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Investigadores do Rio descobrem quem matou Marielle, diz colunista

10 de dezembro de 2018 at 21:17

Investigadores do Rio descobrem quem matou Marielle, diz colunista (Foto: Mário Vasconcellos/CMRJ)

Anderson e Marielle foram assassinados no dia 14 de março deste ano. (Foto: Mário Vasconcellos/CMRJ)

A  cúpula da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro já descobriu quem matou a vereadora do PSOL, Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes.

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois no Jornal O Globo, os investigadores já identificaram os assassinos e os mandantes do crime, mas ainda restam buracos na investigação que comprovem o crime. A esperança, de acordo com o colunista, é que a Polícia Federal — que ganhou acesso às investigações no sábado (8) por determinação da Justiça — consiga fundamentar as provas.

Anderson e Marielle foram assassinados no dia 14 de março deste ano quando saíam de um evento na Lapa, região central do Rio. Eles foram atingidos por 13 tiros, as câmeras de segurança estavam desativadas no momento do crime.

Intervenção em Roraima não restringirá entrada de venezuelanos no Brasil, diz Temer

10 de dezembro de 2018 at 16:45

Por Laís Lis — Brasília

Temer falou com jornalistas sobre intervenção em Roraima ao final de cerimônia no Planalto na qual recebeu credenciais de novos embaixadores no Brasil — Foto: Cesar Itiberê/PR

Temer falou com jornalistas sobre intervenção em Roraima ao final de cerimônia no Planalto na qual recebeu credenciais de novos embaixadores no Brasil — Foto: Cesar Itiberê/PR

O presidente Michel Temerafirmou nesta segunda-feira (10), no Palácio do Planalto, que não haverá restrição à entrada de venezuelanos no Brasil com a intervenção federal decretada em Roraima na semana passada.

A intervenção federal no estado da Região Norte, anunciada na noite da última sexta-feira (7), foi aprovada no sábado (8) pelos conselhos da República e de Defesa Nacional após reunião com Temer. Nesta segunda, o decreto presidencial que estabelece a intervenção federal nem Roraima foi publicado no “Diário Oficial da União”.

Neste domingo (9), o governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL) – que foi escolhido pelo presidente da República para ser o interventor federal em Roraima até o dia 31 – disse que pretende restringir o ingresso de cidadãos do país vizinho pela fronteira do estado, em Pacaraima.

“A nossa política é uma política de apoio aos refugiados desde o primeiro momento. Nós mandamos transmitir ao interventor [Antonio Denarium] ontem [domingo] essa notícia e ele acordou imediatamente. Ele disse: ‘Olha, não há problema nenhum’. Realmente, diz ele, há um problema aqui em Roraima, mas eu, enquanto interventor, seguirei as diretrizes fixadas”, relatou Temer a jornalistas após cerimônia, no Palácio do Planalto, na qual recebeu credenciais de dez novos embaixadores no Brasil.

Intervenção federal em Roraima começa a valer e vai até 31 de dezembro
Bom Dia Brasil
Intervenção federal em Roraima começa a valer e vai até 31 de dezembro

Intervenção federal em Roraima começa a valer e vai até 31 de dezembro

A intervenção federal em Roraima tenta amenizar os efeitos de uma crise desencadeada por problemas de gestão, falência do sistema prisional e denúncias de corrupção que envolvem até mesmo o filho da governadora do estado, Suely Campos (PP), que acabou afastada do cargo com a medida tomada pelo Palácio do Planalto.

No final do mês passado, Guilherme Campos – filho da governadora de Roraima – foi preso pela Polícia Federal (PF) acusado de desvio de recursos públicos do sistema penitenciário do estado em contratos fraudulentos que somam R$ 70 milhões. Integrantes do governo estadual também foram alvo da operação.

O suposto esquema de corrupção que atuava no governo de Roraima já foi alvo de outra operação da PF e de investigação em CPI na Assembleia Legislativa.

Os salários dos servidores públicos de Roraima estão atrasados desde setembro. Além disso, quartéis da Polícia Militar foram fechados por mulheres dos policiais em protesto à falta de pagamento dos vencimentos. Agentes penitenciários também cruzaram os braços no estado.

Os policiais civis de Roraima, que também tinham aderido à paralisação, voltaram ao trabalho, mas apenas uma delegacia da capital Boa Vista está funcionando.

