Acusado de homicídio por dose letal de drogas no empresário João de Deus será julgado

9 de janeiro de 2019 at 00:05

Acusado de homicídio por dose letal de drogas no empresário João de Deus será julgado  (Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Jeferson Michel Miranda Sampaio, denunciado pelo Ministério Público por crime de homicídio em que foi vítima o empresário João de Deus Rodrigues, sentará no banco de réus ainda neste ano.

Na segunda-feira (7), o Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, determinou vistas do processo ao Ministério Público e à Defesa do acusado, para que, de acordo com o artigo 422 do Código de Processo Penal, no prazo de cinco dias, apresentem relação de testemunhas (até o máximo de cinco para cada uma das partes) que irão depor em plenário. A data do julgamento será marcada após a apresentação do rol de testemunhas e será incluída na pauta de júris deste ano.

De acordo com o processo, Jefferson é acusado de ter ministrado em João de Deus dose letal da droga GHB, conhecida por “gota” ou “doce”, durante uma festa em uma casa noturnade Belém no dia 27 de fevereiro de 2015. Testemunhas ouvidas durante a instrução processual afirmaram que o acusado, que também responde por crime de tráfico de drogas (que está conexo ao crime de homicídio), ministrou a droga na vítima quando esta estava alcoolizada, tendo diminuída a sua capacidade de discernimento.

Ao todo, foram ouvidas 18 pessoas entre testemunhas e informantes, que confirmaram o fornecimento de drogas pelo réu. Conforme os relatos, em um episódio anterior, Jeferson Michel teria comparecido a uma reunião particular na residência da vítima e teria sido visto manipulando caixas de sucos e bebidas no evento, além de tentar fazer a vítima ingerir mais bebida. Pessoas ouvidas que participaram da reunião e consumiram as bebidas passaram mal, apresentando sintomas de intoxicação.

Inicialmente, a morte do empresário foi considerada como morte acidental por ingestão de substancia psicoativa. A Polícia passou a investigar e descobriu que a droga era fornecida por um traficante, chegando ao nome de Jeferson Sampaio, 31 anos. Ele costumava vender drogas em casas noturnas e conhecia diversos jovens de classe média e alta, frequentadores de baladas em fins de semana, em Belém, entre eles a vítima João de Deus.

(Com informações do TJPA)