TV Foco)

Após decolar no Pará rumo ao Amapá, avião segue desaparecido há cinco dias

17 de abril de 2019 at 12:32

ontinuam as buscas pelo avião de pequeno porte de prefixo PR-RAW que desapareceu na última sexta-feira (12) após decolar de Jacareacanga, sudoeste paraense, com destino ao município de Laranjal do Jari, no Amapá.

Equipes dos Bombeiros de Itaituba e da Força Aérea Brasileira trabalham em uma operação integrada para localizar o monomotor, que não teria pousado na parada programada e nem chegado ao seu destino final.

Estavam à bordo o piloto Leonardo Pereira Machado e um morador de Itaituba, identificado como Tassiano dos Santos Fernandes, de 26 anos, que trabalhava em uma área garimpeira.

ATUALIZAÇÃO

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou ao DOL que o Salvaero Amazônico, responsável por coordenar buscas aéreas na região, “foi notificado sobre o suposto desaparecimento da aeronave” e que “apura a real trajetória para estabelecer as próximas fases da operação”.

(Com informações do portal Folha do Progresso)

 

Priante

16 de abril de 2019 at 17:08

Foram liberados os recursos que PRIANTE destinou para compra de castramóveis

Confira no vídeo

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PF faz buscas em dois estados e no DF em inquérito que investiga ofensas a ministros do STF

16 de abril de 2019 at 13:23

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira (16) oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para aprofundar investigações de suspeitas de injúria e difamação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito aberto em março para apurar ofensas a magistrados da Suprema Corte e informações falsas envolvendo os integrantes do tribunal. Os mandados se basearam em opiniões negativas feitas por pessoas sobre o STF e em ofensas à Corte. Em alguns casos, as buscas se basearam no que o Supremo considerou serem ameaças ao tribunal.

No despacho, o ministro diz que foi verificada “a postagem reiterada em redes sociais de mensagens contendo graves ofensas a esta Corte e seus integrantes, com conteúdos de ódio e de subversão da ordem”.

Além da apreensão de celulares, tablets e computadores, Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais dos alvos e disse que todos devem prestar depoimento. “Determino, ainda, o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, WhatsApp, Twitter e Instagram, desses mesmos investigados”, diz o texto.

Alvos dos mandados de busca e apreensão:

  • Omar Rocha Fagundes, em Anápolis (GO)
  • Isabella Sanches de Souza Trevisani, em Ferraz de Vasconcellos (SP)
  • Carlos Antonio dos Santos, em Ribeirão Pires (SP)
  • Erminio Aparecido Nadin, em São Paulo (SP)
  • Paulo Chagas, em Taguatinga (DF)
  • Gustavo de Carvalho e Silva, em Campinas (SP)
  • Sergio Barbosa de Barros, em São Paulo (SP)

Candidato derrotado ao governo do Distrito Federal na eleição do ano passado pelo PSL, o general da reserva Paulo Chagas confirmou na manhã desta terça-feira, em uma rede social, que a PF foi até a sua casa.

“Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandado de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-lo pessoalmente”, escreveu Paulo Chagas.

O relator do inquérito que investiga ofensas contra magistrados da Suprema Corte, ministro Alexandre de Moraes — Foto: Rosinei Coutinho/STF

O relator do inquérito que investiga ofensas contra magistrados da Suprema Corte, ministro Alexandre de Moraes — Foto: Rosinei Coutinho/STF

Inquérito no STF

A investigação que apura ofensas a magistrados da mais alta Corte do país foi instaurado, em março, por ordem do o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. Na ocasião, Toffoli informou que Alexandre de Moraes – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo – iria conduzir as investigações.

O inquérito foi alvo de críticas de procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato, juristas e até mesmo integrantes do STF. Um dos magistrados mais antigos da Suprema Corte, o ministro Marco Aurélio Mello foi uma das vozes críticas à decisão de Dias Toffoli.

As primeiras medidas no inquérito ocorreram uma semana após a abertura da investigação. Na ocasião, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas de suspeitos em São Paulo e Alagoas.