O estado enfrenta ainda crise no sistema prisional, que já estava sob intervenção desde outubro em razão do crescimento de facções criminosas e novas ameças de rebeliões. Nos últimos meses, houve um salto no índice de homicídios em Roraima.

Em meio ao colapso dos serviços públicos por problemas internos, o estado também viu sua capacidade de atendimento público comprometido ao se tornar ponto de passagem de venezuelanos que cruzam a fronteira entre os dois países para fugir da dura crise econômica sofrida pela Venezuela.

‘Intervenção negociada’

Ao comentar com os jornalistas detalhes da decisão de intervir em Roraima, Michel Temer destacou que a medida foi negociada com a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), que deixaria o comando do estado no dia 31. Com o ato federal, o afastamento dela foi antecipado.

Segundo o presidente, a expectativa do governo federal é de enviar recursos para Roraima para permitir que a situação de caos nos serviços públicos possa ser resolvida no “brevíssimo tempo”.

O presidente da República afirmou aos repórteres na entrevista coletiva que acredita que o Congresso Nacional possa votar até esta terça-feira (11) o decreto presidencial que oficializou a intervenção da União no estado.

Cartas de facção

Cartas interceptadas pelo MP mostram mensagens codificadas — Foto: Reprodução

Cartas interceptadas pelo MP mostram mensagens codificadas — Foto: Reprodução

Em meio à entrevista, Temer foi questionado sobre as ameaças sofridas pelo promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo combate, no interior de São Paulo, à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Cartas do PCC apreendidas pela Polícia Militar (PM) no último sábado (8) revelam um plano para matar o promotor de Justiça de São Paulo.

O material estava com duas mulheres que haviam visitado presos na Penitenciária de Presidente Prudente. Elas foram presas pelas Rondas Ostensivas de Aguiar (Rota) da PM. O Ministério Público criou uma força-tarefa para investigar as ameaças.

Temer afirmou aos jornalistas que não sabe dimensionar essas ameaças e as consequências, mas disse que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, está acompanhando o caso “minuto a minuto, hora a hora”.

O chefe do PCC, Marcola, pode ser transferido do presídio de Presidente Venceslau (SP) para uma penitenciária federal — Foto: Reprodução de TV

A Justiça analisa um pedido do Ministério Público para transferir o chefe da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, e outros membros da facção para um presídio federal.

Ao ser questionado se era favorável à transferência de Marcola, Temer defendeu a medida. “Se é para garantir a segurança, não tenha dúvida”, enfatizou.

O presidente ressaltou ainda que a União está disposta a colaborar com uma eventual transferência de Marcola do presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para uma penitenciária federal. Temer disse, inclusive, que colocou aviões da FAB à disposição para transferir o líder do PCC para um presídio administrado pela União.

Polêmica de acusações na internet renova discussão sobre segurança. Especialista orienta

10 de dezembro de 2018 at 14:47

Polêmica de acusações na internet renova discussão sobre segurança. Especialista orienta (Foto: )

A história de uma mulher que se diz ser vítima de uma tentativa de um sequestro relâmpago em Belém mobilizou as redes sociais e grupos de conversas desde o final da noite do último sábado (8), mas, principalmente, levantou questionamentos: como proceder diante a sensação de ameaças e/ou atentados à própria vida?

DUAS VERSÕES

Na história, a moça afirma que saía de casa no próprio carro quando foi fechada por um motorista que dirigia um veículo modelo GOL de cor preta, na avenida Augusto Montenegro, próximo a uma faculdade. Depois ela afirma ter sido seguida no restante do trajeto até um shopping no bairro Val-de-Cans e que pediu ajuda a algumas pessoas que lá estavam. Para essas pessoas, ela afirmou que estava sendo perseguida pelo integrante do referido veículo.

O homem que dirigia o carro, um motorista de aplicativo, no entanto, veio à público após ter suas fotos compartilhadas nas redes sociais e ser acusado de envolvimento em, não apenas nesse suposto caso de tentativa de sequestro, mas em outros crimes e que agora está procurando Justiça porque se sente ameaçado.