Censura

STF censura reportagem em que Marcelo Odebrecht cita Dias Toffoli, presidente da Corte

STF censura reportagem em que Marcelo Odebrecht cita Dias Toffoli, presidente da Corte

Nesta segunda-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o site “O Antagonista” e a revista “Crusoé” retirem do ar reportagens e notas que citam o presidente da Suprema Corte.

Moraes estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a Polícia Federal ouvir os responsáveis do site e da revista em até 72 horas.

Segundo reportagem publicada pela revista na última quinta (11), a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele na Justiça Federal em Curitiba um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, à época, era advogado-geral da União.

Conforme a reportagem, Marcelo tratava no e-mail com o advogado da empresa – Adriano Maia – e outro executivo da Odebrecht – Irineu Meireles – sobre se tinham “fechado” com o “amigo do amigo”. Não há menção a dinheiro ou a pagamentos de nenhuma espécie no e-mail.

Ao ser questionado pela força-tarefa da Lava Jato, o empresário respondeu: “Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a José Antônio Dias Toffoli”. Toffoli atuou como advogado-geral da União entre 2007 e 2009, no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a revista, o conteúdo foi enviado à Procuradoria Geral da República para que Raquel Dodge analise se quer ou não investigar o fato.

Em nota oficial divulgada na sexta, a PGR afirmou que não recebeu nenhum material e não comentou o conteúdo da reportagem.

“O amigo do amigo do meu pai”: a matéria que o STF não quer que você leia

16 de abril de 2019 at 10:27

A Revista Crusóe e O Antagonista foram censurados nesta segunda-feira (15) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em defesa da liberdade de expressão, publicamos na íntegra a matéria que o STF não quer que você leia:

“O amigo do amigo de meu pai”

Por Rodrigo Rangel e Mateus Coutinho – Agência Caneta

NA ÚLTIMA TERÇA-FEIRA, um documento explosivo enviado pelo empreiteiro-delator Marcelo Odebrecht foi juntado a um dos processos da Lava Jato que tramitam na Justiça Federal de Curitiba. As nove páginas trazem esclarecimentos que a Polícia Federal havia pedido a ele, a partir de uma série de mensagens eletrônicas entregues no curso de sua delação premiada.

No primeiro item, Marcelo Odebrecht responde a uma indagação da Polícia Federal acerca de codinomes que aparecem em emails cujo teor ainda hoje é objeto de investigação. A primeira dessas mensagens foi enviada pelo empreiteiro em 13 de julho de 2007 a dois altos executivos da Odebrecht, Irineu Berardi Meireles e Adriano Sá de Seixas Maia. O texto, como os de centenas de outras e-mails que os executivos da empreiteira trocavam no auge do esquema descoberto pela Lava Jato, tinha uma dose de mistério.

Marcelo Odebrecht pergunta aos dois: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. É Adriano Maia quem responde, pouco mais de duas horas depois: “Em curso”. A conversa foi incluída no rol de esclarecimentos solicitados a Marcelo Odebrecht. Eles queriam saber, entre outras coisas, quem é o tal ”amigo do amigo do meu pai”. E pediram que Marcelo explicasse, “com o detalhamento possível”, os “assuntos lícitos e ilícitos tratados, assim como identificação de eventuais codinomes”.

A resposta do empreiteiro, que após passar uma longa temporada na prisão em Curitiba agora cumpre o restante da pena em regime domiciliar, foi surpreendente. Escreveu Marcelo Odebrecht no documento enviado esta semana à Lava Jato: “(A mensagem) Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a José Antonio Dias Toffoli”. AGU é a Advocacia-Geral da União. Dias Toffoli era o advogado-geral em 2007.

O empreiteiro prossegue, acrescentando que mais detalhes do caso podem ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio Adriano Maia. “A natureza e o conteúdo dessas tratativas, porém, só podem ser devidamente esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”, afirmou no documento, obtido por Crusoé.