ORIENTAÇÕES

Em conversa com o DOL na manhã desta segunda-feira (10), e após explicar o caso acima, o delegado Walter Resende de Almeida comentou a respeito do caso e, principalmente, orientou o que a pessoa deve fazer nesses casos. “É importante que a pessoa que se sentir vítima de alguma ação suspeita ligue para o 190. O Ciop [Centro Integrado de Operações] tem acesso aos locais das viaturas e podemos acionar a equipe policial mais próxima do chamado”, explica.

Com o acionamento do 190, o próximo passo é registrar um boletim de ocorrência. É importante salientar, no entanto, que ainda que a pessoa não tenha acionado o Ciop, o ato de registrar o BO é imprescindível. “A polícia só vai fazer algo se o caso em questão estiver formalizado. Com o boletim de ocorrência em mãos e devidamente registrado, os policiais dão início às diligências, como solicitar imagens das câmeras de segurança e ouvir os envolvidos”, diz.

DIVULGAR SEM CHECAR? – Outro ponto levantado pelo delegado também foi a cautela que se deve ter ao compartilhar informações sem checar. Por mais “bem intencionada” que a pessoa esteja ao querer ajudar, é preciso entender que quem ajuda a divulgar informações erradas pode ser penalizado e, principalmente, penalizar outras pessoas.

Na história em questão, o motorista do aplicativo fez um vídeo e recorreu às redes sociais como forma de “limpar” a imagem espalhada. “Se a pessoa que se sentir lesada procurar a polícia, com as devidas provas em mãos, quem compartilhou pode ser penalizado”, diz Resende. Em termos de lei, quem compartilhou a história sem saber pode responder por calúnia e difamação, tipificados, respectivamente, nos artigos 138 e 139 do Código Penal.

(DOL)

 

Menina de 13 anos faz roleta-russa com arma do pai e mata amiga da mesma idade

10 de dezembro de 2018 at 13:12

Menina de 13 anos faz roleta-russa com arma do pai e mata amiga da mesma idade (Foto: Reprodução/internet)

(Foto: Reprodução/internet)

Uma tragédia se abateu sobre uma família onde uma garota de 13 anos matou com um tiro na cabeça a amiga, de mesma idade. A adolescente usou a arma do pai, um policial militar da reserva, para brincar de roleta-russa. O fato aconteceu na noite do último sábado (8), no bairro do Garcia, em Salvador.

De acordo com os familiares Darylane Lívia de Almeida Cunha foi atingida com um tiro durante a roleta-russa, que consiste em colocar uma bala no revólver, girá-lo, apontar a arma para si ou para alguém e apertar o gatilho.

Ainda de acordo com testemunhas, as adolescentes estavam sozinhas na casa da filha do policial. Os vizinhos relatam ainda terem ouvido apenas um tiro. Logo após o ocorrido, uma ambulância do serviço médico de urgência (SAMU) foi acionada, mas, ao chegar à residência a menina já estava morta.

A arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, foi apreendido pela policia militar e passará por perícia. O nome do militar reformado não foi divulgado. Ele prestou depoimento no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) horas depois do acontecido.

Após entrada no Instituto Médico Legal (IML), o corpo da vítima foi liberado para os familiares na tarde de domingo (9).

(Com informações do UOL)

 

Secretário de Jatene propôs fraude em obras do Parque do Utinga

9 de dezembro de 2018 at 12:11

Secretário de Jatene propôs fraude em obras do Parque do Utinga (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

(Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

Gravações de áudio revelam que a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) e a construtora Paulitec podem ter cometido ilegalidades, sugeridas pelo secretário de Cultura, Paulo Chaves, para solucionar problemas na reforma do Parque do Utinga, em Belém. Em uma conversa, Paulo Chaves sugere que o empresário José Levy, da Paulitec, a executora da obra, fraude a certificação da madeira adquirida para a construção de uma cerca. Em outras, ele diz a técnicos da Secult que maquiem um acréscimo de serviços, que poderia ser questionado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), e até um aditivo de preço, cuja composição era ilegal.

Os áudios mostram, ainda, uma desconcertante proximidade entre Paulo Chaves e José Levy, a ponto de o empresário dizer que se recusava a entregar determinados documentos para “proteger” o secretário. Nas conversas, Paulo Chaves também afirma que o governador Simão Jatene foi o principal responsável pela lentidão das obras no Utinga, que se arrastaram por quase quatro anos.