Adriano Maia se desligou da Odebrecht em 2018, depois do turbilhão que engoliu a empreiteira. Ex-diretor jurídico da construtora, seu nome já havia aparecido nos depoimentos da delação premiada de Marcelo Odebrecht. Ele é citado como conhecedor dos negócios ilícitos da empresa. O empreiteiro diz que Adriano Maia sabia, por exemplo, do pagamento de propinas para aprovar em Brasília medidas provisórias de interesse da Odebrecht. Ele menciona, entre os casos, a MP que resultou no chamado “Refis da Crise” e permitiu a renegociação de dívidas bilionárias após acertos pouco ortodoxos com os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci.

Adriano Maia também aparece em outras trocas de mensagens com Marcelo Odebrecht que já constavam nos inquéritos da Lava Jato. Em uma delas, também de 2007, Odebrecht o orienta a estreitar relações com Dias Toffoli na Advocacia-Geral da União. Àquela altura, a Odebrecht tinha interesse, juntamente com outras construtoras parceiras, em vencer a licitação para construção e operação da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira. Na AGU, Toffoli havia montado uma força-tarefa com mais de uma centena de funcionários para responder, na Justiça, às ações que envolviam o leilão.

Havia um esforço grande do governo para dar partida às obras. O leilão para a construção da usina de Santo Antônio foi realizado em dezembro de 2007, cinco meses após a mensagem em que Marcelo Odebrecht pergunta aos dois subordinados se eles “fecharam com o amigo do amigo de meu pai”. A disputa foi vencida pelo consórcio formado por Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez e Cemig. A Lava Jato trabalha para destrinchar o que há por trás dos e-mails – e dos codinomes que, agora, a partir dos esclarecimentos de Marcelo Odebrecht, são conhecidos.

A menção a Dias Toffoli despertou, obviamente, a atenção dos investigadores de Curitiba. Uma cópia do material foi remetida à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela avalie se é o caso ou não de abrir uma frente de investigação sobre o ministro – por integrar a Suprema Corte, ele tem foro privilegiado e só pode ser investigado pela PGR. Os codinomes relacionados às amizades de Marcelo e do pai dele, Emílio Odebrecht, já apareciam nas primeiras mensagens da empreiteira às quais a Polícia Federal teve acesso, ainda na 14ª fase da Lava Jato, deflagrada em junho de 2015. No material, havia referências frequentes a “amigo”, “amigo de meu pai” e “amigo de EO”.

Demorou pouco mais de um ano para que os investigadores colocassem no papel, pela primeira vez, que o “amigo de meu pai” a que Marcelo costumava se referir era Lula – o ex-presidente conhecia Emílio Odebrecht desde os tempos em que era sindicalista. As mensagens passaram a fazer ainda mais sentido depois. Elas quase sempre tratavam de assuntos relacionados ao petista. Se havia a certeza de que o “amigo de meu pai” era Lula, ainda era um enigma quem seria o tal “amigo do amigo de meu pai”. Sabia-se que, provavelmente, era alguém próximo a Lula. Mas faltavam elementos para cravar o “dono” do codinome e, assim, tentar avançar na apuração. A alternativa que restava era, evidentemente, perguntar ao próprio Marcelo Odebrecht. E assim foi feito.

Há fundadas razões, como se diz no jargão jurídico, para Dias Toffoli ser tratado por Marcelo Odebrecht como “amigo do amigo de meu pai” – amigo de Lula, portanto. O atual presidente do Supremo foi, durante anos a fio, advogado do PT. Com a chegada de Lula ao poder, ascendeu juntamente com os companheiros. Sempre manteve ótima relação com o agora ex-presidente, que está preso em Curitiba.

Em 2003, Dias Toffoli foi escolhido para ser o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil. Naquele tempo, o ministro era José Dirceu. Toffoli ocupou o posto até julho de 2005. Em 2007, foi nomeado por Lula chefe da Advocacia-Geral da União, um dos cargos mais prestigiosos da máquina federal. Em 2009, deu mais um salto na carreira: Lula o escolheu para uma das onze vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Nesta quinta-feira, Crusoé perguntou a Dias Toffoli que tipo de relacionamento ele manteve com os executivos da Odebrecht no período em que chefiava a AGU e, em especial, quando a empreiteira tentava vencer o leilão para a construção das usinas hidrelétricas no rio Madeira. Até a publicação desta edição, porém, o ministro não havia respondido.

Os outros e-mails listados na resposta de Marcelo Odebrecht ao pedido de esclarecimentos feito pela Polícia Federal trazem mais bastidores da intensa negociação travada entre a empreiteira e o governo em torno dos leilões para a construção das usinas na região amazônica – projetos que, na ocasião, eram tratados por Brasília com grande prioridade e que, como a Lava Jato descobriria mais tarde, viraram uma fonte generosa de propinas para a cúpula petista.

Ao explicar uma das mensagens, Marcelo Odebrecht volta a envolver o ex-presidente Lula diretamente nas controversas negociações com a companhia. Ao se referir à decisão da empresa de abrir mão de um contrato de exclusividade com seus fornecedores no processo de licitação da usina de Santo Antônio, Marcelo afirma que a medida foi adotada a partir de uma conversa privada entre Lula e Emílio Odebrecht.

Diz ele: “Esta negociação foi feita entre Emílio Odebrecht e o presidente Lula (‘amigo de meu pai’) que prometeu compensar a Odebrecht em dobro (de alguma forma que só Emílio Odebrecht pode explicar)”. Também há menção a Dilma Rousseff, tratada em um dos e-mails como “Madame”. A então, ministra da Casa Civil de Lula era vista, àquela altura, como um empecilho aos projetos da Odebrecht na área de energia na região norte do país. As mensagens trazem, ainda, referências aos pedidos de propina relacionados aos leilões, que chegavam por intermédio de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Com as respostas do empreiteiro-delator, a Lava Jato deverá dar mais um passo nas investigações sobre os leilões das hidrelétricas. Uma das frentes de apuração, que mira a construção da usina de Belo Monte, já está avançada. Quanto à menção de Marcelo Odebrecht a Dias Toffoli, não se sabe, até aqui, se a Procuradoria-Geral da República pedirá algum tipo de esclarecimento ao ministro antes de decidir o que fazer. Como advogado-geral da União, Toffoli tinha a atribuição de lidar com o tema. Até por isso, não é possível, apenas com base na menção a ele, dizer se havia algo de ilegal na relação com a empreiteira. Mas explicações, vale dizer, são sempre bem-vindas.

Carro fica completamente destruído após acidente na pista expressa na Almirante Barroso

16 de abril de 2019 at 08:49

Carro fica completamente destruído após acidente na pista expressa na Almirante Barroso (Foto: Izabella Leal)

Por conta do acidente e do semáforo que foi derrubado, o trânsito na avenida Almirante Barroso e proximidades está lento (Foto: Izabella Leal)

Na manhã desta terça-feira (16), um acidente envolveU um carro, uma bicicleta e um ônibus na pista expressa do BRT, na avenida Almirante Barroso com a travessa Estrela, em Belém. Uma pessoa ficou presa às ferragens.

(Foto: Izabella Leal/DOL)

Segundo testemunhas, o motorista do carro de passeio teria avançado o sinal ao sair da travessa Estrela quando foi atingido pelo ônibus que trafegava na via expressa da avenida Almirante Barroso. Além dele, estava um rapaz sentado no banco de trás.

Enquanto outras afirmam que quem estava errado seria o motorista do ônibus, que avançou o sinal da via expressa na Almirante Barroso e atingiu o carro de passeio, que saía pela travessa Estrela.

(Foto: Izabella Leal/DOL)

A movimentação naquele perímetro é intensa porque, além de curiosos cercando o local do acidente, o semáforo do referido cruzamento foi derrubado, dificultando o fluxo de veículos e causando congestionamentos.

Equipes da Polícia Militar também estão no local.

(DOL)