ESCUTE OS ÁUDIOS

Os áudios, que somam mais de duas horas e meia, foram entregues ao DIÁRIO por uma fonte que trabalhou na reforma daquele parque e que garante, como você leu na edição de 02/12, que aquelas obras foram superfaturadas em pelo menos R$ 12 milhões. As gravações documentam, parcialmente, duas reuniões entre Paulo Chaves, técnicos da Secult, da construtora Paulitec e da Sanevias, empresa responsável pelo gerenciamento das obras, para discutir entraves e aditivos daqueles serviços.

(Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

REUNIÃO

Segundo a fonte, a primeira reunião ocorreu em 12/07/2016; a segunda, em 19/07/2016. Nelas, também sobram críticas à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e à fiscalização do TCE e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Parte das críticas são feitas por Paulo Chaves.

No entanto, impressionantes mesmo são as ilegalidades sugeridas pelo secretário. Na reunião de 19/07/2016, José Levy informa que cada estaca de acapu, para a construção de uma cerca de madeira, custava R$ 15,00 “sem nota, sem certificado”. Já “com certificado, guia florestal” ficaria em R$ 30,00. O cercado não existia no projeto original do parque. Mas agora, como seria necessário um projeto para erguê-lo, “qualquer fiscalização dá problema; qualquer ministério público pode cobrar a certificação”.

Até porque só se pode adquirir madeira certificada e, explica um técnico, as construtoras têm de estar até cadastradas no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para que possam comprar o produto. E foi então que Paulo Chaves, sob a desculpa de “baratear a obra”, apresentou uma solução surpreendente, por vir de um homem público.

“Dinheiro pra mim é dinheiro”, disse o secretário, “Por que não faz como o Bosco Moisés fazia, quando nós éramos sócios da Papa Jimmy? Comprava uma garrafa de uísque no supermercado, tirava o selo e passava pra outra”. José Levy concorda: “Posso fazer. A gente faz uma conta de chegada”. Em tempo: Papa Jimmy era uma boate que ficava na avenida Presidente Vargas, na Belém da década de 1970. Bosco Moisés, citado pelo secretário como ex-sócio dele, foi carnavalesco e deputado estadual, mas também suspeito de ser um dos chefes do jogo do bicho no Pará.

Maquiagem de aditivos e responsabilidade do governador

Reuniões, cujo áudio de Paulo Chaves foi gravado, ocorreram em 2016 FOTO: RICARDO AMANAJÁSTão ou mais surpreendente é o que acontece na reunião de 12/07/2016. Nela, forma-se um jogo de gato e rato, em torno de um aumento, beneficiando a Paulitec. De um lado, Paulo Chaves e José Levy. Do outro, um técnico da Secult, aparentemente, fiscal da obra. O empresário diz que, devido ao “excesso de chuvas”, o terreno virou “lama pura” e estava sem poder trabalhar, há uma semana.

Queria, então, “trabalhar com seixo”, mas isso traria um acréscimo de serviços de R$ 118 mil. O secretário comenta que enfrentou problema semelhante, na construção do Mangal das Garças, “e houve problema com a fiscalização, porque a possibilidade tinha que estar contemplada, a questão atmosférica das chuvas. Por mim, taca ferro e faz logo essa porra de seixo. Mas eu quero ouvir vocês”.

Mas Paulo Chaves não desiste. E pergunta ao técnico: “Não dá pra ser usado nisso e ter uma justificativa noutro item que seja palatável?”. Como o técnico permanece vacilante, o secretário recorda que também teve problemas nas obras do Hangar – Centro de Convenções: “Tive que responder processo no tribunal por causa disso, porque queriam que tivesse sido previsto”. Levy reforça: “Te lembras que era dezembro e tivemos que tacar o cacete (no Hangar)?” Mas o técnico continua firme: “teria que ver. Não consigo te responder isso agora”. José Levy lembra que a paralisação não apenas atrasa a obra, mas também lhe traz um custo, devido aos equipamentos parados. Paulo Chaves volta à carga e critica o tribunal de contas.

PREVISÃO

Segundo ele, o problema “é que esses merdas raciocinam, com razão entre aspas: por que isso não foi previsto? Ou que estão usando a desculpa, pra aumentar material e aumentar serviço”. E acrescenta: “Se pudesse entrar num item que fosse mais palatável, pelo menos, dividir”. José Levy diz que vai ver o que se consegue fazer; e o técnico, que vai analisar. Paulo Chaves conclui, tirando o corpo fora: “Não estou autorizando, nem desautorizando. Eu estou querendo é ver se faz”.

Em outro momento da reunião, discute-se um aditivo de preço. José Levy não concorda com um aumento de 17%. Nas estimativas que fizera, o aditivo deveria chegar a 24,89%. A discussão pega fogo quando um fiscal da obra, de nome Mourão, informa ao secretário que, dos R$ 3 milhões desse aditivo, quase R$ 2 milhões seriam destinados à administração das obras, o que é ilegal.

No bate-boca, o funcionário diz: “tem que ser dita a verdade!”. José Levy retruca: “Então, pronto: cumpre a lei”. E acrescenta, mais adiante: “Só tô dizendo o seguinte: a norma tá lá, a lei tá lá. E nós demos várias maneiras de como resolver. Agora, se tem de ser tudo escrito antes, não vai. Vai fazer pela lei, pronto!”. Paulo Chaves pondera que é preciso que a construtora e os técnicos calculem o percentual justo e exato do aumento. Diz ao empresário que é preciso tocar a obra, até para ter o que mostrar ao governador, a fim de pedir-lhe dinheiro para o aditivo. Então, dá mais uma de suas sugestões surpreendentes, ao funcionário da Secult.

PROBLEMAS

“Vamos fazer o seguinte” – diz o secretário – Pra não se ter problemas, eu também não quero ter, eu já tenho muitos problemas, eu respondo vários processos. Pra não ter mais um processo, mais uma suspeita de que eu sou ladrão, eu quero que as coisas estejam corretas. Agora, uma coisa que se pode fazer é diminuir esses 20% de administração e colocar num outro item. Esses 20 não podem cair pra 17?”.

Mas o funcionário esclarece: “Só que não é 20%, doutor Paulo, é um pouco mais de 50%. Eu falei que, de R$ 3 milhões, R$ 2 milhões são para administração”. Gera-se novo bate-boca, inclusive envolvendo outro técnico. Com os ânimos já mais calmos, o secretário volta à carga: “Eu acho que pode, sim, Mourão, colocar mais em equipamento e outro item, sem mudar o valor, para tornar mais digestivo”.

E prossegue: “Segundo, deixa eu lhe dizer com toda a sinceridade, sem querer em nenhum momento proteger a empresa, porque antes eu quero me proteger. Eu acho que a grande responsabilidade dessa paralisação aí, dessa lentidão, foi do governador e, depois, do governo como um todo”.

Paulo Chaves passa, então, a desfiar um rosário de queixas pelo empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a obra, que demorou a sair; contra a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), que levou 9 meses para aprovar o projeto; contra o Iphan que “foi de uma burrice completa” e criou “um caso enorme”. Tudo para afirmar: “Sinceramente, não vejo como colocar isso pra ser dividido entre nós e a empresa (a Paulitec). Acho que é um castigo que estamos dando, quando a principal responsabilidade foi nossa”. E acrescenta: “O que eu acho é que se pode é diminuir a aparência das coisas. Em vez de ser 20% de administração, ser 16, ser 17. Colocar noutro item, fazer um jogo”.

(Ana Célia Pinheiro/Diário do Pará)

Mais uma mulher acusa João de Deus de abuso e diz que médium lhe ofereceu mesada

9 de dezembro de 2018 at 00:30
Em relato exclusivo ao GLOBO, mineira fala sobre agressão sexual que teria sofrido em Abadiânia; é a 13ª denúncia
O médium João de Deus durante atendimento em Abadiânia Foto: Givaldo Barbosa / Agência O GloboO médium João de Deus durante atendimento em Abadiânia Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

RIO- Mais uma mulher afirmou ao GLOBO, com exclusividade, ter sido abusada sexualmente por João Teixeira de Faria, o João de Deus. Com isso, já são 13 pessoas que relataram seus casos ao jornal e ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo. Mineira, de 32 anos, ela conta que chegou a considerar se mudar para Abadiânia, em Goiânia, onde fica o hospital espiritual de João de Deus, e que o médium lhe ofereceu uma mesada. Segundo o relato da mulher, o médium tentou colocar a mão dentro das calças dela.

As sete mulheres que relataram seus casos ao jornal estão analisando individualmente se irão apresentar denúncias ao Ministério Público ou se vão aguardar a própria Promotoria tomar o primeiro passo. A autarquia tem essa prerrogativa, a partir das denúncias noticiadas neste sábado. Pelo menos três das sete mulheres ouvidas pelo jornal  estão se aconselhando com advogados para determinar como devem proceder.

Leia na íntegra o relato da décima terceira mulher que denuncia ter sofrido abuso sexual por João de Deus:

“Fui muitas vezes a Abadiânia, não consigo nem lembrar quantas. A primeira vez foi em 2013, eu tinha acabado de fazer 27 anos. Desde a primeira vez que fui, a entidade me chamou para conversar na salinha.

Ele teve uma conversa gentil, cavalheiresca. Falou do poder de curar e tudo que poderia fazer. Nos atendimentos abertos ao público, a entidade disse que eu teria que voltar três vezes a Abadiânia, e sempre que fosse

deveria procurar por ele na sala.

Cheguei a considerar morar lá. Ele me ofereceu uma mesada para viver ali, disse que poderia ajudar no financiamento de um negócio, se eu quisesse.

Uma vez, fez questão de me chamar para vê-lo negociar a compra de uma fazenda. Senti que queria demonstrar poder e dinheiro, achei aquilo muito estranho.

Quando li a matéria no jornal [neste sábado, contendo as denúncias feitas por seis mulheres], a ficha começou a cair.

Na primeira vez, estávamos na salinha, eu sentada de frente para ele. Tinha uma medalha no meu colar que eu estava trazendo de Praga, fui mostrar a ele. Depois de olhar, ele quis “guardar” a medalha dentro do meu decote. Não gostei. Educadamente, segurei sua mão no meio do movimento, tirei a medalha de seus dedos e, ainda segurando sua mão, coloquei-a sobre o colo dele.

Depois de conversar, ele me pediu para voltar ali depois do fim da sessão, disse que tinha um tratamento a fazer, algo sobre energia. Achei estranho e disse que, depois da sessão, eu iria passear. “Passear? Você está aqui pra se tratar ou para passear?”, ele respondeu. Aí eu disse que iria até a cachoeira, que fazia mais sentido para mim ir naquele lugar, onde todos falam que as entidades estão presentes. Então combinamos que eu voltaria ali no dia seguinte.

Eram 7 horas da manhã, as sessões logo iriam começar no salão. A pedido dele, fui até a salinha. Ele disse que faria um tratamento energético em mim, que precisaria da energia dele. Encaixou o corpo dele por trás do meu, disse que era “para circular a energia”.

Passou as mãos pelas laterais do meu corpo, até chegar à parte da frente, como se estivesse me abraçando. Passando a mão no meu corpo sobre a roupa, disse que eu era muito forte, e de repente ele tentou colocar a mão dentro da minha calcinha. Foi quando eu conseguir dizer “não!”. Assustada, tirei a mão dele, rápido. Dessa última vez tive muito medo, porque eu já tinha entrado ali antes, mas ele nunca tinha feito algo assim.

Ele ficou irritado com a forma como reagi, mas se controlou e se afastou. Disse que iria começar as sessões.

Sei como ele é poderoso, e digo isso no campo material. Energeticamente, espiritualmente não tenho medo nenhum dele. Uma coisa que eu entendi em Abadiânia é que a polícia é do João de Deus, então fazer denúncia lá parece ser impossível.

Depois voltei lá uma vez, para acompanhar uma pessoa, em outubro de 2014.

É muito difícil falar sobre tudo isso, nunca falei pessoalmente com ninguém, além da minha mãe. Depois do que me aconteceu, descobri outros casos. Revoltada com o que tinha me acontecido, pesquisei na internet e encontrei várias coisas.

De certa forma, senti alívio, porque assim vi que eu não estava louca. Tinha outras mulheres que sofreram que nem eu.”

 

 

Cerveja é mais eficiente contra rugas do que cremes, diz estudo

9 de dezembro de 2018 at 00:07

Cerveja é mais eficiente contra rugas do que cremes, diz estudo (Foto: Reprodução)

Calma! Também não é por isso que você vai exagerar (Foto: Reprodução)

Para ter uma pele mais viçosa, cuidar da cútis é fundamental. Com o passar doa anos, nossa pele fica mais fina e com a aparência que nem sempre agrada. Por isso muitos cuidados são necessários.

O Departamento de Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Valência, sob responsabilidade da Dra. Codoñer Pilar Franch, realizou um estudo que diz que a cerveja é rica em antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, que adoecem o organismo e envelhecem a pele.

Por conter mais de 200 componentes, que incluem vitamina B, ácido fólico (B1, B2, B12) e polifenóis (grupo dos antioxidantes naturais que também são encontrados em frutos e vegetais), a cerveja pode ser um grande aliado da saúde e da vitalidade do corpo.

Esses componentes fazem com que a cerveja favoreça a pele, deixando ela com um aspecto de vigor e vitalidade.

No nosso corpo, estão presentes de forma equilibrada os oxidantes antioxidantes, porém, com o passar dos anos e com a atuação dos radicais livres os antioxidantes se sobressaem e isso acaba favorecendo o envelhecimento, por isso, devemos equilibrar com alimentos e vitaminas.

É importante ressaltar que o consumo ideal para alcançar objetivos benéficos à saúde, deve ser moderado e eventual. Muita quantidade de álcool tem efeito contrário e envelhece o organismo.

(DOL)

Mulher é presa ao desembarcar com três quilos de droga em cinta no aeroporto de Belém

8 de dezembro de 2018 at 19:41

Mulher é presa ao desembarcar com três quilos de droga em cinta no aeroporto de Belém (Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Laysa Coimbra Sá, de 18 anos, foi presa em flagrante neste sábado (8), ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Belém, com drogas. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

De acordo com o que foi divulgado pela PC, policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC) receberam uma denúncia anônima, na última sexta-feira (06), que a jovem chegaria em Belém com o entorpecente.

Neste sábado, ao desembarcar no aeroporto de Belém, em um voo procedente de Rio Branco, capital do Acre, com escala em Brasília, por volta de 13h20, ela foi abordada pela equipe policial.

Demonstrando muito nervosismo, a jovem tentou utilizar o telefone celular para avisar alguém sobre a presença dos agentes, porém Laysa acabou confirmando que estava, de fato, transportando droga. Ao todo, foram apreendidos cerca de três quilos de “pó de cocaína”, que estavam numa espécie de cinta junto ao corpo dela, em baixo da roupa.

(Foto: reprodução)

Também foi preso na mesma ocasião, logo em seguida, Alyson Jorge Melo de Sousa e Thiago José dos Santos Ferreira. Os dois foram abordados em frente à saída do Portão C do Aeroporto. Os dois estavam aguardando a chegada de Laysa com o entorpecente.

Inicialmente, eles negaram o crime. Já na Denarc, os presos resolveram contar a versão de que sabiam que, de fato, o que era o material transportado por Laysa. Eles confessaram que iriam receber R$ 2 mil, dos quais R$ 1.5 mil seriam para pagar Laysa pelo serviço de “mula” (transportadora da droga) e R$ 500 seriam repartidos entre os dois pela “corrida” até o local de entrega da droga, sem, contudo, indicarem para quem iriam fazer essa “corrida”.

Os três foram autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Além dos cerca de 3,5 quilos de “pó de cocaína”, foram apreendidos aparelhos celulares com os presos.

(DOL com informações da Polícia Civil)

 

Trio quebra quarto de motel após desentendimento, em Castanhal

8 de dezembro de 2018 at 17:31

Trio quebra quarto de motel após desentendimento, em Castanhal (Foto: Via WhatsApp)

(Foto: Via WhatsApp)

Um lugar feito para amar acabou sendo depredado por dois homens e uma mulher que acabaram na delegacia, neste sábado (8), após serem acusados de quebrar um quarto do motel Palacy, localizado na rodovia PA-136, em Castanhal, cidade do nordeste paraense.

(Foto: via WhatsApp)

Os três estava no motel e, após consumirem bebidas alcoólicas, se desentenderam e quebraram vários objetos do quarto, incluindo uma televisão. Várias garrafas de vidros foram jogadas contra a parede e os móveis.

(Foto: via WhatsApp)

Uma equipe da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) foi acionada e encaminhou os acusados, que não tiveram os nomes divulgados, para a delegacia para procedimentos cabíveis.

 

(Foto: via WhatsApp)

(DOL com informações de Tiago Silva/Castanhal)

 

Secretaria de Meio Ambiente

8 de dezembro de 2018 at 16:29